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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Prematuridade custa R$ 37 milhões por dia ao Brasil e reforça urgência de priorização na agenda pública

 

Alta incidência e impacto anual de R$ 13,5 bilhões evidenciam a necessidade de fortalecer políticas públicas voltadas à saúde materno-infantil
 

O Brasil convive com uma crise silenciosa, cara e, em grande parte, evitável. Em 2024, quase 300 mil bebês nasceram prematuros no país, cerca de 12% de todos os nascimentos, percentual acima da média global de 10%. O dado coloca o Brasil entre os países com maior número absoluto de partos prematuros no mundo e reforça um alerta: a prematuridade precisa ser tratada como prioridade por todas as áreas da administração pública, e não apenas pela Saúde. 

Caracterizada pelo nascimento antes das 37 semanas de gestação, a prematuridade está diretamente relacionada a maior risco de mortalidade infantil, complicações respiratórias, neurológicas e de desenvolvimento, além de reinternações frequentes e repercussões duradouras para as famílias. É também uma das principais causas de morte em crianças menores de 5 anos no mundo. 

O impacto econômico desse cenário é bilionário. Segundo levantamento da Planisa, consultoria especializada em custos hospitalares, o Brasil gasta cerca de R$ 13,5 bilhões por ano apenas com a primeira internação, logo após o nascimento, de bebês prematuros em UTIs neonatais. Isso significa um custo de aproximadamente R$ 1,1 bilhão por mês, R$ 37 milhões por dia e mais de R$ 1,5 milhão por hora. E esse valor não inclui reinternações, terapias, acompanhamento especializado, sequelas de longo prazo ou os custos indiretos suportados pelas famílias e pela sociedade. 

Para se ter a dimensão desse impacto, de acordo com dados do Ministério da Saúde, os acidentes de trânsito geram um custo estimado de cerca de R$ 1,38 bilhão por ano em internações hospitalares no SUS. Ou seja, apenas a primeira internação de bebês prematuros em UTIs neonatais, que alcança aproximadamente R$ 13,5 bilhões anuais, representa quase 10 vezes esse valor. Ainda assim, enquanto o trânsito mobiliza campanhas permanentes, fiscalização rigorosa, educação e ações coordenadas entre diferentes áreas do poder público, a prematuridade segue recebendo atenção muito menor do que deveria, apesar do seu impacto sanitário, social e econômico muito mais expressivo. 

O país avançou nos últimos anos na redução da mortalidade infantil, mas os óbitos neonatais, aqueles que acontecem nos primeiros 28 dias de vida, continuam concentrando a maior parte das mortes de bebês. E a prematuridade está diretamente ligada a esse cenário. Ela também se relaciona com aumento do risco de paralisia cerebral, dificuldades de aprendizagem, transtornos respiratórios crônicos, déficits cognitivos, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade e transtorno do espectro autista, exigindo acompanhamento contínuo e ampliando os custos sociais e econômicos ao longo da vida. 

Essa relação direta entre incidência e custo ajuda a explicar por que regiões como Norte e Nordeste, com maiores taxas de prematuridade, enfrentam também maior pressão sobre a rede assistencial. Nessas localidades, a demanda por leitos de UTI neonatal cresce de forma proporcional, ampliando desafios como acesso, sobrecarga de equipes e qualidade do cuidado. Como consequência, estados dessas regiões podem demandar até três vezes mais investimento proporcional em atenção neonatal quando comparados ao Sul e Sudeste. 

Quando os dados são ajustados pelo tamanho da população, a desigualdade regional se torna ainda mais evidente. Levantamento com base em dados de nascimentos do Ministério da Saúde para 2024, cruzados com estimativas populacionais do IBGE, mostra que estados da região Norte lideram o ranking nacional de prematuridade proporcional. Roraima apresenta a maior taxa do país, com cerca de 283 prematuros a cada 100 mil habitantes (2,8 por mil), seguido por Acre, com aproximadamente 226 por 100 mil (2,3 por mil), e Amapá, com cerca de 207 por 100 mil (2,1 por mil). 

Na sequência aparecem Amazonas, com cerca de 187 prematuros por 100 mil habitantes (1,9 por mil), e Alagoas, com aproximadamente 184 por 100 mil (1,8 por mil), reforçando a concentração de maior carga relativa da prematuridade nas regiões Norte e Nordeste. 

Em contraste, estados mais populosos do Sudeste concentram os maiores números absolutos de casos, mas apresentam taxas proporcionalmente menores. São Paulo, por exemplo, registrou mais de 57 mil nascimentos prematuros em 2024, o maior volume do país, mas com taxa aproximada de 126 por 100 mil habitantes (1,26 por mil), abaixo da média nacional, estimada em cerca de 138 por 100 mil habitantes (1,38 por mil). 

Investir na prevenção da prematuridade significa investir em saúde da mulher, planejamento reprodutivo, prevenção da gravidez na adolescência, acesso a exames, qualidade do pré-natal, identificação precoce de gestações de risco e garantia de parto seguro e respeitoso. Não basta ampliar o número de consultas: é preciso melhorar a qualidade da assistência, garantir encaminhamento adequado e ampliar a oferta de exames no pré-natal, como ultrassonografias e exames laboratoriais capazes de identificar precocemente fatores de risco, infecções, alterações placentárias e condições como pré-eclâmpsia, insuficiência istmo-cervical e trombofilias, dentre outras condições. 

Também é necessário comunicar mais e melhor. A população ainda sabe pouco sobre as causas e consequências do parto prematuro, os sinais de alerta na gestação e os fatores de risco que podem ser prevenidos. O Brasil precisa de campanhas de massa de conscientização sobre prematuridade, assim como já acontece em outras agendas de saúde pública. Informar salva vidas e reduz custos. 

A prematuridade não é apenas uma questão de saúde. É uma pauta de desenvolvimento social, de direitos humanos, de primeira infância, de combate às desigualdades e de responsabilidade fiscal. Investir em prevenção custa muito menos do que arcar, todos os anos, com as consequências de milhares de nascimentos precoces evitáveis e suas consequências. 

Mais do que números, estamos diante de vidas - e de uma escolha coletiva. A prematuridade evitável expõe, de forma inequívoca, onde o sistema falha antes mesmo do nascimento. Enfrentá-la é uma decisão estratégica de país. É intervir no ponto mais sensível do ciclo de vida, onde pequenas decisões geram consequências profundas e duradouras. É, no fim das contas, agir na origem das desigualdades, com efeitos persistentes sobre saúde, desenvolvimento e formação de capital humano - e, portanto, sobre a qualidade do futuro que se constrói como sociedade.

 

Planisa


Sobre a ONG Prematuridade.com
A Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros – ONG Prematuridade.com é a única organização sem fins lucrativos dedicada, em âmbito nacional, à prevenção do parto prematuro e à garantia dos direitos dos prematuros e de suas famílias. A ONG é referência em ações voltadas à prematuridade e representa o Brasil em iniciativas e redes globais voltadas à saúde materna e neonatal. Desenvolve ações políticas e sociais, campanhas de conscientização, qualificação de profissionais de saúde, colaboração em pesquisas e doações, além de oferecer acolhimento psicológico e orientação jurídica às famílias.


Mandíbula tensa, pelve travada: A conexão direta entre o estresse mental e a dor na relação sexual

Saiba por que o esgotamento emocional se manifesta como tensão na musculatura profunda e como a fisioterapia pélvica atua no alívio de bloqueios físicos que impedem o relaxamento e o prazer feminino. 

 

A tensão não mora só na cabeça, ela encontra caminhos pelo corpo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o Brasil está entre os países com maiores índices de ansiedade no mundo, e esse cenário tem reflexos diretos na saúde física, inclusive na vida sexual feminina. Um dos sinais mais comuns, embora pouco discutido, é a dificuldade de relaxamento da musculatura pélvica, frequentemente associada à dor durante a relação. 

No consultório, a cena se repete: mandíbula travada, ombros rígidos, respiração curta. Um corpo que não desliga. “Quando a mente não encontra pausa, o corpo entra em estado de defesa. E isso inclui a pelve, que deveria relaxar, mas permanece contraída”, explica a fisioterapeuta pélvica Flaviana Teixeira. Segundo ela, esse padrão de tensão constante impede que o corpo responda com naturalidade ao toque e ao estímulo. 

O que pouca gente percebe é que essa resposta não é isolada. A mesma força que faz alguém apertar os dentes em momentos de estresse pode estar atuando, de forma involuntária, na musculatura íntima. “Muitas mulheres chegam sem entender o que está acontecendo. Acham que é um problema local, quando na verdade o corpo está reagindo a um acúmulo emocional”, comenta. 

Existe caminho e ele passa pelo corpo. A fisioterapia pélvica entra como uma aliada importante nesse processo, ajudando a soltar o que ficou preso. “A gente trabalha para que essa mulher volte a sentir o próprio corpo com mais clareza. Parece simples, mas muitas nunca perceberam o quanto estavam contraídas o tempo todo”, diz. 

O cuidado vai além da técnica. Respiração, postura, rotina: tudo entra na conversa. Porque não adianta aliviar a dor sem olhar para o que está por trás dela. “Cada história tem um contexto. E entender isso faz toda a diferença no resultado”, reforça. 

Ainda é difícil falar sobre dor na relação, mas ignorar o problema só aumenta o distanciamento do próprio corpo. “Dor não deve ser normalizada. Quando a mulher se escuta, ela abre espaço para viver o prazer de forma mais leve, sem tensão e sem culpa”, finaliza.  



Fonte: Flaviana Teixeira — Fisioterapeuta Pélvica | Palestrante
@flavianateixeirafisiopelvica
flavianafisiopelvica.com.br


Doenças respiratórias aumentam no frio: especialista explica causas, sintomas e como se proteger

Professor de Medicina do CEUB orienta sobre prevenção, sinais de alerta e erros comuns no tratamento durante o período seco

 

Com a chegada do frio e do tempo seco, cresce o número de casos de gripe, rinite, sinusite e bronquite em todo o país. De acordo com o infectologista pediátrico e professor de Medicina do CEUB, Alexandre Paz Ferreira, esse aumento está diretamente ligado a fatores ambientais e comportamentais típicos dessa época do ano. 

“No frio, as pessoas tendem a permanecer mais em ambientes fechados e pouco ventilados, o que facilita a transmissão de vírus respiratórios. Além disso, as baixas temperaturas favorecem a sobrevivência desses vírus no ambiente. Já o tempo seco prejudica os mecanismos naturais de defesa das vias respiratórias, dificultando a eliminação de secreções”, explica.

 

Como diferenciar gripe, rinite, sinusite e bronquite

Embora essas doenças compartilhem sintomas como tosse e secreção, existem sinais que ajudam a distingui-las:

  • Gripe e rinite: espirros frequentes, coriza, coceira no nariz; a gripe costuma durar cerca de uma semana
  • Sinusite: dor de cabeça, secreção amarelada ou esverdeada e sintomas prolongados (mais de 7 dias)
  • Bronquite: principal característica é a falta de ar, que pode ocorrer mesmo em repouso nos casos mais graves

Grupos mais vulneráveis

Crianças menores de 5 anos, idosos, fumantes, pessoas com doenças respiratórias crônicas (como asma e enfisema) e indivíduos com imunidade comprometida estão entre os mais suscetíveis a complicações. O médico reforça que crianças pequenas exigem atenção especial. Máscaras não devem ser usadas por menores de 2 anos, devido ao risco de sufocamento. Em caso de sintomas, o ideal é afastá-las temporariamente de ambientes coletivos, como creches. Manter a vacinação em dia e o acompanhamento pediátrico é essencial.

 

Quando procurar atendimento médico?

Alguns sinais indicam a necessidade de avaliação médica imediata como falta de ar ou dificuldade para respirar, febre alta persistente por mais de 48 horas, dificuldade para ingerir líquidos, vômitos frequentes, manchas avermelhadas ou arroxeadas na pele.

 

Automedicação é um dos principais erros

Segundo Alexandre, um dos erros mais comuns é o uso indiscriminado de medicamentos. “A maioria desses quadros é viral e autolimitada, ou seja, melhora sozinha. O uso excessivo de remédios pode trazer efeitos colaterais sem benefício real”, alerta o professor de Medicina do CEUB. O uso de antibióticos, por exemplo, só é indicado em casos específicos, como algumas sinusites bacterianas. Já analgésicos e lavagem nasal com soro fisiológico ajudam no alívio dos sintomas. Xaropes e descongestionantes devem ser usados com cautela e orientação médica.

 

Vacina da gripe é aliada importante

A vacina contra a gripe protege contra o vírus influenza, responsável por quadros mais graves e complicações como pneumonia. “Mesmo que não evite todos os tipos de gripe, ela reduz significativamente o risco de formas graves”, destaca o médico. A imunização é indicada a partir dos 6 meses de idade. No SUS, é oferecida gratuitamente para grupos prioritários, como crianças pequenas, idosos, gestantes, profissionais de saúde e pessoas com comorbidades. 

 

Checklist: 5 cuidados essenciais no período seco

  1. Higienizar as mãos com frequência
  2. Usar máscara em caso de sintomas ou risco aumentado
  3. Manter ambientes ventilados
  4. Manter a vacinação atualizada
  5. Cuidar da saúde geral: boa alimentação, sono de qualidade, atividade física e evitar o tabagismo


Centro Universitário de Brasília - CEUB


Infecções urinárias podem indicar descontrole do diabetes

Shutterstock
Quadro comum exige atenção redobrada de pacientes com a doença, que afeta 20 milhões de brasileiros

 

Caracterizado pelo aumento dos níveis de glicose no sangue, o diabetes é uma doença crônica tratável, mas exige atenção contínua para evitar complicações que afetem a qualidade de vida do paciente. Além dos riscos mais conhecidos, como problemas cardiovasculares, renais e da visão, há um alerta menos frequente, porém igualmente relevante: o aumento da vulnerabilidade a infecções urinárias. Esses quadros podem indicar falhas no controle da glicemia e devem ser acompanhados de perto. 

Endocrinologista e consultora médica do Sabin Diagnóstico e Saúde, Ana Clara D’Acampora explica que o problema da infecção urinária começa pela própria vulnerabilidade imunológica do paciente diabético. “Pessoas com diabetes, assim como quem tem outras doenças crônicas, têm uma imunidade mais baixa. Elas têm maior risco de complicações infecciosas, e quando essas infecções acontecem, tendem a ser mais graves”, diz. 

Alguns estudos também apontam o maior risco de infecções urinárias em diabéticos. Uma pesquisa do Instituto Karolinska, na Suécia, mostrou que o sistema imunológico de pessoas com a doença tem níveis mais baixos de psoriasina, uma molécula de defesa que ajuda a evitar infecções do trato urinário causadas pela bactéria E. Coli. 

Por isso, sintomas como ardência ou dor ao urinar, vontade frequente de ir ao banheiro, sensação de bexiga cheia — especialmente em pessoas com diabetes — devem ser sempre investigados. Segundo a endocrinologista, esses episódios podem ser um sinal precoce de que o controle glicêmico está comprometido e devem servir como alerta para ajustes no tratamento. 

A médica destaca ainda que o descontrole da glicemia pode provocar excesso de açúcar na urina, o que aumenta as chances de infecções também dos genitais, especialmente por fungos. "O ambiente da genitália acaba ficando mais doce e, dependendo das condições de higiene, isso aumenta o risco de infecções", acrescenta.

 

Controle e prevenção


O controle da glicose é fundamental na proteção contra as infecções urinárias. Quando os níveis glicêmicos permanecem estáveis, o corpo mantém um estado inflamatório mais equilibrado e reforça suas defesas naturais. "O paciente com o diabetes controlado fica muito menos inflamado, o corpo dele está sendo menos agredido pela doença. Isso, por si só, já melhora as condições de defesa do corpo", afirma D'Acampora. 

Além do uso correto das medicações e do acompanhamento médico regular, a especialista reforça a importância dos hábitos de vida como parte fundamental do tratamento. "Tomar bastante água é uma medida bem importante, mas também é essencial manter bons hábitos de saúde. Atividade física melhora a imunidade, e uma boa alimentação, com menos ultraprocessados e mais comida 'de verdade', ajuda tanto no controle do diabetes quanto nas defesas do organismo", orienta. 

Para pacientes com suspeita de infecções urinárias, é importante passar por uma avaliação clínica, onde os sintomas poderão ser relatados, e depois avaliar com o médico a necessidade de realizar o exame de urina (EAS), que indica possíveis infecções, e urocultura, que confirma o diagnóstico e a bactéria causadora da condição. 

Para os casos em que há confirmação de infecção urinária, a médica faz mais um alerta. "As infecções urinárias podem ser o primeiro sinal de que algo não vai bem com o controle glicêmico. É também um sintoma que precisa ser levado a sério, porque pode indicar que o corpo está vulnerável a outras consequências do diabetes", conclui a especialista.


Grupo Sabin
site


Quando um adoece, toda a família cuida: o papel dos cuidadores da infância ao envelhecimento

Do câncer infantil às doenças crônicas na população idosa, especialistas alertam para a sobrecarga e a necessidade de preparo de familiares que assumem o cuidado

 

Com o Dia Internacional da Família (15/05) se aproximando, especialistas chamam atenção para uma realidade comum a diferentes fases da vida: quando há um diagnóstico de saúde, especialmente em casos mais complexos, o impacto ultrapassa o paciente e recai diretamente sobre a família. Na prática, são pais, filhos ou outros familiares que assumem o cuidado cotidiano e muitas vezes sem preparo, suporte ou orientação adequada. 

Do câncer infantil ao envelhecimento, o cuidado em saúde depende, em grande parte, da atuação de familiares que reorganizam rotinas, conciliam trabalho e assistência, e lidam com demandas físicas e emocionais. Apesar de essencial, esse papel ainda é pouco reconhecido e raramente integrado de forma estruturada ao sistema de saúde. 

Na oncologia pediátrica, o tratamento exige a presença constante de pais e responsáveis, que passam a mediar não apenas o acompanhamento médico, mas também aspectos emocionais e sociais da criança. Já no envelhecimento, o avanço de doenças crônicas, demências e limitações funcionais torna cada vez mais comum a atuação de familiares como cuidadores principais, cenário que tende a crescer com o envelhecimento acelerado da população brasileira. 

A pauta propõe discutir os desafios enfrentados por essas famílias, os impactos da sobrecarga no cuidado e na saúde mental dos cuidadores, além da importância de reconhecer esse papel e oferecer suporte adequado. Especialistas da SOBOPE e da SBGG também podem orientar como identificar sinais de esgotamento e quando buscar ajuda. 


Alzheimer pode começar até 20 anos antes dos sintomas e o porquê o diagnóstico ainda é tardio?

Avanços científicos abrem caminho para diagnóstico mais precoce e terapias direcionadas

 

O Alzheimer é a principal causa de demência no mundo, representando até 70% dos casos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).¹ No Brasil, estima-se que mais de 1 milhão de pessoas convivam com a doença e esse número que deve crescer com o envelhecimento populacional. 

Estudos científicos mostram que alterações biológicas associadas à doença podem ser identificadas 15 a 20 anos antes do início clínico dos sintomas², por meio de biomarcadores detectáveis em exames laboratoriais e de imagem. Apesar disso, o diagnóstico ainda ocorre, na maioria das vezes, em fase moderada - significa que a doença já está em um estágio em que os sintomas são claros e interferem na autonomia. O que muitos não sabem é que o Alzheimer pode começar até duas décadas antes dos primeiros sintomas, em um estágio chamado pré-clínico, marcado por alterações biológicas no cérebro, mas sem manifestações evidentes. 

Para o neurologista Diogo Haddad, é essencial observar sinais que vão além do esquecimento eventual. “Perder compromissos ocasionalmente é diferente de esquecer fatos recentes repetidamente, ter dificuldade de organizar tarefas habituais ou apresentar mudanças comportamentais sem explicação. Esses sinais merecem investigação. Esses achados reforçam que o Alzheimer tem uma longa fase pré-clínica, hoje considerada estratégica para diagnóstico mais precoce e desenvolvimento de terapias modificadoras da doença”, afirma o especialista, neurologista do Alta Diagnósticos e membro do corpo clínico do Hospital Nove de Julho.

 

Quais são os estágios da doença? 

De forma simplificada, o Alzheimer evolui em três fases: 

Fase pré-clínica: alterações cerebrais silenciosas, sem sintomas aparentes.

Fase leve: falhas de memória recente, dificuldade para organizar tarefas e pequenas mudanças comportamentais.

Fase moderada a avançada: perda progressiva de autonomia, dificuldade para reconhecer pessoas e dependência para atividades básicas. 

Segundo Diogo Haddad, o atraso no diagnóstico está ligado à banalização dos sinais iniciais e ao receio das famílias em procurar ajuda. “Muitos pacientes chegam quando a doença já compromete significativamente a autonomia”, afirma. Ele explica que a Doença de Alzheimer pode começar muitos anos antes dos sintomas, em uma fase pré-clínica silenciosa, na qual já existem alterações no cérebro, mas sem manifestações aparentes.

A identificação nessa etapa depende de uma investigação direcionada, que pode fazer parte de um check-up cognitivo, especialmente em pessoas com fatores de risco. Avaliações clínicas, exames laboratoriais para descartar causas tratáveis e exames de imagem ajudam na análise. Em alguns casos, biomarcadores que são substâncias que indicam alterações relacionadas à doença que podem ser detectados no líquor ou até no sangue, permitindo um acompanhamento mais precoce e planejamento adequado.

  

Por que o diagnóstico precoce é estratégico?

O avanço da neurologia tem ampliado as ferramentas diagnósticas, incluindo biomarcadores, exames de imagem e testes genéticos, especialmente nos casos de suspeita de Alzheimer de início precoce e quando os sintomas aparecem antes dos 60 anos ou acima dos 65 anos.

De acordo com Roberto Giugliani, médico geneticista da Dasa Genômica, parte dos casos de início precoce pode estar associada a variantes genéticas específicas. “Embora a maioria dos casos de Alzheimer seja esporádica, existe um grupo de pacientes, principalmente com início precoce, em que a investigação genética é fundamental. O teste pode auxiliar no esclarecimento diagnóstico, no aconselhamento familiar e na definição de condutas”, explica.

Um dos exames já disponíveis no Brasil é o Painel NGS para Alzheimer de início precoce, que utiliza a tecnologia de sequenciamento de nova geração (Next Generation Sequencing – NGS) para analisar genes associados às formas hereditárias da doença. O exame é realizado a partir de uma coleta simples de sangue (ou saliva), com extração do DNA e análise simultânea de múltiplos genes ligados ao Alzheimer familiar. Por se tratar de um teste genético com implicações clínicas e familiares, é necessário pedido médico e recomendável acompanhamento com especialista, incluindo aconselhamento genético. É importante destacar que o exame não confirma isoladamente o diagnóstico da doença, mas identifica mutações associadas à predisposição genética, sendo indicado principalmente para casos de início precoce ou com histórico familiar relevante.

De acordo com Roberto Giugliani, médico geneticista da Dasa Genômica, a investigação genética é indicada principalmente em casos de início precoce ou com histórico familiar relevante. “O teste genético pode contribuir para o esclarecimento diagnóstico e orientar o aconselhamento familiar”, explica.


Um alerta para famílias e profissionais de saúde

Para finalizar, os especialistas reforçam que o Alzheimer não é uma consequência natural do envelhecimento e é justamente por isso que o reconhecimento precoce da doença faz diferença. Identificar os sinais iniciais permite planejamento familiar, intervenções terapêuticas mais oportunas e acesso a novas abordagens em desenvolvimento. Nesse contexto, diante do envelhecimento acelerado da população brasileira, discutir os estágios do Alzheimer e ampliar o acesso ao diagnóstico clínico e genético torna-se uma prioridade estratégica de saúde pública.




Referências

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Burnout e Justiça do trabalho: 47% dos conflitos trabalhistas podem ser resolvidos por acordo, indica estudo

 

Burnout avança no Brasil e se conecta a mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais em 2025

 

Afastamentos por burnout cresceram 493% no Brasil entre 2021 e 2024, segundo dados do Ministério da Previdência Social. Em 2025, os transtornos mentais e comportamentais somaram 546.254 concessões de benefícios por incapacidade temporária no país, com destaque para transtornos ansiosos (166.489 casos), episódios depressivos (126.608) e transtornos afetivos bipolares (60.904). 

Esse cenário já se reflete na Justiça do Trabalho. Mais de 158 mil ações trabalhistas estão ativas no Tribunal Superior do Trabalho (TST), sendo horas extras (57.029 processos), adicional de insalubridade (53.416) e intervalo intrajornada (47.775) os principais temas associados à sobrecarga e ao esgotamento mental. 

Segundo estimativas da Pact, empresa especializada em redução de passivos judiciais corporativos, parte relevante desses conflitos poderia ser resolvida antes da judicialização. Caso as empresas optassem pelo acordo, 47% dos casos trabalhistas poderiam ser encerrados com deságio médio de 35% em relação ao valor inicialmente pleiteado. Mais da metade dessas soluções (53%) ocorre já na primeira rodada de negociação, reduzindo o tempo de litígio, os custos financeiros e os impactos emocionais para trabalhadores e empresas. 

“A judicialização costuma ser o desfecho de conflitos que não foram tratados de forma preventiva. Mas quando o caso chega ao Judiciário, o dano já está consolidado. O processo não é a causa do problema, é a consequência de meses ou anos sem escuta, sem gestão adequada do conflito e sem medidas efetivas de prevenção dentro das empresas”, afirma Lucas Pena, CEO do Grupo Pact Insights. 

Além do burnout, o assédio moral, frequentemente associado ao adoecimento mental no trabalho, também aparece de forma expressiva nos tribunais. Mais de 450 mil ações por assédio moral foram registradas na Justiça do Trabalho nos últimos cinco anos, segundo dados do TST e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

Segundo o CNJ, as empresas brasileiras desembolsam mais de R$ 40 bilhões por ano com dívidas e passivos trabalhistas, incluindo indenizações, multas e acordos judiciais, parcela significativa relacionada a conflitos que poderiam ter sido tratados de forma antecipada. 

“O burnout não vira processo porque o trabalhador quer judicializar. Ele vira processo porque ninguém resolveu antes. O acordo não estimula a judicialização, ele evita que o conflito chegue ao tribunal. Apesar do potencial de resoluções por meio de acordo, a conciliação ainda é pouco utilizada no país”, diz Pena. 

Com a previsão de início das multas para empresas que não mapearem riscos psicossociais a partir de 2026, especialistas avaliam que o desafio vai além do cumprimento legal. 

“A discussão sobre saúde mental precisa começar antes do afastamento e terminar antes do processo. Resolver conflitos de forma antecipada é uma estratégia de saúde, de governança e de redução da judicialização”, conclui o executivo.


Pact
www.pactbr.com

 

Nem toda crise epiléptica é convulsiva - e isso ainda atrasa diagnósticos


A epilepsia é uma das condições neurológicas mais conhecidas pela população. Ainda assim, muitos de seus sinais continuam sendo pouco reconhecidos — inclusive fora do ambiente médico. A associação quase automática entre epilepsia e convulsões intensas faz com que outras manifestações da doença passem despercebidas, atrasando o diagnóstico e o início do tratamento. 

Do ponto de vista clínico, a doença é caracterizada pela recorrência de crises epilépticas que não estão relacionadas a fatores agudos, como intoxicações, febre ou alterações metabólicas. Uma convulsão isolada, portanto, não significa necessariamente que a pessoa tenha epilepsia, já que episódios convulsivos podem ocorrer em situações como traumatismo craniano, infecções ou hipoglicemia, sem que se tornem recorrentes. 

O ponto menos compreendido é que nem toda crise epiléptica se manifesta com movimentos bruscos ou perda de consciência. Dependendo da região do cérebro envolvida, os sintomas podem ser muito sutis, como episódios breves de confusão, sensação de déjà vu, formigamento, tontura ou momentos em que a pessoa parece apenas “desligada”. 

Identificar precocemente a epilepsia faz diferença direta na qualidade de vida dos pacientes. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde em 2023 indicam que pelo menos 25% dos pacientes com a condição no Brasil apresentam formas mais graves da doença. Nesses casos, o uso contínuo de medicamentos é imprescindível e, em algumas situações, a avaliação para intervenções cirúrgicas quando as crises não são controladas apenas com tratamento farmacológico. 

Além das questões médicas, viver com epilepsia envolve desafios sociais importantes. O estigma que historicamente acompanha a doença pode impactar a vida profissional, afetiva e emocional dos pacientes. A imprevisibilidade das crises, somada a esses fatores, também contribui para taxas mais elevadas de ansiedade e depressão entre pessoas com epilepsia. 

Sem dúvida, uma das formas mais eficazes de reduzir os impactos sociais que cercam pacientes e familiares é ampliar o acesso à informação. Nesse sentido, mobilizações globais cumprem um papel importante. Iniciativas como o Purple Day, celebrado em 26 de março, ajudam a ampliar o conhecimento sobre a epilepsia, contribuindo para reduzir o preconceito e promover mais compreensão sobre essa condição neurológica.
 

EEG como exame fundamental na investigação

O eletroencefalograma (EEG) é considerado o padrão-ouro na investigação da epilepsia porque registra a atividade elétrica do cérebro. Enquanto exames como a ressonância magnética avaliam a estrutura cerebral, o EEG permite observar o funcionamento do cérebro em tempo real, identificando padrões elétricos que podem indicar predisposição a crises. 

O exame também é fundamental para confirmar se determinados episódios têm origem epiléptica. Sintomas semelhantes podem ocorrer em outras condições, como síncopes (desmaios por queda de pressão) ou crises de ansiedade. Ao identificar padrões específicos de atividade elétrica, o EEG ajuda o neurologista a diferenciar essas situações e direcionar corretamente o diagnóstico. 

Além disso, o exame contribui para determinar o tipo de epilepsia — se as crises começam em uma região específica do cérebro (focal) ou se envolvem os dois hemisférios desde o início (generalizada). Essa informação é decisiva para escolher o tratamento mais adequado, já que alguns medicamentos podem funcionar melhor para um tipo de crise do que para outro. 

O EEG também tem papel importante na identificação de síndromes epilépticas, especialmente na infância e na adolescência, e pode detectar crises não convulsivas, nas quais o paciente apresenta apenas episódios breves de confusão. Vale destacar que alguns pacientes já diagnosticados podem apresentar resultados de EEG normais e isso não significa que não tenham epilepsia.
 

Elaine Keiko - Diretora Médica e membro do Conselho da Neurogram, healthtech pioneira em centralizar e processar dados neurológicos utilizando tecnologia para desvendar padrões cerebrais.

 

1º de Maio: retrato do trabalhador brasileiro revela desafios de jornada, saúde mental e desigualdade de gênero

Segundo o Painel de Impacto Social da VR, a estimativa anual de ganhos econômicos para as empresas-clientes supera R$ 1 bilhão, puxada pela redução de turnover e de processos trabalhistas

 

No Dia Mundial do Trabalho (1º de maio), a VR, empresa de soluções para trabalhadores e empregadores, divulga um retrato do mercado formal de trabalho brasileiro. Os dados são provenientes do Painel de Impacto Social da VR, ferramenta proprietária que monitora indicadores internos e externos com base em informações de mais de 4 milhões de trabalhadores e mais de 100 mil empresas-clientes dos serviços de RH digital, benefícios, mobilidade, serviços financeiros, entre outros. O levantamento permite uma leitura das condições e dos desafios enfrentados no mercado, tanto para quem emprega quanto para quem é empregado. O estudo abrange quatro frentes: jornada e escala, gestão de riscos, saúde mental e desigualdade de gênero.
 

Jornada e escala como variáveis estratégicas 

Antes de tudo, é preciso diferenciar uma questão que pode estar confundindo o debate. A jornada reflete a quantidade de horas trabalhadas e as respectivas pausas associadas ao período. Já a escala define a estrutura e como essas horas estão distribuídas. A partir dessa diferenciação, os dados indicam que uma parcela relevante da força de trabalho está inserida em modelos mais intensos, composta predominantemente por homens (74%), jovens entre 25 e 39 anos (47%) e pertencentes à classe C (64%).
 

Entre os usuários dos serviços de marcação de ponto e gestão de escala da VR, 4 em cada 10 atuam no modelo 6x1. Os setores com maior concentração desse regime são Comércio (49%), Bares e Restaurantes (16%) e Saúde (8%), evidenciando uma variedade de segmentos da economia. Mesmo dentro desse modelo, há diferenças: 23,3% estão em faixa de excesso moderado, enquanto 5,3% cumprem jornadas em nível considerado de excesso mais significativo. Em comparação com a escala 5x2, 13,2% estão na faixa de excesso moderado e 0,6% em níveis mais elevados.
 

Os dados também mostram um contingente de trabalhadores com vale-transporte acima de R$ 700 por mês, o que pode indicar deslocamentos mais longos. Dessa forma, o formato de escala, isoladamente, não explica os impactos observados, que dependem também de fatores como organização das pausas, carga de horas, dimensionamento das equipes e distância entre casa e trabalho.
 

Gestão e Riscos 

A relação entre modelo de escala e impacto no desempenho, seja individual ou no negócio, não é diretamente proporcional. Empresas que adotam o mesmo modelo podem apresentar resultados distintos. Nesse contexto, o modelo de escala, isoladamente, não é suficiente para explicar os impactos observados, sendo necessário considerar a forma como o trabalho é configurado no dia a dia.
 

Os dados do Painel de Impacto Social da VR apontam que empresas que adotaram monitoramento estruturado e gestão preventiva de riscos operacionais e de saúde conseguiram reduzir os processos trabalhistas em até 34,7%. Somando turnover, processos trabalhistas e outras frentes do ecossistema, o impacto econômico anual estimado para as empresas-clientes supera R$ 1 bilhão.
 

Saúde mental em alerta 

Os transtornos mentais passaram a ocupar uma posição importante no ambiente de trabalho e revelam um quadro de adoecimento mais frequente e, por vezes, mais complexo. Entre 2023 e 2025, os transtornos de ansiedade seguiram como o principal grupo de afastamentos por saúde mental, variando pouco no triênio, entre 54% dos diagnósticos em 2023, 52% em 2024 e 49% em 2025.
 

No mesmo período, os transtornos depressivos também ficaram relativamente estáveis, na faixa de 29% a 31% dos diagnósticos. Já os transtornos mistos ansioso-depressivos apresentaram uma leve subida, saindo de 14% em 2023 para 19% em 2024 e 18% em 2025. Essas combinações de CIDs (Código Internacional de Doenças) foram registradas nos mesmos atestados médicos apresentados pelos trabalhadores, grande parte diretamente pelo SuperApp VR para justificar a ausência.
 

Também chama atenção o avanço dos quadros ligados ao trabalho, como burnout, estresse e fadiga, que passaram da faixa de 1,5%–2,5% em 2023 para 6%–8% em 2025. Os afastamentos por saúde mental registram uma ausência média de 11 a 14 dias por ocorrência. Nos recortes de jornada analisados, trabalhadores em escala 6x1 apresentam cerca de 2% a mais de afastamentos do que os que estão em 5x2, mas esse dado, isoladamente, não explica o adoecimento.
 

Desigualdade de gênero no ambiente corporativo 

A desigualdade de gênero aparece em diferentes dimensões nos dados analisados. No primeiro trimestre de 2026, 7 em cada 10 afastamentos por depressão ocorreram entre mulheres, que ainda lidam com a sobrecarga no cuidado familiar: 68% dos atestados médicos para acompanhar filhos ou outros familiares em consultas e tratamentos foram registrados por mulheres, evidenciando o acúmulo de responsabilidades dentro e fora do ambiente de trabalho. Esse cenário indica que a sobreposição entre carreira e cuidado, impacta diretamente a trajetória profissional feminina e reforça uma vulnerabilidade estrutural do mercado

Ao mesmo tempo, os dados mostram que mulheres empreendedoras também contratam mais mulheres: a participação feminina nas contratações sobe de 44,8% para 53,8% quando a liderança do negócio é uma mulher.
 

Há, porém, uma dimensão mais grave dessa desigualdade. Entre 2024 e 2026, os afastamentos relacionados à violência contra a mulher cresceram 152%, sendo 85% dos casos associados a agressões físicas. Os dados reforçam que a violência, muitas vezes tratada como um problema restrito ao ambiente doméstico, também impacta diretamente o mundo do trabalho.


Dia do Trabalho: Estado de SP lidera geração de emprego no país

Programas da Secretaria de Desenvolvimento Econômico impulsionam a empregabilidade e conectam profissionais às oportunidades do mercado de trabalho 

 

O Estado de São Paulo gerou mais de 1,3 milhão de empregos, de 2023 a março deste ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. As políticas públicas de inclusão produtiva do Governo de São Paulo contribuíram para este resultado. Em virtude desses números, em 2025, o estado registrou a menor taxa anual de desemprego em 13 anos, com 5%, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

 

No Dia do Trabalho, celebrado nesta sexta-feira, 1º de maio, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) destaca as oportunidades ofertadas nos Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs) e na plataforma Trampolim, programas da SDE que conectam profissionais ao mercado de trabalho. Atualmente, há mais de 15 mil vagas de trabalho disponíveis nos dois serviços em todo o estado de São Paulo. 

 

A eficiência dessas iniciativas pode ser observada em histórias como a do Felipe Reis Balieiro, 34 anos, morador de Franco da Rocha, na Região Metropolitana de São Paulo, que conseguiu um emprego de caminhoneiro com a ajuda do PAT. “A minha experiência com o PAT foi excepcional, num dia fiz a entrevista e, no outro, já estava sendo contratado. Recomendo muito”, comenta. 


Outra beneficiada é Rosivania Silva Alcântara Cordeiro, 56 anos, estava à procura de uma oportunidade de emprego e recorreu ao PAT de Vinhedo, na região de Campinas. “O que aparecesse naquele momento, eu pegava. O processo foi tranquilo. Não fiquei nem um mês desempregada. Hoje meu trabalho fica a 10 minutos de distância de casa”, conta Rosivania, que completou um mês no novo emprego como auxiliar de produção. 

 

Aislan Vilela, 31 anos, morador de Bertioga, no litoral, conseguiu uma vaga em uma grande rede de atacarejo. “Foi pelo PAT que consegui um bom emprego. Sem esse serviço, não teria acesso a uma oportunidade tão boa”, comemora.  

 

“Nossa missão, alinhada a uma das principais diretrizes do governador Tarcísio de Freitas, é a geração de empregos. Por isso, é fundamental mantermos um diálogo próximo com o setor produtivo, compreendendo as demandas das empresas e conectando as oportunidades aos profissionais que buscam colocação no mercado de trabalho”, destaca Jorge Lima, secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de SP. 

 

Trampolim  

A plataforma Trampolim integra ações de empregabilidade e capacitação. Além de reunir vagas de trabalho e cursos gratuitos de curta duração do Qualifica SP, o portal conta com funcionalidades voltadas para facilitar e agilizar a vida dos candidatos, como o uso de georreferenciamento para indicação de vagas mais próximas da residência, simulador de entrevistas por IA, agenda de entrevistas, central de certificações, notificações automáticas por WhatsApp, SMS e e-mail sobre novas oportunidades. 

 

As empresas também podem cadastrar suas vagas e contar com a ferramenta para encontrar profissionais. O recrutamento digital não apenas democratiza o acesso a talentos com variados níveis de formação, como também otimiza a agilidade e a precisão das seleções, reduzindo custos operacionais. Segundo informações de consultorias especializadas (PageGroup, Robert Half e Michael Page), o custo de uma nova contratação no Brasil varia de R$ 2 mil a R$ 20 mil. 

 

Para a analista de recursos humanos Karina Rocha, o Trampolim contribui para reduzir a ansiedade do candidato e deixá-lo mais bem preparado com o simulador de entrevistas com IA, por exemplo. “O simulador ajuda a compreender as etapas de uma entrevista, os tipos de perguntas comuns e como estruturar respostas de forma clara. A pessoa se sente mais preparada e confiante, o que melhora seu desempenho”, afirma. 

 

As vagas de emprego disponíveis no Trampolim podem ser consultadas pelo site www.trampolim.sp.gov.br. 

 

PAT  

O Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) é outra porta de entrada, por meio de intermediação entre empresas e trabalhadores em busca de oportunidades de emprego. Ao todo, são 200 unidades espalhadas pelo estado que oferecem, além das vagas, informações relacionadas à Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS); seguro-desemprego; atualização de cadastro de emprego.  

 

Para participar, basta o interessado ir até uma unidade, levar RG, CPF e a Carteira de Trabalho (física ou digital). Os endereços estão disponíveis na página do PAT no site da SDE

 

Além disso, empregadores que estão buscando profissionais ou necessitam realizar processos seletivos podem contratar serviços do PAT de maneira gratuita para encontrar os perfis desejados. 

 

Os PAT também realizam feirões de empregos, reunindo empresas com diversas vagas abertas e candidatos em busca de recolocação no mercado de trabalho. Confira depoimentos de pessoas que já passaram pelos feirões: https://youtu.be/0kQBnwQdLCI.

 

Secretaria de Desenvolvimento Econômico - SDE

 

IEL abre mais de 2,1 mil vagas de estágio com bolsas de até R$ 3,2 mil

Crédito da foto: Giberto Sousa 

Goiás lidera em número de oportunidades e oferece 593 vagas; Pernambuco aparece em segundo, com 270 vagas disponíveis

 

O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) está com 1.912 vagas de estágio abertas em diversos estados do Brasil. Há oportunidades nas áreas de administração, ciências biológicas, ciências da computação, designer gráfico, farmácia, jornalismo, nutrição, pedagogia, química e muito mais, incluindo cursos técnicos e do ensino médio. Todas as oportunidades são remuneradas e as bolsas variam de R$ 400 a R$ 3,2 mil, além de auxílio-transporte. 

O estágio é um ato educacional que proporciona aos estudantes o primeiro contato com o mundo do trabalho. O Programa IEL de Estágios já fez a ponte para mais de 1,5 milhão de alunos encontrarem a oportunidade ideal. Além disso, só no primeiro semestre de 2025, a rede inseriu mais de 55 mil estagiários no mercado de trabalho. Para saber tudo sobre o tema, acompanhe a Agência de Notícias da Indústria.   

·         Confira as vagas por estado naAgência de Notícias da Indústria 

 

  

Conheça o IEL Carreiras 

 

O IEL conta com uma plataforma para conectar estudantes, instituições de ensino e empresas: o IEL Carreiras

  

A ferramenta concentra, em um só ambiente, as vagas de estágio de todo o Brasil. Há filtros – por estado, curso, modalidade e tipos de vaga – que facilitam a busca pela melhor oportunidade. As empresas têm acesso a um banco nacional de candidatos, também com função de filtros. É possível realizar testes de perfil para unir o estudante à empresa ideal. Tanto estudantes quanto empresas podem fazer login para se conectarem às novidades. 


  

Sobre o levantamento quinzenal de vagas   

A Agência de Notícias da Indústria realiza um levantamento quinzenal de vagas abertas pelo IEL em todo o Brasil, junto às federações das indústrias. O levantamento tem caráter jornalístico. Para tirar dúvidas ou mais detalhes, entre em contato com o IEL do seu estado.


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