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segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Senhas, Wi-Fi e links suspeitos: Quero Passagem alerta para golpes digitais durante as viagens

Fraudes virtuais crescem nas férias e expõem quem viaja; saiba como proteger seus dados e dispositivos antes, durante e depois do embarque


Com o aumento do número de viajantes, cresce também o risco de exposição a golpes digitais. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024 e uma pesquisa do DataSenado, 24% dos brasileiros com mais de 16 anos já foram vítimas de algum tipo de golpe online, gerando prejuízos que ultrapassam R$ 10 bilhões. Um outro levantamento, feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra que crimes cibernéticos movimentaram aproximadamente R$ 186 bilhões entre julho de 2023 e julho de 2024. Nesse contexto, práticas como o uso de senhas fracas, conexões em redes públicas de Wi-Fi e o clique em links de promoções falsas se tornam ameaças reais, especialmente para quem organiza viagens pela internet. 

A orientação de especialistas é clara: nunca compartilhar senhas, mesmo com pessoas conhecidas; criar combinações fortes com letras, números e símbolos; ativar a verificação em duas etapas sempre que possível; e evitar o uso de redes abertas em locais como rodoviárias, aeroportos e cafés, especialmente para acessar contas bancárias ou fazer compras online. Outra armadilha comum são os links falsos, enviados por e-mail ou aplicativos de mensagem, que simulam promoções, prêmios ou confirmação de compra. A recomendação é sempre verificar se o endereço do site é oficial e, em caso de dúvida, buscar o canal direto da empresa. “A mala a gente não entrega na mão de um estranho — mas muita gente ainda compartilha senhas, clica em links suspeitos ou acessa dados sensíveis em redes públicas. Nosso papel é ajudar o passageiro em todas as etapas, inclusive com dicas simples que evitam dores de cabeça”, afirma Caio Thomaz, CEO da Quero Passagem, portal especializado na venda de passagens rodoviárias e reserva de hotéis em vários destinos do Brasil. 

Além dos cuidados virtuais, medidas simples ajudam a proteger eletrônicos durante o deslocamento. Celulares devem ser transportados em bolsos com zíper e compartimentos internos da bagagem de mão, sempre com o rastreamento e a biometria ativados para dificultar o uso indevido em caso de perda ou furto. Notebooks, por sua vez, exigem atenção redobrada: o ideal é que estejam acondicionados em mochilas com compartimento próprio e case resistente, protegidos por senha e com backup recente dos arquivos importantes. Também é recomendável utilizar travas de segurança em viagens mais longas. Em paradas ao longo do trajeto — como em rodoviárias ou pontos de apoio —, o indicado é nunca deixar dispositivos desacompanhados, mesmo que por poucos minutos. Essas pequenas precauções podem evitar prejuízos financeiros e o comprometimento de dados pessoais ou profissionais. 



Quero Passagem
queropassagem.com.br
aplicativo disponível nas lojas App Store e Google Play


Cibercriminosos intensificam ataques a instituições públicas e de saúde na América Latina em 2025

Levantamento da ESET revela que os setores de Governo e Saúde foram os principais alvos de ataques digitais; Brasil registrou milhões de tentativas de invasão no Judiciário 

 

No primeiro semestre deste ano, ataques digitais voltaram a atingir com força governos e instituições de saúde na América Latina. A conclusão é de um novo levantamento da ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, que analisou casos reais registrados entre janeiro e junho e identificou os setores mais visados pelos cibercriminosos. 

Entre os destaques está o cenário brasileiro. De acordo com dados divulgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mais de 750 milhões de tentativas de ataques contra os sistemas do órgão foram identificadas nos últimos 90 dias. Desde janeiro, foram registradas 280 mil alertas de comportamento suspeito, tentativas de ataques de força bruta e presença de códigos maliciosos, demonstrando a crescente sofisticação das ameaças direcionadas a estruturas críticas. 

“Um padrão que observamos em praticamente todos os incidentes analisados é a exposição de dados sensíveis. O cibercrime segue interessado em obter e comercializar essas informações, seja vendendo no mercado clandestino, seja utilizando em fraudes como phishing ou roubo de identidade”, afirma Daniel Barbosa, pesquisador da ESET Brasil. 

O setor público foi o mais afetado na região. No Uruguai, por exemplo, cibercriminosos invadiram os sistemas do Ministério de Desenvolvimento Social e vazaram mais de 37 mil documentos contendo dados pessoais da população – um dos ataques mais graves já registrados no país. Ainda em Montevidéu, o site da TV Ciudad foi invadido e usado para divulgar imagens falsas geradas por inteligência artificial com os principais candidatos à presidência em situações constrangedoras. O caso levantou preocupações sobre o uso de deepfakes como ferramenta de manipulação política. 

No Paraguai, uma das maiores violações de dados da história do país afetou os sistemas de diversas instituições públicas. O ataque comprometeu dados de mais de 7,2 milhões de cidadãos, incluindo informações como cédulas de identidade, endereços, datas de nascimento, registros eleitorais e até afiliação política. 

Na Argentina, houve o uso de campanhas de phishing direcionadas a usuários comuns e contribuintes, com e-mails falsos em nome da Receita Federal simulando multas e distribuindo trojans bancários. Além disso, a empresa Informe Médico, que presta serviços a mais de 30 clínicas e hospitais, teve seus sistemas invadidos, expondo mais de 665 mil exames médicos, laudos e dados pessoais de pacientes e profissionais de saúde. 

No Peru, em junho, um hospital pediátrico foi alvo de um ataque de ransomware conduzido pelo grupo Nightspire. Os criminosos alegaram ter comprometido 30 GB de dados sensíveis e exigiram pagamento de resgate em criptomoedas. A instituição atendia serviços essenciais, como emergência e alimentação comunitária. 

O levantamento destaca ainda o incidente que afetou o sistema da empresa C&M Software (CMSW) no Brasil, responsável por intermediar conexões entre bancos de menor porte e o sistema Pix, do Banco Central. O ataque, que não teve autoria confirmada, afetou seis instituições financeiras e, segundo apuração da TV Globo, pode ter causado prejuízos de até R$ 800 milhões. 

Os dados reforçam que a cibersegurança precisa ser tratada como uma prioridade estratégica por governos, empresas e organizações da sociedade civil. “A superfície de ataque está crescendo, e os criminosos estão cada vez mais organizados. Sem investimento em prevenção e conscientização, o cenário tende a se agravar”, conclui Daniel Barbosa. 

Para a ESET, mesmo setores historicamente menos visados, como educação, manufatura ou energia, devem redobrar os cuidados. O relatório completo sobre o panorama de cibersegurança na América Latina será divulgado nos próximos meses.

  

ESET®


Qual o segredo por trás do sucesso do Google por mais de 20 anos?

 

Quando se fala no Google, poucas pessoas nesse mundo desconhecem este nome. Afinal, apesar de ter sido criado com a ideia inicial de funcionar, meramente, como um motor de buscas, hoje é uma força dominante no mercado, sendo considerado uma das marcas mais valiosas do mundo. A grande pergunta é: o que fez com que essa gigante de tecnologia, diante de intensos avanços digitais globais, não apenas sobrevivesse, mas prosperasse e resistisse à tais mudanças?

Fundada por Larry Page e Sergey Brin, a megacorporação iniciou seus passos em 1998 apenas como um buscador. Mas, se podemos usar uma palavra para resumir suas estratégias desde seu surgimento, é a inovação. Isso porque o grande sucesso do Google hoje se deve, dentre tantos fatores, a uma cultura inovadora contínua, com uma visão de longo prazo guiando a diversificação contante de suas estratégias, buscando sempre por melhorias que se ajustem às tendências e demandas do mercado e da população.

Se analisarmos, brevemente, sua história no mercado, tudo começou quando o Yahoo!  inseriu o Google como a ferramenta de busca acoplada em seu portal. A partir desse ponto, o uso da search engine disparou. E, em 2004, após ter seus serviços dispensados, as buscas efetuadas dentro do Google já chegavam às centenas de milhões por dia – começando a ocupar o trono que permanece até hoje.

Esse foi só o primeiro empurrão que acabou impulsionando cada vez mais seu crescimento e reconhecimento. Sua equipe nunca mais parou ou estagnou, indo sempre além e expandindo sua presença para outros canais. Em 2005, como exemplo, realizou sua primeira compra estratégica do sistema Android e, em 2006, do YouTube.

Sempre atenta ao setor de tecnologia, também faz investimentos contínuos em pesquisas que permitam aprimorar seus softwares e hardwares de última geração, assegurando sua competitividade com outras companhias que também focam em inovação. Nesse sentido, claro que ela não ficaria de fora do boom da IA, compreendendo que o futuro dos buscadores estaria fortemente atrelado a essa tecnologia – o que contribuiu com o lançamento de sua própria inteligência artificial, o Gemini, além de, mais recentemente, sua ferramenta de geração de vídeos extremamente realistas.

Esse mindset favoreceu que, segundo a receita registrada pela Alphabet (atual empresa por trás do conglomerado em que se insere o Google), seu faturamento do segundo trimestre deste ano tenha aumentado 14% em relação ao mesmo período de 2024. O próprio presidente-executivo do Google chegou a afirmar que, atualmente, a plataforma continua crescendo graças às aplicações das ferramentas Modo IA e Visões Gerais de IA, que vêm despontando significativamente no mercado mundial nos últimos anos.

Isso faz com que, mesmo diante de tantas ferramentas e chats de inteligência artificial disponíveis hoje em dia para se buscar uma informação, como, por exemplo, o ChatGPT, Microsoft Copilot e Perplexity, o Google continue se destacando como um forte pilar dentro de tantas opções, sempre se adaptando ao mercado e às necessidades emergentes, se mantendo em destaque por sua mentalidade inovadora que nunca se contentará com o hoje.

 


Renan Cardarello - CEO da iOBEE - Agência de Marketing Digital e Assessoria.


iOBEE
https://iobee.com.br/


As vítimas invisíveis do tarifaço

IMAGEM: Rio Market/divulgação
Esquecidos nas negociações, mercadinhos, como o Rio Market, que funciona há 30 anos nos EUA, e outras empresas dedicadas ao comércio de produtos brasileiros em solo norte-americano, serão os maiores prejudicados com a elevação das tarifas

 

Fora da lista de quase 700 exceções concedidas pelo governo norte-americano e sem nenhum benefício do pacote de ajuda prometido pelo governo brasileiro. Existe um grupo que parece ter sido “esquecido” por todos os lados da tensão tarifária entre Brasil e Estados Unidos: o dos empreendimentos brasileiros instalados nos EUA e que dependem da comercialização das importações. Diferentemente do que muitos pensam, esse grupo não é inexpressivo, ao contrário, são milhares de negócios, que empregam outros milhares de colaboradores e atendem a uma comunidade de mais de 2 milhões de pessoas.

Eles incluem desde pequenas mercearias especializadas a redes supermercadistas estabelecidas há décadas. De sandálias a roupa de praia, alimentos a produtos de higiene e limpeza, há uma gama enorme de produtos cujos preços devem saltar a partir dos próximos dias, em um movimento que pode até inviabilizar a permanência no mercado americano de alguns itens.

“Em mais de 30 anos no mercado, nunca passamos por uma situação tão difícil como essa. Não há para onde fugir”, diz o empresário Ricardo Bastos, proprietário dos supermercados Rio Market. Ele possui duas lojas, uma em Astoria (Nova York) e outra em Jacksonville (Flórida). A primeira está em atividade desde 1994 e ambas oferecem um portfólio de mais de 2 mil itens, todos importados do Brasil.

Nada do que é vendido no Rio Market entrou na lista de exceções. Tampouco o empresário recebeu qualquer contato, orientação ou apoio do governo brasileiro ou de instituições relacionadas. A sensação é de abandono por parte das autoridades. E a esperança é que ações na Justiça norte-americana possam barrar a elevação das tarifas e reverter a situação. “Minha opinião é que isso vai mudar. Torço para que tudo volte atrás”, diz.

Enquanto a reversão não acontece, o repasse nos preços deve ser integral e imediato. Bastos explica que não têm fôlego para absorver aumentos grandes, uma vez que as margens já estão muito apertadas. “Esperávamos que pelo menos os alimentos pudessem entrar na lista de exceções, mas não foi o que aconteceu. Só o suco de laranja industrializado entrou, mas esse é um produto vendido nos supermercados norte-americanos para o público norte-americano, não aqui. Aqui vendemos suco de laranja natural, feito na hora.”

Segundo o empresário, seus fornecedores avisaram que os aumentos nos preços virão nos próximos dias, a partir dos desembarques com a nova política tarifária em vigor. “Fizemos o possível para antecipar compras e estocar mercadorias antes do aumento, mas não temos mais nada que possamos fazer. Estamos todos trabalhando com a expectativa de uma queda muito grande nos negócios”, afirma.


Futuro incerto

Alguns produtos podem começar a faltar. A opinião é compartilhada pelo exportador e despachante aduaneiro Fabrício Treggi, sócio da EFX International, que tem entre seus clientes dois distribuidores que atendem exclusivamente o mercado dos Estados Unidos com produtos brasileiros. Um deles, a Panamerican Foods, é responsável pelo abastecimento de 700 lojas distribuídas pela costa leste norte-americana.

“O movimento já tinha dado uma caída desde o anúncio dos 10% de tarifação, há alguns meses. Agora ficou muito pior. Estamos revendo para baixo todas as nossas previsões.” Ele conta que os negócios com os Estados Unidos estavam em expansão e que, no ano passado, embarcou 65 contêineres para a Panamerican. Para 2025, a expectativa era a de chegar a 80 até o final do ano.

No entanto, com a mudança recente das regras, o trabalho neste momento é de tentar conter os danos. “A esta altura do ano, deveríamos ter embarcado já em torno de 40 contêineres, mas só enviamos 25. Nesse ritmo, chegaremos a, no máximo, 50. O que seria um ano de expansão, virou queda”, revela. “Há 13 anos trabalhando nesse mercado, esse é o pior momento que estamos passando. Nunca vi uma tensão comercial tão forte entre Brasil e Estados Unidos”, desabafa.

Treggi diz que se sente totalmente no escuro, sem apoio ou orientação de nenhum organismo. “Hoje a gente não vê nenhum interesse dos governos nisso. Pode ser que os grandes, com mais destaque na balança comercial, tenham recebido orientação, mas nós, pequenos, não tivemos nenhuma ajuda, nem teórica nem prática”, afirma.


Preço x vontade de consumir

Até para estimar o tamanho da queda fica difícil. “A gente ainda não sabe como tudo vai ficar porque depende também das reações dos consumidores. Com os preços mais altos, produtos que possuem similares fabricados nos Estados Unidos podem ficar inviáveis economicamente para competir no mercado. Precisamos esperar para ver como o público vai reagir para, aí sim, entender o que compensa continuar e o que não vale mais a pena”, explica Treggi.

Entra nessa conta, ainda, os receios dos próprios consumidores e o tamanho da vontade dos imigrantes de matar a saudade de casa. Quando se fala de produtos do Brasil, é possível encontrar alguns já com produção nos Estados Unidos, como, por exemplo, pão de queijo ou salgadinhos congelados, mas essa parcela é muito pequena. “Nosso público é o que chamamos de ‘público da saudade’, que busca mercadorias típicas brasileiras, e grande parte delas é fabricada e importada do Brasil”, conta Cassiano Fabris, proprietário do Everyday Brazil, rede de venda de mercadorias brasileiras online, em atividade desde 2019.

Segundo ele, a preocupação com o futuro está contaminando o comportamento de compras dos clientes e alguns produtos, como o café brasileiro, registraram aumentos significativos de procura. “Nosso consumidor tem aumentado seus estoques em casa, isso se nota pelo volume de compras”, confirma Katia Masutti, responsável pela área de vendas do Everyday Brazil.

Masutti e Fabris revelam que a empresa também elevou seus estoques na tentativa de poder segurar os valores pelo maior tempo possível, está trabalhando intensamente com importadores e, ainda, buscando melhorias na sua estrutura de custos. Mesmo assim, admitem que não haverá como impedir o impacto das tarifas mais altas.


Milhões afetados

A elevação de tarifas de importação aos produtos brasileiros para 50%, determinada pelo governo do presidente Donald Trump, começou a valer na última quarta-feira, dia 06/08, e impacta alimentos, bebidas (exceção apenas ao suco de laranja), calçados, roupas, produtos de limpeza, de higiene e beleza, entre milhares de outros itens. Muitos são frequentemente consumidos pela comunidade brasileira nos Estados Unidos.

De acordo com dados do Itamaraty, dos 4,9 milhões de brasileiros que vivem no exterior, 45,3% estão na América do Norte, sendo mais de 2 milhões nos Estados Unidos. As maiores comunidades estão nas regiões de Nova York (500 mil pessoas), Boston (420 mil pessoas) e Miami (400 mil).

 



Estela Cangerana, dos Estados Unidos

Fonte: https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/as-vitimas-invisiveis-do-tarifaco


5 coisas que você deveria fazer na faculdade e ninguém te conta

 

No Dia do Estudante, especialista aponta atitudes que podem transformar sua experiência universitária muito além da sala de aula 


Entrar na faculdade é um marco. É quando se inicia uma das fases mais intensas e formadoras da vida adulta. Mas, em meio a provas, estágios e trabalhos, muitos estudantes deixam passar oportunidades valiosas que não estão escritas no plano de ensino e que fazem toda a diferença lá na frente. 

Para marcar o Dia do Estudante, neste 11 de agosto, a professora Clara Fragoso, do curso de Pedagogia da Faculdade Anhanguera, apoiando-se na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e no Documento "Educação: um tesouro a descobrir", da UNESCO, lista cinco atitudes que podem mudar o rumo da trajetória universitária e auxiliar a pessoa na sua trajetória profissional e tornar a mesma mais consciente do seu papel no mundo.
 

1. Desenvolva o pensamento crítico e a autonomia. A faculdade é o ambiente ideal para exercitar a escuta ativa, a argumentação e o pensamento crítico. O documento "Educação: um tesouro a descobrir", da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, da UNESCO, destaca a necessidade de aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser. "A universidade é a oportunidade de colocar esses pilares em prática e desenvolver sua capacidade argumentativa" diz Clara. 

Aqui, o estudante trabalha diretamente a competência geral da BNCC. “Aqui é essencial para incentivar o exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções. Ter a autonomia para questionar e buscar suas próprias respostas é um diferencial que será essencial em qualquer carreira e na vida”, explica.


2. Construa relações e colabore com o coletivo. Engana-se quem pensa que o professor está ali apenas para avaliar. Os docentes podem ser mentores, pontes com o mercado e referências para oportunidades futuras. "Conversar, tirar dúvidas e manter uma boa relação com o corpo docente abre muitas portas" aconselha. Essa interação com o professor, com os colegas e com a comunidade acadêmica desenvolve o pilar do relatório da UNESCO aprender a conviver, pois permite que o estudante se conheça e conheça o outro, valorizando a diversidade e os direitos humanos.

Na BNCC, essa atitude está diretamente ligada à competência geral de comunicação e cultura digital. “É fundamental aprender a utilizar diferentes linguagens verbal, corporal, visual, sonora e digital, bem como diferentes mídias, para se expressar e partilhar informações com o mundo do trabalho, e que possibilitem participar de forma crítica das diversas práticas sociais", explica.


3. Explore e seja protagonista da sua formação. Projetos de extensão, eventos, palestras, monitoria, iniciação científica, empresas juniores, tudo isso pode parecer "extra", mas ajuda a ampliar o repertório e descobrir novas paixões. "Você pode se surpreender com áreas que não imaginava gostar. A faculdade é o momento de explorar e buscar por experiências alinhadas ao pilar da UNESCO aprender a fazer, capacitando o estudante para agir sobre o seu meio", afirma.

Isso se alinha às competências gerais da BNCC de Argumentação e Repertório Cultural. “Ao explorar essas atividades, o estudante exerce a sua capacidade de produção e recepção de diferentes linguagens e aprende a usufruir e interagir com as mais diversas manifestações artísticas e culturais, tanto locais quanto mundiais, e a participar de práticas diversificadas da produção artístico cultural", orienta.


4. Exercite a responsabilidade e o trabalho em equipe. Colegas de sala podem ser seus futuros parceiros de trabalho, sócios ou recrutadores. Participar de grupos, manter contato e colaborar em projetos pode render frutos lá na frente. "Não subestime o poder das conexões construídas no dia a dia. Construir redes de apoio e colaborar com seus pares é uma das chaves para o sucesso na vida pessoal e profissional", destaca Clara.

“Aqui, trabalhamos a competência geral da BNCC de Trabalho e Projeto de Vida, na qual o estudante deve compreender, valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade... de forma colaborativa e criativa para resolver problemas", ressalta.


5. Pratique o autoconhecimento e o autocuidado. Prazos apertados, inseguranças e pressão para ter sucesso podem desgastar. Ter equilíbrio emocional, buscar ajuda quando necessário e entender seus limites são práticas fundamentais. “Ninguém fala isso com clareza, mas autocuidado é parte da formação. Sem saúde emocional, não há sucesso sustentável”, completa a professora.

Essa é uma das competências gerais da BNCC mais importantes, autoconhecimento e autocuidado. “Ao praticar essas habilidades, o estudante conhece-se, aprecia-se e cuida de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas", afirma. Este pilar é essencial para o desenvolvimento do aprender a ser da UNESCO, pois estimula o estudante a cuidar de si mesmo em sua totalidade, respeitando suas individualidades e se colocando como ser integral e com responsabilidades com sua vida.

Segundo dados da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), mais de 9 milhões de brasileiros estão matriculados em cursos de graduação. Mas terminar o curso não é o único objetivo, o diferencial está em como cada um vive essa jornada e nas escolhas feitas ao longo dela. “Estudar é mais do que tirar nota boa. É sobre amadurecer, formar opinião, construir propósitos e entender o seu lugar na sociedade. E isso ninguém te entrega pronto, você vai descobrindo com o tempo e experiência”, finaliza Clara.

 

Transporte Rodoviário de Cargas no Paraná já sente os impactos de tarifaço norte-americano

Medida imposta pelos Estados Unidos afeta exportações brasileiras e já provoca redução de demanda, paralisação de frotas e preocupação com o desemprego no setor logístico paranaense 

 

A entrada em vigor, no dia 6 de agosto, das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros já está gerando efeitos concretos nas exportações nacionais e o setor de Transporte Rodoviário de Cargas no Paraná está entre os primeiros a sentir as consequências. A medida, anunciada pelo atual presidente dos EUA, Donald Trump, impôs sobretaxas de até 50% sobre uma série de produtos brasileiros, impactando diretamente as operações logísticas e industriais em estados com forte vocação exportadora. 

Embora o governo brasileiro siga buscando soluções diplomáticas, os prejuízos já começaram a se acumular. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que cerca de 4% das exportações brasileiras são diretamente afetadas pelas tarifas, e que setores estratégicos da economia vêm sendo pressionados. Representantes da indústria, do agronegócio e da logística já pedem medidas emergenciais para mitigar o cenário. 

No Paraná, os reflexos já são nítidos, segundo Silvio Kasnodzei, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR). “Tivemos relatos de embarcadores que anteciparam seus envios para julho, tentando fugir da tarifação”, afirma. O dirigente explica que o movimento afeta diversos segmentos da economia paranaense, especialmente o agronegócio, a indústria de base e o setor madeireiro, todos fortemente dependentes do comércio exterior. “Algumas empresas suspenderam a produção ou colocaram equipes em férias coletivas por não saberem como será a comercialização daqui para frente”, relata. 

Mesmo sem cancelamentos formais de contratos até o momento, o setor já identifica paralisação de frotas e ociosidade em alguns terminais logísticos. “Ninguém quer arriscar envio de mercadorias sem saber se haverá aceitação ou viabilidade econômica lá fora. É uma reação em cadeia que afeta portos, transportadoras e o próprio planejamento das empresas exportadoras”, pontua Kasnodzei. 

O temor agora é com o desemprego em massa. “Estamos falando de uma cadeia extensa, com milhares de trabalhadores no Paraná, onde todos dependem do fluxo de mercadorias. Se as exportações travam, essa engrenagem para junto”, alerta o presidente do SETCEPAR. 

Além dos efeitos diretos nas exportações para os EUA, cresce o receio de que outros países aliados dos norte-americanos adotem medidas semelhantes, ampliando ainda mais o estrago. “Conversamos com empresas que também exportam para outros destinos e há preocupação de que esses mercados, por pressão geopolítica, venham a impor barreiras ao Brasil”, explica. 

Apesar da gravidade do momento, o setor segue articulado por meio de entidades como Sistema FETRANSPAR e NTC&Logística, que vêm atuando junto ao governo federal em fóruns e tratativas emergenciais. “Acreditamos que a única saída viável seja a negociação. Não dá para aceitar que esse cenário se mantenha por muito tempo. Isso seria o caos não só para o transporte, mas para toda a economia brasileira”, reforça Kasnodzei. 

O Paraná, além de exportar por Paranaguá, também escoa parte significativa de sua produção pelos portos de Santos (SP), Itapoá, São Francisco e Itajaí (SC). Com o tarifaço em vigor, o setor logístico no estado já observa um recuo de investimentos, aumento de custos e uma projeção preocupante de estagnação econômica. “O transporte é a base que sustenta toda a circulação de riquezas do país. Não existe produto no mercado que não tenha passado, ao menos uma vez, por um caminhão. Se o setor para o Brasil anda para trás”, conclui. 

 

Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná - SETCEPAR

 

Educação continuada: apenas 0,8% dos autistas adultos chegam ao ensino superior

Preconceito, falta de acessibilidade formal e ausência de formação docente adequada dificultam a permanência de autistas nos estudos, alerta a Associação Autistas Brasil
 

Apesar do aumento da matrícula de pessoas autistas na educação básica, um novo alerta da organização Autistas Brasil evidencia uma barreira persistente: apenas 0,8% dos adultos autistas com 25 anos ou mais estão no ensino superior, segundo os dados mais recentes do IBGE. O índice contrasta com os 18,4% da população geral e revela a exclusão estrutural que atinge esse público. 

Ambientes educacionais pouco adaptados, professores sem formação sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), invisibilização de demandas sensoriais e preconceitos velados são algumas das barreiras apontadas por pessoas autistas e especialistas consultados pela entidade. Quase metade dos adultos com TEA não concluiu sequer o ensino fundamental. 

Segundo a Autistas Brasil, o problema não é apenas o acesso: é a permanência. “O sistema educacional não foi desenhado para corpos e mentes neurodivergentes. Muitos de nós desistimos não porque não temos potencial, mas porque a estrutura não nos acolhe”, destaca Guilherme de Almeida, presidente da organização e pesquisador da Unicamp. 

Para o estudante de Medicina Paulo H. O Buffa, de 35 anos, a trajetória no ensino superior foi marcada por barreiras desde o início. “Um dos principais obstáculos foi o diagnóstico tardio do autismo, o que afetou significativamente minha trajetória desde muito cedo. A educação básica já foi extremamente desafiadora, mas na graduação os desafios se intensificaram ainda mais”, relata. “Levei mais de um ano, por exemplo, para ter acesso à monitoria e ao tempo adicional nas provas, algo que deveria ter sido garantido desde o início. Essa demora e despreparo criaram barreiras quase intransponíveis para a minha permanência.” 

A falta de preparo institucional e o preconceito também deixaram marcas profundas. “Existe um grande abismo entre o que é prometido nos editais e o que realmente acontece no cotidiano universitário. Em situações em que precisei de apoio ou tentei exercer meu direito de questionar, fui tratado com desdém e desrespeito”, lembra Paulo. “Certa vez, ao perguntar sobre um conteúdo que não compreendi, um professor respondeu simplesmente: ‘Porque Deus quis’. Em outro episódio, uma professora sugeriu que eu buscava por ‘privilégios’ ao tirar uma dúvida acadêmica durante a aula. Ambos os casos foram levados à reitoria, mas infelizmente, nenhuma providência foi tomada.” 

A Autistas Brasil defende que o enfrentamento da exclusão educacional deve ser baseado em escuta ativa, adaptação real e formação de professores. Paulo reforça: “O que teria feito diferença seria, acima de tudo, coerência entre o discurso institucional e a prática diária. Que a universidade e seus profissionais realmente entendessem que inclusão não é um favor, e sim um direito garantido por lei.” 

Para ele, a presença de pessoas autistas nas universidades é uma oportunidade de transformação. “Inclusão real exige ação, empatia, escuta ativa e compromisso com a equidade.”

 

Sobre Autistas Brasil:

A Autistas Brasil é uma organização de advocacy que atua desde 2020 na defesa dos direitos das pessoas autistas, com ênfase na autodefensoria, educação inclusiva e inserção no mercado de trabalho. Fundada por lideranças autistas, seu grande diferencial é a autorrepresentação: pessoas autistas falando por si, com protagonismo e empoderamento. A associação atua de forma propositiva e não assistencialista, valorizando as potencialidades individuais e buscando transformar a visão social sobre o autismo.


Dia do Estudante

Como as escolas evoluem para formar cidadãos críticos e humanos? 

Em um mundo globalizado, o aprendizado vai muito além do conteúdo e deve priorizar o desenvolvimento de competências e habilidades socioemocionais dos jovens para a vida
 

Preparar crianças e adolescentes para os desafios do mundo atual, e também para os do futuro, vai muito além da rotina de estudos, envolvendo notas e desempenho acadêmico. Cada vez mais os especialistas destacam a importância de implementar metodologias de ensino que desenvolvam a autonomia, as competências socioemocionais, e a visão globalizada - fatores essenciais para a formação integral de seres humanos capazes de construir uma sociedade mais justa, empática e colaborativa.

Segundo Rodrigo Porto, Diretor Regional na Inspira Rede de Educadores e Diretor da Escola Canadense de Niterói, um bom colégio hoje precisa ir além da transmissão de conteúdo de qualidade: “Queremos formar jovens capazes de pensar criticamente, lidar com as diferentes culturas e enfrentar os desafios com confiança”, afirma. “Quando unimos excelência acadêmica, repertório cultural e habilidades socioemocionais, preparamos os estudantes não apenas para as provas, mas principalmente para a vida. E isso é o que mais importa”, comenta Rodrigo.
 

Ensino bilíngue além da fluência: ganhos cognitivos, sociais e culturais 

De acordo com o estudo The Impact of Bilingual Education on Cognitive Development and Academic Performance, publicado em 2024 no periódico Stallion Journal for Multidisciplinary Associated Research Studies, a educação bilíngue contribui para o desenvolvimento da flexibilidade cognitiva e melhora o desempenho acadêmico de estudantes em áreas como leitura e resolução de problemas. Para além do domínio do idioma, o ensino bilíngue estimula a capacidade de transitar entre diferentes contextos culturais, amplia o repertório e potencializa o pensamento crítico. 

Essa é uma metodologia que atrai alunos e famílias em busca de formação integral e conexão com o mundo. “Quando o aluno é exposto aos diferentes idiomas, ele não só aprende a se comunicar melhor, mas também desenvolve uma visão de mundo mais ampla e ferramentas para se adaptar a novos cenários. E se esse estímulo acontece desde a infância, o impacto é ainda maior, porque essas competências passam a fazer parte natural do desenvolvimento da criança”, explica Rodrigo Porto.
 

Escolas priorizam habilidades socioemocionais para a vida 

Embora a excelência acadêmica sempre tenha sido considerada parâmetro de destaque, outras habilidades têm ganhado evidência, como colaboração, comunicação e pensamento crítico - espaços de desenvolvimento e diferenciais evolutivos fundamentais nos dias atuais e também para o futuro. Cada vez mais o mercado de trabalho busca profissionais capazes de trabalhar em equipe, resolver problemas de forma criativa e tomar decisões assertivas. 

Segundo o diretor, a escola é um dos primeiros espaços de convivência social fora do núcleo familiar e, ao longo da adolescência, permanece como um dos principais ambientes de formação: “É no dia a dia escolar que os estudantes aprendem a lidar com diferentes opiniões e a construir novas relações. Esse contexto faz das escolas um espaço privilegiado para ensinar e desenvolver habilidades socioemocionais, essenciais, no geral, para a vida”.
 

Estudantes aprendem mais ao investigar e resolver problemas reais 

Em alguns do colégio da Inspira, como é o caso da Escola Canadense de Niterói, a Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP) é uma metodologia ativa que coloca os estudantes no centro do processo de ensino, permitindo que eles aprendam enquanto investigam problemas reais e desenvolvem soluções criativas. 

Entre os principais benefícios estão o engajamento e a motivação dos alunos, que passam a participar ativamente do processo. Ao longo de semanas ou até meses, os alunos trabalham de forma colaborativa, aplicando conceitos de diferentes disciplinas e desenvolvendo competências socioemocionais e cognitivas, como pensamento crítico, autonomia e criatividade, além de conectar o aprendizado a situações reais. Outro diferencial é a avaliação formativa e contínua, que deixa de ser apenas um instrumento de controle final para se tornar parte integrante da aprendizagem.

“Ser uma escola credenciada por uma província canadense nos permite aplicar metodologias como a ABP de forma consistente em todas as etapas, do Kindergarten ao High School. Um formato de ensino que estimula a curiosidade, a autonomia e a capacidade de transformar conhecimento em soluções práticas, saindo da teoria”, conclui Rodrigo.


Viagens curtas impulsionam procura por motoristas particulares nas férias, mostra GetNinjas

 

Com mais passeios e rotinas alteradas em julho, pais recorrem a motoristas para transportar filhos, pets e idosos durante o recesso.


Com as férias escolares acontece uma mudança na dinâmica das famílias brasileiras. Um levantamento do GetNinjas, maior plataforma de serviços do país, revela que a demanda por motoristas particulares cresceu 34,11% na primeira quinzena de julho. Este crescimento coincide com a confirmação de que 73% dos brasileiros viajam dentro do país nas férias de julho, segundo pesquisa da MindMiners.

As viagens curtas, de até 500 km, triplicaram nos últimos cinco anos, configurando um novo comportamento de consumo. Essas viagens demandam deslocamentos ágeis, seguros e personalizados e, por isso, muitos estão recorrendo a motoristas particulares para levar crianças a passeios, transportar pets, buscar avós ou facilitar os roteiros de fim de semana em cidades próximas. 

Nas capitais da Região Sudeste, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, o crescimento é ainda mais expressivo, puxado por uma demanda urbana concentrada e pela busca por soluções práticas que se adaptem a diferentes rotinas. Os profissionais cadastrados no GetNinjas oferecem serviços pontuais ou recorrentes, com flexibilidade de horário, e muitos deles já possuem experiência com transporte de crianças, cuidados especiais e roteiros personalizados. 

“As férias mudam completamente a logística das famílias. A procura por motoristas é reflexo direto disso, seja para auxiliar nos deslocamentos do dia a dia ou para cobrir os compromissos enquanto os pais continuam trabalhando. O aumento nas buscas mostra como plataformas têm se tornado aliadas nesse processo”, afirma Rafaela Mengui, CHRO do GetNinjas. 

O GetNinjas recomenda que, na hora de contratar, o usuário consulte atentamente o perfil do profissional, verifique avaliações de outros clientes, alinhe previamente o roteiro e as necessidades específicas da família e utilize exclusivamente os canais oficiais da plataforma para pagamento. Além de segurança, isso garante respaldo em caso de imprevistos e fortalece a relação de confiança entre cliente e prestador.
 

domingo, 10 de agosto de 2025

Saúde preventiva: como evitar doenças em cães e gatos antes que apareçam

Divulgação
Check-ups regulares, vacinação, vermifugação e alimentação equilibrada são essenciais para manter a saúde dos pets em dia


Quando o assunto é a saúde dos pets, ainda é comum que muitos tutores procurem o médico-veterinário apenas quando o animal já apresenta sinais de doença. No entanto, a medicina veterinária preventiva é a principal aliada para garantir longevidade, bem-estar e qualidade de vida a cães e gatos — evitando que problemas surjam ou se agravem silenciosamente.

“Assim como acontece com os humanos, a prevenção em animais de companhia vai muito além das vacinas. Ela inclui cuidados regulares, acompanhamento profissional e hábitos que ajudam o organismo do pet a se manter fortalecido ao longo da vida. Investir nesses cuidados é uma forma não só de proteger a saúde do animal, mas também de evitar despesas maiores e intervenções mais complexas no futuro”, destaca a médica-veterinária Marina Tiba, gerente de Produtos da Unidade de Animais de Companhia da Ceva Saúde Animal.

Um dos pilares da prevenção é a vacinação. “Os calendários vacinais para cães e gatos devem ser iniciados ainda nas primeiras semanas de vida, com reforços periódicos ao longo dos anos. As vacinas protegem contra doenças graves e, em muitos casos, fatais — como cinomose, parvovirose e leptospirose em cães, ou panleucopenia, rinotraqueíte e calicivirose em gatos”, explica a profissional.

Outro cuidado essencial é a vermifugação. Vermes intestinais, além de causarem desconforto digestivo, podem comprometer a imunidade, prejudicar o crescimento de filhotes e até representar riscos à saúde geral do pet. O protocolo de vermifugação deve ser definido com orientação veterinária, levando em conta a idade, o estilo de vida e a exposição ambiental do animal.

As visitas regulares ao médico-veterinário também fazem parte da prevenção. A recomendação é que cães e gatos saudáveis sejam avaliados pelo menos uma vez por ano — ou com mais frequência no caso de idosos, filhotes ou animais com doenças crônicas. Nessas consultas, o profissional pode identificar alterações ainda em estágios iniciais, muitas vezes antes que qualquer sintoma seja percebido pelo tutor. Exames de sangue, fezes e urina, além de avaliações odontológicas, cardíacas e ortopédicas, são ferramentas fundamentais nesse processo.

A alimentação equilibrada é outro ponto-chave da saúde preventiva. Rações de qualidade, prescrições específicas (quando necessárias) e ingestão adequada de água ajudam a manter o sistema imunológico fortalecido e o metabolismo em equilíbrio. Já uma dieta inadequada pode predispor o pet à obesidade, distúrbios digestivos e até doenças endócrinas, como diabetes e hipotireoidismo.

Além disso, a prevenção também inclui cuidados com o ambiente. “Manter a higiene dos espaços, evitar o acúmulo de fezes, controlar pulgas e carrapatos com produtos adequados e impedir o acesso a plantas ou substâncias tóxicas são atitudes simples que fazem diferença no dia a dia”, acrescenta Marina.

Outro aspecto importante é o bem-estar emocional dos pets, que também impacta diretamente a saúde física. Enriquecimento ambiental, socialização, brincadeiras,  estímulos positivos e a feromonioterapia ajudam a reduzir o estresse, fortalecendo o organismo e prevenindo comportamentos compulsivos ou autodestrutivos.

Cuidar da saúde do pet de forma preventiva não é apenas uma demonstração de carinho — é um compromisso com a vida. Estar atento às necessidades do animal, manter a vacinação e a vermifugação em dia, visitar regularmente o médico-veterinário e oferecer um ambiente saudável são atitudes que fazem diferença no presente e garantem um futuro mais saudável para o seu companheiro.


Ceva Saúde Animal
www.ceva.com.br

 

Viajar em segurança junto com pets é uma tendência

Os turistas querem aproveitar seu tempo livre da maneira mais feliz possível ao lado de seu animal de estimação.

 

Muitas pessoas optam por levar seus pets nas viagens. Segundo uma pesquisa realizada pela plataforma digital hoteis.com, 82% dos brasileiros preferem viajar acompanhados de seus animais de estimação. Ao escolher para onde ir, onde ficar e o que fazer, os viajantes sempre priorizam as necessidades dos pets para ter uma viagem segura.

 

Enquanto alguns animais gostam de viajar, outros ficam muito estressados. Animais domésticos costumam ter uma rotina definida e sair dessa zona de conforto requer um cuidado especial para realizar esta movimentação.

 

"Na viagem de carro, o animal deve estar obrigatoriamente no banco de trás, dentro de caixa de transporte ou com cinto de segurança específico , que fica fixado na coleira do animal e no banco do carro. É proibido transportar o animal entre o banco do motorista e o banco do passageiro, ou entre o banco e a porta, tampouco no colo do motorista. Deixá-lo solto no carro pode causar distrações e, até acidentes, orienta Vininha F. Carvalho, ambientalista atuando como defensora dos animais e editora da Revista Ecotour News.

 

Antes de pegar a estrada é necessário verificar se a carteira de vacinação do animal está em dia. Ela contém todas as vacinas que já foram feitas neste animal. A clínica responsável pela aplicação da vacina deve oferecer esta carteira, que contém a data da aplicação, o carimbo e a assinatura do médico veterinário responsável juntamente com o rótulo da vacina aplicada.

 

Para a veterinária Nathali Braz Vieira dos Santos, os cuidados que podem garantir a segurança do pet devem começar muito antes da viagem. Para garantir o bem-estar do animal durante o deslocamento, é essencial já tê-lo adaptado à caixa de transporte.

 

A hospedagem deve ser realizada num hotel pet friendly. Alguns hotéis entregam ainda kit pet completo, incluindo tapetes higiênicos, saquinhos para recolher as necessidades e biscoitos de boas-vindas.

 

O pet pode estranhar o hotel e tentar explorar o ambiente o máximo possível ou até mesmo fugir. Por isto é necessário mantê-lo sempre por perto para que ele não corra o risco de se perder ou sofrer um acidente.

 

"É aconselhável levar ao destino alguns itens familiares, como a cama e os brinquedos, para ajudar na adaptação ao novo ambiente e redução do estresse", conclui Vininha F. Carvalho


Vida longa de animais de estimação depende de cuidados essenciais

MSD Saúde Animal reforça a importância da prevenção e do acompanhamento veterinário para garantir saúde, bem-estar e longevidade aos pets

 

A expectativa de vida dos animais de estimação tem aumentado nos últimos anos, reflexo direto de uma combinação de fatores como os avanços na medicina veterinária, maior acesso a soluções preventivas e, principalmente, um novo perfil de tutor, mais atento e comprometido com a saúde e o bem-estar dos seus pets. Para a MSD Saúde Animal, companhia focada em ciência e inovação para melhorar a vida das pessoas e a saúde dos animais, essa longevidade está diretamente ligada à construção de uma rotina de cuidados essenciais, como vacinação, controle de parasitas, alimentação adequada, bem-estar emocional e visitas regulares ao médico-veterinário. 

Esse novo olhar está fortemente relacionado ao processo de humanização dos pets, que os posiciona como membros da família e transforma o cuidado veterinário em algo mais próximo da saúde humana. A prevenção se torna, nesse contexto, um hábito consciente e necessário para promover qualidade de vida em todas as fases, ou seja, desde a infância até a maturidade dos animais.

“Cada vez mais, os tutores entendem que o bem-estar dos pets não se constrói apenas no momento da doença. A prevenção, o acompanhamento profissional e a atenção às necessidades emocionais e físicas dos animais são atitudes que prolongam a vida e fortalecem o vínculo entre tutores e pets”, afirma Márcio Barboza, médico-veterinário da MSD Saúde Animal. A companhia é uma das poucas com expertise em pesquisa voltada a atender a crescente demanda por soluções inovadoras, desenvolvendo produtos que protegem contra ameaças emergentes e se adaptam ao estilo de vida ativo dos pets e de seus tutores, além de promover cuidados mais simples, eficazes e integrados à rotina.

Segundo a empresa, entre os cães, esse cuidado contínuo tem avançado de forma significativa. Para muitos tutores, levar o pet ao médico-veterinário, manter a vacinação em dia, garantir uma alimentação balanceada e prevenir parasitas já fazem parte da rotina. Esse envolvimento crescente tem sido acompanhado pelo mercado, que desenvolve soluções cada vez mais práticas e eficazes, pensadas para se encaixar no dia a dia das famílias. Um exemplo é o BRAVECTO® 365, único produto sistêmico injetável que oferece um ano de proteção contra pulgas e carrapatos com apenas uma aplicação. Além disso, a linha Bravecto® conta com versões mastigáveis e tópicas, oferecendo até 12 semanas de eficácia contínua, facilitando o cuidado e reduzindo a necessidade de administrações frequentes. Já para a prevenção da leishmaniose, doença grave transmitida pela picada do mosquito palha, a coleira Scalibor®, também do portfólio da companhia, é uma das principais soluções, atuando como barreira protetora eficaz. 

No campo da vacinação, a MSD Saúde Animal oferece um portfólio completo para diferentes perfis de tutores e necessidades dos pets. Destacam-se as vacinas da linha respiratória, que protegem os cães contra a tosse dos canis (“gripe canina”), como a Nobivac KC (intranasal), a Nobivac Respira BB (injeção) e a Nobivac® Intra-track Oral BB (vacina oral, prática e bem aceita por muitos animais). Além disso, a robusta linha de vacinas da companhia inclui proteção contra doenças graves já conhecidas, como parvovirose, cinomose e hepatite infecciosa, e também contra enfermidades de prevalência crescente, como a leptospirose e a doença infecciosa respiratória canina. Para os gatos, a linha Nobivac Feline contempla vacinas que protegem contra diversas doenças virais e bacterianas, contribuindo para a saúde integral dos felinos, que muitas vezes não recebem os mesmos cuidados preventivos que os cães. 

Apesar dos avanços, os gatos ainda representam um desafio na adesão aos cuidados preventivos. Segundo pesquisa da Royal Canin em parceria com o IBPAD, menos de 40% dos tutores felinos realizam consultas veterinárias periódicas. Motivos como dificuldade no transporte, estresse do animal e a falsa percepção de que gatos são mais autossuficientes ainda impactam negativamente o acompanhamento médico. Isso dificulta a detecção precoce de doenças silenciosas, como as renais ou metabólicas, que exigem atenção constante. 

“É essencial conscientizar os tutores sobre a importância das visitas regulares ao veterinário, mesmo que os gatos apresentem um comportamento mais independente. A detecção precoce pode significar a diferença entre um tratamento simples e um processo mais complexo e dispendioso”, reforça Barboza. 

Para que esses cuidados essenciais sejam efetivos, tanto em cães quanto em gatos, é fundamental que os tutores estejam bem informados e engajados no acompanhamento da saúde dos seus animais. A educação sobre práticas preventivas, combinada à orientação profissional do médico-veterinário, fortalece a parceria necessária para garantir intervenções precoces e rotinas de cuidado adequadas a cada fase da vida do pet. Essa conscientização transforma a prevenção em um hábito contínuo e sustentável, refletindo diretamente na longevidade e na qualidade de vida dos animais. 

Nesse cenário, em que a medicina veterinária evolui junto com o comportamento dos tutores, promover uma vida longa e saudável para os animais depende de ações integradas, que envolvem conhecimento, prevenção, vínculo e responsabilidade. A MSD Saúde Animal reforça que a longevidade começa com o cuidado diário, destacando a importância de tornar a saúde preventiva uma prioridade para que os pets vivam mais, com qualidade, bem-estar e afeto ao lado de suas famílias. 

 

MSD Saúde Animal  
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