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segunda-feira, 2 de março de 2026

Primeiro mutirão de negociação de dívidas bancárias de 2026

 

Ação vai até o dia 31/03. Bancos participantes oferecerão parcelamento, descontos no valor da dívida ou ainda taxas de juros reduzidas para refinanciamento, conforme sua política de crédito

 

Desde 1 de março o consumidor pode negociar dívidas que estiverem em atraso com bancos e instituições financeiras pelo Mutirão de Negociação e Orientação Financeira. Durante a ação, que vai até o dia 31/03, serão oferecidos descontos no valor da dívida, parcelamento ou ainda taxas de juros reduzidas para refinanciamento, conforme a política de crédito das instituições participantes. 

Poderão ser negociadas dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e demais modalidades de crédito contraídas de bancos e instituições financeiras, que estejam em atraso e não possuam bens dados em garantia, nem dívidas prescritas.

 

As negociações poderão ser feitas de duas maneiras: 

  • Remota: diretamente com a instituição financeira credora em seus canais oficiais, ou pelo portal consumidor.gov.br, lembrando que o consumidor precisa ter sua conta Prata ou Ouro; ou
     
  • Presencial: nos Procons participantes. 

“O mutirão é uma oportunidade para o cidadão negociar suas dívidas diretamente com as instituições financeiras, limpar seu nome e reorganizar seu orçamento, prevenindo o superendividamento”, afirma Amaury Oliva, diretor de Cidadania Financeira e Relações com o Consumidor da Febraban. 

 

Repactuação de dívidas 

Desde o início dos mutirões, em 2019, o sistema bancário brasileiro já repactuou mais de 35,6 milhões de contratos por dívidas negativadas de consumidores. 

Em 2025, 2.6 milhões de contratos foram negociados nas duas edições do Mutirão de Negociação e Orientação Financeira, sendo 1.4 milhão na ação que aconteceu em março (mês do consumidor) e 1.2 milhão de contratos, em novembro. 

A ação se soma a outras iniciativas apoiadas pelos bancos, a exemplo do programa Desenrola Brasil, do governo federal, quando os bancos negociaram 3,6 milhões de contratos na fase 2 (que envolveu dívidas bancárias), que representaram R$ 6,5 bilhões em volume financeiro. O Programa começou em 17 de setembro de 2023 e terminou em 20 de maio de 2024¸ beneficiando um universo de 2,7 milhões de consumidores. 

“A repactuação de dívidas no setor bancário brasileiro tem se mostrado uma ferramenta fundamental para promover o reequilíbrio financeiro de milhares de pessoas, evitando o agravamento da inadimplência e o superendividamento. A educação financeira é indispensável para mitigar o endividamento, e nosso papel é crucial nesse processo: transformar o acesso ao crédito em uma prática de consumo consciente”, destaca Amaury Oliva, diretor executivo de Cidadania Financeira e Relações com o Consumidor da Febraban. 

 

Sobre o Mutirão 

O Mutirão Nacional de Negociação e Orientação Financeira consolidou-se como uma das mais relevantes iniciativas do setor bancário brasileiro para apoiar a recuperação da saúde financeira da população. 

É uma ação de caráter nacional desenvolvida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em parceria com o Banco Central do Brasil, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), o Colegiado Nacional de Procons Estaduais e a Associação Brasileira de Procons - PROCONSBRASIL, e tem por objetivo contribuir para reduzir o endividamento no país. A ação faz parte do calendário permanente dos bancos e as campanhas acontecem nos meses de março (Mês do Consumidor) e novembro. 

Além da repactuação de dívidas bancárias, o foco dos mutirões é também a educação financeira. A plataforma Meu Bolso em Dia Febraban, que é aberta e gratuita, traz orientações sobre como se preparar para a negociação nos mutirões e dicas sobre como organizar finanças, sair de dívidas, poupar e investir. 

As informações completas sobre o Mutirão, o passo a passo para negociar, assim como a lista das entidades participantes, podem ser encontradas na página do Mutirão no Meu Bolso em Dia Febraban.

 

Copa do Mundo de 2026 coloca Canadá em destaque

Divulgação
País que também é sede do mundial junto com EUA e México utiliza o evento como vitrine global para despertar a atenção de brasileiros interessados em estudar, trabalhar e, futuramente, imigrar

 

A proximidade da Copa do Mundo da FIFA 2026, que terá o Canadá como um dos países-sede, já começa a refletir em um aumento significativo do interesse de estrangeiros, em especial os brasileiros, por oportunidades de imigração. “A visibilidade internacional do evento esportivo funciona como porta de entrada para quem deseja estudar, trabalhar ou construir uma nova vida no país”, destaca Ronaldo Terra, fundador da Domus Immigration, empresa que oferece soluções de imigração para o Canadá.

De acordo com o especialista, sempre que um país ganha destaque no cenário global, cresce também a curiosidade sobre possibilidades de imigração. “A Copa do Mundo coloca o Canadá sob os holofotes. Muitas pessoas visitam o país inicialmente como turistas ou estudantes e, a partir dessa experiência, passam a considerar seriamente a imigração”, afirma.

O Canadá se diferencia de outros países da América do Norte, como os Estados Unidos, por oferecer uma gama mais ampla e flexível de programas imigratórios. “É muito difícil falar em um ‘melhor’ programa de imigração, porque tudo depende do perfil do candidato. Mas o grande diferencial do Canadá está justamente na diversidade de caminhos possíveis, que variam de província para província e conseguem atender públicos muito distintos”, explica Ronaldo Terra.

Entre as opções mais comuns estão os programas ligados à educação, como bacharelado, pós-graduação, mestrado e doutorado, que apresentam altas taxas de sucesso por oferecerem tempo e elegibilidade para a imigração. Para quem ainda não tem certeza, o especialista recomenda cursos presenciais de inglês. “Além de ajudarem na fluência, esses cursos proporcionam uma vivência cultural essencial para decidir se imigrar é o caminho certo”.

Uma vez no país, o planejamento se torna mais claro. “Estando no Canadá, é possível identificar programas para os quais a pessoa já é elegível ou até montar uma estratégia para se qualificar. Esse é o percurso mais comum entre brasileiros que hoje vivem legalmente no país”, garante.


Copa como estratégia a longo prazo

O Canadá vem se preparando para a Copa de 2026 com uma estratégia integrada que envolve governo federal, províncias, cidades-sede e iniciativa privada. “As partidas acontecerão em Toronto e Vancouver, mas o plano vai além dos jogos, buscando usar o evento como alavanca turística e econômica”.

Há investimentos em infraestrutura urbana, transporte, segurança e serviços ao visitante, além de coordenação internacional com EUA e México. O Immigration, Refugees and Citizenship Canada (IRCC) também tem orientações específicas para a entrada no país durante o evento, reforçando a necessidade de solicitação antecipada de visto ou eTA, conforme a nacionalidade.


Voluntariado e imigração

Outro ponto de interesse é o programa oficial de voluntariado da FIFA para a Copa de 2026. Ao todo, cerca de 65 mil voluntários serão distribuídos entre Canadá, EUA e México, atuando em estádios, fan fests, aeroportos, mídia, logística e atendimento ao público.

O programa é aberto a imigrantes com status migratório válido no Canadá, incluindo residentes permanentes e estrangeiros autorizados a permanecer no país durante o evento. “É importante deixar claro que o voluntariado não gera direito à imigração ou residência permanente, mas pode ser uma experiência internacional relevante”, ressalta Ronaldo Terra.

A Copa funciona como um primeiro contato. “O evento desperta o interesse, mas a decisão de imigrar exige planejamento, informação correta e alinhamento com o perfil de cada pessoa. A Copa pode ser o começo dessa jornada”, conclui.

Para saber mais informações sobre imigração para o Canadá, acesse https://www.instagram.com/domushubimmigration/

 

Semente de planta comum no Brasil mostra potencial para remoção de microplásticos da água

 

Semente de moringa: extrato salino gerou coagulação
 necessária para a filtração de microplásticos
 (
foto: Adriano Reis/ICT-Unesp)

 Extrato salino obtido de moringa, ou acácia-branca, apresentou propriedades semelhantes ao sulfato de alumínio no processo de coagulação que antecede a filtração da água para consumo humano

 

Estudo desenvolvido no Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (ICT-Unesp), em São José dos Campos, mostra que a moringa ou acácia-branca (Moringa oleifera) tem potencial para a remoção de microplásticos da água.

O trabalho foi publicado na revista ACS Omega, da Sociedade Americana de Química.

Originária da Índia, a moringa é bastante adaptada a diferentes países tropicais e é usada para diversos fins, como a alimentação, pelo consumo de suas folhas e sementes com valor nutricional. Há alguns anos, as sementes têm sido estudadas por seu potencial no tratamento de água.

“Mostramos que o extrato salino das sementes tem uma performance parecida ao do sulfato de alumínio, usado em estações de tratamento para coagular a água com microplásticos. Em águas mais alcalinas, ele teve um desempenho até melhor do que o produto químico”, conta Gabrielle Batista, primeira autora do estudo, realizado como parte de seu mestrado no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental (PPGECA) da Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB) da Unesp.

O trabalho é coordenado por Adriano Gonçalves dos Reis, professor do ICT-Unesp e do PPGECA da FEB-Unesp, que também coordena o projeto “Filtração direta e em linha para remoção de microplásticos da água de abastecimento”, apoiado pela FAPESP.

“A única desvantagem encontrada até agora em relação ao sulfato de alumínio foi o aumento de matéria orgânica dissolvida, cuja remoção poderia encarecer o processo. No entanto, em pequenas escalas como propriedades rurais e pequenas comunidades, o método poderia ser usado com baixo custo e eficiência”, diz Reis.

O estudo teve como foco o tratamento de água via filtração em linha, em que a água é coagulada, desestabilizando as partículas, e segue para um filtro de areia. Esse tipo de tratamento é indicado para águas com baixa turbidez, mais claras, que não demandam tantos processos antes da filtração.

A coagulação é essencial porque poluentes como o microplástico, que possuem carga elétrica negativa em sua superfície, se repelem, assim como repelem a areia contida nos filtros de tratamento de água. Coagulantes como o extrato salino de moringa, que pode ser feito mesmo em casa, e o sulfato de alumínio neutralizam essa carga, fazendo com que os poluentes se unam e possam ser filtrados.

Em estudo anterior, o grupo mostrou a eficácia da semente de moringa para coagulação num ciclo completo de tratamento de água, que envolve ainda floculação, sedimentação e filtração. O trabalho teve como primeiro autor Luiz Gustavo Rodrigues Godoy, que realizou mestrado com bolsa da FAPESP na FEB-Unesp.

Jar Test simula, em pequena escala, tratamento de água: experimentos mostraram boa eficiência da semente de moringa para coagulação de microplásticos (foto: Gabrielle Batista)




Experimentos

Para testar a eficácia do método de tratamento de água, os pesquisadores utilizaram água da torneira, que contaminaram experimentalmente com policloreto de vinila, mais conhecido pela sigla PVC.

Microplásticos dessa fonte específica foram escolhidos por estarem entre os mais perigosos para a saúde humana, dado o documentado potencial mutagênico e cancerígeno do PVC, além da sua prevalência tanto na superfície de corpos d’água quanto na água tratada por processos tradicionais.

O PVC foi envelhecido artificialmente utilizando irradiação de raios ultravioleta, que mimetiza a ação de processos naturais e reproduz as propriedades dos microplásticos envelhecidos naturalmente.

A água contaminada por microplásticos passou pelo processo de coagulação e filtração no chamado Jar Test, equipamento que reproduz em pequena escala os processos de tratamento de água. Os resultados foram comparados aos dos mesmos testes realizados em água com sulfato de alumínio, composto usado nos tratamentos tradicionais.

A contagem das partículas de microplásticos, antes e depois do tratamento, foi realizada utilizando microscopia eletrônica de varredura (MEV). O tamanho dos flocos formados pelos diferentes tratamentos foi medido usando uma câmera de alta velocidade e um feixe de laser, sem encontrar diferenças significativas na remoção das partículas.

O grupo agora testa o extrato de semente de moringa usando água diretamente coletada no rio Paraíba do Sul, que abastece São José dos Campos. Nos experimentos realizados até agora, o produto tem se mostrado bastante eficiente no tratamento da água natural.

“Há um escrutínio regulatório cada vez maior e uma preocupação com a saúde sobre o uso de coagulantes baseados em alumínio e ferro, pelo fato de não serem biodegradáveis, além de deixarem toxicidade residual e apresentarem risco de doenças. Por isso, tem-se intensificado a busca por alternativas sustentáveis”, encerra Reis. 

O artigo Removal of microplastics from drinking water by Moringa oleifera seed: comparative performance with alum in direct and in-line filtration systems pode ser lido em: pubs.acs.org/doi/10.1021/acsomega.5c11569.




André Julião

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/semente-de-planta-comum-no-brasil-mostra-potencial-para-remocao-de-microplasticos-da-agua/57294


O erro que faz lojas perderem vendas no TikTok Shop

 

Arquivo pessoal

Falta de estoque após viralização leva algoritmo da plataforma a frear distribuição de vídeos; veja como microempreendedores podem se planejar para evitar a queda 

 

Explosões de pedidos parecem o sonho de qualquer loja online — até o dia seguinte, em alguns casos. No TikTok Shop, crescer rápido demais sem estrutura pode interromper completamente as vendas. Quando a demanda supera a capacidade de entrega, o próprio algoritmo da plataforma reduz a distribuição dos vídeos e os produtos desaparecem do alcance dos consumidores.

Foi o que aconteceu com a empresária Sabrina Nunes, fundadora da Francisca Jóias e especialista em vendas online. Após vídeos próprios e de afiliados viralizarem, a marca, que tem quase 154 mil seguidores e mais de 1,4 milhões de views chegou a registrar picos de até 700 pedidos em um único dia dentro da plataforma. Pouco depois, os pedidos praticamente cessaram.

“O diagnóstico foi seco e direto. O erro não foi marketing, nem produto, nem falta de demanda. Foi estoque. Eu descuidei da profundidade e o algoritmo respondeu cortando a distribuição”, afirma.


Fiscal da operação

Para o especialista em gestão de e-commerce Jonas Sampaio, o TikTok funciona menos como rede social e mais como mecanismo de busca e escala. Um conteúdo pode continuar sendo entregue por semanas ou meses — mas apenas se a operação acompanhar.

Com a integração via ERP, o sistema recebe sinais em tempo real sobre disponibilidade de produtos. Se há ruptura ou risco de ruptura, a plataforma interpreta que o item não sustenta escala. O resultado é menos entrega, menos visualizações e queda abrupta nas vendas”, diz Sampaio.

Sabrina percebeu esse efeito imediatamente. “A plataforma entendeu que aquele produto não era escalável e deixou de priorizar. No TikTok Shop, disponibilidade virou o novo SEO. Importa mais profundidade do que mix. Não adianta ter muitos itens se você não consegue sustentar o que performa.”


Erros frequentes

A experiência da empresária e a avaliação de especialistas mostram erros recorrentes que comprometem o desempenho na plataforma.

O principal deles, como já foi dito, é crescer sem planejamento de estoque. Outro equívoco comum é tratar o TikTok apenas como rede social, quando, na prática, funciona como canal de vendas e exige estratégia de conteúdo, público definido e controle de preço.

Também é frequente ignorar margem real. Comissões de afiliados e promoções podem gerar alto faturamento com pouca lucratividade. Há ainda quem dependa exclusivamente da viralização: o conteúdo ajuda, mas a consistência operacional mantém a escalada.

“Não integrar sistemas é um risco crítico. ERP e controle de estoque são essenciais para evitar sinais negativos ao algoritmo. O ideal é começar com cerca de dez produtos e reposição garantida”, aconselha Sampaio.

No caso da loja Francisca Jóias, Sabrina precisou mudar a estrutura da operação e não apenas repor o estoque para recuperar o desempenho. A retomada veio com a reorganização do portfólio e da estratégia comercial dentro da plataforma.

“Refizemos parcerias com fornecedores, recadastramos produtos e colocamos os afiliados como prioridade. A partir dessa estrutura, voltamos a ganhar escala”, afirma. A marca também passou a realizar lives com equipe interna de vendas e lançou coleções exclusivas para o canal. 

A empresária diz que a principal métrica observada não foi engajamento, mas o faturamento. “Visualização e alcance não garantem nada. Empresa não se sustenta com likes, se sustenta com vendas. Quando ajustamos os funis, as vendas voltaram.”

Mesmo assim, ela afirma que o comportamento do canal continua difícil de prever. “A gente não controla quando um vídeo viraliza. É como ter milhares de vendedores independentes atuando ao mesmo tempo. O segredo não é tentar prever perfeitamente a demanda, mas estruturar a operação para aproveitar a oportunidade quando ela aparece.”


Exigências

O avanço do social commerce consolidou o TikTok Shop como um dos canais mais relevantes de vendas no Brasil. O país encerrou 2024 com mais de 99 milhões de usuários ativos na plataforma, segundo a plataforma DataReportal. Além disso, projeções da Accenture indicam crescimento global superior a 30% ao ano até 2027.

O crescimento no Brasil também aparece nos números internos da própria plataforma. De acordo com o TikTok Shop, a receita diária média (GMV – Gross Merchandise Value) registrada em setembro de 2025 foi 26 vezes maior do que a de maio do mesmo ano, mês de lançamento oficial da operação no país.

O modelo combina conteúdo orgânico, catálogo integrado e pagamento dentro do próprio aplicativo, eliminando etapas do e-commerce tradicional e transformando vídeos em vitrines transacionais.

Desde o lançamento oficial no Brasil, em maio de 2025, a ferramenta ampliou presença em categorias como moda, beleza e tecnologia, além de atrair infoprodutores interessados em vender cursos e produtos digitais diretamente pelo aplicativo.

Entre os recursos disponíveis estão vídeos com links diretos para produtos, lives com interação em tempo real e itens fixados na tela, vitrine integrada nos perfis das marcas, aba de navegação exclusiva para compras e checkout nativo com pix, cartão e boleto.


Sem abandono de carrinho e com aumento nas conversões

Segundo o especialista em inovação no varejo Alexsandro Monteiro, essa integração explica a expansão acelerada. “A compra acontece exatamente onde está a atenção do público. O consumidor brasileiro valoriza experiências fluidas e interativas”, diz.

Dados da própria plataforma indicam que conteúdos com compra integrada podem alcançar conversão até três vezes maior em categorias visuais. Cerca de 68% dos usuários sentem proximidade com criadores, 75% confiam em sua credibilidade e 71% apontam autenticidade como diferencial.

A expansão já consolidada em mercados como Estados Unidos e Reino Unido também impulsiona o crescimento no Brasil e fortalece o live commerce como concorrente direto de formatos presentes em redes como WhatsApp e Instagram.


Por onde começar

Para quem pretende entrar no TikTok Shop para vender, a recomendação é cadastro com CNPJ e portfólio enxuto, priorizando produtos com boa margem e fácil demonstração em vídeo.

“O conteúdo vira decisão de compra e o algoritmo mostra o produto até para quem não segue a marca”, diz Sabrina, que também atua como consultora. “Mas, a plataforma não corrige falhas estruturais — ela acelera tanto acertos quanto erros.”

Monteiro concorda: “É um ecossistema poderoso, porém exige maturidade operacional. A tendência é separar rapidamente operações estruturadas das improvisadas.”

No social commerce, viralizar é fácil. Difícil é sustentar a demanda. No TikTok Shop, vender muito sem preparo não acelera o crescimento. Pelo contrário: interrompe.

 


Cibele Gandolpho
https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/o-erro-que-faz-lojas-perderem-vendas-no-tiktok-shop


Alta insatisfação de mulheres com conteúdo digital questiona autenticidade do “empoderamento” nas redes

Estudo aponta que 92,5% das mulheres já receberam anúncios

considerados sexistas ou inadequados


O marketing digital se apresenta, cada vez mais, como território estratégico para marcas que desejam dialogar com o público feminino. No entanto, estudo realizado para Mestrado em Marketing Digital da MUST University (Flórida, EUA) revela que há um descompasso significativo entre o discurso de empoderamento adotado por muitas empresas e a percepção real das mulheres que consomem esses conteúdos. 

O estudo “O uso do marketing digital como instrumento de empoderamento feminino: análise de estratégias, desafios e oportunidades na comunicação contemporânea”, desenvolvido pela jornalista Monica Kulcsar, ouviu 134 mulheres entre os dias 31 de janeiro e 20 de fevereiro de 2026. A pesquisa analisou percepções sobre representatividade, autenticidade, uso de inteligência artificial, algoritmos e vieses de gênero nas campanhas digitais. 

Com 25 anos de experiência na área de saúde e comunicação, a jornalista decidiu investigar o tema ao observar a crescente apropriação do discurso do empoderamento feminino pelas marcas nas redes sociais. 

“Meu objetivo foi compreender se o marketing digital está, de fato, contribuindo para ampliar autonomia, representatividade e inclusão, ou se estamos diante de uma estratégia predominantemente simbólica, mais estética do que estrutural”, afirma.

 

Alta exposição, olhar crítico 

O perfil das participantes revela mulheres altamente inseridas no ambiente digital: a maioria acessa redes sociais várias vezes ao dia e possui elevado nível de escolaridade. A faixa etária predominante está entre 35 e 54 anos, grupo com forte poder de decisão de consumo e carreira. 

Esse recorte contribui para um dado central do estudo: a leitura crítica das campanhas de empoderamento.

 

Entre as respondentes: 

  • 92,5% afirmam já ter recebido anúncios considerados sexistas ou inapropriados;
  • 72,4% concordam totalmente que o empoderamento feminino é frequentemente utilizado mais como estratégia de marketing do que como compromisso real;
  • 87,3% concordam totalmente que mulheres negras, gordas, LGBTQIAP+ ou com deficiência são sub-representadas nas campanhas digitais. 

Os dados indicam que, embora as mulheres reconheçam o potencial do marketing digital como ferramenta de transformação social, há desconfiança em relação à autenticidade das marcas. 

“Muitas campanhas falam em autonomia, mas continuam reproduzindo padrões estéticos restritos e narrativas superficiais. Esta divergência está cada vez mais evidente para as mulheres, que pedem coerência entre discurso e prática organizacional”, explica Monica.

 

Empoderamento: discurso ou prática? 

A pesquisa dialoga com a literatura acadêmica, que aponta para o fenômeno do chamado “feminismo de mercado”, ou seja, pautas feministas têm sido incorporadas à comunicação publicitária sem necessariamente promover mudanças estruturais nas empresas. 

Para as participantes, tornam uma campanha mais autêntica a presença de mulheres e histórias reais (44%), ações concretas além do marketing (30,6%), transparência das ações (12,7%), representatividade diversa (6%) e linguagem inclusiva (4,5%). 

O estudo identificou que 62,7% das mulheres se sentem motivadas ao ver mulheres em posições de liderança nas redes sociais, indicando que a representatividade pode ter impacto relevante, desde que autêntica.

 

Algoritmos e vieses de gênero 

Outro ponto sensível revelado pela pesquisa diz respeito ao papel da inteligência artificial e da personalização algorítmica. 

A maioria das respondentes (79,9%) acredita que algoritmos tratam homens e mulheres de forma desigual, direcionando conteúdos mais centrados em aparência e consumo para mulheres, enquanto áreas como carreira, tecnologia e finanças são menos frequentes. 

“Há consciência crescente de que a tecnologia não é neutra. As mulheres percebem quando os algoritmos reforçam desigualdades históricas”, destaca a pesquisadora.

Apesar disso, as participantes reconhecem benefícios da personalização digital, desde que acompanhada de ética, transparência e governança de dados sensível às questões de gênero.

 

Marcas e referências de empoderamento 

Quando questionadas sobre marcas consideradas exemplos de empoderamento feminino, nomes como Natura (51,6%), Dove (25,8%) e Magazine Luiza (19,3%) e Avon (12,9%) apareceram com maior recorrência. 

Entre personalidades citadas, surgiram artistas, parlamentares, intelectuais e influenciadoras digitais, demonstrando que o empoderamento é percebido como fenômeno plural, que ultrapassa o campo do consumo. Um dado curioso: entre 188 nomes distintos mencionados como referências de empoderamento, apenas três eram homens, indicando que a pauta ainda é socialmente percebida como responsabilidade majoritariamente feminina. 

Dentre os nomes mais lembrados, destacam-se a deputada federal Erika Hilton (6,9%), a atriz Paola Oliveira (5,8%), a deputada federal Sâmia Bomfim (5,3%), jornalista e ex-deputada federal Manuela d’Avila (4,2%) e a atriz Taís Araújo (3,2%).

 

Conclusão: potencial existe, mas exige coerência

 A conclusão do estudo é clara: o marketing digital pode, sim, atuar como instrumento de empoderamento feminino, mas apenas quando orientado por autenticidade, responsabilidade social e compromisso real com diversidade e equidade. 

“Empoderamento não pode ser apenas narrativa. Precisa ser prática organizacional, política interna e postura ética diante da tecnologia”, resume Monica. 

Para a pesquisadora, o desafio para as marcas não é apenas comunicar diversidade, mas incorporá-la estruturalmente, inclusive no desenvolvimento de tecnologias, segmentação de campanhas e definição de métricas de sucesso. 

O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética da MUST University e integra a conclusão do Master of Science in Digital Marketing.

 

Monica Kulcsar - jornalista especializada na área da saúde há 25 anos, formada em Comunicação Social | RTV (1996) e em Jornalismo (2000). Concluiu, em 2026, Mestrado em Marketing Digital pela MUST University (Flórida – EUA), com pesquisa voltada à interseção entre tecnologia, comunicação e equidade de gênero. Seu trabalho investiga como estratégias digitais podem contribuir, ou limitar, o empoderamento feminino na contemporaneidade.



Visto, passagem e ingressos: quanto custa uma viagem para Orlando com o dólar em baixa?

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Com a cotação da moeda americana mais favorável, brasileiros conseguem reduzir custos com visto, passagens e ingressos 

 

Visitar os parques de Orlando é um dos destinos mais desejados pelos turistas brasileiros. Com a queda do dólar, esse roteiro ganha um novo fôlego e se torna mais acessível. Entre vistos, passagens aéreas e ingressos para os parques temáticos, a oscilação cambial tem redesenhado os orçamentos e incentivado cada vez mais brasileiros a antecipar o planejamento da viagem dos sonhos ainda para 2026. Mas afinal, quanto custa essa experiência?

Segundo Marco Lisboa, CEO e fundador da 3,2,1 GO!, uma rede de franquias especializada em oferecer experiências de viagens completas para os parques de Orlando e outros destinos nacionais e internacionais, os principais itens que pesam no orçamento continuam sendo o visto americano, a passagem aérea de ida e volta e os ingressos para os parques temáticos, que representam uma fatia significativa dos custos totais de uma viagem completa a Orlando em 2026.

“Uma viagem completa para cerca de uma semana em Orlando pode custar, em média, entre R$ 15.000 e R$ 30.000 por pessoa, englobando passagens aéreas, hospedagem, alimentação, transporte e ingressos para os principais parques. Justamente por não ser um roteiro barato, buscar por um agente de viagens especializado é a forma mais estratégica para evitar os perrengues durante a viagem, otimizar gastos, evitar erros no planejamento e aproveitar o câmbio mais favorável, além de garantir acesso a tarifas negociadas, ingressos corretos para cada perfil de viajante e suporte antes e durante o passeio”, explica Lisboa.

O visto americano (B1/B2), obrigatório para turistas brasileiros, segue como um custo fixo no processo de preparação e precisa ser feito com antecedência, entre três e seis meses antes da data planejada. Os valores de passagens aéreas variam de acordo com a cidade de embarque, temporada e antecedência da compra, mas com o dólar mais baixo no câmbio real, muitos itinerários têm custado menos do que em anos anteriores.

“Os meses historicamente mais baratos para ir a Orlando são fevereiro, maio e setembro, quando a demanda cai e é possível encontrar melhores tarifas aéreas e preços mais competitivos de hotéis e ingressos. Já os períodos mais caros costumam ser janeiro, julho e dezembro, além de feriados prolongados, quando a procura cresce e acontece um aumento generalizado nos custos da viagem”, afirma Marco Lisboa, CEO e fundador da 3,2,1 GO!.

Para ingressos, por exemplo, a tendência é que pacotes adquiridos com antecedência e em dólar, convertidos no câmbio mais baixo, resultem em economia relevante para quem planeja essa viagem em 2026. 

“Os ingressos são precificados em dólar e se você comprar na alta temporada ou quando o câmbio estiver nas alturas, vai pesar muito mais no orçamento. Comprando na baixa, é possível encontrar possibilidades melhores de preços”, completa o CEO da 3, 2, 1 GO!. 

Com o turismo internacional aquecido e o otimismo das agências de viagem, a recomendação de especialistas é clara: planejamento antecipado e acompanhamento próximo das cotações cambiais podem reduzir o custo total da viagem em 10 % a 20 % ou mais, dependendo da estratégia de compra.

“O brasileiro que agir com planejamento e flexibilidade pode transformar um sonho em Orlando em uma realidade em 2026 e o melhor, gastando menos. Não é apenas sobre o dólar estar em queda, é sobre saber aproveitar cada oportunidade de preço, desde a compra do visto até a emissão de passagens e ingressos”, conclui Marco Lisboa.

 

Inteligência artificial entra na fase da maturidade: empresas trocam “modelo mais inteligente” por previsibilidade operacional

 Em 2026, prioridade deixa de ser criatividade e passa a ser estabilidade, governança e redução de retrabalho


Após dois anos de intensa experimentação com inteligência artificial generativa, o mercado começa a dar sinais claros de amadurecimento. Empresas de marketing, tecnologia e comunicação estão alterando seus critérios de escolha de modelos de IA: o foco exclusivo em desempenho e criatividade cede espaço à busca por previsibilidade operacional.

Segundo projeções da Gartner, mais de 80% das empresas globais devem utilizar algum tipo de IA generativa até o fim de 2026. Já levantamento da McKinsey aponta que 55% das organizações usam IA em pelo menos uma função de negócios, mas apenas uma parcela relata retorno consistente sobre o investimento.

O desafio central, segundo especialistas, é menos técnico do que operacional: retrabalho e inconsistência.


Da experimentação ao impacto financeiro

Nos primeiros ciclos de adoção, as empresas priorizavam modelos com maior capacidade criativa e melhores resultados em benchmarks técnicos. À medida que a IA passou a integrar processos críticos, como atendimento automatizado, geração de relatórios, produção de conteúdo em escala e apoio a decisões estratégicas, surgiram novos obstáculos.

“A fase do encantamento já passou. Hoje a discussão é operacional”, afirma Ulisses Dalcól, desenvolvedor de sistemas e diretor da Descomplica Comunicação, especializada em integração de inteligência artificial aplicada à comunicação e negócios digitais.

“Quando um modelo exige revisão constante ou altera comportamento em tarefas complexas, aparece um custo invisível. Não se trata apenas de performance técnica, é impacto financeiro direto.”

De acordo com a IDC, os investimentos globais em IA devem ultrapassar US$ 500 bilhões até 2027. No entanto, o retorno, segundo analistas, depende menos da escolha do modelo mais avançado e mais da capacidade de garantir estabilidade em ambiente real de trabalho.


Marketing e comunicação: onde a mudança é mais visível

No setor de marketing e comunicação, a IA deixou de ser ferramenta experimental e passou a operar como infraestrutura de produção. Entre as aplicações mais comuns estão:

·        Geração de conteúdo em larga escala

·        Automação de campanhas

·        Personalização de mensagens

·        Análise de dados de audiência

·        Monitoramento de mídia

“Nesse contexto, previsibilidade vale mais que genialidade”, destaca Dalcól. “Modelos muito criativos podem impressionar em demonstrações, mas em escala o que pesa é consistência.”

Segundo ele, empresas começam a adotar critérios mais técnicos na avaliação de modelos, como aderência a instruções complexas, baixa taxa de alucinação, estabilidade em tarefas multietapas, governança via API e rastreabilidade.


A nova métrica: redução de retrabalho

Análise recente da Deloitte indica que uma das principais barreiras para consolidação da IA corporativa é a falta de governança e controle sobre os resultados gerados.

Para o especialista, a maturidade do mercado trouxe uma mudança decisiva de mentalidade:

“Em 2024, a pergunta era ‘qual é o modelo mais inteligente?’. Em 2026, a pergunta passou a ser ‘em qual modelo posso confiar para operar meu negócio sem gerar instabilidade?’.”

Empresas que tratam a IA como infraestrutura estratégica, e não como ferramenta isolada, tendem a alcançar ganhos mais sustentáveis e previsíveis.


Menos espetáculo, mais estratégia

Analistas avaliam que a próxima fase da inteligência artificial será marcada por consolidação, padronização e maior exigência por estabilidade operacional.

O movimento sugere que a IA caminha para um papel semelhante ao da computação em nuvem na década passada: de inovação disruptiva para componente estrutural dos negócios.

“IA deixou de ser diferencial de marketing. Virou infraestrutura. E infraestrutura precisa funcionar todos os dias, não apenas impressionar em apresentações”, conclui o profissional.

 

Descomplica Comunicação

 

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