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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Após temporada no Rio e duas indicações ao APTR, O Homem Decomposto estreia no Sesc Pinheiros

 


Texto do franco-romeno Matéi Visniec, autor com obras encenadas em mais de trinta países, espetáculo estreia em 7 de maio no Auditório do Sesc Pinheiros, com direção de Ary Coslov e indicações ao Prêmio APTR para Dani Barros e Marcelo Aquino 

 

Pequenas histórias com um, dois ou mais personagens se sucedem em ritmo vertiginoso, apresentando pessoas que se estranham mutuamente, não conseguem se comunicar e vivem numa busca incessante por se protegerem umas das outras. A dinâmica conduz O Homem Decomposto, espetáculo de Matéi Visniec, com direção de Ary Coslov, que estreia em 7 de maio, quinta-feira, às 20h30, no Auditório do Sesc Pinheiros, onde segue em temporada até 6 de junho, com sessões de quinta a sábado.

 

Em cena, Andrea DantasDani BarrosJúnior VieiraMarcelo Aquino e Mario Borges dão corpo a uma sequência de situações que expõem relações atravessadas por ruídos, tensões e desencontros, estruturadas a partir de quadros curtos que se encadeiam ao longo da montagem.

 

Numa história, vemos cidadãos que, para garantir sua tranquilidade e segurança, chegam a se isolar dentro de estranhos círculos invisíveis onde nenhuma outra pessoa pode penetrar. Em outra, a cidade é tomada por uma invasão de borboletas carnívoras que ameaçam a população. Há ainda a história da empresa que oferece serviços de lavagem cerebral para libertar as pessoas dos seus sofrimentos. Ou do senhor que anda pelas ruas com seu animalzinho de estimação que somente se sacia comendo pessoas, o que não causa estranhamento, a não ser cócegas, na mulher que está sendo devorada.

 

Mesmo em plena distopia, a poesia se faz presente em momentos em que os personagens, diante dos estranhos acontecimentos, conseguem se conectar com a natureza, refletir sobre o divino e a sua existência, falar do amor. Tudo ao mesmo tempo.

 

Assim se sucedem, diante dos olhos do público, os flashes dessa sociedade de um tempo indeterminado que pode ser o futuro. Não sabemos. Entre o humor e o susto, entre a poesia e o cinismo, se desenham as metáforas deste mundo imaginado por Visniec, que em muitos aspectos se parece bastante com o atual.

 

“Matéi Visniec é um dos dramaturgos mais importantes da atualidade. Escrito em 1993, O Homem Decomposto é um de seus textos mais importantes, não só por conta de sua estrutura criativa como também por sua atualidade surpreendente, falando de coisas que abalam a vida do ser humano nos dias de hoje, embora tenha sido escrito há mais de 30 anos. Dirigir essa peça, com um elenco de primeira linha, me deixa muito feliz e faz com que eu me sinta um privilegiado, por poder dirigi-la nesse momento tão especial da história da humanidade.”, celebra o diretor, Ary Coslov.


 

Sinopse:


Em uma série de histórias curtas, através do humor e do absurdo, homens e mulheres de uma estranha sociedade não conseguem se comunicar, e criam sistemas cada vez mais absurdos e complexos para se protegerem uns dos outros. 

 


Ficha técnica:


Texto: Matéi Visniec. Tradução: Luiza Jatobá. Direção: Ary Coslov. Elenco: Andrea Dantas, Dani Barros, Júnior Vieira, Marcelo Aquino e Mario Borges. Figurino: Wanderley Gomes. Desenho de Luz: Aurélio de Simoni. Direção de Movimento e Preparação Corporal: Lavinia Bizzotto e Alexandre Maia. Trilha Sonora: Ary Coslov. Assistente Trilha Sonora: Gabriel Fomm. Assistência de Direção: Johnny de Castro. Diretor de cena: Fabio Lima Batista. Op. luz: Lucas JP Santos. Op. som: Gabriel Fomm. Programador Visual: Isio Ghelman. Fotografia: Nil Caniné. Mídias Sociais: Rafael Gandra. Produção Executiva: Augusto Vieira. Direção de Produção: Celso Lemos.

 

Serviço


O Homem Decomposto

De 7 de maio a 6 de junho de 2026. Quinta a sábado, às 20h30. 

Obs.: Dia 22 e 29/05, sessões às 16h e às 20h30; 4/06 às 18h; e 5/06 às 18h e 20h30. 

Local: Sesc Pinheiros - Auditório - R. Paes Leme, 195 - Pinheiros, São Paulo, SP

Ingressos: R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia entrada) e R$ 15 (credencial plena).

Vendas em sescsp.org.br ou na bilheteria de todas as unidades do Sesc SP.

Duração: 70 min | Classificação: 14A

Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.

 

Sesc Pinheiros  

Rua Paes Leme, 195, Pinheiros - São Paulo (SP) 

Horário de funcionamento: Terça a sexta: 10h às 22h. Sábados: 10h às 21h. Domingos e feriados: 10h às 18h30

Estacionamento com manobrista

 

Como Chegar de Transporte Público: 350m a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).

 

Acessibilidade: A unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.

 

Primeira foto de Lilia Cabral como Rita Lee. Atriz interpreta a rainha roqueira no monólogo “Rita Lee: Balada da Louca”

Crédito da foto: Miro/ divulgação
 

 

Esta é a primeira imagem de Lilia Cabral como Rita Lee para o espetáculo “Balada da Louca”, de Guilherme Samora, que estreia em 22 de maio, no Teatro FAAP, em São Paulo. Lilia passou uma tarde no estúdio com Miro, um dos grandes fotógrafos do Brasil, responsável por diversas capas de discos de Rita nos anos 1980.

Idealizado e escrito por Guilherme Samora, baseado na segunda autobiografia de Rita Lee, o espetáculo “Rita Lee: Balada da Louca” traz Lilia Cabral recontando, nos palcos, os últimos anos da rainha do rock brasileiro. Rita nos deixou em 2023, após um período de tratamento contra o câncer. “Sempre fui fã da Rita, que, para mim, é uma referência em tudo. Quando recebi esse convite, cheguei a perder um pouco o rumo — nunca havia pensado nessa possibilidade. Curiosamente, quando comentei com algumas pessoas, elas se surpreendiam e diziam que era uma junção de mundos maravilhosa”, conta Lilia.

O texto é de Samora, amigo de Rita e editor de seus livros: “A Rita apresentada neste monólogo assume a forma mais humana possível. Ela fala de finitude, de amor e da doença com uma coragem ímpar, sem dramas e, até mesmo, com humor. Só ela conseguiria algo assim. No instante em que tive a ideia, falei com Roberto (de Carvalho), que deu sua bênção da maneira mais generosa e cheia de luz. Então, pensei imediatamente em Lilia. Liguei para ela, que topou na hora. É uma honra ter essa atriz colossal, tão sensível, conosco.”

Beatriz Barros, que dirigiu a aclamada montagem de “O Avesso da Pele”, do coletivo Ocutá, é a diretora. “É muito especial que seja a Rita, e que ela esteja sendo representada em um espaço de intimidade, onde existe uma reflexão filosófica sobre temas tão importantes como a morte, o envelhecimento e a relação com a espiritualidade”, afirma Beatriz.

A produção é da Brancalyone. “Como é difícil explicar a complexidade de fazer um espetáculo sobre Rita Lee. E como é fácil entender por que é possível realizá-lo: amor — por tudo o que Rita deixou como legado!”, diz Edinho Rodrigues, diretor de produção. “Esse projeto nos aproxima ainda mais da Rita. É como se pudéssemos sentir sua energia, sentir-nos mais íntimos dela”, afirma Vanessa Campanari, diretora de produção. 

O projeto conta com a Elo como apresentadora exclusiva e é viabilizado pela Lei Rouanet. “Como marca apoiadora incondicional da cultura brasileira, a Elo acredita no poder das histórias que nos formam, nos emocionam e nos conectam enquanto sociedade. Estar presente em uma peça realizada por um time tão espetacular é, para nós, uma forma de celebrar a arte e reconhecer o legado de uma das maiores artistas da nossa história, uma brasileira extraordinária cuja trajetória continua inspirando gerações pela sua coragem, autenticidade e liberdade criativa”, afirma Jade Chemin, gerente executiva de marketing da Elo.

A data de estreia, 22 de maio, é especial: é o dia que Rita escolheu para celebrar seu aniversário — ela nasceu em 31 de dezembro, véspera de Ano-Novo, e queria uma data mais “normal” para comemorar. Escolheu, então, o dia de Santa Rita de Cássia. Por isso, desde 2024, 22 de maio foi instituído pela Câmara Municipal como o Dia de Rita Lee na cidade de São Paulo.


Sinopse

Ao ser diagnosticada com câncer de pulmão, em 2021, Rita Lee decidiu escrever uma espécie de diário, que acabou se tornando o segundo volume de sua autobiografia. O livro, intitulado Rita Lee: Outra autobiografia, foi lançado em 2023. A obra agora se transforma em Rita Lee: Balada da Louca, um monólogo corajoso centrado nos últimos e desafiadores anos do grande ícone da MPB, com Lilia Cabral como a rainha roqueira, em um projeto idealizado e escrito por Guilherme Samora.

Assim como no texto original, a peça, dirigida por Beatriz Barros, traz as grandes marcas de Rita: a franqueza crua — ora chocante, ora irônica, ora sutil e amorosa.


Ficha Técnica


Texto: Guilherme Samora

Direção Geral: Beatriz Barros

Elenco: Lilia Cabral

Direção Musical: Dani Nega

Figurinista: Walério Araujo

Visagismo: Leo Pacheco

Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni

Cenografia: Pedro Levorin

Assistência de direção: Sol Menezzes

Design e social media: Malu Francini

Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Direção de produção: Edinho Rodrigues e Vanessa Campanari

Realização: Brancalyone Produções e Pipoca Comunicação

Apresentador exclusivo: Elo

 

Serviço


Estreia dia 22 de maio no Teatro Faap.

De sexta a domingo. Sextas e sábados às 20h e domingo às 17h.

Duração: 70 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

Ingressos geral: R$ 180,00 (inteira) / R$ 90,00 (meia); Ingresso social: R$ 50,00 (inteira) / R$ 25,00 (meia); Cliente cartões Elo + 1  acompanhante: 10% de desconto.



Musical “O Pequenino Grão de Areia” é sugestão cultural para toda família

Elenco “O Pequenino Grão de Areia” / Crédito Ale Catan


COM SESSÕES GRATUITAS NO TEATRO DO SESI, FÁBULA MUSICAL DE JOÃO FALCÃO CONVIDA A DESACELERAR E IMAGINAR

 

Programa cultural gratuito para todas as idades, o espetáculo “O Pequenino Grão de Areia”, escrito, musicado e dirigido por João Falcão, está em cartaz no Teatro do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp. Livres e gratuitas, as sessões acontecem às quintas e sextas-feiras, às 11h, e aos sábados e domingos, às 15h, até 26 de julho. 

Com um texto criado originalmente em 1983, a partir da metáfora de um pequeno grão de areia aparentemente insignificante, mas essencial para a construção do mundo, a peça constrói uma narrativa poética que dialoga com públicos de todas as idades. Em cena, artistas multitalentosos transitam entre narração, personagens e canções, conduzindo a história de forma direta, afetiva e imagética. 

Fazer espetáculo para todos os públicos e especialmente para a criança é muito bom porque ela chega ao teatro livre de preconceitos, e cheia do que um público de teatro deve ter: imaginação. Para a criança, tudo é possível. Vai ser muito especial ver minhas netas assistindo algo que criei há tantos anos, quando nem sonhava em tê-las”, afirma João Falcão. 

O elenco é formado por atores e atrizes com trajetórias diversas no teatro, na música e no audiovisual, reunindo diferentes gerações, formações e linguagens cênicas. A escolha do elenco reforça um dos pilares centrais da obra de João Falcão: o ator como matéria fundamental da encenação, capaz de transitar entre palavras, música, corpo e poesia. Trata-se de um elenco preparado para uma montagem que integra interpretação, música ao vivo, fisicalidade e jogo cênico, dialogando com públicos de todas as idades. Com duração de 60 minutos, o programa é ideal para quem busca um passeio cultural leve — seja em família, com crianças ou mesmo para adultos que apreciam histórias bem contadas. Gratuito, com sessões livres e acessíveis, oficina formativa e bate-papos com o público, “O Pequenino Grão de Areia” se consolida como uma experiência cultural expandida, que une fruição artística, formação e diálogo, reafirmando o teatro como espaço de encontro, escuta e imaginação.

 

Sinopse

Entre muitos grãos de areia, cada um com sua personalidade – um risonho, um chorão, um sabichão, um mandão, um medroso – nasce um delicado retrato da diversidade humana desde a infância. Nesse universo minúsculo e cheio de vida, um grão sonhador se apaixona por uma estrela e decide seguir esse desejo, mesmo quando tudo ao seu redor insiste que aquele amor é impossível. Ao tentar alcançá-lo, o grão sonhador confronta os limites da lógica, das promessas fáceis e das expectativas, e é a própria natureza, com seu tempo e sabedoria, que conduz o desfecho poético dessa jornada.

 

 

Sobre o SESI-SP

O SESI-SP oferece atividades culturais gratuitas em linguagens como música, artes cênicas, artes

visuais, audiovisual e difusão literária. Juntas, as atividades promovidas já alcançaram a marca de quase 20 milhões de pessoas. São 19 teatros, sete centros culturais, oito espaços de exposição, três estações de cultura, 95 núcleos para iniciação e formação de pessoas nas áreas de música, teatro, dança e circo, além de uma unidade móvel que percorre todo o estado. Em 2026, mais três teatros e três centros culturais devem ser inaugurados. A entidade reforça seu compromisso de oferecer ao público uma programação diversa, contundente e sempre gratuita, alinhada aos aspectos sociais e artísticos da contemporaneidade.Também de atuar na área de produção cultural, impulsionando a economia criativa e contribuindo para o aperfeiçoamento artístico. Em 2024, a instituição comemorou seis décadas de história, cultura e inovação de um de seus mais importantes projetos de democratização do acesso à cultura: o Teatro do SESI-SP, palco de espetáculos marcantes ao longo das últimas décadas.

 

Ficha Técnica

Texto, direção e música original: João Falcão

Elenco: Bia Rezi, Bruna Alimonda, Cleomácio Inácio, Fábio Enriquez, Ellise Ruiz, Leo Bahia, Paulo Machado e Renato Luciano

Direção musical e arranjos: Ricco Viana

Cenografia: João Falcão e Vanessa Poitena

Figurino: Pablo Monaquezi e Tomie Savaget

Iluminação: Cesar de Ramires

Direção de produção: Marlene Salgado

Desenho coreográfico: Alisson Lima

Assistência de direção: Duda Martins e Jofrancis

Fotografia: Ale Catan

Identidade visual: Gabriel Azevedo

Redes Sociais: Gigi Prade

Assessoria de imprensa: Casé Comunica

Idealização: Clayton Marques, João Falcão e Marlene Salgado

Coordenacão de produção: Mauricio Inafre

Administração: Clayton Marques

Produção: Jacaracica e Marlene Salgado Produções

 

Serviço
Espetáculo: O Pequenino Grão de Areia
Local: Centro Cultural Fiesp – Teatro Sesi SP

Endereço: Av. Paulista, 1313 (em frente à estação Trianon-Masp do metrô) São Paulo – SP

Classificação: Livre

Duração: 60 minutos

Entrada: Gratuita https://www.sesisp.org.br/eventos

Sessões: As sessões acontecem às quintas e sextas-feiras, às 11h, e aos sábados e domingos, às 15h 


Depois do sucesso em SP, Novas Diretrizes em Tempos de Paz, de Bosco Brasil, ganha temporada carioca no Teatro

Crédito: Leekyung kim

 

Espetáculo, dirigido por Eric Lenate e codirigido por Vitor Julian, expõe horrores do totalitarismo e celebra a resistência da arte sobre a barbárie


 

Sucesso da dramaturgia nacional, a peça Novas Diretrizes em Tempos de Paz, de Bosco Brasil, ganhou uma nova montagem dirigida por Eric Lenate em codireção com Vitor Julian. No palco, Lenate divide a cena com  Fernando Billi. O espetáculo, que ainda tem direção de produção de Mauricio Inafre estreou em São Paulo, e agora segue para a capital carioca para uma temporada de 30 de abril a 28 de junho, no Teatro Poeira, com sessões de quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h.

Montada pela primeira vez em 2002, sob a direção de Ariela Goldmann, a peça fez um enorme sucesso de crítica e de público e recebeu os prêmios Shell e APCA daquele ano. O texto também foi traduzido para diversos idiomas e ganhou montagens em Portugal, Itália, Argentina, Porto Rico, Uruguai, Chile e México. Além disso, foi adaptado para o cinema no longa-metragem “Em Tempos de Paz” (2009), dirigido por Daniel Filho e estrelado por Tony Ramos e Dan Stulbach. 

 

A peça é uma fábula de época, que se passa durante a ditadura de Getúlio Vargas (1937-1945), já no final da Segunda Guerra Mundial, e narra a história de Clausewitz, um refugiado polonês que chega ao Brasil disposto a esquecer os horrores que viveu em sua terra natal. Ao se apresentar à Alfândega, em abril de 1945, carregando apenas a roupa do corpo e o sonho de começar uma nova vida como agricultor, ele é barrado por Segismundo, um funcionário da imigração e ex-torturador da polícia política varguista. 


Clausewitz chega sem nenhum pertence, sem apresentar nas mãos qualquer marca típica da vida de agricultor e, o mais estranho, falando português fluentemente.  Segismundo suspeita que o imigrante polonês seja um nazista disfarçado tentando entrar no país e inicia um duro interrogatório. A tensão culmina em um ultimato: Clausewitz tem 10 minutos para cumprir uma tarefa inusitada ou voltará no mesmo cargueiro que o trouxe. Começa então um intenso embate entre os dois homens que, irmanados em suas derrotas pessoais, procuram a emoção que poderá ou não resgatar suas humanidades. 


Na nova encenação, Fernando Billi assume o papel do interrogador Segismundo e Lenate, do imigrante polonês Clausewitz. O espetáculo teve sua estreia nacional na 17ª FITA – Festa Internacional de Teatro de Angra, em agosto de 2025, na qual venceu o Prêmio FITA 2025 de Melhor Cenário (Eric Lenate). A montagem também recebeu indicações nas categorias melhor espetáculo, melhor direção, melhor ator (Eric Lenate), melhor trilha sonora (L. P. Daniel) e melhor iluminação (Aline Sayuri e Eric Lenate). O espetáculo ainda foi indicado ao Prêmio APCA 2025 de melhor ator (Eric Lenate).


A relevância do texto 


Novas Diretrizes em Tempos de Paz expõe de forma incisiva alguns dilemas provenientes da tentativa de compreensão do horror. Ao longo do embate entre os personagens vemos refletidas duas experiências históricas marcadas pela sistemática violação de direitos humanos: a 2ª Guerra Mundial e o regime autoritário do Estado Novo brasileiro. 


A obra propicia uma reflexão sobre as articulações entre os perversos mecanismos de subjugação do ser humano utilizados na Segunda Guerra e a experiência histórica dos países periféricos, neste caso o Brasil, convocando estratégias de rememoração que preservam e atualizam as agruras e impasses do período. 

As nuances “infinitas” em torno da historiografia do Holocausto valem também, em grande medida, para o contexto de formação da sociedade brasileira. A delicada aproximação que a obra de Bosco estabelece entre a guerra na Europa e o regime de Getúlio Vargas confronta o mito de país pacífico e acolhedor – expresso pela ingenuidade de Clausewitz ao projetar sobre o Brasil o lugar mítico de sua redenção – sem, com isso, flexibilizar ou diminuir o sentido extremo da guerra. 


Essa tensão é potencializada na medida em que, por um lado, os países latino americanos convivem em sua história com catástrofes de elevada magnitude, cujos efeitos terríveis na história do Ocidente ainda não encontram um “esforço de memória” condizente com sua dimensão. 

 

Ao colocar em cena um torturador brasileiro e um refugiado da guerra europeu, Bosco  desloca para a ótica brasileira e contemporânea várias questões ligadas à tarefa de  lembrar a barbárie, propiciando uma reflexão sobre os gestos do algoz e da vítima do  fascismo europeu e sua incorporação parcial na estrutura política do Estado Novo, da  dificuldade de representar o horror extremo e convertê-lo em testemunho dotado de  sentido compartilhável, bem como o papel (im)possível da arte no mundo que emerge  da barbárie. 

 

Ficha Técnica 

Elenco: Fernando Billi e Eric Lenate 

Texto: Bosco Brasil  

Direção Artística: Eric Lenate 

 

Codireção Artística: Vitor Julian 

 

Trilha Sonora Original, Desenho Sonoro e Engenharia de Som: L. P. Daniel 

 

Desenho de Luz: Aline Sayuri e Eric Lenate

 

Figurinos: Jocasta Germano

 

Visagismo: Leopoldo Pacheco 

 

Arquitetura Cenográfica: Eric Lenate 

 

Assistência de Cenografia: Jorge Luiz Alves 

 

Cenotecnia: Casa Malagueta 

 

Equipe Cenotécnica: Alício Silva, Georgia Massetani, Igor B. Gomes, Danndhara  Shoyama, Mizael Costa, João Chiodo, João Carlos, João Victor, Antônio Paulo

 

Produção e Confecção de Objetos e Adereços: Jorge Luiz Alves e Eric Lenate 

 

Montagem e Operação de Som: Bernardo de Aragão

 

Montagem e Operação de Luz: Walace Furtado

 

Montagem e Operação de Cenário: Jorge Luiz Alves 

 

Assessoria de Imprensa: Helô Cintra e Douglas Pichetti (Pombo Correio) 

 

Fotos de Divulgação: Leekyung Kim e João Maria Silva Junior

 

Programação Visual: Dante 

 

Redes Sociais e Supervisão de Comunicação: Vitor Julian

 

Tráfego Pago: Allysson Domingues – LEP Marketing

 

Direção de Produção e Administração: Mauricio Inafre

 

Produção Local: Wagner Pacheco 

 

Assistência de Produção: Regilson Feliciano 

 

Idealização e Gestão de Projeto: Fernando Billi e Eric Lenate

 

Produção: Uma Arte Produções Artísticas 

 


Sinopse 

Em 1945, com a 2ª Guerra Mundial chegando ao fim, o imigrante polonês Clausewitz (Eric Lenate), desembarca no porto do Rio de Janeiro, em busca de uma nova vida como agricultor. Ainda no cais, ele é interrogado por Segismundo (Fernando Billi), um oficial da alfândega que desconfia que o estrangeiro seja um nazista tentando entrar no Brasil. Sem um salvo-conduto assinado por Segismundo, Clausewitz será mandado de volta no mesmo cargueiro. No entanto, para liberá-lo, Segismundo propõe um inusitado desafio ao estrangeiro, levando os dois homens a confrontarem suas memórias: de um lado, um ator que perdeu tudo; do outro, um ex-torturador que sempre cumpriu ordens. 

 

Serviço 

Novas Diretrizes em Tempos de Paz, de Bosco Brasil 

Temporada: 30 de abril a 28 de junho de 2026

De quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h

Teatro Poeira - R. São João Batista, 104 - Botafogo, Rio de Janeiro

Ingressos: R$100 (inteira) e R$50 (meia-entrada)

Vendas online em Sympla  

Bilheteria: de terça a sábado, das 15h às 20h, e aos domingos, das 15h às 19h

Capacidade: 154 lugares

Classificação: 14 anos 

Duração: 80 minutos 

Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida



EXPOSIÇÃO UGT DA PAULISTA 2026 APRESENTA 30 TRABALHOS DE RONALDO FRAGA SOB O TÍTULO CONQUISTAS: LUTAS E VITÓRIAS DO TRABALHADOR BRASILEIRO



Entre os dias 01 e 31 de maio a ciclovia da Avenida Paulista — no trecho entre a Rua Augusta e a Alameda Campinas — se converte numa das maiores galerias a céu aberto do mundo para a Exposição UGT da Paulista 2026. A mostra, acessível 24 horas por dia, ocupa a principal artéria cultural de São Paulo com 30 painéis criados por Ronaldo Fraga, batizados de “Conquistas: Lutas e Vitórias do Trabalhador Brasileiro”, alcançando milhões de pessoas que circulam diariamente por esse corredor onde pulsa a diversidade da cidade.

Inspirada no clássico Metrópolis, de Fritz Lang – que completa 100 anos em 2027 - as obras revisitam a tensão entre homem e máquina sob uma lente contemporânea e profundamente brasileira. Mas, mais do que dialogar com a história do cinema ou com a estética modernista, “Conquistas: Lutas e Vitórias do Trabalhador Brasileiro” se ancora em algo essencial: a humanidade que insiste em sobreviver mesmo quando tudo ao redor parece mecanizado.

Sobre as obras: 
Fraga criou 30 ilustrações que evocam conquistas históricas dos trabalhadores, mas também seus medos, seus sonhos e suas urgências. A linguagem visual — que mistura HQ à cartazes do modernismo Art Déco — apresenta uma São Paulo imaginada e, ao mesmo tempo, reconhecível: uma metrópole de engrenagens e arranha-céus, mas também de corpos cansados, afetos teimosos e desejos que não se deixam automatizar.

Sobre a exposição: 
No Dia do Trabalho, data marcada por memória e luta pelos direitos dos trabalhadores, a Exposição UGT da Paulista 2026 “Conquistas: Lutas e Vitórias do Trabalhador Brasileiro” funciona como um diálogo poético e ainda uma homenagem a artistas como Tarsila do Amaral, Lina Bo Bardi e Pagu. As obras parecem perguntar: o que resta do humano quando tudo ao redor acelera? O que permanece quando a máquina avança? Ao afirmar que “as máquinas pensam, produzem e substituem, mas não sentem”, Fraga devolve ao trabalhador aquilo que nenhuma tecnologia é capaz de replicar — o gesto, o afeto, o cansaço, o sonho.

A exposição integra a agenda da UGT (União Geral dos Trabalhadores), organização sindical que, segue à frente da defesa dos direitos trabalhistas. “A Exposição, inaugurada no Dia do Trabalho, celebra as conquistas alcançadas, mas também reafirma a necessidade da luta constante, coletiva, por melhores condições de trabalho, a valorização dos trabalhadores e seus direitos, para a construção de um país mais justo e desenvolvido”, afirma Ricardo Patah, presidente da UGT.

Como parte da abertura da exposição, a escritora Julia Cassab autografa sua obra mais recente: “Elas Pagam Duas Vezes”, obra que mostra como mulheres encarceradas no Brasil recebem uma dupla punição: a da lei e a do estigma social que persiste após a prisão. Com relatos reais e análise jurídica, expõe um sistema que ignora gênero, maternidade e dignidade, revelando por que, para tantas delas, a pena nunca termina.

A edição deste ano tem o patrocínio de Assaí, Carrefour, Mufatto e Casas Bahia.

Ao ocupar a Paulista, a Exposição UGT da Paulista 2026 “Conquistas: Lutas e Vitórias do Trabalhador Brasileiro” transforma a cidade em manifesto visual. Entre bicicletas, passos apressados e o ruído contínuo da metrópole, as obras convidam o público a desacelerar — nem que seja por alguns segundos — para lembrar que, por trás de cada máquina, cada prédio e cada processo, existe sempre um humano que sente.



Serviço: 

Exposição da Paulista 2026 – “Conquistas: Lutas e Vitórias do Trabalhador Brasileiro” 
por Ronaldo Fraga
Ciclovia da Av. Paulista, entre Rua Augusta e Al. Campinas  
Realização: UGT - União Geral dos Trabalhadores
Coordenação Geral: André Guimarães - Maná Produções
Curadora: Didiana Prata
Curador Geral: Fernando Costa Netto
Coordenação de Produção: Tiago Sena - Maná Produções
Identidade Visual: Maria Meira - Prata Design -
pratadesign 
Montagem e Infraestrutura: All Light
Redes Sociais: Patrícia Túlio
Exposição virtual: NOV Filmes -
novfilmes 
Assessoria de imprensa: Vicente Negrão Assessoria -
vnassessoria 
 

EU CHOREI RIOS: ARTE DOS POVOS ORIGINÁRIOS DA AMÉRICA


Com curadoria de Glicéria Tupinambá e Paulo Herkenhoff, exposição inédita na FGV Arte reúne artistas de diferentes territórios da América Latina

 

Com nomes como Ailton Krenak, Claudia Andujar, Daiara Tukano, Denilson Baniwa, Djanira, Gustavo Caboco,Jaider Esbell, Lastenia Canayo, Keyla Sobral, Lygia Pape, Mestre Valentime Xadalu Tupã Jekupé, a mostra propõe uma leitura ampliada da arte latino-americana, a partir de modos de existência e repertórios estéticos diversos 

 

A FGV Arte inaugura, no dia 6 de maio de 2026, na sede da Fundação Getulio Vargas, Zona Sul do Rio de Janeiro, a exposição Eu chorei rios: arte dos povos originários da América, com curadoria de Glicéria Tupinambá e Paulo Herkenhoff. Este é o oitavo projeto expositivo realizado pela instituição, desde a sua inauguração em 2023.

A mostra apresenta um conjunto amplo e heterogêneo de produções que operam como formas de pensamento, conectando imagem, matéria e narrativa. Pinturas, fotografias, esculturas, objetos, mantos, instalações e artefatos históricos compõem um panorama plural de linguagens e cosmologias, reunindo criações de diversos povos originários da América Latina. Ao confrontar leituras universalizantes, o projeto inscreve essas produções no campo expandido da arte contemporânea, em diálogo direto com disputas territoriais, institucionais e epistemológicas do presente.

Eu chorei rios se constrói também como desdobramento da exposição Adiar o fim do mundo, apresentada em 2025 na FGV Arte e orientada pelas reflexões de Ailton Krenak, deslocando o foco do diagnóstico da crise para a afirmação de práticas e presenças que persistem e transformam mundos. Para Herkenhoff, “se antes a questão do antropoceno era colocada em xeque como narrativa dominante, aqui ela se expande em múltiplas formas de existência que recusam a separação entre natureza e cultura, sujeito e território, reconfigurando a arte como espaço de continuidade, contraposição e invenção”.

A participação de Glicéria Tupinambá na curadoria introduz uma inflexão decisiva, ao trazer para o centro da exposição aquilo que ela define como nhe’ẽ se, o “desejo de fala”: “A gente chega na arte com esse desejo de falar, de falar de um lugar que nunca foi ouvido, sempre foi silenciado”, observa a curadora. “Os povos indígenas sempre fizeram arte, mas não tinham o direito de dizer o que aquilo era.” A atuação de Glicéria

integra arte, pesquisa e ação comunitária, atravessando a mostra com uma perspectiva que amplia o campo de leitura das obras e desloca seus próprios fundamentos.

Nesse contexto, a presença de artistas como Daiara Tukano, Yaka Edilene Sales Huni Kuin, Lastenia Canayo e Rita Pinheiro Sales Kaxinawá evidencia o papel central das mulheres nas cosmologias indígenas e na produção artística. Seus trabalhos operam como enunciações de mundo, articulando grafismos, narrativas, cantos e sistemas de conhecimento que atravessam gerações, ao mesmo tempo em que tensionam leituras historicamente marginalizantes.

A exposição se organiza como um campo de visibilidade em disputa, em que diferentes temporalidades e regimes de representação se confrontam. Obras contemporâneas convivem com peças históricas, artefatos, registros fotográficos e produções audiovisuais, evidenciando tanto a persistência quanto os conflitos em torno das imagens indígenas. Nesse conjunto, destacam-se trabalhos de Ailton Krenak, Claudia Andujar, Denilson Baniwa, Djanira, Gustavo Caboco, Keyla Sobral, Lygia Pape e Mestre Valentim.

A noção de território atravessa o projeto não apenas como tema: pinturas, mantos, objetos, vídeos e intervenções espaciais configuram a exposição como um espaço de demarcação simbólica, em que a arte atua como prática de inscrição e reivindicação. “Os cantos, as histórias, o que a gente vive no corpo: é isso que preserva a memória”, afirma Glicéria. “A nossa cultura não está só na materialidade. Ela é cantada, celebrada, dançada, e passa de geração em geração.”

A mostra se expande para além do espaço expositivo, ocupando a fachada e a esplanada da FGV com intervenções que ampliam a experiência do público. Entre elas, a pintura de Xadalu Tupã Jekupé, um jardim circular concebido especialmente para a ocasião e a presença de obras que ativam o espaço externo como campo sensorial. A instalação de Jaider Esbell atua como um gesto de acolhimento, introduzindo o visitante em uma dimensão cosmológica da exposição. “É uma imersão. O corpo entra nesse espaço e começa a experimentar essas diferentes camadas”, observa a curadora.

Também presente na mostra como artista, Glicéria Tupinambá desenvolve um dos eixos centrais a partir do Manto Tupinambá, apresentado tanto como obra quanto em uma ação na abertura. Distanciando-se da ideia de performance como linguagem formal, ela propõe uma ativação que convida o público à experiência. “O que eu faço é convidar as pessoas a sentirem. Rezar não dói, cantar não dói, dançar não dói. É uma forma de tirar o manto da vitrine e colocá-lo em movimento no corpo e no mundo.” Ao deslocar o manto de sua condição museológica, o gesto reinsere essa forma em um circuito vivo, abrindo novas possibilidades de percepção e relação.

Eu chorei rios contribui para reconfigurar os próprios termos de visibilidade das produções indígenas. “A gente não está impondo nada aqui. A intenção é um processo de diálogo, de construção, de fazer o outro entender como a gente vê o mundo.” Nesse sentido, a exposição se inscreve como um gesto de escuta e posicionamento institucional, no qual a arte se apresenta como meio de pensar, sustentar e demarcar mundos possíveis.

A FGV Arte reafirma seu compromisso com a formação de público e a democratização do acesso à arte e à cultura por meio de um programa educativo e acadêmico estruturado. Ao longo da exposição, a instituição receberá mais de 100 escolas e cerca de 5 mil estudantes da rede pública de ensino em visitas mediadas, promovendo experiências qualificadas de aproximação com a arte. Em diálogo com essa frente, o programa acadêmico se organiza como um eixo complementar de reflexão e produção de conhecimento, reunindo atividades formativas e iniciativas voltadas ao aprofundamento crítico dos temas propostos pela exposição.

 

SOBRE A FGV ARTE

Localizada na sede da FGV, em Botafogo, no Rio de Janeiro, a FGV Arte é um espaço voltado para a valorização, a experimentação artística e os debates contemporâneos em torno da arte e da cultura, buscando incentivar o diálogo com setores criativos e heterogêneos da sociedade, dividindo-se em três eixos principais: exposições, publicações e atividades educacionais – acadêmicas e práticas. Tem como curador chefe, o crítico Paulo Herkenhoff.

 


SERVIÇO:

“Eu chorei rios: arte dos povos originários da América”

Curadoria: Glicéria Tupinambá e Paulo Herkenhoff

Abertura: 06 de maio de 2026, das 19h às 21h Encerramento: 20 de setembro de 2026

Local: FGV Arte | Esplanada da Fundação GetúlioVargas End: Praia de Botafogo, nº 186 – Botafogo

Rio de Janeiro | RJ Tel: (21) 3799-5537

Website: Link Instagram: @fgv.arte

 

Horários de funcionamento:

De terça a sexta, das 10h às 20h Sábados e domingos, das 10h às 18h

Entrada gratuita| Classificação livre

 

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