Saiba por que o esgotamento emocional se manifesta como tensão na musculatura profunda e como a fisioterapia pélvica atua no alívio de bloqueios físicos que impedem o relaxamento e o prazer feminino.
A tensão não mora só na cabeça, ela encontra caminhos pelo corpo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o Brasil está entre os países com maiores índices de ansiedade no mundo, e esse cenário tem reflexos diretos na saúde física, inclusive na vida sexual feminina. Um dos sinais mais comuns, embora pouco discutido, é a dificuldade de relaxamento da musculatura pélvica, frequentemente associada à dor durante a relação.
No consultório, a cena se repete: mandíbula travada, ombros rígidos, respiração curta. Um corpo que não desliga. “Quando a mente não encontra pausa, o corpo entra em estado de defesa. E isso inclui a pelve, que deveria relaxar, mas permanece contraída”, explica a fisioterapeuta pélvica Flaviana Teixeira. Segundo ela, esse padrão de tensão constante impede que o corpo responda com naturalidade ao toque e ao estímulo.
O que pouca gente percebe é que essa resposta não é isolada. A mesma força que faz alguém apertar os dentes em momentos de estresse pode estar atuando, de forma involuntária, na musculatura íntima. “Muitas mulheres chegam sem entender o que está acontecendo. Acham que é um problema local, quando na verdade o corpo está reagindo a um acúmulo emocional”, comenta.
Existe caminho e ele passa pelo corpo. A fisioterapia pélvica entra como uma aliada importante nesse processo, ajudando a soltar o que ficou preso. “A gente trabalha para que essa mulher volte a sentir o próprio corpo com mais clareza. Parece simples, mas muitas nunca perceberam o quanto estavam contraídas o tempo todo”, diz.
O cuidado vai além da técnica. Respiração, postura, rotina: tudo entra na conversa. Porque não adianta aliviar a dor sem olhar para o que está por trás dela. “Cada história tem um contexto. E entender isso faz toda a diferença no resultado”, reforça.
Ainda é difícil falar sobre dor na
relação, mas ignorar o problema só aumenta o distanciamento do próprio corpo.
“Dor não deve ser normalizada. Quando a mulher se escuta, ela abre espaço para
viver o prazer de forma mais leve, sem tensão e sem culpa”, finaliza.
Fonte: Flaviana Teixeira — Fisioterapeuta Pélvica | Palestrante
@flavianateixeirafisiopelvica
flavianafisiopelvica.com.br
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