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segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

O silêncio que governa: o que as organizações não dizem, mas sentem e como isso define carreiras, culturas e pessoa


Existe uma forma de violência emocional silenciosa, sutil e altamente sofisticada que atravessa as organizações contemporâneas: a violência do não-dito. Não é o conflito explícito, a crise aberta ou a discussão acalorada é o desconforto que circula nas entrelinhas, é o tema que todos percebem, mas ninguém verbaliza.

 

Como diz Madalena Feliciano:

“Nas empresas, o silêncio nunca é neutro. Ele sempre comunica às vezes mais do que qualquer discurso de liderança.”

 

Essa economia do silêncio organiza culturas, molda comportamentos, define carreiras e, silenciosamente, determina quem prospera e quem se cala.

 

Quando todos sabem, mas ninguém diz

Quem já participou de uma reunião onde todos percebem que a decisão é equivocada, que o caminho é arriscado e que há problemas estruturais ignorados, mas mesmo assim ninguém ousa nomear o óbvio?

Isso não é timidez, falta de habilidade ou “problema de comunicação”. É sintoma de algo muito maior:

 

Uma cultura onde falar a verdade é mais arriscado do que conviver com o erro.

Madalena observa em seus atendimentos e consultorias que:

“O colaborador não se cala por falta de coragem. Ele se cala porque já aprendeu, por experiência, que falar custa caro.”



Esse custo pode ser rejeição, perda de espaço, punições veladas, isolamento ou a simples invalidação da própria percepção.

O silêncio como arquitetura de poder

Organizações não precisam escrever regras proibindo temas. O silenciamento acontece por micro sinais, expressões sutis, tons de voz, olhares desviados, mudanças de assunto e respostas impacientes que ensinam:

“Aqui, isso não deve ser dito.”

 

E Madalena reforça:


“Toda empresa ensina seus colaboradores a falar ou a calar mesmo sem dizer uma palavra.”


Esses ambientes criam uma pedagogia invisível que organiza quem pode opinar, quem será ouvido e quem jamais terá sua fala legitimada, mesmo quando tem razão.

 


Quando o silêncio vira cultura e vira hábito


Com o tempo, o silêncio deixa de ser uma escolha consciente. Ele se transforma em atmosfera. À medida que as pessoas se calam repetidamente, começam a acreditar que essa é a única forma de conviver naquele ambiente.

E é aí que Madalena identifica um ponto crucial:


“O silêncio repetido vira normalidade. As pessoas deixam de perceber que existem outras formas de trabalhar, liderar e existir no ambiente profissional.”

 

O resultado?


Equipes que se isolam emocionalmente, líderes que se cercam de discursos agradáveis e organizações que perdem a chance de evoluir porque ninguém ousa mostrar o que está errado.

 

Silêncio também é comportamento e comportamento é leitura


No modelo DISC, que Madalena aplica com frequência no desenvolvimento de equipes, o silêncio também serve como indicador:

  • Perfis influentes (I) se calam quando percebem punição emocional. 
  • Perfis dominantes (D) se calam quando percebem ameaça à própria autonomia. 
  • Perfis estáveis (S) se calam para evitar conflito. 
  • Perfis conformes (C) se calam quando não encontram espaço racional e estruturado para suas análises.

 

Ou seja, todo silêncio tem uma intenção emocional, comportamental e estratégica por trás.


 

O silêncio como sofrimento e como solidão relacional


Há ainda uma dimensão que Madalena destaca como extremamente preocupante:

“As pessoas não estão apenas se calando. Elas estão ficando sozinhas dentro das organizações.”

 

Dois profissionais podem trabalhar juntos por anos e, mesmo assim, viver uma espécie de isolamento invisível onde nada profundo é compartilhado e onde a convivência se resume a tarefas.

Esse tipo de solidão não é individual; é coletiva, produzida por ambientes onde o não-dito domina.


 

Liderança que pede sinceridade, mas pune a verdade


Muitos líderes dizem:


“Falem abertamente, quero ouvir todos.”


Mas, na prática, suas reações mostram o contrário.

Madalena é categórica:

 

“Quando a fala é incentivada no discurso e punida na prática, cria-se a pior forma de violência emocional: a violência da contradição.”


Isso desmoraliza equipes, destrói confiança e transforma qualquer tentativa de comunicação em um teatro previsível.

 

A verdadeira transformação não acontece com treinamento acontece com mudança de estrutura


É comum ver empresas tentando resolver o problema do silêncio com:

  • treinamentos de comunicação
  • workshops de assertividade
  • palestras motivacionais


Mas, segundo Madalena:


“Você não muda o silêncio pedindo que as pessoas falem. Você muda o silêncio mudando o que acontece quando elas falam.”

E isso envolve:

  • líderes preparados para ouvir críticas
  • decisões baseadas em transparência
  • respostas coerentes ao que é verbalizado

·         ambientes psicologicamente seguros 

O silêncio que protege e o silêncio que adoece

Nem todo silêncio é ruim. Há silêncios que são sabedoria: o silêncio que respeita, que observa, que protege, que amadurece.

Mas há silencios que são adoecimento: o silêncio que causa medo, que paralisa, que sufoca, que isola.

 

Madalena explica:


“Organizações maduras não eliminam o silêncio. Elas diferenciam o silêncio saudável do silêncio nocivo.”

Essa distinção é o que separa ambientes tóxicos de culturas sustentáveis e humanizadas.

 

A mudança começa onde ninguém quer olhar


No fim, o que determina se uma cultura é saudável não são os discursos motivacionais, os murais de valores ou as campanhas internas.

É aquilo que não é dito, mas sentido.

 

Como afirma Madalena Feliciano:


“Se você quer entender uma empresa, observe o silêncio. Ele revela mais do que qualquer manual de cultura.”

 

E ela completa:


“O maior ato de liderança não é falar. É criar um ambiente onde as pessoas possam falar e, acima de tudo, possam confiar no que acontecerá depois.”

 

Conclusão: o silêncio não é ausência é resultado


O silêncio organizacional não é falta de voz.


É produto de medo, poder, cultura e estrutura.


E transformar esse cenário exige coragem emocional, maturidade relacional e líderes dispostos a serem desafiados.

 

Madalena resume perfeitamente a essência do tema:

“Onde existe silêncio demais, existe sofrimento demais. Onde existe escuta verdadeira, existe evolução.”

 

Madalena Feliciano - CEO, Consultora de Carreira, Terapeuta, Master Coach, Master em PNL e especialista em Comportamento Humano


G4 Valley: seis tendências para acelerar os negócios em 2026


O atual ambiente de negócios exige mais do que boas ideias, demanda velocidade e disciplina. Esse senso de urgência corrobora o clima de "campo de batalha", reforçando o compromisso com a performance e a execução imediata para gerar crescimento. Nesse sentido, a tecnologia é, sem dúvidas, uma forte aliada para esse salto de desenvolvimento das organizações. Não à toa, segundo um levantamento conduzido pela TNS Research, empresas que investem nesse recurso crescem, aproximadamente, 60% a mais em comparação àquelas que descartam esse mindset.

Na prática, essas companhias se tornam mais inteligentes, enxutas e adaptáveis. Com base nisso, destaco seis tendências que foram destaques no G4 Valley, maior evento de negócios:

#1 Gestão orientada a dados e em tempo real: mais do que gerar a informação, é preciso tê-la na palma da mão. Esse tem sido um fator decisivo para as organizações que, a partir de uma gestão baseada em dados, conseguem migrar de uma posição reativa para uma postura ativa e preditiva, através de análises efetivas sobre o desempenho e o cenário atual da organização.

#2 IA e automação: a Inteligência Artificial continua despontando na lista de tendências. Só em 2024, segundo a McKinsey, 72% das empresas do mundo adotaram essa tecnologia. Contudo, muito além de um discurso sobre os ganhos e funcionalidades que esse recurso oferece, as empresas precisam investir na aplicação da IA junto à automação que, na prática, se torna o principal motor de eficiência operacional e escala.

#3 Cultura de accountability: os times são peça-chave para o sucesso. Em todo processo de transformação, as pessoas são o elo central de todo o movimento. Nesse sentido, investir em uma cultura baseada em acompanhar e delegar responsabilidades de acordo com as habilidades de cada um, ajuda os membros a assumirem metas com clareza, autonomia e responsabilidade, priorizando o resultado sobre a hierarquia.

#4 Customer Centricity radical: o cliente continuará sendo o centro de tudo. Nesse sentido, é crucial conhecê-lo, entender suas preferências e criar uma jornada sem interrupções. Embora esses pontos não sejam uma novidade em si, a tecnologia atua como uma aceleradora desse processo de entendimento, ajudando a tratar a experiência do usuário como o eixo central de sobrevivência, diferenciação e crescimento orgânico do negócio.

#5 Modelos de negócios OPEX-First: maximizar o desempenho das equipes e criar um ambiente de engajamento são pilares que a liderança deverá focar, visando combinar habilidades estratégicas e comportamentais. Entre as ações que devem ser tomadas pela alta gestão estão destinar o foco na cadência e criar processos de gestão e comunicação visual, a fim de manter toda a equipe alinhada e caminhando em prol do mesmo objetivo.

#6 Liderança de alta performance: maximizar o desempenho das equipes e criar um ambiente de engajamento. Esses são pilares que a liderança deverá se atentar, visando combinar habilidades estratégicas e comportamentais. Entre ações que devem ser tomadas pela alta gestão estão destinar o foco na cadência e criar processos de gestão e comunicação visual, a fim de manter toda a equipe alinhada e caminhando em prol do mesmo objetivo.

Essas tendências apontam para organizações mais inteligentes, enxutas e adaptáveis. Isso porque, aquelas que dominarão o mercado nos próximos anos serão as que estruturarem suas operações com base em um sistema de gestão robusto, e não apenas em táticas pontuais.

Para isso, algumas estratégias-chave se tornam essenciais. A primeira, sem dúvidas, é a utilização de indicadores claros, com ritmo e previsibilidade. No entanto, essa abordagem exige uma integração total entre processos, tecnologia e pessoas, garantindo que não existam silos de informação. Ou seja, o foco deve estar na eficiência operacional, eliminando desperdícios e burocracias internas antes de buscar acelerar os negócios.

Afinal, embora a velocidade na execução seja um diferencial, o ganho de competitividade é obtido através da estruturação de processos, tecnologia e liderança para crescer com consistência, garantindo que a inovação seja aplicada diretamente ao negócio, e não fique apenas no campo do discurso.

As empresas de alta performance operam nos bastidores com o desenvolvimento de uma cultura forte antes da estratégia, um sistema de gestão que agregue na previsibilidade e a excelência operacional, garantindo a escalabilidade com processos sólidos.

Em suma, as organizações que crescem mais rápido não são as maiores, mas as mais disciplinadas e rápidas em executar o essencial. A urgência, neste contexto, significa priorizar o que precisa ser feito, eliminar burocracias e manter a empresa inteira alinhada na mesma direção para o próximo ciclo de crescimento.

 

Tailan Oliveira - CRO da ALFA.

ALFA Consultoria – SAP Gold Partner


Falsificações na indústria do vestuário provocam rombo de R$ 87,3 bilhões, mostra levantamento

Cedro denuncia fraude em tecidos destinados a Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): "Gravíssimo", diz executivo


O mercado ilegal continua a representar um dos maiores desafios para o setor têxtil e de confecção no Brasil. Segundo dados do Fórum Nacional contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), as perdas estimadas apenas em 2024 chegaram a R$ 87,36 bilhões no segmento de vestuário, que lidera o ranking das atividades mais impactadas. No somatório de 15 setores econômicos monitorados, foram R$ 327,8 bilhões.

Esta situação vem piorando ano a ano. De acordo com o levantamento do FNCP, as perdas setoriais acrescidas da sonegação de impostos provocadas pelo mercado ilegal atingiram R$ 468,3 bilhões em 2024 no Brasil, ante R$ 100 bilhões dez anos atrás.

O tema foi amplamente debatido na Conversa Aberta, série de transmissões e painéis promovida pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). Em live transmitida pelo YouTube, especialistas e representantes do setor reuniram-se para discutir o impacto do mercado ilegal sobre a indústria e a sociedade.

Durante o encontro, Fernando Pimentel, diretor superintendente e presidente emérito da Abit, destacou que a falsificação é “um problema sério no mundo inteiro e no Brasil em particular”. Ele observou que 25% dos brasileiros não veem problema em comprar produtos pirateados, o que reforça a necessidade de conscientização da sociedade e de uma atuação coordenada entre indústria e autoridades.


Risco à vida

O debate ganha contornos ainda mais preocupantes diante da constatação de falsificações em Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como relatou o gerente de Vendas da Cedro Textil, Douglas de Sales Oliveira. Recentemente, a empresa identificou EPIs falsificados no mercado, confeccionados com tecidos retardantes de chamas de terceiros, sem a marca d’água de identificação do fabricante, e comercializados como feitos com tecidos originais da Cedro, colocando em risco a segurança do usuário.

“Identificar um EPI falsificado é gravíssimo. Estamos falando de equipamentos que protegem vidas. Trabalhamos incansavelmente para alertar o mercado e garantir a segurança de todos os usuários”, afirma Douglas. Ele ressalta que os tecidos da Cedro possuem marca d’água exclusiva, certificados de qualidade e garantia técnica, sendo comercializados apenas por canais autorizados.

Diante do ocorrido, a Cedro reforçou seu apoio às verificações e auditorias conduzidas por autoridades e clientes, bem como sua atuação firme e imediata contra qualquer prática ilícita envolvendo sua marca e produtos, adotando providências para responsabilizar os envolvidos e evitar danos aos clientes e ao mercado. A empresa reitera seu compromisso com a transparência, a proteção do consumidor, a defesa da integridade da marca e a segurança e a qualidade dos seus produtos.

Por sua vez, o setor têxtil ressalta que a cooperação entre indústria, governo e sociedade é essencial para frear a expansão da ilegalidade, tanto no comércio físico quanto digital.
“Precisamos transformar a defesa da legalidade em valor cultural. Isso significa proteger empregos, inovação, arrecadação e a segurança do consumidor”, assinala Pimentel.

 

Cedro Textil


IA na prática e sem desemprego: como a tecnologia pode trazer mudanças em gestão, marketing e RH

Enquanto o debate sobre Inteligência Artificial (IA) ainda gira em torno da extinção de profissões ou da habilidade de criar “bons prompts”, empresas brasileiras já usam a tecnologia de forma prática e estratégica. IA integrada a sistemas de gestão, ERPs e processos críticos permite decisões mais rápidas, operações mais eficientes e jornadas de clientes hiperpersonalizadas.

“Hoje, fluxos de IA baseados em linguagem natural já são capazes de automatizar tarefas como a integração de folhas de pagamento ou a triagem inteligente de candidatos — processos que antes exigiam equipes inteiras de TI ou RPA”, afirma Flávio Carneiro, Head de IA da Witec. Segundo ele, essa integração combina RPA e inteligência contextual, garantindo rastreabilidade e controle em cada etapa do processo.

Para Sidirley Fabiani, CEO da Gestiona, a IA não substitui o trabalho humano: “Ela assume tarefas repetitivas, burocráticas e de análise de grandes volumes de dados, liberando profissionais para atividades criativas, estratégicas e de relacionamento.”

 

RH mais rápido e ético

A seleção de candidatos, que antes levava semanas, agora pode ser feita em minutos com algoritmos que analisam compatibilidade e recomendam perfis.

“A IA deve ampliar o alcance da análise humana, nunca substituí-la. É preciso auditar todas as fases do recrutamento, avaliando possíveis desvios ou vieses gerados pelos algoritmos”, alerta Flávio Carneiro.

Ferramentas acessíveis, como Microsoft Copilot, permitem pequenas empresas automatizarem folhas de pagamento, cálculo de benefícios e análises preditivas de desempenho, mantendo sempre supervisão humana.

 

Marketing e vendas: personalização em escala

A IA vai além de chatbots. “A personalização é o novo diferencial competitivo”, diz Flávio Carneiro. “Com IA, conseguimos adaptar a jornada e o discurso de cada cliente em tempo real, integrando CRM, comportamento digital e histórico de interações.”

Mas a automação exige estratégia. Rogério Passos, sócio da Link3 Marketing Digital, alerta: “Não basta pedir para a IA gerar um texto ou peça publicitária. Muitas vezes, o que sai é genérico e não comunica os diferenciais da empresa. O diferencial está em como você aplica a IA de forma estratégica.”

Ele reforça a importância de prompts detalhados e cuidado com direitos autorais: “Conteúdos criados sem supervisão podem copiar materiais existentes, expondo a empresa a riscos legais e de reputação.”

 

ERP + IA: o copiloto da gestão

No campo corporativo, a integração de IA e ERPs transforma a gestão. Fábio Rogério, CEO da ALFA Sistemas, explica: “O ERP continua sendo o coração transacional, garantindo integridade de dados, enquanto a IA adiciona inteligência, transformando dados em insights, previsões e automações.”

A combinação permite automatizar conciliações bancárias, fechamento contábil, previsão de demanda, triagem de currículos e segmentação de clientes. No varejo, modelos integrados já reduziram ruptura de estoque em até 30%.

“O ERP deixa de ser apenas transacional e passa a atuar como um copiloto da gestão, oferecendo previsões e recomendações para decisões estratégicas”, afirma Fábio Rogério.

 

Barreiras, riscos e democratização

Desafios existem: qualidade de dados, resistência cultural e segurança da informação. “A ausência de dados confiáveis é o principal inimigo de qualquer projeto de IA”, alerta Flávio Carneiro.

Mitos sobre custos ou autonomia da tecnologia ainda persistem. “A IA já está democratizada, especialmente em ERPs na nuvem. Sua efetividade depende de como líderes utilizam insights e definem limites”, explica Fábio Rogério.

Segundo especialistas, a IA seguirá o mesmo caminho da internet nos anos 1990: inevitável, comum e transformadora. “O verdadeiro valor está em combinar tecnologia, cultura e dados para criar diferenciais que não podem ser copiados”, conclui Carneiro.

 

Incentivos fiscais e inovação

Além da estratégia, IA pode gerar economia tributária. Sidirley Fabiani destaca: “Projetos de IA podem ser enquadrados na Lei do Bem, permitindo dedução de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação.”

Em um exemplo, um projeto de IA para otimização energética gerou economia fiscal de 34% sobre o investimento total. “Formalizar a inovação como projeto de P&D documentado não é apenas obrigação fiscal — é diferencial competitivo”, afirma Fabiani.
 

Propriedade intelectual

Criações de IA dependem de intervenção humana para serem protegidas legalmente. Rosa Maria Sborgia, sócia da Bicudo Marcas e Patentes e especialista em propriedade intelectual, explica: “Sem intervenção humana, produtos e serviços gerados pela IA não têm proteção. Quando há criatividade e técnica humana, é ela quem se torna titular da proteção.”

Empresas precisam analisar cuidadosamente cada criação, garantindo que algoritmos, conteúdos ou produtos tenham participação humana suficiente para garantir direitos autorais ou patentes.
 

Necessidade para sobreviver

A Inteligência Artificial não é mais promessa — é realidade estratégica. Ela transforma operações, marketing, finanças e o papel do trabalho humano. Como resume Fábio Rogério: “Empresas que hoje investem em IA como parceira estratégica estarão à frente na próxima década, enquanto aquelas que ignorarem a tecnologia correm risco de ficar para trás.”

Nos próximos anos, a expectativa é de automação inteligente, jornadas hiperpersonalizadas e gestão baseada em evidências. IA já não é luxo ou diferencial isolado: é parceira essencial de competitividade.

 

Samsung Ocean abre última agenda de atividades gratuitas do ano, com aulas sobre Programação, Digital Health e mais

 Programa de capacitação tecnológica da Samsung oferece aulas nos modelos remoto e presencial, com emissão de certificado para os alunos concluintes; confira a agenda de dezembro

 

O Samsung Ocean, programa de capacitação tecnológica da Samsung, está com as inscrições abertas para as atividades gratuitas do mês de dezembro. A programação oferece aulas e cursos nos formatos remoto e presencial, além de emitir certificado de participação aos alunos concluintes. A iniciativa encerra a programação do ano no dia 18 de dezembro e a retoma em janeiro, possibilitando o aprendizado de qualidade em diversas áreas da tecnologia também no período de férias. Confira abaixo o cronograma completo de atividades.

 

Destaques da agenda do Samsung Ocean em dezembro 

A agenda de dezembro começa no dia 1º, com uma aula da Trilha de Empreendedorismo, sobre os times de alta performance para desenvolvimento de produtos em nível Beta. Já nos dias 2 e 5, os interessados em aprender sobre Android podem se inscrever nas aulas introdutórias sobre o tema. Os Fundamentos de Inteligência Artificial Generativa e Chats Inteligentes é o tema da aula do dia 8 de dezembro. E no dia seguinte, a Trilha de Digital Health oferece uma aula sobre Modelos de Machine Learning para diagnóstico na área da saúde. E quem deseja aprender mais sobre Prototipação no-code de soluções digitais, pode se inscrever nas aulas da Trilha UX, marcadas para os dias 10 e 11. 

No formato presencial em Manaus, a agenda do Samsung Ocean começa com uma aula sobre Integração de Serviços de Backend na Nuvem no dia 5. Já no dia 9, a Trilha de Inteligência Artificial oferece um laboratório de Engenharia de Prompt e, no dia 10, a Trilha Backend realiza uma aula sobre Validação de Dados em Backend. Por fim, os interessados em aprender mais sobre Programação podem participar do curso ‘Aprendendo a programar do zero com Scratch’, marcado para os dias 16, 17 e 18. 

Estamos muito contentes e satisfeitos com o aprendizado oferecido pelo Samsung Ocean neste ano. Foram muitas oportunidades para que os alunos pudessem absorver conhecimento nas mais diversas áreas da tecnologia, levando em conta os assuntos mais relevantes do mercado durante o ano. Em 2026, continuaremos atuando ativamente no aprendizado tecnológico de qualidade para pessoas de todo o Brasil”, afirma Eduardo Conejo, diretor de Inovação na área de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung. 

As atividades do Samsung Ocean são totalmente gratuitas e oferecem certificado de participação. Os interessados podem se inscrever pelo site www.oceanbrasil.com ou pelo aplicativo do Samsung Ocean, disponível para download na Play Store.

 

Confira a grade completa do Samsung Ocean em dezembro:

 

01/12

- Trilha de Fabricação Digital: Manufatura Aditiva

- Trila de Empreendedorismo: Times de alta performance para desenvolvimento de produtos em nível Beta

- Trilha de Fabricação Digital: Eletrônica/Microcontroladores para Fabricação Digital (Parte 1)*

- Trilha de Fabricação Digital: Processos de Fabricação e Introdução ao software de modelagem 3D (Parte 1)*

- Trilha de Metaverso: Criação de Jogos 3D com Unity (Parte 3)*

 

02/12

- Trilha de Fabricação Digital: Manufatura Aditiva

- Trilha Android: Introdução (Parte 1)

- Trilha de Metaverso: Criação de Jogos 3D com Unity (Parte 4)*

 

03/12

- Trilha de IA: Inteligência Artificial – entenda o que é e como está presente no seu dia-a-dia

- Trilha Digital Health: Inteligência Artificial e Ciência de Dados para a área da saúde (Parte 1)*

- Trilha de Fabricação Digital: Eletrônica/Microcontroladores para Fabricação Digital (Parte 2)*

- Trilha de Fabricação Digital: Processos de Fabricação e Introdução ao software de modelagem 3D (Parte 2)*

 

04/12

- Trilha de Desenvolvimento Ágil: DevOps Docker

- Trilha de Frontend: Frontend Web – Introdução (Parte 2)

-Trilha IoT: Fundamentos de Visão Computacional – Conceitos e Implementações com Python/OpenCV

- Trilha IA: Introdução à Visão Computacional com OpenCV

- Trilha UX: Prototipação no-code de soluções digitais (Parte 1)

 

05/12

- Trilha Android: Introdução (Parte 2)

- Trilha Digital Health: Introdução à IA para Digital Health

- Trilha UX: Prototipação no-code de soluções digitais (Parte 2)

- Trilha Backend: Integrando os Serviços de Backend na Nuvem*

- Trilha Digital Health: Inteligência Artificial e Ciência de Dados para a área da saúde (Parte 2)*

- Trilha de Fabricação Digital: Eletrônica/Microcontroladores para Fabricação Digital (Parte 3)*

- Trilha de Fabricação Digital: Processos de Fabricação e Introdução ao software de modelagem 3D (Parte 3)*

 

08/12

- Trilha UX: Tópicos de UX para IA – Experiências Ominicanal

- Trilha de IA: Fundamentos de IA Generativa e Chats Inteligentes

 

09/12

- Trilha Digital Health: Entendendo e implementando modelos de machine learning para diagnóstico na área da saúde

- Trilha UX: Oficina de Usabilidade

- Trilha de Desenvolvimento Ágil: DevOps GIT

- Trilha IA: Laboratório de Engenharia de Prompt*

- Trilha de Fabricação Digital: Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) (Parte 1)*

 

10/12

- Trilha UX: Prototipação no-code de soluções digitais (Parte 1)

- Trilha IA: Ciências de Dados: Laboratório com Pandas e Python

- Trilha Backend: Validação de Dados em Backend*

- Trilha Digital Health: Inteligência Artificial e Ciência de Dados para a área da saúde (Parte 3)*

 

11/12

- Trilha UX: Prototipação no-code de soluções digitais (Parte 2)

- Trilha Frontend: Frontend Web - Introdução (Parte 3)

- Trilha IoT: Laboratório de prototipação com Arduino – Sensores

- Trilha IA: Fundamentos de Deep Learning: Conceitos e Implementações em Python (Parte 1)

- Trilha de Desenvolvimento Ágil: DevOps Docker

- Trilha de Fabricação Digital: Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) (Parte 1)*

- Demoday Ocean Lab*

 

12/12

- Trilha Assistente de Voz: Assistente Virtual em Ação: Aprofundando-se no Google Assistant

- Trilha IA: Fundamentos de Deep Learning: Conceitos e Implementações em Python (Parte 2)

- Trilha de Fabricação Digital: Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) (Parte 1)*

- Trilha Digital Health: Inteligência Artificial e Ciência de Dados para a área da saúde (Parte 4)*

 

15/12

- Trilha Desenvolvimento Ágil: Introdução

- Trilha Metaverso: Criação de Jogos 2D com Unity (Parte 1)

 

16/12

- Trilha de Empreendedorismo: Pitch – Teoria e Prática

- Trilha de Desenvolvimento Ágil: DevOps Jenkins

- Trilha Digital Health: Inteligência Artificial Aplicada na Análise de Imagens Médicas e Diagnóstico por Imagem (Parte 1)*

- Trilha de Programação: aprendendo a programar do zero com Scratch (Parte 1)*

 

17/12

- Trilha Digital Health: Aplicações de Wearables na Área de Saúde

- Trilha Metaverso: Criação de Jogos 2D com Unity (Parte 2)

- Trilha Digital Health: Inteligência Artificial Aplicada na Análise de Imagens Médicas e Diagnóstico por Imagem (Parte 2)*

- Trilha de Programação: aprendendo a programar do zero com Scratch (Parte 2)*

 

18/12

- Trilha IoT: Projetos e Programação com Arduino

- Trilha Metaverso: Criação de Jogos 2D com Unity (Parte 3)

- Trilha Blockchain: Desenvolvimento de dApps e Contratos inteligentes para Blockchain Ethereum*

- Trilha de Desenvolvimento Ágil: Desenvolvimento Ágil: Kanban*

- Trilha de Programação: aprendendo a programar do zero com Scratch (Parte 3)*

 

* Atividades realizadas presencialmente no campus de Manaus.


Samsung Electronics Co. Ltd
Samsung Newsroom em Link


Os desafios éticos na governança corporativa contemporânea

 

Especialista analisa como o Direito tem papel central na construção de políticas de conformidade, sustentabilidade e responsabilidade social nas organizações

 

O avanço das agendas de Compliance e ESG (Environmental, Social and Governance) redefiniu o modo como empresas e instituições públicas encaram suas responsabilidades jurídicas, éticas e socioambientais. Para a especialista em direito empresarial e ESG, Paloma Pitre, compreender esses pilares é essencial para qualquer organização que pretenda atuar com transparência, integridade e competitividade em um cenário regulatório cada vez mais complexo e sujeito ao escrutínio público. 

O conceito de Compliance, que se refere ao dever de conformidade com leis, regulamentos e padrões éticos, tornou-se elemento central da governança corporativa moderna. “Mais do que cumprir regras, exige-se a criação de uma cultura organizacional voltada à integridade, à gestão eficiente de riscos e à prestação de contas à sociedade”, explica a especialista, que é professora da American Global Tech University (AGTU).  

Já o ESG consolida-se como novo paradigma regulatório e normativo global, orientando empresas privadas, entidades públicas e organizações civis a integrar preocupações ambientais, sociais e de governança aos seus processos decisórios. “O desafio jurídico vai muito além do cumprimento formal da legislação, trata-se de estruturar mecanismos auditáveis, rastreáveis e eticamente consistentes, capazes de garantir sustentabilidade, mitigação de impactos socioambientais e reputação institucional sólida perante investidores e reguladores”, complementa. 

Paloma ressalta ainda que a abordagem jurídica de ESG e Compliance envolve uma integração multidisciplinar entre direito empresarial, ambiental, trabalhista e internacional. Isso inclui desde a elaboração de políticas internas e cláusulas contratuais sustentáveis até a avaliação de riscos legais e reputacionais. “O papel do jurista contemporâneo é formar, liderar e fiscalizar práticas que traduzam, na prática, os princípios de governança e sustentabilidade. Essa é uma demanda crescente e irreversível nas organizações do século XXI”, conclui Paloma.


Em pesquisa inédita, o Boticário revela que 86% das pessoas já sofreram bullying familiar

 

Campanha de natal O Boticário

Campanha de Natal, inspirada no tema, é um retrato da realidade de muitas famílias brasileiras e um convite ao público a refletir sobre o poder das palavras. 


Uma pesquisa da consultoria On The Go entrevistou cerca de 2 mil brasileiros em todas as regiões do país e constatou que 86% dos respondentes afirmam ter recebido comentários ofensivos, comparações ou críticas, muitas vezes em forma de observações feitas por irmãos, tios, primos e até pais. O levantamento, encomendado pelo Boticário, apresenta dados alarmantes sobre a realidade do bullying dentro do ambiente familiar. Dentre eles, 50% afirmam que as situações mais frequentes estão relacionadas à aparência – uma realidade cotidiana, muitas vezes tratada como “brincadeira”, mas que deixa marcas. 

Apenas 17% dos entrevistados conversam com frequência sobre esses incômodos, mesmo que a maior parte reconheça que gostaria que o tema fosse discutido de forma mais aberta e cuidadosa. Para além dos números, a pesquisa mostra que esse é um fenômeno silencioso, muitas vezes normalizado, que acontece mesmo em famílias que se consideram afetuosas. 

Ainda assim, 71% dos entrevistados acreditam totalmente que palavras positivas têm o poder de transformar relações. Quando perguntados sobre o que gostariam de ouvir de seus familiares, surgem respostas relacionadas a incentivo, acolhimento, respeito e afeto. O brasileiro sabe que a comunicação dentro de casa pode evoluir e deseja relações mais leves, empáticas e verdadeiras. 

Carolina Carrasco, diretora de Branding e Comunicação do Boticário, reforça o papel da marca em provocar conversas importantes: “Todos os anos trazemos reflexões que façam sentido para as pessoas e para o momento da sociedade. A pesquisa confirmou o que defendemos há anos como marca: o poder do amor. As palavras, dentro das relações familiares, podem marcar profundamente quem amamos, e o afeto tem um papel essencial na construção de vínculos mais positivos. Por isso, escolhemos lançar luz a um tema pouco aprofundado, mas presente na vida de tantos brasileiros, com objetivo de lembrar que palavras deixam marcas, que sejam de amor”. 

Para a On The Go, compreender o fenômeno é essencial para transformar a forma como nos comunicamos dentro do ambiente familiar. “A pesquisa reforça que conversas afetuosas têm um impacto muito significativo no bem-estar e na autoestima. Mesmo em situações do dia a dia, comentários que parecem simples podem ser interpretados de formas diferentes. É por isso que entender esse contexto é tão importante. A boa notícia é que existe abertura para mudança e disposição para construir relações mais positivas”, afirma Ana Cavalcanti, diretora de Insights da On The Go. 

A partir da assinatura da campanha de Natal, “Palavras deixam marcas, que sejam de amor”, o Boticário usa seu maior filme publicitário do ano para convidar o público a refletir sobre a forma de se comunicar com quem se ama e a ressignificar gestos e palavras que constroem, todos os dias, os vínculos mais importantes da vida. 

Mulheres e jovens sentem esses impactos com mais intensidade. Os dados também revelam diferenças importantes entre grupos: 23% das mulheres e 28% dos jovens de 18 a 24 anos relatam maior sensibilidade às situações desconfortáveis dentro da família, especialmente quando envolvem comentários sobre aparência ou comparações com outras pessoas. 

Entre esses públicos, episódios recorrentes têm impacto ainda mais significativo na autoestima: nove em cada dez afirmam que esse tipo de situação afeta a forma como se veem. A pesquisa mostra ainda que, apesar dessas vivências, ambos os grupos demonstram grande abertura para conversas mais acolhedoras e para a construção de relações familiares mais positivas. 

Esse levantamento, conduzido pela On The Go, é uma pesquisa de opinião com fins de mercado e não se caracteriza como estudo científico ou acadêmico. Os dados refletem a percepção dos entrevistados dentro do escopo proposto. Para fins desse material, bullying familiar é definido como comentários ou atitudes recorrentes entre membros da mesma família que provoquem desconforto, constrangimento ou impacto emocional, não devendo ser associado a outras práticas ou classificações acadêmicas.

 

Boticário  

Fontes: 
*Kantar, Worldpanel Division, LinkQ On-line, campo realizado durante o mês de dezembro de 2023. Total no Brasil: 9.079 lares. Marcas de Beleza são produtos, como perfumaria, cuidados com a pele e maquiagem;

**Associação Brasileira de Franchising (ABF). Ranking das 50 maiores redes de franquias do Brasil por número de unidades de 2022.

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