Fraudes virtuais crescem nas férias e expõem quem viaja; saiba como proteger seus dados e dispositivos antes, durante e depois do embarque
Com o aumento do número de viajantes, cresce também o risco de
exposição a golpes digitais. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança
Pública de 2024 e uma pesquisa do DataSenado, 24% dos brasileiros com mais de
16 anos já foram vítimas de algum tipo de golpe online, gerando prejuízos que
ultrapassam R$ 10 bilhões. Um outro levantamento, feito pelo Fórum Brasileiro
de Segurança Pública, mostra que crimes cibernéticos movimentaram
aproximadamente R$ 186 bilhões entre julho de 2023 e julho de 2024. Nesse
contexto, práticas como o uso de senhas fracas, conexões em redes públicas de
Wi-Fi e o clique em links de promoções falsas se tornam ameaças reais,
especialmente para quem organiza viagens pela internet.
A orientação de especialistas é clara:
nunca compartilhar senhas, mesmo com pessoas conhecidas; criar combinações
fortes com letras, números e símbolos; ativar a verificação em duas etapas
sempre que possível; e evitar o uso de redes abertas em locais como
rodoviárias, aeroportos e cafés, especialmente para acessar contas bancárias ou
fazer compras online. Outra armadilha comum são os links falsos, enviados por
e-mail ou aplicativos de mensagem, que simulam promoções, prêmios ou
confirmação de compra. A recomendação é sempre verificar se o endereço do site
é oficial e, em caso de dúvida, buscar o canal direto da empresa. “A mala a
gente não entrega na mão de um estranho — mas muita gente ainda compartilha
senhas, clica em links suspeitos ou acessa dados sensíveis em redes públicas.
Nosso papel é ajudar o passageiro em todas as etapas, inclusive com dicas
simples que evitam dores de cabeça”, afirma Caio Thomaz, CEO da Quero Passagem,
portal especializado na venda de passagens rodoviárias e reserva de hotéis em
vários destinos do Brasil.
Além dos cuidados virtuais, medidas simples ajudam a proteger eletrônicos durante o deslocamento. Celulares devem ser transportados em bolsos com zíper e compartimentos internos da bagagem de mão, sempre com o rastreamento e a biometria ativados para dificultar o uso indevido em caso de perda ou furto. Notebooks, por sua vez, exigem atenção redobrada: o ideal é que estejam acondicionados em mochilas com compartimento próprio e case resistente, protegidos por senha e com backup recente dos arquivos importantes. Também é recomendável utilizar travas de segurança em viagens mais longas. Em paradas ao longo do trajeto — como em rodoviárias ou pontos de apoio —, o indicado é nunca deixar dispositivos desacompanhados, mesmo que por poucos minutos. Essas pequenas precauções podem evitar prejuízos financeiros e o comprometimento de dados pessoais ou profissionais.
Quero Passagem
queropassagem.com.br
aplicativo disponível nas lojas App Store e Google Play

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