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quarta-feira, 8 de julho de 2026

LATAM Brasil dá dicas para as viagens de menores desacompanhados nas férias de julho

 

Divulgação  
LATAM

Alta temporada concentra quase metade das crianças e adolescentes que viajam sozinhos com a companhia no Brasil 

Orientações ajudam responsáveis a organizar documentação, contratar serviço e embarcar com power bank se acordo com as novas regras 


Com a chegada das férias escolares, cresce o número de crianças e adolescentes que viajam sem a companhia dos pais ou responsáveis. Em 2025, a LATAM transportou 22.907 menores desacompanhados em voos com origem no Brasil. Desse total, julho e dezembro concentraram quase metade do volume anual, com 47,9% do volume anual. Entre 2022 e 2025, o número de menores desacompanhados transportados pela LATAM cresceu 31%. 

O dado reforça a importância do planejamento para esse tipo de viagem, especialmente na alta temporada. Para apoiar famílias que precisam organizar a viagem de filhos e adolescentes sem acompanhante, a LATAM reúne abaixo as principais orientações. 

Informe-se sobre as políticas para cada idade e destino: as regras variam conforme a faixa etária e destino. Crianças de 8 a 11 anos podem viajar desacompanhadas apenas com a contratação obrigatória do serviço. Já adolescentes de 12 a 17 anos podem viajar sozinhos, conforme a documentação exigida, e o serviço é opcional, de acordo com a necessidade da família. 

Verifique a documentação necessária: antes de embarcar, é importante conferir a documentação exigida para a idade da criança ou do adolescente e, quando aplicável, a autorização de viagem assinada pelos responsáveis. Saiba mais acessando o link. 

Atente-se a conexões com outras companhias aéreas: o serviço de menor desacompanhado da LATAM vale apenas para voos operados pela própria companhia. Ele não pode ser reservado em trechos codeshare nem em conexões com outras empresas, já que as regras de idade mínima e assistência podem variar de uma companhia para outra. 

Solicite com antecedência: antes de comprar a passagem do menor, os responsáveis devem entrar em contato com a Central de Vendas e Serviços para verificar as informações sobre o serviço. A passagem e a contratação podem ser feitas na sequência, conforme a disponibilidade, até 48 horas antes do voo. 

Utilize a ferramenta Child Tracker: quando disponível, a ferramenta Child Tracker permite acompanhar em tempo real as etapas da viagem do menor desacompanhado, oferecendo mais tranquilidade aos responsáveis durante todo o trajeto. 

Preencha o formulário no aeroporto: no dia da viagem, os pais ou responsáveis que contrataram o serviço devem ir ao balcão da LATAM e preencher o formulário de Menor Desacompanhado, com os dados da criança ou adolescente e os contatos do responsável no aeroporto de origem e de destino.

 

Outras dicas importantes para viajar na alta temporada 

Além dos cuidados específicos para menores desacompanhados, a LATAM reforça outras orientações para quem vai viajar nas férias de julho, período de maior movimento nos aeroportos e com novas regras para o transporte de power banks. 

Fique atento às novas regras para power banks: os carregadores portáteis devem ser levados na bagagem de mão ou no item pessoal, nunca na bagagem despachada. Durante o voo, o item precisa permanecer em local acessível, como mochila, bolsa ou bolsão do assento, e não deve ser guardado no compartimento superior. Também não é permitido utilizá-lo durante o voo, inclusive conectado às entradas USB da aeronave. 

Chegue ao aeroporto com antecedência: com o aumento do fluxo de passageiros, a companhia recomenda chegar ao aeroporto com antecedência e manter documentos, cartões de embarque e comprovantes sempre à mão. Após o despacho da bagagem, a orientação é seguir diretamente para a área de embarque para evitar atrasos nas filas de segurança.

 

Alta temporada com maior número de destinos internacionais 

O mês de julho marca ainda um momento importante para a LATAM no Brasil. Na primeira semana do mês, a companhia inaugurou três novas rotas internacionais a partir de São Paulo/Guarulhos (Cidade do Cabo, Ushuaia e Punta Cana) e passou a oferecer 31 destinos internacionais com voos próprios a partir do país, o maior número de destinos internacionais de sua história. 

A expansão reforça a estratégia de crescimento sustentável da LATAM e amplia as opções de viagem para diferentes perfis de passageiros, conectando o Brasil a destinos de praia, inverno e natureza em regiões como Caribe, Patagônia e África.



Grupo LATAM
www.latam.com


Férias escolares e inverno exigem atenção no uso seguro de produtos de limpeza em casa

 ABIPLA orienta consumidores a manter saneantes fora do alcance de crianças, seguir as instruções do rótulo, evitar misturas caseiras e garantir ventilação durante a limpeza dos ambientes.

 

Com a chegada do inverno e o período de férias escolares, a rotina das famílias dentro de casa muda. Crianças e adolescentes tendem a passar mais tempo no ambiente doméstico, enquanto os dias mais frios favorecem a permanência em locais fechados. Nesse contexto, a limpeza correta dos espaços ganha importância, mas também exige atenção ao uso seguro dos produtos. A ABIPLA – Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes cita alguns cuidados que devem ser redobrados nesta época do ano, como não realizar misturas caseiras de produtos de limpeza e manter os saneantes fora do alcance de crianças. 

“Os produtos de limpeza fazem parte da rotina de cuidado das famílias, especialmente no inverno, quando os ambientes tendem a permanecer mais fechados. Mas segurança e eficácia dependem do uso correto. É fundamental ler o rótulo, respeitar as orientações do fabricante, evitar misturas e armazenar os saneantes fora do alcance das crianças, além de manter os produtos em suas embalagens originais”, afirma Jordana Saldanha, diretora-executiva da ABIPLA. 

O alerta é especialmente importante durante as férias escolares. Em 2024, cerca de 3,6 mil crianças e adolescentes de até 14 anos foram internados no Brasil por conta de intoxicações, segundo levantamento da Aldeias Infantis SOS, com base em dados do DataSUS, do Ministério da Saúde. Embora os dados não se refiram apenas a intoxicações por saneantes, eles reforçam a importância da prevenção dentro de casa, especialmente em períodos em que as crianças passam mais tempo no ambiente doméstico. 

A atenção à ventilação também vale menção. O Ministério da Saúde recomenda manter ambientes bem ventilados como parte das medidas gerais de prevenção contra a gripe. Esse cuidado deve caminhar junto com uma rotina de higiene responsável, que inclui limpeza adequada de superfícies e uso correto dos produtos indicados para cada finalidade.

 

Misturas caseiras são risco à saúde

Outro ponto de atenção é o uso de receitas caseiras de limpeza que circulam em redes sociais. A ABIPLA reforça que os saneantes são desenvolvidos para finalidades específicas e devem ser usados apenas conforme as instruções do rótulo. A mistura de itens diferentes, como água sanitária, desinfetantes, limpadores, álcool ou outros produtos químicos, pode gerar reações indesejadas, vapores irritantes e risco de intoxicação. 

“Quando o consumidor mistura produtos por conta própria, ele perde a referência de segurança e eficácia indicada pelo fabricante. O rótulo existe justamente para orientar a forma correta de uso, o tempo de ação, os cuidados necessários e as medidas de segurança. Mais produto ou mais mistura não significa mais limpeza”, destaca Jordana. 

A diretora-executiva também orienta os consumidores a desconfiarem de saneantes sem procedência, vendidos em embalagens improvisadas, sem identificação do fabricante, sem rótulo adequado ou sem informações de uso e segurança. “A regularização sanitária, a rotulagem e a embalagem correta são partes essenciais da proteção ao consumidor”, diz Jordana.

 

Guia rápido de boas práticas com saneantes

·        manter produtos de limpeza em locais altos, fechados ou trancados;

·        conservar os saneantes sempre em suas embalagens originais;

·        nunca transferir produtos para garrafas de água, refrigerante ou outros recipientes de alimentos e bebidas;

·        ler o rótulo antes do uso;

·        respeitar as instruções de diluição, aplicação e tempo de ação;

·        não misturar produtos diferentes;

·        manter crianças e animais afastados durante a limpeza;

·        garantir ventilação adequada ao manusear os produtos;

·        não deixar produtos no chão, embaixo da pia ou em locais de fácil acesso;

·        descartar embalagens vazias de forma adequada, sem reutilizá-las.

 

Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional - (ABIPLA

Jordana Saldanha - jornalista e especialista em Reputação, Marketing Digital e Gestão de Negócios, com formação executiva pela FGV, Fundação Dom Cabral e INSPER. Atualmente, é Diretora-Executiva da ABIPLA e atuou como Gerente de Comunicação Institucional no Conselho Federal de Química. Tem 20 anos de experiência em televisão e trajetória sólida em comunicação estratégica no setor público e relações governamentais.


8/7, Dia do Pesquisador Científico: na era da IA, desenvolver habilidades de pesquisa é desafio no Brasil

 

Inteligência artificial amplia o acesso à informação, mas não substitui pensamento crítico, curadoria humana e capacidade de formular perguntas

 

Em um cenário em que ferramentas de inteligência artificial são capazes de responder perguntas em segundos, produzir textos completos e reunir informações sobre praticamente qualquer assunto, saber pesquisar é uma habilidade que ganha ainda mais relevância. A chegada da IA transformou a forma como as pesquisas são realizadas, mas não eliminou a necessidade de competências humanas essenciais, como análise crítica, interpretação de dados e capacidade de questionamento. 

Celebrado em 8 de julho, o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador Científico, instituídos pelas Leis nº 10.221/2001 e nº 11.807/2008, são um convite para refletir sobre a importância da investigação, da curiosidade e da construção do conhecimento em uma sociedade cada vez mais impactada pela tecnologia: fomentar o interesse dos jovens pela ciência e ampliar a valorização do conhecimento científico são fundamentais para enfrentar os desafios do presente e do futuro.
 

IA ajuda, mas o pensamento humano é mais importante 

"A IA tornou o acesso à informação mais rápido e democrático, mas isso não significa que todo conteúdo gerado seja necessariamente correto, relevante ou adequado. O grande desafio da educação hoje não é apenas ensinar os alunos a encontrar respostas, mas ajudá-los a formular boas perguntas, avaliar fontes e desenvolver critérios para interpretar aquilo que recebem", afirma Carla Mitsy, coordenadora pedagógica do colégio Progresso Bilíngue de Indaiatuba (SP). 

Segundo a educadora, a formação de pesquisadores vai muito além da preparação para a carreira acadêmica: trata-se de desenvolver competências que serão fundamentais em qualquer profissão, especialmente em um mundo marcado por transformações constantes e pelo surgimento acelerado de novas ocupações. 

"Vivemos em um contexto em que o conhecimento se atualiza o tempo todo. Por isso, uma das competências mais importantes para as novas gerações é a aprendizagem contínua, o chamado lifelong learning. O profissional do futuro precisará aprender, desaprender e reaprender diversas vezes ao longo da vida. E isso começa na escola, quando o estudante aprende a investigar, buscar evidências, comparar informações e construir conhecimento de forma autônoma", opina. 

A inteligência artificial, nesse contexto, pode atuar como uma importante aliada do processo educativo, desde que seja utilizada de forma consciente. Ferramentas digitais podem auxiliar na organização de informações, ampliar repertórios e apresentar diferentes perspectivas sobre um tema. No entanto, a etapa mais importante continua sendo a humana. 

"A tecnologia pode acelerar etapas da pesquisa, mas não substitui a reflexão, a criatividade, a capacidade de argumentação, nem a autoria. A curadoria humana continua sendo indispensável para identificar vieses, verificar a confiabilidade das fontes e transformar informação em conhecimento significativo", destaca a especialista. 

Dados divulgados pela Elsevier e pela Agência Bori mostram que, em 2024, foram publicados 73.220 artigos científicos no Brasil, um crescimento de 4,5% em relação ao ano anterior. O País ocupa a 14ª posição no ranking global de produção científica – lista liderada pela China e pelos Estados Unidos, seguida por países como Índia, Reino Unido, Alemanha e Japão. Ainda assim, a produção científica brasileira não impacta tanto o nosso crescimento: o Brasil ocupa atualmente a 52ª posição no Índice Global de Inovação, o que reforça a importância de ampliar investimentos em educação, ciência e formação de novos pesquisadores.
 

Pesquisa como prática cotidiana 

No colégio Progresso Bilíngue, a formação investigativa é desenvolvida por meio do Trabalho de Pesquisa Individual (TPI), projeto que acompanha os estudantes em um percurso estruturado de investigação científica. 

Durante o processo, os alunos são incentivados a escolher temas de interesse, formular perguntas de pesquisa, buscar fontes confiáveis, analisar informações, organizar argumentos e apresentar suas conclusões com autoria. Mais do que um trabalho escolar, a iniciativa busca desenvolver habilidades relacionadas ao pensamento científico e à autonomia intelectual. 

"O TPI ensina algo que será cada vez mais valioso no século XXI: a capacidade de aprofundar um tema, conectar informações e construir uma visão própria sobre determinado assunto. Mesmo com todas as facilidades proporcionadas pela inteligência artificial, a curiosidade, o senso crítico e a disposição para investigar continuam sendo competências insubstituíveis", afirma Carla. 

Para a docente, a discussão sobre IA nas escolas não deve estar centrada na substituição do trabalho humano, mas na construção de uma relação equilibrada entre tecnologia e pensamento crítico. "Quanto mais avançadas se tornam as ferramentas digitais, mais importante se torna a formação de pessoas capazes de analisar, questionar e tomar decisões com responsabilidade. O verdadeiro diferencial não estará em acessar informações, mas em saber o que fazer com elas", conclui.
 

A especialista: Carla Mitsy é pedagoga e bacharel em Publicidade e Propaganda. Possui pós-graduação em Educação, Criatividade e Tecnologia, Artes Visuais e Metodologias Ativas. Atua há mais de 20 anos na área da educação, com experiência em docência, gestão pedagógica, formação de professores e inovação educacional. Ao longo de sua trajetória, trabalhou como assessora de tecnologia educacional, desenvolvendo ações voltadas à integração de tecnologias digitais e da inteligência artificial aos processos de ensino e aprendizagem. Atualmente, é coordenadora pedagógica dos Anos Finais no Colégio Progresso Bilíngue, em Indaiatuba, onde acompanha o desenvolvimento curricular, a aprendizagem dos estudantes e a formação continuada de educadores. Seus interesses de estudo e atuação concentram-se nas metodologias ativas, na cultura digital, na inteligência artificial aplicada à educação e no desenvolvimento de práticas pedagógicas que promovam aprendizagens significativas e competências para o século XXI.
  

International Schools Partnership - ISP
Para mais informações, acesse o site


3 conceitos que toda empresa precisa entender antes de implementar IA na operação

Especialista do Grupo Supero, ecossistema de tecnologia especializado em operações complexas, explica que é necessário organizar a base de dados antes de aplicar a tecnologia 

 

Segundo o relatório State of AI da McKinsey, 88% das empresas já utilizam IA em alguma função, mas a maioria permanece em fase experimental, sem escala. O cenário evidencia um desafio comum no mercado: a distância entre experimentar IA e implementá-la de forma estratégica, escalável e operacionalmente sustentável. 

"O que vemos com frequência é a organização ter o objetivo de implementar IA de forma bem estruturada no papel e descobrir, já no meio do caminho, que as informações não estão organizadas, ou que os sistemas não se comunicam, e além: que o processo que a IA deveria automatizar nunca foi documentado. Não é um problema de tecnologia, e sim de preparo", comenta André Junges, CRO do Grupo Supero, ecossistema de tecnologia especializado em operações complexas. 

Segundo o executivo, existem três conceitos que CIOs, líderes de operação e empresas precisam dominar antes de avançar em qualquer implementação de LLM (Large Language Model ou Grande Modelo de Linguagem) para implementar IA além do hype


1 -  Modelos de linguagem não identificam dados inconsistentes — apenas processam as informações disponíveis

LLMs operam com base em padrões estatísticos e contexto já existente. Isso significa que, quando recebem informações desatualizadas ou incompletas, podem gerar respostas plausíveis, mas incorretas. “Em operações industriais e logísticas, em que informações circulam entre ERPs, sensores e sistemas legados com diferentes padrões, garantir integração e qualidade dos dados deixa de ser uma etapa preparatória e passa a ser condição fundamental para resultados confiáveis”, explica André.


2 - Processos não documentados dificultam automações consistentes

Para o especialista, quando um fluxo operacional existe apenas na execução cotidiana das equipes, sem critérios definidos ou tratamento estruturado de exceções, a automação se torna mais suscetível a falhas e retrabalho. “Esse costuma ser um dos principais gargalos identificados após o início dos projetos”, contextualiza.


3 - O modelo é apenas parte da infraestrutura necessária para a IA funcionar em produção

Em ambientes corporativos, LLMs não operam isoladamente. O funcionamento adequado depende de uma camada de integração, contexto, validação, governança e conexão com sistemas externos. De acordo com André, em muitos projetos, essa infraestrutura representa a maior parte do esforço técnico da implementação. Quando essa camada é subdimensionada, aplicações que funcionam bem em testes tendem a enfrentar dificuldades no ambiente operacional.

"Não existe atalho entre a decisão de implementar IA e a operação funcionando com IA. O que existe é um conjunto de decisões técnicas e de negócio que precisam ser entendidas antes. Empresas e líderes de operação que tratam isso como etapa, e não como condição, chegam à implementação com as bases certas e com muito menos retrabalho, finaliza junges. 

 


André Junges - CRO do Grupo Supero

Grupo Supero
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Crédito em atraso dos brasileiros bate recorde e alcança R$ 247,6 bilhões, no primeiro quadrimestre de 2026

 

Volume cresceu 50,7% em um ano; avanço equivale a praticamente todo o estoque registrado no País em 2018

 

Quase R$ 250 bilhões. Esse era o tamanho do montante de créditos em atraso, por mais de 90 dias, no sistema financeiro até abril, segundo um levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados do Banco Central (BC) [gráfico 1] 

É o maior volume de recursos em atraso desde que a instituição começou a mensurar a massa de créditos em atraso no País, em 2004, já considerando a inflação da série. Mais do que isso, o montante representa um aumento significativo de 50% em relação ao mesmo período de 2025, quando era de R$ 164,3 bilhões.

 

[GRÁFICO 1]

Crédito em atraso há mais de 90 dias

Brasil (média primeiro quadrimestre, em R$ bilhões)

Fonte: Banco Central do Brasil (BCB)

Para se ter uma ideia, o aumento observado em um ano corresponde, sozinho, a praticamente todo o volume de crédito em atraso registrado no País em 2018 (R$ 84,7 bilhões) . A FecomercioSP já vinha apontando sinais desse cenário em São Paulo. Em maio, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) mostrou que 74,2% das famílias na capital paulista estavam endividadas, o maior nível em quatro anos. A taxa era de 72,9% em abril — em maio do ano passado, esse número chegava a 71,2%, aumentando o risco de mais lares inadimplentes.

 

Mas... por quê? 

A taxa Selic elevada, em primeiro lugar, fez com que uma parcela significativa da renda das famílias fosse destinada ao pagamento de juros, o que deixou menos espaço para a quitação de outras contas. Além disso, a inflação — que voltou a ganhar força neste ano, sobretudo em meio aos reflexos da guerra no Irã com desdobramentos sobre os preços dos combustíveis e, consequentemente, dos alimentos, transportes e serviços — pressionou os consumidores a atrasarem as parcelas e prestações para manter o consumo básico, como comida, transporte e moradia.  

Soma-se a isso o crescimento acelerado das apostas esportivas, que passou a disputar espaço no orçamento dos lares (conforme aponta pesquisas recentes da FecomercioSP) e pode ter reduzido os recursos destinados ao pagamento de dívidas.

 

Atrasos avançaram no interior

Todos os Estados registraram recorde no volume de crédito em atraso. A Região Centro-Oeste apontou a maior variação (69,3%), seguida por Norte (62,7%), Sul (66,1%), Nordeste (47,4%) e Sudeste (37,9%) [tabela 2]. 

Dentre os Estados que obtiveram maior alta em relação a 2025, destacam-se Tocantins (105%), Rio Grande do Sul (95,7%), Maranhão (93,5%), Mato Grosso (83,1%) e Goiás (81,3%) [tabela 1]. Já Distrito Federal (25,6%), Rio de Janeiro (26,6%) e Rio Grande do Norte (30,1%) apresentaram crescimento abaixo da média. 

 

[TABELA 1]

Dez estados por variação do crédito em atraso

Primeiro quadrimestre 2025 e 2026

Fonte: BCB

Além dos fatores macroeconômicos citados, nos Estados que registraram as maiores altas, a forte variação tem um componente específico: como a renda local depende, majoritariamente, da atividade agropecuária, as famílias ficam mais vulneráveis às oscilações do custo de vida quando a rentabilidade do campo diminui. Com isso, sobra menos dinheiro para honrar os compromissos financeiros. 

Em termos de participação no atraso do Brasil, o Estado de São Paulo respondeu, sozinho, por 22,2%, embora tenha crescido 36,8%, abaixo da média nacional. Somados, os cinco maiores Estados — São Paulo, Minas Gerais (8,7%), Goiás (7,3%), Rio Grande do Sul (7,2%) e Rio de Janeiro (7,1%) —corresponderam a 52,6% do total [tabela 2].

 

[TABELA 2]

Resumo por Estado e região: crédito em atraso e inadimplência

 (Média - 1º quadrimestre)

Fonte: BCB

Proporção de dívidas não pagas avança mais que o crédito 

A maior oferta de crédito não foi a principal causa do crescimento da dívida em relação ao ano passado. Os dados dos dez Estados com os maiores volumes de compromissos atrasados mostram que, enquanto o volume de crédito concedido entre o primeiro quadrimestre de 2025 e de 2026 cresceu entre 3% e 13%, a proporção de dívidas não quitadas avançou entre 43% e 87%, no mesmo período [tabela 1]. 

Em Tocantins, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Rio Grande do Sul, a relação entre crédito em atraso e volume total de crédito atingiu o maior nível da história, indicando aumento tanto do crédito no sistema quanto das dívidas não pagas. Nos outros 23 Estados, a proporção de calote ainda está abaixo do pico histórico, mas o valor em atraso é recorde graças ao crescimento da base de crédito ao longo dos anos. Para 26 Estados, a taxa de inadimplência é a maior quando analisado somente o período pós-pandemia, um cenário mais recente. Mesmo menos pessoas proporcionalmente atrasadas, o volume total elevado faz com que os valores em atraso sejam os mais altos da série.

 

A raiz fiscal do problema 

O estudo da FecomercioSP abrange todas as modalidades contratadas por pessoas físicas: financiamento da casa própria, crédito consignado, empréstimo pessoal e rotativo do cartão. Segundo a Entidade, quando dívidas com prazos e riscos tão diferentes pioram ao mesmo tempo, há uma clara sinalização de que o problema está generalizado.  

Nesse cenário, programas pontuais, como o Desenrola, trazem um alívio temporário para a situação. Contudo, uma solução de longo prazo exigirá mudança estrutural na política fiscal do País. O recorde de R$ 247,6 bilhões em crédito atrasado não é apenas um número alarmante, mas sintoma de desequilíbrios que só serão corrigidos com mudanças de fundo na condução da política econômica. 

Na avaliação da FecomercioSP, é necessária uma agenda fiscal mais responsável, com busca por superávits primários, que sinalize ao mercado o compromisso com o controle da trajetória da dívida pública. Reduzindo a percepção de risco, abre-se espaço para que os juros caiam de maneira sustentável. Enquanto os juros permanecerem em patamares elevados e a inflação seguir corroendo o poder de compra, o ciclo de endividamento e inadimplência tende a se repetir, independentemente de quantas rodadas de renegociação sejam lançadas.

 

Nota metodológica

Os dados do Banco Central do Brasil referem-se exclusivamente ao crédito de pessoas físicas. O saldo abrange o total de empréstimos, financiamentos e adiantamentos concedidos por instituições do Sistema Financeiro Nacional, incluindo tanto o crédito livre (cartão, cheque especial, crédito pessoal, consignado) quanto o direcionado (financiamento imobiliário, entre outros). A FecomercioSP atualizou os valores pela inflação (IPCA) e calculou a proporção de dívidas em atraso por estado ao longo da série histórica. O total nacional corresponde à soma dos 27 estados. O período analisado é a média dos quatro primeiros meses (janeiro a abril) de cada ano, de 2004 a 2026.

 

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Dinossauros: 5 curiosidades que parecem ficção, mas foram descobertas da ciência

Paleontólogos revelam que os dinossauros tinham comportamentos, habilidades e características que continuam surpreendendo, como a comunicação por meio da música 

 

Os dinossauros estão entre os animais mais fascinantes da história da Terra. Embora tenham desaparecido há cerca de 66 milhões de anos, cada novo fóssil encontrado ajuda a reescrever o que sabemos sobre esses gigantes pré-históricos. 

Hoje, a paleontologia revela que muitos deles eram bem diferentes da imagem clássica popularizada pelo cinema: havia espécies que cresciam rapidamente, utilizavam pedras no estômago para ajudar na digestão e até possuíam sistemas respiratórios semelhantes aos das aves atuais. 

Essas e muitas outras descobertas estão reunidas em Meu Livro de Dinossauros (Caminho Suave), que apresenta como os dinossauros se alimentavam, se protegiam e deixaram descendentes que ainda vivem entre nós, mostrando que a pré-história continua revelando características tão surpreendentes quanto às melhores obras de ficção. 

Confira mais curiosidades: 


- Dinossauros entre nós? 

Essa talvez seja a maior surpresa da ciência moderna: os dinossauros não desapareceram completamente. Um grupo de pequenos terópodes sobreviveu à grande extinção e evoluiu ao longo de milhões de anos, dando origem às aves atuais. Em outras palavras, quando um passarinho pousa na sua janela, você está olhando para o descendente direto dos dinossauros. 


- O musicista 

O Parasaurolophus possuía uma enorme crista oca ligada às vias respiratórias. Os cientistas acreditam que ela funcionava como uma espécie de instrumento de sopro natural, produzindo sons graves para se comunicar com outros indivíduos, localizar o grupo ou atrair parceiros. 


- Escamas, penas e cores 

Durante muito tempo, imaginava-se que todos os dinossauros eram parecidos com grandes lagartos. Hoje, fósseis preservados mostram que diversas espécies possuíam penas e até estruturas coloridas usadas para exibição, comportamento semelhante ao de muitas aves modernas. 


- Pais dedicados 

Nem todos abandonavam seus ovos. Evidências fósseis mostram adultos sobre ninhos, indicando que chocavam e protegiam os filhotes após o nascimento. Espécies como o Maiasaura chegaram a preparar o abrigo com folhas para manter os ovos aquecidos, um cuidado muito parecido com o observado em aves atuais. 


- Pedras no estomago 

Os gigantes herbívoros enfrentavam um problema curioso: muitos não conseguiam mastigar bem as plantas. A solução era engolir pequenas pedras, que permaneciam no estômago ajudando a triturar os alimentos durante a digestão. Os paleontólogos descobriram esse hábito estudando fósseis e até coprólitos, as fezes fossilizadas.

 

Cerrado perdeu 38% de água em rios e lagoas e viu área de barragens crescer 496 mil hectares

 75% dos municípios perderam superfície de água em corpos hídricos naturais e 71% viram áreas de reservatórios aumentarem; mudança foi mais acentuada no sul do bioma e no Matopiba.

 

A área de corpos hídricos naturais do Cerrado, como rios e lagoas, diminuiu 38% desde 1985, uma redução de cerca de 348 mil hectares, aponta levantamento coordenado por pesquisadores do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) para a quinta coleção do MapBiomas Água. No mesmo período, corpos hídricos antrópicos, como reservatórios e barragens hidrelétricas, passaram a ocupar uma área 87% maior, com um acréscimo de 496 mil hectares. 

Segundo os pesquisadores, a crescente concentração da superfície de água em áreas artificiais representa um risco para o funcionamento dos ecossistemas da região e para o reabastecimento das reservas do bioma, fundamentais para a segurança hídrica de todo o país. Ainda, a expansão das hidrelétricas entre 1985 e 2025 resultou no alagamento de 312 mil hectares de vegetação nativa, área mais de duas vezes maior que a da cidade de São Paulo. 

“Quando a água se concentra em estruturas antrópicas, a paisagem fica menos resiliente a eventos climáticos extremos, perdendo a capacidade de regular naturalmente o ciclo da água, tornando-se mais dependente de infraestrutura e mais vulnerável a secas. Os corpos hídricos antrópicos são importantes para o abastecimento de populações humanas, para produção agrícola e de energia elétrica, mas não substituem a função ecológica e os serviços ecossistêmicos da água em corpos hídricos naturais”, destaca Joaquim Pereira, pesquisador do IPAM que atuou na coleta e produção dos dados. 

A tendência de redução da área de água em corpos hídricos naturais no Cerrado é observada desde o início da década de 1990. Desde então, o bioma acumula 25 anos consecutivos com corpos hídricos naturais abaixo da média histórica, estimada em cerca de 680 mil hectares. Em 2025, a área registrada foi de 559 mil hectares, valor 17% inferior à média. 

“A redução das áreas de corpos hídricos naturais pode estar associada a uma combinação de fatores, como conversão da vegetação nativa para expansão da agropecuária e a supressão de áreas úmidas, afetando diretamente o regime de chuvas, geralmente levando à amplificação das secas. Outros fatores incluem a expansão de drenagens artificiais e o aumento na captação de águas. O aumento de corpos hídricos antrópicos geralmente está relacionado à combinação de todos esses fatores, mas não deve ser interpretado como compensação direta pela perda da água em corpos hídricos naturais. Em muitos casos, esse cenário reflete uma maior demanda por armazenamento e controle da água em paisagens cada vez mais transformadas”, explica o pesquisador.
 

Regiões hidrográficas 

A perda de água em corpos hídricos naturais afeta 77% das regiões hidrográficas do Cerrado. Entre os casos mais expressivos estão as regiões hidrográficas do Paraguai, Paraná e Tocantins-Araguaia, que perderam, respectivamente, 894 mil, 82 mil e 61 mil hectares de superfície de água natural entre 1985 e 2025. Destacam-se pela redução proporcional em corpos hídricos naturais as regiões Paraguai, Paraná e São Francisco, com quedas de 56%, 29% e 12%, respectivamente. 

“Para esses ecossistemas, isso pode significar perda de habitat, degradação de áreas úmidas, menor conectividade entre ambientes aquáticos e impactos sobre espécies que dependem dos corpos hídricos naturais. Para as populações humanas, a redução pode amplificar a insegurança hídrica, afetar o abastecimento, ameaçar a produção agropecuária no médio e longo prazo e afetar drasticamente os modos de vida tradicionais e a pesca de subsistência, além de intensificar as disputas pelo uso da água”, alerta Pereira. 

Já as regiões hidrográficas que registraram os maiores aumentos de superfície de água em corpos hídricos antrópicos foram a Amazônica, que possui nascentes no Cerrado, com expansão de 177 mil hectares em reservatórios e barragens; do Tocantins-Araguaia, com acréscimo de 171 mil hectares; e do Paraná, que ganhou mais 166 mil hectares. Juntas, as três regiões concentram 82% de toda a superfície de água antrópica do bioma. 

De acordo com o pesquisador, esse crescimento acentuado está relacionado, principalmente, à intensificação do uso da terra nessas áreas, além do crescimento populacional e à maior demanda por energia elétrica. Apesar dessa transição entre superfícies de água naturais e antrópicas aumentar a disponibilidade hídrica em algumas regiões, a dinâmica também perturba os ecossistemas aquáticos do bioma e pode acelerar a perda de superfície de água natural em outras regiões. 

“No geral, esse crescimento de corpos hídricos antrópicos acompanha a intensificação do uso da terra, como o aumento da agropecuária, causando maior demanda pelo uso da água, especialmente em regiões com forte sazonalidade e períodos de seca bem marcados. Essas estruturas podem ampliar a disponibilidade de água para usos específicos, mas também podem alterar a dinâmica natural das bacias hidrográficas. Reservatórios e barramentos, por exemplo, modificam o fluxo dos rios, retêm sedimentos, reduzem a conectividade entre ambientes aquáticos e podem afetar a disponibilidade de água a jusante”, completa Pereira.

 

Lucas Guaraldo


Estação Itaim Paulista recebe ação de saúde nesta quarta-feira (8)

 

CPTM
Divulgação

Iniciativa oferece aferição de pressão arterial e orientações aos passageiros

 

 

A Estação Itaim Paulista recebe, nesta quarta-feira (8), das 13h30 às 17h20 e19h às 21h, a ação de promoção de saúde e bem-estar, com serviços gratuitos voltados à prevenção e ao cuidado com a saúde. 

A iniciativa oferecerá aferição de pressão arterial e orientações com dicas para prevenção e combate de doenças.

 

Serviço

Ação de promoção de saúde e bem-estar
Data: Quarta-feira (08/07)
Horário: das 13h30 às 17h20 e das 19h às 21h
Local: Estação Itaim Paulista (Linha 12-Safira)


terça-feira, 7 de julho de 2026

Chocolate é aliado ou vilão da dieta?

Médico aponta 6 formas de identificar quando o doce favorece ou prejudica o metabolismo

 

No Dia Mundial do Chocolate, celebrado em 7 de julho, o consumo do doce no Brasil vive um momento de ajuste. Levantamento da Worldpanel by Numerator, divulgado pela Kantar, mostra que o volume de chocolate consumido nos lares brasileiros caiu 19% no primeiro trimestre de 2025, reflexo da crise global do cacau, que elevou o preço médio da categoria. Ainda assim, o consumidor não abandonou o produto. 

Os consumidores passaram a optar por embalagens menores, segundo a Kantar , mostrando que, apesar do aumento dos preços, a iguaria continua presente na rotina dos brasileiros. A data também reacende um debate frequente: afinal, o chocolate é realmente um inimigo da alimentação saudável? 

Para Alexandre Duarte, médico, professor, pesquisador, referência em fisiologia metabólica e hormonal e fundador do Instituto Avantgarde, a resposta passa longe de uma proibição generalizada. O problema não começa no cacau, mas sim quando ele deixa de ser o principal ingrediente. "O chocolate não é o inimigo da dieta. O problema é que, muitas vezes, alguns produtos apresentam pouco cacau e muito açúcar. Além disso, a forma como esse alimento é consumido costuma dizer mais sobre a saúde metabólica da pessoa do que o doce isoladamente", afirma. 

O cacau é um alimento naturalmente rico em polifenóis, flavonoides e minerais como o magnésio, compostos estudados por seus potenciais efeitos antioxidantes e pela associação com benefícios cardiovasculares quando consumido em versões pouco processadas e com alta concentração de cacau. A situação muda quando o açúcar passa a ocupar o protagonismo da fórmula. 

Em boa parte dos chocolates industrializados, ele aparece entre os primeiros ingredientes da lista, acompanhado de gorduras vegetais, aromatizantes e outros aditivos. Quanto menor a participação do cacau, menor tende a ser a presença dos compostos naturalmente encontrados no alimento. 

Segundo o médico, é justamente nesse ponto que aparece o maior impacto metabólico. Produtos com grande quantidade de açúcares adicionados favorecem picos repetidos de glicemia e exigem sucessivas liberações de insulina. Quando esse padrão se soma a uma alimentação rica em carboidratos refinados e ultraprocessados, pode contribuir para resistência à insulina, inflamação crônica de baixo grau e dificuldade para controlar o peso. 


Chocolate pode fazer parte de uma alimentação saudável? 

Na avaliação de Alexandre Duarte, a resposta não passa por uma proibição genérica, mas por critérios de qualidade e contexto. Mais do que retirar o alimento da rotina, é preciso entender como ele está inserido na alimentação e qual é a condição metabólica de quem o consome.


O chocolate tende a ser um aliado quando:

  • possui alta concentração de cacau, preferencialmente acima de 70%, e baixo teor de açúcares adicionados;
  • é consumido em pequenas porções, de forma consciente, e não como resposta automática à ansiedade ou ao cansaço;
  • faz parte de uma rotina alimentar que já controla a carga glicêmica ao longo do dia;
  • é ingerido após uma refeição, e não isoladamente com o estômago vazio, o que ajuda a reduzir oscilações glicêmicas e favorece maior saciedade.


Por outro lado, o chocolate tende a representar um problema quando:

  • o açúcar aparece entre os primeiros ingredientes do rótulo;
  • é consumido em grandes quantidades e com alta frequência, principalmente por pessoas com resistência à insulina, inflamação persistente ou dificuldade para perder peso;
  • passa a substituir refeições ou é utilizado como resposta ao estresse, à baixa energia ou à ansiedade, reforçando um ciclo repetitivo de picos e quedas de glicose.

"Muitas vezes, o chocolate não é a causa do problema. Ele apenas revela um metabolismo que já vinha sendo sobrecarregado por outros hábitos. O alimento, sozinho, raramente explica o quadro. É o padrão de consumo que faz diferença", explica Duarte. 


Como aproveitar o Dia Mundial do Chocolate sem exageros

Segundo o médico, pequenas mudanças fazem diferença na relação com o alimento: 

  • Leia o rótulo antes de comprar. Quanto maior a participação do cacau e menor a lista de ingredientes, melhor tende a ser a escolha.
  • Prefira chocolates com maior teor de cacau e menor quantidade de açúcar.
  • Consuma pequenas porções após uma refeição completa, evitando comer chocolate para aliviar fome, ansiedade ou cansaço.
  • Evite transformar o doce em um hábito automático ou em recompensa diária.
  • Observe a frequência do consumo. Um episódio isolado costuma ter impacto muito menor do que pequenas quantidades repetidas ao longo da semana.
  • Se a vontade por doces é intensa e recorrente, vale investigar fatores como sono inadequado, estresse, resistência à insulina e qualidade da alimentação.

 

O recado por trás da data

Para Alexandre Duarte, o Dia Mundial do Chocolate é uma oportunidade para lembrar que nenhum alimento, isoladamente, explica o estado de saúde de uma pessoa.

"O corpo não adoece por causa de um único alimento. Ele responde aos padrões que repetimos ao longo do tempo. O chocolate pode fazer parte de uma alimentação saudável quando há equilíbrio. O problema começa quando ele deixa de ser uma escolha consciente e passa a ocupar o lugar de uma necessidade criada por um metabolismo desregulado", conclui.

 


Dr. Alexandre Duarte - médico, professor e palestrante, referência em fisiologia metabólica e hormonal no Brasil. Graduado em Medicina pela Universidade Regional de Blumenau (FURB), aprofundou sua formação durante 12 anos nos Estados Unidos, onde concluiu o Fellowship in Metabolic and Nutritional Medicine pela MMI/USA. Fundador do Grupo Avantgarde, Alexandre Duarte acumula mais de duas décadas de atuação clínica e acadêmica. Ao longo de sua trajetória, contribuiu para a recuperação da saúde de aproximadamente 20 mil pacientes e para a formação de mais de 3 mil médicos em áreas ligadas à fisiologia metabólica, modulação hormonal e medicina personalizada. Defensor da chamada medicina da saúde, baseada na investigação das causas dos desequilíbrios metabólicos e hormonais, atua na difusão de uma abordagem voltada à prevenção, personalização do tratamento e reversão de doenças crônicas associadas ao metabolismo, consolidando-se como uma das principais vozes do segmento no país.
Para mais informações, acesse: site, Instagram, linkedin ou pelo youtube.



Instituto Avantgarde
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Fontes de pesquisa
Worldpanel by Numerator (Kantar Worldpanel)
https://www.kantar.com/brazil/inspiration/consumo/2025/queda-consumo-chocolate-crise-cacau

 

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