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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Wegovy® é mais eficiente em preservar massa muscular durante a perda de peso, mostram novos estudos de vida real

  • Dados de vida real indicam que a semaglutida promove uma perda de peso de melhor qualidade, com maior manutenção de massa magra e da função muscular

  • Novas análises reforçam a importância de avaliar não apenas quanto peso se perde, mas como e onde o peso é perdido


Pesquisas recentes indicam que a semaglutida promove uma perda de peso de melhor qualidade, com menor comprometimento da massa magra e da função muscular, quando comparada à tirzepatida. Estudo divulgado em abril de 2026 pela iniciativa MAIA (Metabolism Agentic Intelligence Atlas), nos EUA, revela dados de vida real, com aproximadamente 8.000 pacientes com medidas de composição corporal comparadas ao longo de 12 meses de tratamento com semaglutida e tirzepatida.
 

A diferença entre os dois medicamentos foi consistente ao longo do tempo de tratamento, com um padrão metabolicamente mais favorável de perda de peso relevante e preservação de massa magra no grupo tratado com semaglutida. Por outro lado, houve excesso relativo de perda de massa magra de até cerca de 2% no grupo tratado com tirzepatida, com pior tolerância ao exercício físico e maior relato de fadiga entre os pacientes. Além disso, durante o estudo, foi identificado um fenótipo desfavorável, caracterizado por grande perda de peso associada a perda clinicamente relevante de massa magra. Os pesquisadores observaram com maior frequência essa característica entre pacientes em uso de tirzepatida (10,3%, contra 6,7% com o uso de semaglutida), relacionando o uso prolongado de tirzepatida à maior perda de massa magra. 

“Evidências reforçam que nem toda perda de peso é igual e preservar tecido funcional faz diferença para o paciente”, explica Priscilla Mattar, vice-presidente médica da Novo Nordisk. “Embora medicamentos de última geração tenham revolucionado o tratamento da obesidade, os novos dados de mundo real mostram que o quanto se perde na balança é apenas uma parte da história”, completa. 

Outra pesquisa também reforça a qualidade superior da perda de peso com semaglutida. O estudo SemaLEAN analisou dados de vida real de pacientes com obesidade acompanhados por 12 meses em uso da molécula. Os principais resultados demonstram que a maior parte da perda de peso, cerca de 78%, foi proveniente do tecido adiposo, ou seja, da gordura corporal. Dessa forma, houve preservação da massa magra, sem impactos negativos na função muscular, assim como a manutenção da força e do desempenho funcional das pessoas ao longo do tratamento. Além disso, houve uma redução média de 21% da massa total de tecido adiposo e uma importante redução da gordura visceral, componente diretamente ligado ao risco cardiometabólico e hepático.

 

Sobre a obesidade

A obesidade é uma doença crônica, progressiva e complexa, que requer manejo de longo prazo. Um dos principais equívocos é considerá-la apenas uma questão de força de vontade; na realidade, há mecanismos biológicos que podem dificultar que pessoas com obesidade percam peso e mantenham essa perda. A condição é influenciada por diversos fatores, incluindo genética, determinantes sociais de saúde e ambiente.

 

Sobre Wegovy® 

No Brasil, Wegovy® (semaglutida injetável 2,4mg) é indicado como complemento a uma dieta com redução calórica e aumento da atividade física para controle de peso em adultos com IMC ≥30 kg/m (obesidade) ou em adultos com IMC ≥27 kg/m (sobrepeso) na presença de pelo menos uma comorbidade relacionada. Também é indicado para pacientes a partir de 12 anos com IMC inicial no percentil 95 ou superior para a idade e gênero (obesidade) e peso corporal acima de 60 kg. Trata-se do primeiro análogo de GLP-1 semanal aprovado pela Anvisa para tratar pessoas com obesidade e sobrepeso com ao menos uma comorbidade relacionada, além de primeiro e único tratamento aprovado para o tratamento de gordura no fígado com inflamação (esteatohepatite associada à disfunção metabólica ou MASH, em inglês) em adultos e para proteção cardiovascular em pessoas com obesidade. Neste momento, estão em aprovação da Anvisa, no Brasil, o pedido de nova forma oral de semaglutida na dosagem de 25 mg com uso diário e a injeção semanal de Wegovy® na nova dosagem de 7,2 mg.



Novo Nordisk
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Referências:

  1. Oliveira L. Wegovy pode preservar melhor a massa corporal magra do que Mounjaro, revela estudo; entenda. O Globo. 2026 abr 17. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/04/17/wegovy-pode-preservar-melhor-a-massa-corporal-magra-do-que-mounjaro-revela-estudo-entenda.ghtml
  2. Murugadoss K, Venkatakrishnan AJ, Soundararajan V. Greater lean-body-mass decline with tirzepatide than semaglutide in routine care, revealed by body-composition digital phenotyping. Pre-print- medRxiv. 2026 Apr 11;2026.04.11.26350687. doi:10.64898/2026.04.11.26350687.
  3. Alissou M, Demangeat T, Folope V, et al. Impact of semaglutide on fat mass, lean mass and muscle function in patients with obesity: the SEMALEAN study. Diabetes Obes Metab. 2026;28(1):112–121. doi:10.1111/dom.70141.
  4. Wharton S et al. Lancet Diabetes Endocrinol 2025;13:949–963.
  5. Batterham RL, et al. presented at the American College of Obstetricians and Gynecologists Annual Clinical and Scientific Meeting, April 30 – May 2, 2021, virtual meeting.
  6. Garvey WT et al. Nat Med 2022;28:2083–2091.
  7. Kadowaki, T. et al. Semaglutide once a week in adults with overweight or obesity, with or without type 2 diabetes in an east Asian population. The Lancet Diabetes & Endocrinology, 01 Mar 2022, Vol.10, Issue 3, pages 193 – 206;
  8. Alissou M et al. Diabetes Obes Metab. 2026; 28(1): 112-121.
  9. Wharton S et al. Presented at the European Association for the Study of Diabetes (EASD) 61st Annual Meeting, 15–19 September 2025, Vienna, Austria.
  10. Katherine R. Tuttle et al. Journal of the American Society of Nephrology 36(10S):10.1681/ASN.2025fdqxb4qe, October 2025.
  11. Sanyal AJ et al. N Engl J Med 2025;392(21):2089–99. 8.Flint A, et al. Aliment Pharmacol Ther. 2021 Nov;54(9):1150-1161.
  12. Bliddal H, et al. N Engl J Med 2024;391(17):1573-83.
  13. Kosiborod MN, et al. N Engl J Med 2023;389:1069-1084.

Batterham RL, et al. presented at the American College of Obstetricians and Gynecologists Annual Clinical and Scientific Meeting, April 30 – May 2, 2021, virtual meeting.

 


Receita médica online é segura? Entenda como funciona a validação e o que garante proteção contra fraudes

Assinatura com certificado ICP-Brasil, validação do CRM e respaldo jurídico estão entre os mecanismos que ajudam a reduzir fraudes em receitas e atestados

 

Com o avanço da digitalização na saúde, receitas, atestados e pedidos de exames passaram a ser emitidos de forma online em todo o país. A praticidade é evidente, mas ainda há dúvidas sobre a segurança e a validade jurídica desses documentos. Afinal, como garantir que uma prescrição digital foi realmente emitida por um médico habilitado? Neste material, a Memed, líder e pioneira em prescrição digital no país, explica quais são os mecanismos técnicos e legais que asseguram a autenticidade e reduzem o risco de fraudes. 

A emissão de documentos médicos online segue as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM), que regulamenta a telemedicina e estabelece critérios para a identificação segura do profissional. Essas diretrizes dão respaldo jurídico às prescrições digitais e determinam os padrões necessários para que o processo ocorra com segurança e confiabilidade. 


Validação do registro médico 

Para utilizar uma plataforma de prescrição digital, o profissional precisa informar dados como CPF e CRM, que passam por verificação junto ao Conselho Federal de Medicina (CFM). O processo confirma se o registro está ativo e regular, impedindo que pessoas não habilitadas emitam documentos médicos. Esse mecanismo cria uma primeira camada de proteção, garantindo que apenas médicos devidamente registrados possam prescrever. 


Assinatura digital com certificado ICP-Brasil 

Outro ponto essencial é o uso do certificado digital de pessoa física (e-CPF), emitido por autoridade certificadora credenciada à Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), modelo oficial de identificação digital no país. A validade jurídica da assinatura digital está prevista na Medida Provisória nº 2.200-2/2001, que instituiu a ICP-Brasil como sistema oficial de certificação digital no Brasil. 

Diferentemente de uma assinatura escaneada ou de uma imagem inserida no documento, a assinatura digital utiliza tecnologia criptográfica que garante: 

  • Autenticidade (confirma que foi o médico quem assinou);  
  • Integridade (impede alterações após a assinatura);  
  • Validade jurídica.  

Caso qualquer informação seja modificada depois da assinatura, o documento perde automaticamente a validade. 

A assinatura digital funciona como um carimbo eletrônico do médico. Ela assegura que a prescrição foi realmente emitida por ele e impede alterações posteriores, reduzindo o risco de fraudes”, afirma Gabriel Rodrigues Couto, CTO da Memed. 


Rastreabilidade e envio eletrônico 

Diferentemente do receituário em papel, que pode ser perdido, copiado ou preenchido indevidamente, a receita digital fica registrada na plataforma e vinculada à identidade do profissional. O envio eletrônico ao paciente também reduz o risco de extravio e elimina a circulação de receituários físicos em branco, frequentemente associados a fraudes. 


Como o paciente pode verificar a autenticidade 

Para garantir a segurança, o paciente deve: 

  • Conferir se há assinatura digital válida;  
  • Verificar a presença de código autenticador ou QR Code;  
  • Confirmar a validade do certificado digital vinculado ao documento, quando necessário.  

“A digitalização da prescrição não trouxe apenas praticidade, mas também elevou o padrão de segurança dos documentos médicos, beneficiando pacientes, profissionais e estabelecimentos de saúde. Quando emitida dentro das normas técnicas e legais, representa um avanço importante no combate a fraudes e na proteção das informações em saúde”, complementa o executivo.  


Memed
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Chá de amora e outras “soluções caseiras” funcionam para aliviar os sintomas da menopausa?

Em uma fase como a menopausa, em que o corpo muda, os sintomas aparecem e a sensação de perda de controle é real, muita gente busca soluções rápidas para tudo isso 

 

Em uma fase como a menopausa — marcada por mudanças no corpo, surgimento de sintomas e uma sensação real de perda de controle — é natural que muitas mulheres busquem soluções rápidas para lidar com esse momento. É aí que surgem aquelas “receitas milagrosas” e caseiras que se vê por aí, dicas que prometem que certos alimentos, como o chá de amora, melhoram os sintomas como um passe de mágica. Além disso, suplementos secretos e dietas específicas também são muito vendidos dessa forma por “especialistas” na internet. 

No entanto, é justamente nesse cenário que o excesso de informação pode se tornar um obstáculo. Afinal, nem todas elas são verdadeiras, como explica o Dr. Luiz Augusto Junior, médico especialista em saúde da mulher e pós-graduado em nutrologia.  

O chá de amora, por exemplo, tornou-se popular como alternativa natural. Porém, apesar de sua ampla divulgação, ele não tem capacidade de regular os hormônios, segundo o especialista. Ele até tem substâncias naturais que mimetizam o estrogênio no corpo, podendo ajudar com sintomas leves, mas não vai ser o suficiente na maior parte dos casos.  

Algumas outras abordagens, como o uso de fitoestrogênios (presentes, por exemplo, na isoflavona de soja), também podem até oferecer alívio momentâneo, contudo raramente atuam na raiz do problema. Existe uma diferença fundamental entre amenizar sintomas e corrigir desequilíbrios hormonais — e compreender isso muda completamente o resultado do tratamento. 

“No entanto, eles não substituem hormônios como o estradiol, especialmente quando os ovários já interromperam sua produção”, explica o Dr. Luiz Augusto.  

O ponto central está na diferença entre tratar o sintoma e abordar a causa. Enquanto soluções superficiais focam apenas no desconforto imediato, o cuidado adequado exige uma avaliação individualizada, baseada em critérios médicos e conhecimento científico. 

Assim, é essencial lembrar que, mais do que promessas, o que faz diferença nesse processo é ter um médico que escute, compreenda e oriente com clareza — respeitando as particularidades de cada paciente. 

A seguir, veja um vídeo do Dr. Luiz Augusto sobre o assunto:

https://www.instagram.com/p/DXo7UrpEVko/ 

 

Mente e corpo em equilíbrio: especialistas explicam como a saúde mental impacta a saúde física

Problemas emocionais aumentam o risco de doenças cardiovasculares, metabólicas e imunológicas; tratar um aspecto sem olhar para o outro pode comprometer resultados 

 

Saúde mental e saúde física são indissociáveis. Diferentemente do entendimento que predominou no passado, a medicina atual aponta que as duas dimensões são interdependentes e que o equilíbrio entre elas é essencial para o bem-estar integral. O tema ganha relevância ainda maior quando confrontado com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), segundo os quais o Brasil é líder global em pessoas com ansiedade – aproximadamente 9% da população. 

A relação entre as duas esferas é de mão dupla: problemas de saúde mental podem afetar o corpo, causando doenças cardíacas, problemas digestivos, dores, distúrbios de sono e enfraquecimento do sistema imunológico. Da mesma forma, condições físicas, como doenças crônicas, podem desencadear quadros de ansiedade e depressão.  

A psicóloga Lua Helena Moon, da Hapvida, destaca que o impacto do sofrimento emocional sobre o físico se expressa de maneiras concretas e que muitas vezes são subestimadas. 

“O corpo não vive separado da vida emocional. Quando uma pessoa passa muito tempo sob estresse, ansiedade ou esgotamento, isso se reflete no sono, no apetite, na energia, nas dores, na disposição e até na capacidade de se cuidar. Muitas vezes, o corpo expressa o que a mente já não consegue sustentar sozinha”, afirma Lua. 

A profissional ressalta que o sofrimento psíquico influencia no modo como o corpo adoece, se desgasta e tem mais dificuldade de se recuperar. 

"Saúde mental não é um detalhe periférico. Ela participa da forma como o corpo suporta a rotina, reage ao estresse e enfrenta o adoecimento. Não se trata de dizer que tudo nasce da mente, mas de reconhecer que o sofrimento psíquico também participa do modo como o corpo adoece”, explica.

 

Corações e mentes 

O cardiologista José de Lima Oliveira Júnior, da Hapvida, ressalta que o coração é um dos órgãos mais sensíveis ao estado emocional. Segundo ele, estresse, ansiedade e depressão aumentam o risco de infarto e AVC e podem elevar a pressão arterial, descontrolar o diabetes, favorecer a obesidade e ampliar o risco de eventos cardiovasculares graves. 

“Quando a pessoa vive sob estresse, ansiedade ou depressão, há uma descarga constante de hormônios que sobrecarregam o sistema cardiovascular. Situações de tensão prolongada aumentam a liberação de adrenalina e cortisol, hormônios que elevam a pressão arterial, aceleram os batimentos e favorecem processos inflamatórios associados à formação de placas de gordura nas artérias”, detalha Lima.

 

Saúde hormonal x equilíbrio emocional 

O endocrinologista Rodrigo Gomes de Souza, da Hapvida, aponta a influência recíproca existente entre saúde mental e o sistema hormonal. “Problemas como depressão e ansiedade podem aumentar o risco de doenças físicas. Algumas doenças hormonais também podem favorecer o surgimento de distúrbios psicológicos”, relaciona. 

De acordo com o especialista, uma em cada quatro pessoas com diabetes apresenta sintomas de depressão. Outro ponto destacado por ele é o estresse crônico, que pode ocasionar aumento contínuo de um hormônio chamado cortisol. Em excesso, ele pode contribuir para ganho de peso, elevação da glicose, aumento da pressão arterial e maior risco de doenças cardiovasculares. 

“Mas devemos ter atenção. O foco do tratamento não deve ser reduzir o cortisol isoladamente, mas sim tratar a causa do estresse crônico.” 

Souza também chama a atenção para outro ciclo problemático: pessoas com obesidade têm maior risco de desenvolver depressão e ansiedade, enquanto quem já tem esses transtornos apresenta maior chance de ganhar peso. 

"Pacientes com doenças metabólicas e hormonais devem ser avaliados também quanto à saúde emocional, assim como pessoas com transtornos psiquiátricos precisam de acompanhamento clínico mais amplo. Mente e corpo estão profundamente conectados. Tratar um sem olhar para o outro pode comprometer os resultados", finaliza.


 Hapvida


Alta nos medicamentos especiais pressiona pacientes e acelera busca por acesso qualificado ao GH

Aumento nos preços de medicamentos especiais gera demanda por melhores ofertas e alternativas de acesso a tratamentos, destacando-se a busca pelo hormônio GH. 




A escalada nos custos de terapias de alta complexidade tem exigido dos pacientes uma busca estratégica por melhores condições de aquisição, consolidando o papel das farmácias especializadas na viabilização de tratamentos contínuos.

O cenário atual de reajustes no setor farmacêutico brasileiro impõe desafios significativos às famílias que dependem de terapias de longa duração. Diante dessa realidade, a farmácia de medicamentos especiais AS Medicamentos tem registrado um aumento expressivo na procura por alternativas que garantam a continuidade do cuidado. A busca ativa por ofertas de medicamentos especiais tornou-se um pilar fundamental para assegurar que a barreira financeira não interrompa o cronograma clínico de pacientes com doenças raras e crônicas.

Esse fenômeno é reflexo de um mercado que enfrenta pressões constantes derivadas da volatilidade cambial e dos elevados custos de importação de insumos biotecnológicos. Em resposta a essa pressão, a AS Medicamentos destaca-se ao integrar condições de compra competitivas a uma assistência farmacêutica de alto nível, fundamental para o monitoramento da adesão ao tratamento, que exige precisão técnica e rigor científico.

O caso do GH (hormônio do crescimento) é emblemático. Com impacto direto no desenvolvimento físico e na qualidade de vida de pacientes em fases críticas, o medicamento tornou-se um dos itens mais sensíveis à variação de preços. Esse contexto instigou uma demanda crescente por promoção de GH que sejam, acima de tudo, seguras e garantam a procedência rigorosa do fármaco.

Para superar esses desafios, a AS Medicamentos tem estreitado parcerias estratégicas com toda a cadeia de logística e distribuição. O objetivo é assegurar não apenas a disponibilidade do estoque, mas a manutenção da cadeia de frio e a eficiência na entrega, garantindo que o medicamento chegue ao paciente com total integridade.

Com projeções de mercado que indicam a manutenção dos desafios de precificação para os próximos anos, a busca por acessibilidade continuará aquecida. A expertise técnica e a capacidade de negociação da AS Medicamentos serão pilares fundamentais para garantir que o acesso ao tratamento seja mantido, independentemente das oscilações econômicas.


Ganho de peso na menopausa não é falta de força de vontade, especialista explica o que realmente ajuda nessa fase

Para muitas mulheres, a menopausa chega acompanhada de uma mudança difícil de ignorar. O corpo já não responde da mesma forma, o ganho de peso (em média 5kg), especialmente na região abdominal, passa a acontecer com mais facilidade e quase sempre, vem acompanhado de culpa. Mas especialistas alertam que essa transformação está longe de ser uma questão única de falta de disciplina ou esforço individual.

Clarissa Rios, médica, educadora física e CEO da DoctorFit, explica esse fenômeno: “a queda dos níveis hormonais durante o climatério e a menopausa altera o metabolismo, favorecendo o acúmulo de gordura, principalmente na região central do corpo”.

Além disso, há uma redução natural da massa muscular com o envelhecimento para aquelas que não fazem exercícios físicos regulares, o que diminui o gasto energético basal e assim, mesmo com a dieta sem alterações o aumento do peso de gordura acontece. Fatores como alterações no sono, aumento do estresse e resistência à insulina contribuem, também, para esse cenário. Para Clarissa, é essencial mudar a forma como esse processo é encarado.

“A menopausa é uma fase de transição biológica, não um sinal de falha pessoal. O corpo está passando por ajustes hormonais importantes, e isso impacta diretamente no peso, na disposição e até o humor”, explica.

A especialista reforça que insistir em estratégias extremas, como dietas muito restritivas ou treinos exaustivos, tende a gerar mais frustração do que resultados. Em vez disso, o foco deve estar em hábitos sustentáveis e adaptados à nova realidade da fisiologia dessa mulher.

“O que funciona nessa fase não é intensidade, é consistência. Pequenas mudanças feitas com regularidade têm um impacto muito maior a longo prazo”, afirma a médica.

Entre as práticas recomendadas, a combinação de exercícios de força com atividades aeróbicas leves se destaca. O treinamento com sobrecarga muscular ajuda a preservar e até recuperar parte da massa magra perdida, contribuindo para acelerar o metabolismo. Aeróbicos como caminhar e pedalar são opções acessíveis e eficazes.

No campo da alimentação, o equilíbrio também ganha protagonismo. A orientação é priorizar proteínas de qualidade, fibras e alimentos naturais, reduzindo o consumo de ultraprocessados e açúcar. “Não se trata de comer menos, mas de comer melhor. O corpo precisa de nutrientes para funcionar bem, especialmente nesse período”, pontua a especialista. 

Mais do que uma questão estética, entender o ganho de peso na menopausa como um processo fisiológico é um passo importante para reduzir a autocobrança. Quando a mulher deixa de se culpar e passa a se cuidar com mais consciência, os resultados aparecem, não só no corpo, mas na qualidade de vida. 

O recado é claro: na menopausa, o caminho não é a rigidez, mas o autocuidado e a constância de hábitos mais saudáveis.

 

Clarissa Rios - médica e educadora física, com atuação focada em medicina do exercício, promoção da saúde e gestão de negócios na área fitness. À frente da DoctorFit, rede de franquias de estúdios premium de treinamento físico, consolidou um modelo de negócios que une ciência, tecnologia e acompanhamento individualizado, tornando a marca referência no segmento de treinamento personalizado de alta performance. Sua trajetória combina prática clínica, visão estratégica e inovação, pilares que sustentam a expansão da DoctorFit no país.



Alopecia areata: o que é, por que aparece e como tratar doença que afeta a influenciadora Virginia Fonseca

Dermatologista e professor de faculdade federal explica mecanismos da condição autoimune, fatores de risco e opções terapêuticas disponíveis


Uma falha no cabelo, sem dor ou coceira. Foi assim que a alopecia areata se apresentou para Virginia Fonseca, que revelou neste mês, pelas redes sociais, o diagnóstico da doença capilar. Ao tornar público o problema de saúde, a influenciadora colocou em pauta uma condição que afeta uma parcela expressiva da população brasileira. O que muitos não sabem é que nunca houve tantos recursos terapêuticos para enfrentar o problema. A doença tem controle e tratamento e, quanto mais cedo identificada, maiores são as chances de uma evolução positiva.

O dermatologista Fernando Luz, especialista em cirurgia dermatológica pela Universidade de São Paulo (USP), explica que a alopecia areata é uma doença autoimune. Segundo ele, o sistema imunológico tem como função proteger o organismo contra vírus, bactérias e fungos. No caso da doença, porém, o corpo perde a capacidade de distinguir o que faz parte do próprio organismo e o que representa um invasor externo.

“O sistema de defesa passa a enxergar células saudáveis como ameaças e as ataca. Na alopecia areata, as células escolhidas como alvo são as que formam o bulbo capilar, a raiz do fio de cabelo. Em consequência a essa reação inflamatória, o fio de cabelo cai, deixando aquela área sem cabelo", esclarece Luz, médico da novofio e fellow em transplante capilar.



Por que a doença se desenvolve
 

A alopecia areata é uma condição de origem multifatorial, com predisposição genética e mecanismo autoimune. Nesse contexto, o estresse emocional encabeça a lista de gatilhos conhecidos que podem deflagrar a doença. Períodos de ansiedade intensa, esgotamento prolongado ou situações psicológicas mal resolvidas podem ser o elemento que dispara a reação autoimune. Integrante das sociedades Brasileira de Dermatologia (SBD) e de Cirurgia Dermatológica (SBCD), o médico, responsável técnico da novofio, em Parnaíba, no Piauí, alerta, entretanto, que outros fatores também podem pesar nessa equação.

Outros elementos, como noites mal dormidas, tabagismo, consumo de álcool e traumas locais, incluindo o uso de acessórios muito apertados ou o hábito de coçar o couro cabeludo, podem colaborar em alguns casos, embora tenham um papel menos definido na literatura científica.

O estresse merece atenção especial porque não apenas desperta a doença, como alimenta um processo crônico. Sem controle, contribui ativamente para que os sintomas se mantenham e até se agravem.

 

Como identificar 

A alopecia areata é traiçoeira justamente porque não produz sintomas físicos perceptíveis. O único sinal é a falha no cabelo ou nos pelos, e ela costuma passar despercebida pelo próprio paciente por semanas ou meses. "O principal sintoma é a percepção da perda de fios ou de pelos em alguma região. Pode ocorrer no couro cabeludo, mas também em outras áreas, como barba e sobrancelhas", enumera.

No consultório, Fernando Luz observa com frequência que o cabeleireiro ou o barbeiro costuma ser o primeiro a perceber, durante o corte, uma falha no cabelo do cliente, exatamente como relatou Virginia Fonseca. O detalhe revela muito sobre a doença: ela avança enquanto o paciente ainda não percebe os sinais. A orientação é objetiva: qualquer falha identificada deve ser investigada por um médico. Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as chances de um tratamento bem-sucedido.


O que agrava o quadro

Alguns comportamentos podem fazer o quadro progredir mesmo durante o tratamento. A automedicação é um dos erros mais comuns: produtos usados sem orientação médica podem irritar o couro cabeludo e piorar a inflamação local. A interrupção do tratamento, mesmo quando os resultados começam a aparecer, também compromete o controle da doença. A exposição contínua a fatores como o uso de bonés apertados ou o hábito de coçar a região afetada pode manter o ciclo inflamatório ativo. "O controle do estresse emocional pode estar relacionado com a melhora clínica. É um grande aliado no tratamento da doença", observa Luz.

Como tratar

O tratamento não segue um protocolo único. Ele é construído caso a caso, com base no perfil do paciente, na extensão das falhas e na resposta clínica ao longo do tempo. O que mudou nos últimos anos é a quantidade e a qualidade das ferramentas à disposição do dermatologista. Medicamentos de uso tópico, que atuam diretamente no couro cabeludo, são combinados com tratamentos orais para controle da resposta imunológica de forma sistêmica. Além disso, podem ser associados procedimentos de mesoterapia capilar, conforme orientação do dermatologista.

 

Mesoterapia capilar 

A mesoterapia capilar é um procedimento em que microinjeções de medicamentos são aplicadas diretamente no couro cabeludo. "Utilizamos medicamentos específicos para o controle da resposta autoimune exagerada, mas também que estimulam o crescimento e a nutrição do folículo", detalha Luz. Já a LED-terapia utiliza ondas de luz no tecido capilar para reduzir a inflamação local e estimular o crescimento dos folículos. Não substitui outros tratamentos, mas potencializa seus resultados.


Imunomoduladores e imunobiológicos
 

Para os casos mais extensos e resistentes às abordagens convencionais, a medicina já dispõe de uma nova geração de medicamentos, desenvolvida a partir de pesquisas sobre o funcionamento do sistema imunológico, mudando o prognóstico de pacientes com quadros mais graves. "Estamos vivendo uma nova fase no tratamento das doenças autoimunes. Os imunomoduladores sistêmicos, especialmente os imunobiológicos, têm crescido em relevância", diz o médico. 

No centro dessa mudança estão os inibidores da JAK, classe de medicamentos que bloqueia sinais inflamatórios específicos dentro das células, como tofacitinibe e baricitinibe. ‘São medicamentos que vêm sendo utilizados com bons resultados, principalmente nos casos mais extensos e resistentes aos tratamentos tradicionais’, completa o médico.


Conservantes alimentares são associados a maior risco de câncer

Atenção à composição dos alimentos é principal recomendação diante do avanço dos industrializados 

 

Conservantes alimentares podem estar associados a um aumento no risco de alguns tipos de câncer, como mama, próstata e cólon. É o que aponta um estudo conduzido por pesquisadores da Université Sorbonne Paris Nord e da Universidade Paris Cité, na França, divulgado no início de 2026. Embora a pesquisa não estabeleça uma relação direta de causa e efeito, os autores indicam que a exposição contínua a aditivos químicos merece atenção. Para a nutricionista Cynthia Howlett, especializada em nutrição esportiva e coordenadora de Projetos Educacionais e Sustentáveis da Sanutrin, o alerta reforça a importância de o consumidor observar com mais cuidado a composição dos alimentos antes da compra, especialmente diante da ampla oferta de produtos industrializados com forte apelo visual.

“A maioria dos produtos, para conseguirem ser mais atrativos, geralmente têm uma cor mais forte, principalmente quando se fala de criança. Tudo o que é colorido é mais atrativo. Por isso, hoje muitos ultraprocessados e industrializados têm muita cor, muito sabor e boa textura, por conta dos aditivos químicos. Grande parte desses alimentos com cores mais intensas utiliza aditivos artificiais, que deixam o gosto mais marcante, a cor mais vibrante e chamam mais a atenção do consumidor”, explica.

Segundo Cynthia, esse efeito é resultado do uso combinado de corantes, conservantes, aromatizantes e realçadores de sabor, empregados para padronizar a aparência, prolongar a validade e intensificar o gosto dos alimentos. “Os aditivos mais presentes são os corantes vermelho 40, caramelo, azul, enfim, os corantes artificiais, muito usados para dar cor e chamar a atenção. Há também os conservantes, como sorbato e benzoato de sódio, e os realçadores de sabor, como o glutamato monossódico”, comenta.

Entre os conservantes mais comuns estão o nitrato de sódio, presente em carnes processadas como bacon, salsicha e salame, e o sorbato de potássio, utilizado em doces, coberturas, condimentos e carnes industrializadas. Também aparecem os sulfitos, encontrados em biscoitos, cereais, sucos engarrafados e embutidos, além de acetatos e ácido acético, empregados em produtos de panificação e refeições prontas.

Cinthya destaca, ainda, o impacto nutricional do consumo frequente desses alimentos. “Do ponto de vista nutricional, a gente perde a propriedade natural do alimento. Um açaí, por exemplo, que tem propriedade antioxidante, é uma fruta super rica, com uma gordura considerada boa, mas quando se mistura com xarope, corante e açúcar, acaba perdendo essas características”, afirma.

Segundo ela, além da perda nutricional, esses produtos podem estar associados a processos inflamatórios, alergias e sintomas como dores de cabeça e alterações intestinais, que nem sempre são imediatamente relacionados à alimentação.

Outro ponto levantado é a dificuldade de identificação desses aditivos nos rótulos. “A rotulagem aqui no Brasil ainda é muito fraca em relação a esses aditivos. Hoje, temos a lupa que indica alto teor de sódio, gordura ou açúcar, mas não especifica de fato os corantes, os aditivos e os realçadores de sabor”, diz.

Para a nutricionista, a informação é fundamental para escolhas mais conscientes. “O consumidor precisa estar mais informado, entender os ingredientes, a composição do alimento que está sendo comprado e procurar decifrar esses nomes”, conclui, ao reforçar a importância do hábito de leitura de rótulos antes da compra.

A seguir, três dicas que podem ajudar no momento da compra:

  • Observe as cores, tons muito vibrantes e padronizados costumam indicar o uso de corantes artificiais;
  • Leia a lista de ingredientes, uma vez que a rotulagem frontal não detalha aditivos. É ali que aparecem corantes, conservantes e realçadores de sabor;
  • Priorize alimentos naturais ou minimamente processados, que reduzem a exposição frequente a aditivos artificiais.

 

Cynthia Howlett - jornalista e nutricionista formada pela Estácio de Sá, especializada em nutrição esportiva e psiconutrição. Hoje é coordenadora de Projetos Educacionais e Sustentáveis da Sanutrin. Já foi apresentadora de programas da GNT e SporTV.


Com custo de quase R$ 1 bilhão ao INSS em 2025, adoecimento mental no trabalho força novas regras para empresas

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A partir de 26 de maio, mapear gatilhos emocionais nas equipes passa a ser obrigação legal prevista na atualização da NR-1 

 

Uma epidemia silenciosa está esvaziando as empresas brasileiras e gerando um custo bilionário para os cofres públicos. Apenas no ano passado, o Brasil atingiu o recorde histórico de mais de 546 mil afastamentos do trabalho motivados por transtornos mentais – uma alta de 15,6% em relação a 2024, segundo a Previdência Social. Impulsionado por diagnósticos de ansiedade, depressão e por casos de burnout (que triplicaram em relação a 2023), o problema custou quase R$1 bilhão ao INSS em 2025. É diante deste cenário de urgência nacional que o Ministério do Trabalho alterou a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). Com a mudança, que passa a valer a partir de 26 de maio, o cuidado com o bem-estar emocional deixa de ser opcional, exigindo medidas preventivas contra condições organizacionais nocivas para garantir a conformidade legal. 

Para avançar nesse cuidado, o uso de tecnologias voltadas à saúde do trabalhador tem sido o caminho mais eficaz. Segundo pesquisa desenvolvida pelo Serviço Social da Indústria (SESI), 78% dos trabalhadores brasileiros têm interesse em utilizar serviços de saúde digital. Soluções como a plataforma Blua, da Care Plus, maior operadora de saúde premium do Brasil, permitem que o colaborador acesse suporte virtual e presencial de forma flexível, garantindo que o acompanhamento psicológico e clínico esteja integrado à sua rotina diária. 

O ecossistema da Blua foi desenhado para unir a praticidade do digital à precisão dos dados. A eficácia é evidenciada pelos resultados do programa Mental Health, integrado ao ecossistema da Care Plus, que utiliza a tecnologia para realizar análises detalhadas e planos de cuidado personalizados, monitorando indicadores como qualidade do sono e níveis de estresse. 

A adesão tecnológica contribui para que as empresas tenham uma base de dados necessária para cumprir a nova norma de forma estratégica e proativa. Segundo Amanda Bittencourt, gerente de unidade de negócio da Care Plus Ocupacional, a nova NR-1 convida a um olhar estatístico que só é possível mapeando e cruzando essas informações. "O uso de metodologias inteligentes permite entender o perfil epidemiológico da empresa em relação ao seu segmento, saindo de uma postura reativa para a identificação precoce de riscos", explica. 

Ao consolidar esses dados em dashboards que permitem a comparação com indicadores de mercado, as organizações transformam a obrigação legal em vantagem competitiva. “Utilizando a tecnologia como aliada, é possível garantir uma promoção contínua e real da saúde e do bem-estar dos colaboradores e a produtividade das operações”, conclui Amanda.

 

Care Plus

 

Dia Mundial de Combate à Asma: controle contínuo para uma vida plena

Pneumologista da Unifran desmistifica a doença como sazonal e destaca a importância do diagnóstico precoce para a saúde pulmonar

 

Com a chegada do Dia Mundial de Combate à Asma, em 05 de maio, a Profa. Dra. Patrícia Macedo Bernardino, Pneumologista e docente do curso de Medicina da Unifran, alerta para a importância do diagnóstico precoce e do manejo contínuo da asma, com o intuito de desmitificar a ideia de que a doença é apenas sazonal ou se manifesta somente em crises. 

A asma, uma doença inflamatória crônica das vias respiratórias, afeta milhões de pessoas globalmente, mas seus sintomas muitas vezes são subestimados ou confundidos com outras condições. "Os principais sinais de alerta que indicam que uma pessoa pode ter asma incluem falta de ar, chiado no peito, tosse persistente, principalmente à noite ou ao acordar, e sensação de aperto no peito", explica a Dra. Patrícia. Esses sintomas podem ser intermitentes e piorar com esforço físico, exposição à poeira, mudanças de clima ou infecções respiratórias. 

A especialista ressalta que a asma pode surgir em qualquer idade, não sendo exclusiva da infância. "Em adultos, muitas vezes é subdiagnosticada porque os sintomas são atribuídos a sedentarismo, ansiedade ou outras condições", afirma. 

O diagnóstico precoce é fundamental, pois permite iniciar o tratamento adequado antes que a doença evolua, evitando a inflamação contínua das vias aéreas e a piora progressiva da função pulmonar. "Com o diagnóstico correto, conseguimos controlar os sintomas, reduzir crises e proporcionar uma melhor qualidade de vida ao paciente", completa.
 

Asma: uma condição crônica que exige cuidado contínuo

Uma percepção comum, mas equivocada, é a de que a asma seria uma condição 'sazonal' ou que requer atenção apenas durante as crises. A especialista desmistifica essa ideia. "A asma é uma doença inflamatória crônica das vias respiratórias, o que significa que a inflamação está presente mesmo quando o paciente está sem sintomas. Por isso, o tratamento contínuo é essencial, atuando no controle dessa inflamação, prevenindo crises e evitando agravamentos", detalha. 

A falta de tratamento adequado e regular pode levar a sérias complicações a longo prazo. "Quando o paciente trata apenas os episódios agudos e não faz o uso regular das medicações de controle, a doença tende a se tornar mais instável", adverte a pneumologista. 

Os riscos incluem crises graves que exigem atendimento de urgência, hospitalizações, limitação das atividades do dia a dia e uma perda progressiva da função pulmonar. Há também um impacto direto na qualidade de vida, no sono e até na produtividade no trabalho.
 

Qualidade de vida plena com o tratamento adequado

A boa notícia é que, com o tratamento e acompanhamento médico adequados, a perspectiva de qualidade de vida para pacientes com asma é extremamente favorável. "Atualmente, com o tratamento adequado, a grande maioria dos pacientes com asma pode levar uma vida completamente normal. Isso inclui praticar atividades físicas, trabalhar, estudar e ter uma rotina sem limitações significativas", assegura a Dra. Patrícia. 

Para alcançar esse controle, a adesão ao tratamento é um pilar fundamental. "O controle da asma depende principalmente de três pilares: uso correto das medicações prescritas, especialmente os inaladores, acompanhamento médico regular e identificação de fatores que desencadeiam as crises, como poeira, mofo, fumaça ou mudanças bruscas de temperatura", explica a docente. É crucial que o paciente não interrompa a medicação ao se sentir melhor, pois isso pode levar à perda do controle da doença. 

A medicina tem avançado significativamente nesse campo. "Felizmente, houve avanços importantes nos últimos anos. Hoje contamos com medicações inalatórias mais eficazes e seguras, além de tratamentos modernos, como os imunobiológicos, indicados para casos mais graves. Esses avanços têm permitido um controle muito mais eficiente da doença, reduzindo crises e melhorando significativamente a qualidade de vida dos pacientes", conclui a especialista.
  

UNIFRAN
www.unifran.edu.br


Câncer e fertilidade: por que falar sobre preservação desde o início deve fazer parte do cuidado oncológico

Especialista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz explica por que essa discussão deve ser incorporada precocemente ao plano terapêutico 

 

Receber o diagnóstico de câncer costuma colocar o foco imediato na urgência do tratamento, no controle da doença e nas chances de cura. Mas, para pessoas em idade fértil, há uma questão que não deveria ficar em segundo plano: o impacto da terapia oncológica sobre a fertilidade. Quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia, cirurgias e transplante de medula, a depender do caso, podem comprometer temporária ou permanentemente a capacidade reprodutiva. Por isso, a oncofertilidade, área que integra oncologia e medicina reprodutiva, precisa ser tratada como parte do plano terapêutico, e não como uma conversa opcional ou tardia1. 

O tema ganha relevância em um cenário de alta incidência de câncer. No Brasil, o INCA (Instituto Nacional do Câncer) estima cerca de 781 mil novos casos por ano no triênio 2026–2028. Entre os tipos que podem atingir pessoas em idade reprodutiva, destacam-se, por exemplo, 78.610 novos casos anuais de câncer de mama, 19.310 de colo do útero, 8.020 de ovário e 3.070 de linfoma de Hodgkin — este último mais frequente em adolescentes, adultos jovens e idosos2. Também merece atenção o câncer de testículo que, embora seja considerado raro, é mais frequentemente diagnosticado em homens entre 15 e 50 anos3. 

As diretrizes internacionais são claras. A atualização de 2025 da ASCO (American Society of Clinical Oncology) recomenda que pessoas com câncer sejam avaliadas e orientadas sobre riscos reprodutivos já no momento do diagnóstico e, também, ao longo da sobrevivência. Na mesma linha, a ESMO (European Society for Medical Oncology) defende que todos os pacientes com câncer em idade reprodutiva recebam aconselhamento completo em oncofertilidade o mais cedo possível no planejamento do tratamento. Em outras palavras: preservar a fertilidade não deve ser visto como um “extra”, mas como uma dimensão legítima do cuidado integral4,5. 

Na prática, isso significa discutir precocemente alternativas como congelamento de óvulos, embriões ou sêmen, além de outras estratégias indicadas conforme o tipo de tumor, a idade, o sexo, o tempo disponível até o início da terapia e as condições clínicas de cada paciente. Nem toda pessoa vai poder realizar um procedimento de preservação, e nem toda conduta será adequada para todos os casos. Ainda assim, o ponto central é que essa possibilidade precisa ser apresentada com clareza, para que a decisão seja consciente e alinhada ao projeto de vida de cada um1. 

Para Pedro Exman, oncologista e coordenador do Grupo de Tumores de mama e ginecológicos do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a preservação da fertilidade precisa entrar na conversa desde o início do tratamento. “Quando falamos em cuidado oncológico de qualidade, não estamos falando apenas de combater o tumor, mas de olhar a pessoa de forma completa. Para pacientes em idade fértil, discutir os riscos do tratamento e as possibilidades de preservação da fertilidade antes do início da terapia é parte desse cuidado. A oncofertilidade não deve ser vista como algo secundário, mas como uma dimensão importante da assistência, porque envolve futuro, autonomia e qualidade de vida”, afirma. 

Mais do que um tema técnico, a oncofertilidade também fala sobre autonomia, qualidade de vida e futuro. Em muitos casos, especialmente entre jovens adultos, a possibilidade de ter filhos depois do tratamento é uma preocupação real e importante. Ignorar esse aspecto pode ampliar o sofrimento emocional em um momento que já é atravessado por medo e incerteza. Por isso, incluir a oncofertilidade na jornada do paciente é reconhecer que tratar o câncer também passa por proteger possibilidades de vida após o câncer.


Hospital Alemão Oswaldo Cruz

 

Prematuridade custa R$ 37 milhões por dia ao Brasil e reforça urgência de priorização na agenda pública

 

Alta incidência e impacto anual de R$ 13,5 bilhões evidenciam a necessidade de fortalecer políticas públicas voltadas à saúde materno-infantil
 

O Brasil convive com uma crise silenciosa, cara e, em grande parte, evitável. Em 2024, quase 300 mil bebês nasceram prematuros no país, cerca de 12% de todos os nascimentos, percentual acima da média global de 10%. O dado coloca o Brasil entre os países com maior número absoluto de partos prematuros no mundo e reforça um alerta: a prematuridade precisa ser tratada como prioridade por todas as áreas da administração pública, e não apenas pela Saúde. 

Caracterizada pelo nascimento antes das 37 semanas de gestação, a prematuridade está diretamente relacionada a maior risco de mortalidade infantil, complicações respiratórias, neurológicas e de desenvolvimento, além de reinternações frequentes e repercussões duradouras para as famílias. É também uma das principais causas de morte em crianças menores de 5 anos no mundo. 

O impacto econômico desse cenário é bilionário. Segundo levantamento da Planisa, consultoria especializada em custos hospitalares, o Brasil gasta cerca de R$ 13,5 bilhões por ano apenas com a primeira internação, logo após o nascimento, de bebês prematuros em UTIs neonatais. Isso significa um custo de aproximadamente R$ 1,1 bilhão por mês, R$ 37 milhões por dia e mais de R$ 1,5 milhão por hora. E esse valor não inclui reinternações, terapias, acompanhamento especializado, sequelas de longo prazo ou os custos indiretos suportados pelas famílias e pela sociedade. 

Para se ter a dimensão desse impacto, de acordo com dados do Ministério da Saúde, os acidentes de trânsito geram um custo estimado de cerca de R$ 1,38 bilhão por ano em internações hospitalares no SUS. Ou seja, apenas a primeira internação de bebês prematuros em UTIs neonatais, que alcança aproximadamente R$ 13,5 bilhões anuais, representa quase 10 vezes esse valor. Ainda assim, enquanto o trânsito mobiliza campanhas permanentes, fiscalização rigorosa, educação e ações coordenadas entre diferentes áreas do poder público, a prematuridade segue recebendo atenção muito menor do que deveria, apesar do seu impacto sanitário, social e econômico muito mais expressivo. 

O país avançou nos últimos anos na redução da mortalidade infantil, mas os óbitos neonatais, aqueles que acontecem nos primeiros 28 dias de vida, continuam concentrando a maior parte das mortes de bebês. E a prematuridade está diretamente ligada a esse cenário. Ela também se relaciona com aumento do risco de paralisia cerebral, dificuldades de aprendizagem, transtornos respiratórios crônicos, déficits cognitivos, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade e transtorno do espectro autista, exigindo acompanhamento contínuo e ampliando os custos sociais e econômicos ao longo da vida. 

Essa relação direta entre incidência e custo ajuda a explicar por que regiões como Norte e Nordeste, com maiores taxas de prematuridade, enfrentam também maior pressão sobre a rede assistencial. Nessas localidades, a demanda por leitos de UTI neonatal cresce de forma proporcional, ampliando desafios como acesso, sobrecarga de equipes e qualidade do cuidado. Como consequência, estados dessas regiões podem demandar até três vezes mais investimento proporcional em atenção neonatal quando comparados ao Sul e Sudeste. 

Quando os dados são ajustados pelo tamanho da população, a desigualdade regional se torna ainda mais evidente. Levantamento com base em dados de nascimentos do Ministério da Saúde para 2024, cruzados com estimativas populacionais do IBGE, mostra que estados da região Norte lideram o ranking nacional de prematuridade proporcional. Roraima apresenta a maior taxa do país, com cerca de 283 prematuros a cada 100 mil habitantes (2,8 por mil), seguido por Acre, com aproximadamente 226 por 100 mil (2,3 por mil), e Amapá, com cerca de 207 por 100 mil (2,1 por mil). 

Na sequência aparecem Amazonas, com cerca de 187 prematuros por 100 mil habitantes (1,9 por mil), e Alagoas, com aproximadamente 184 por 100 mil (1,8 por mil), reforçando a concentração de maior carga relativa da prematuridade nas regiões Norte e Nordeste. 

Em contraste, estados mais populosos do Sudeste concentram os maiores números absolutos de casos, mas apresentam taxas proporcionalmente menores. São Paulo, por exemplo, registrou mais de 57 mil nascimentos prematuros em 2024, o maior volume do país, mas com taxa aproximada de 126 por 100 mil habitantes (1,26 por mil), abaixo da média nacional, estimada em cerca de 138 por 100 mil habitantes (1,38 por mil). 

Investir na prevenção da prematuridade significa investir em saúde da mulher, planejamento reprodutivo, prevenção da gravidez na adolescência, acesso a exames, qualidade do pré-natal, identificação precoce de gestações de risco e garantia de parto seguro e respeitoso. Não basta ampliar o número de consultas: é preciso melhorar a qualidade da assistência, garantir encaminhamento adequado e ampliar a oferta de exames no pré-natal, como ultrassonografias e exames laboratoriais capazes de identificar precocemente fatores de risco, infecções, alterações placentárias e condições como pré-eclâmpsia, insuficiência istmo-cervical e trombofilias, dentre outras condições. 

Também é necessário comunicar mais e melhor. A população ainda sabe pouco sobre as causas e consequências do parto prematuro, os sinais de alerta na gestação e os fatores de risco que podem ser prevenidos. O Brasil precisa de campanhas de massa de conscientização sobre prematuridade, assim como já acontece em outras agendas de saúde pública. Informar salva vidas e reduz custos. 

A prematuridade não é apenas uma questão de saúde. É uma pauta de desenvolvimento social, de direitos humanos, de primeira infância, de combate às desigualdades e de responsabilidade fiscal. Investir em prevenção custa muito menos do que arcar, todos os anos, com as consequências de milhares de nascimentos precoces evitáveis e suas consequências. 

Mais do que números, estamos diante de vidas - e de uma escolha coletiva. A prematuridade evitável expõe, de forma inequívoca, onde o sistema falha antes mesmo do nascimento. Enfrentá-la é uma decisão estratégica de país. É intervir no ponto mais sensível do ciclo de vida, onde pequenas decisões geram consequências profundas e duradouras. É, no fim das contas, agir na origem das desigualdades, com efeitos persistentes sobre saúde, desenvolvimento e formação de capital humano - e, portanto, sobre a qualidade do futuro que se constrói como sociedade.

 

Planisa


Sobre a ONG Prematuridade.com
A Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros – ONG Prematuridade.com é a única organização sem fins lucrativos dedicada, em âmbito nacional, à prevenção do parto prematuro e à garantia dos direitos dos prematuros e de suas famílias. A ONG é referência em ações voltadas à prematuridade e representa o Brasil em iniciativas e redes globais voltadas à saúde materna e neonatal. Desenvolve ações políticas e sociais, campanhas de conscientização, qualificação de profissionais de saúde, colaboração em pesquisas e doações, além de oferecer acolhimento psicológico e orientação jurídica às famílias.


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