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quinta-feira, 15 de maio de 2025

O papel dos influenciadores digitais nesse contexto


O fenômeno da influência digital tem um papel muito importante nos números apontados no começo deste texto. Isso porque boa parte das apostas são impulsionadas por influenciadores digitais que arrebatam milhões de brasileiros todos os dias.

 

A sensação de proximidade, advinda das postagens recorrentes de coisas banais do dia a dia luxuoso faz com que as pessoas se conectem com quem está do outro lado da tela e acabe impelido a seguir os passos de quem admira. Para a diretora pedagógica do Supera, Patrícia Lessa, é preciso estar atento para evitar esse tipo de armadilha.

 

"É preciso assumir uma postura mais proativa no consumo de informações, refletindo sobre aquilo que chega de forma crítica. Além de evitar ciladas digitais que comprometem a vida financeira e social e também a saúde, esse comportamento mais autônomo diante das telas acaba estimulando o cérebro de forma positiva", explica.




Mudanças físicas e emocionais no pós-parto merecem atenção

Conheça formas de cuidado e acolhimento para o bem-estar materno em uma fase que os olhares estão voltados para o bebê

 

A maternidade é um dos momentos mais marcantes na vida de uma mulher. A chegada de um filho transforma rotinas, vínculos, prioridades — e também o corpo. À medida que o foco se volta ao bebê, muitas mulheres deixam de observar ou valorizar mudanças que impactam diretamente sua saúde e qualidade de vida. Neste Mês das Mães, o alerta vai para o cuidado com o próprio corpo no período pós-gestação, tão essencial quanto o zelo com o recém-nascido.

A maternidade é um dos momentos mais marcantes na vida de uma mulher. A chegada de um filho transforma rotinas, vínculos, prioridades — e também o corpo. À medida que o foco se volta ao bebê, muitas mulheres deixam de observar ou valorizar mudanças que impactam diretamente sua saúde e qualidade de vida. Neste Mês das Mães, o alerta vai para o cuidado com o próprio corpo no período pós-gestação, tão essencial quanto o zelo com o recém-nascido.

Segundo o médico Marcelo Jerez, diretor clínico do One Day Hospital, de Alphaville, é comum que o corpo leve meses — ou até anos — para se reequilibrar após uma gravidez. Algumas transformações são naturais e esperadas, como alterações hormonais, ganho de peso e sensibilidade emocional. Outras, no entanto, podem afetar a autoestima e o bem-estar da mulher de forma duradoura, como a flacidez abdominal, a diástase (afastamento dos músculos abdominais), incontinência urinária leve e mudanças na região íntima.

“Flacidez, ressecamento e desconfortos na região íntima são comuns após o parto, principalmente em mulheres que passaram por parto vaginal ou amamentam por longos períodos”, explica o Dr. Marcelo. “Essas mudanças, embora naturais, costumam ser pouco faladas. Por isso, muitas mulheres sentem vergonha ou acham que devem simplesmente aceitar esses desconfortos como parte da maternidade.”

Uma das alternativas para restaurar o conforto e a confiança da mulher é o rejuvenescimento íntimo. O procedimento, que pode ser feito com tecnologia a laser e sem necessidade de cirurgia, tem ganhado cada vez mais espaço nos consultórios por ser uma abordagem segura e eficaz, desde que realizada com acompanhamento médico adequado. “Ele pode melhorar a hidratação, o tônus da pele e até reduzir pequenas perdas urinárias, sempre com respeito à individualidade de cada paciente”, reforça o especialista.

Outro ponto que merece atenção é a diástase abdominal, que ocorre quando os músculos do abdômen se afastam para acomodar o crescimento do bebê. Essa condição pode provocar dor lombar, sensação de barriga estufada e até comprometimento postural. O fortalecimento muscular supervisionado por fisioterapeutas ou educadores físicos especializados, e em alguns casos, tratamentos complementares ou cirúrgicos, podem ajudar na recuperação.

Além disso, o período pós-parto também pode afetar a pele, os cabelos e o equilíbrio emocional. “Amamentar, por exemplo, é um processo maravilhoso, mas que exige muito do organismo materno. Pode haver ressecamento da pele, queda capilar e alterações de humor. Tudo isso é passageiro, mas merece acompanhamento para que a mulher não se sinta desamparada”, explica o Dr. Marcelo.

Para ele, cuidar da saúde no pós-parto é uma forma de também cuidar do vínculo com o bebê. “A mulher que se sente bem, respeitada e acolhida cuida melhor de si e, consequentemente, consegue viver a maternidade com mais plenitude. Isso não é sobre estética, mas sobre saúde, autoestima e qualidade de vida.”

“Neste Mês das Mães, fica o convite à escuta e ao cuidado com quem tanto cuida. A beleza de ser mãe está também em reconhecer que cada corpo tem sua história, e que há caminhos respeitosos e acolhedores para enfrentar as mudanças com saúde e dignidade”, completa o Dr. Marcelo Jerez.



One Day Hospital


Aumento de infecções respiratórias exige atenção redobrada da população


Casos de VSR, COVID-19 e Influenza crescem entre abril e maio, principalmente em crianças;

Rastreio em Saúde é fundamental para controle da transmissão
 

O Brasil enfrenta um aumento expressivo nos casos de doenças respiratórias, como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), a COVID-19 e a Influenza. Com base nos dados mais recentes do Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), referente à Semana Epidemiológica 18, observa-se um aumento significativo nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil, especialmente entre crianças pequenas, com destaque para o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) como principal agente causador. Além disso, há crescimento nas hospitalizações por Influenza A, afetando jovens, adultos e idosos em diversas regiões do país. A positividade laboratorial nas últimas quatro semanas aponta para VSR (55,7%), Influenza A (26,7%), Rinovírus (18,1%) e SARS-CoV-2 (3%). 

Diante desse cenário, torna-se essencial a realização de um rastreio rápido e preciso, capaz de orientar o tratamento adequado, evitar complicações e conter a disseminação. “A realização correta dos exames permite não apenas identificar o vírus causador, mas também evitar o uso inadequado de medicamentos, como antibióticos, e promover o cuidado imediato e assertivo”, afirma Socorro Simões, diretora do Hub de Saúde da Pague Menos. 

Para isso, as Farmácias Pague Menos oferecem, em suas mais de 1100 unidades com consultório farmacêutico Clinic Farma, o “Painel Respiratório”, um exame de análises clínicas que, a partir de uma única amostra, identifica simultaneamente a presença dos três principais vírus respiratórios: VSR, Influenza (A e B) e COVID-19. “O Painel Respiratório é um exame fundamental para rastreio em saúde neste período de maior circulação viral. Ele ajuda a população a agir com rapidez e responsabilidade, favorecendo também o controle da transmissão”, reforça a diretora. 

Para ampliar a proteção contra os vírus em circulação, o consultório farmacêutico da Pague Menos também disponibiliza a vacina quadrivalente contra a gripe, que oferece proteção ampliada ao cobrir mais cepas do vírus Influenza, reduzindo significativamente o risco de infecção e de agravamento dos sintomas, especialmente entre grupos vulneráveis como crianças e idosos. “A vacinação continua sendo uma das principais medidas para prevenir a gripe e suas complicações, e deve ser reforçada com as demais ações de prevenção”, destaca. 

O imunizante é aplicado por um farmacêutico habilitado e está disponível no consultório farmacêutico, que também oferece mais de 24 tipos de vacinas, incluindo opções contra Pneumonia, Herpes Zoster, HPV e Dengue. Os clientes também têm acesso a mais de 50 opções de serviços, como glicemia, aplicação de injetáveis, exames de Hemoglobina Glicada, Perfil Lipídico, Dengue e diversos outros exames. Para ampliar ainda mais o acesso à saúde, o consultório farmacêutico promove a “Quarta da Saúde”, ação que oferece serviços gratuitos à população. Com a proposta de reforçar o seu papel como um hub de saúde, comprometido com a democratização do cuidado e a promoção da saúde preventiva em todo o Brasil. 

Como complemento à imunização, a rede destaca a importância de manter hábitos simples e eficazes, como evitar o contato próximo com pessoas doentes, manter os ambientes ventilados, reduzir a permanência em locais fechados e adotar boas práticas. 

 

Pague Menos e Extrafarma

 

Cidadania Italiana: Senado aprova decreto que restringe direito por descendência e impacta milhões de ítalo-brasileiros

 

O Senado italiano aprovou nesta quinta-feira (15), por 81 votos a favor e 37 contra, o Decreto-Lei nº 36/2025, que altera profundamente as regras para o reconhecimento da cidadania italiana por descendência (ius sanguinis). Assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, o texto segue agora para votação na Câmara dos Deputados, com prazo até 27 de maio para conversão definitiva em lei.

A medida, que afeta diretamente milhões de descendentes de italianos — principalmente os cerca de 30 milhões de ítalo-brasileiros — tem gerado intensa controvérsia, tanto pelo mérito quanto pela forma apressada de sua aprovação.


Principais mudanças

O decreto modifica a Lei nº 91/1992, incluindo o novo artigo 3-bis, com alterações drásticas:

- Limitação geracional: Apenas filhos e netos de italianos nascidos no exterior terão direito à cidadania automática.

- Vínculo territorial: Filhos de italianos nascidos fora da Itália só terão direito automático se ao menos um dos pais tiver residido legalmente no país por dois anos consecutivos antes do nascimento.

- Centralização e aumento de taxas: A partir de 2026, os pedidos serão processados diretamente pelo Ministério das Relações Exteriores. A taxa será reajustada de €600 para €700.

- Prazos e suspensão de novos processos: Pedidos protocolados até 27 de março de 2025 às 23h59 (horário de Roma) seguirão sob as regras antigas. Novas solicitações estão temporariamente suspensas.

Durante o debate no Senado, foram apresentadas 106 emendas — a maioria rejeitada. O governo ameaçou recorrer ao voto de confiança (voto di fiducia), limitando alterações no texto.

A comunidade ítalo-brasileira será uma das mais atingidas. Muitos brasileiros descendem de imigrantes que chegaram ao país no século XIX e início do XX, o que os coloca fora do novo limite geracional. Além disso, boa parte dos antepassados naturalizou-se brasileiro, o que agora poderá impedir seus descendentes diretos de obter a cidadania.

Mais do que um passaporte, para muitos brasileiros a cidadania representa um resgate da própria identidade. Como afirma a associação Nacionalitália: “Não se trata apenas de ter mais um documento europeu. É uma questão de pertencimento e legado familiar.”


E agora?

O desfecho agora depende da Câmara dos Deputados italiana, que tem até o dia 27 de maio para aprovar ou rejeitar o decreto. Caso não seja convertido em lei dentro desse prazo, o Decreto-Lei 36/2025 perderá validade. No entanto, mesmo se aprovado, já há movimentos jurídicos e políticos em preparação para contestá-lo judicialmente, tanto na Itália quanto em tribunais internacionais.

Enquanto isso, organizações de apoio a descendentes de italianos, especialistas em cidadania e lideranças políticas ligadas à comunidade ítalo-brasileira se mobilizam em busca de alternativas. Como defensora ativa dos descendentes italianos no exterior a luta pelo reconhecimento da cidadania italiana por descendência está longe de terminar — e a pressão internacional pode ser decisiva para o futuro do ius sanguinis.

  

Renata Bueno - ex-parlamentar italiana e advogada


China anuncia isenção de vistos para brasileiros em viagens de até 30 dias e impulsiona o turismo corporativo


Medida provisória amplia oportunidades de negócios entre Brasil e China e favorece a retomada das viagens internacionais no setor corporativo. R3 Viagens destaca impacto para empresas e executivos.

 

O governo chinês anunciou que, a partir de 1º de junho de 2025, cidadãos brasileiros estarão isentos de visto para entrar na China em viagens de até 30 dias. A medida, de caráter experimental, será válida até 31 de maio de 2026 e se estende também a cidadãos da Argentina, Chile, Peru e Uruguai. A isenção abrange deslocamentos com finalidade de turismo, negócios, visitas familiares, intercâmbio e trânsito, desde que não envolvam atividades remuneradas ou de longa permanência.

A iniciativa foi divulgada durante o IV Fórum Ministerial China-CELAC, realizado em Pequim, como parte de uma estratégia da China para fortalecer os laços diplomáticos, culturais e econômicos com países da América Latina. A decisão posiciona o Brasil em um novo patamar nas relações bilaterais com a segunda maior economia do mundo, reduzindo entraves burocráticos e ampliando a conectividade internacional.

Para o setor corporativo, a mudança representa uma oportunidade valiosa. Empresas com interesses comerciais na China passam a contar com maior agilidade para enviar executivos ao país, reduzindo custos com documentação e ganhando flexibilidade nas agendas de viagens. Segundo a R3 Viagens, agência especializada em soluções corporativas, a medida deve intensificar o fluxo de viagens de negócios entre os dois países já no segundo semestre de 2025.

“A isenção de visto traz vantagens operacionais importantes para empresas que atuam globalmente. Facilita desde reuniões com fornecedores até a participação em feiras internacionais e visitas técnicas. É uma evolução significativa para a mobilidade de executivos brasileiros,” avalia Wilson Silva, diretor de marketing e tecnologia da R3 Viagens.

Com sede em São Paulo e atuação nacional, a R3 Viagens é reconhecida como uma das melhores agências de viagens corporativas do país, oferecendo soluções personalizadas para gestão de viagens, eventos e incentivos. A empresa também organiza missões internacionais e viagens técnicas para mercados estratégicos, como a China, sempre com foco em segurança, economia e performance.

Além da gestão de viagens, a R3 Viagens também atua como agência de eventos corporativos, oferecendo desde roteiros customizados até suporte logístico completo em destinos internacionais. A expectativa é que a nova política impulsione a demanda por eventos e reuniões de negócios na Ásia, beneficiando o setor como um todo.

 

www.r3viagens.com.br
wilson.silva@r3viagens.com.br 

 

Seis soluções para o ensino público brasileiro

Freepik
De avaliações diagnósticas a Arranjos de Desenvolvimento da Educação, escolas públicas têm muitas possibilidades para levar qualidade ao processo de ensino e aprendizagem; soluções foram apresentadas na Bett Brasil, em São Paulo


Em todas as regiões do país, nas grandes cidades e nas áreas rurais, em meio aos rios da Amazônia ou aos campos de soja do Centro Oeste, quase 180 mil escolas de ensino básico, públicas e privadas, são responsáveis por guiar as crianças brasileiras pelos caminhos do conhecimento. As escolas públicas, no entanto, são responsáveis pela maior parte desses atendimentos. De acordo com o Censo Escolar 2024, dos 47 milhões de estudantes matriculados na educação básica, mais de 37 milhões estão em escolas públicas. Só a rede municipal de ensino concentra 49,13% de todas as matrículas.

Em um cenário tão vasto, os desafios são muitos. Até porque há uma diversidade imensa entre essas escolas, cada uma com particularidades inclusive culturais. Para a doutora em Educação e pesquisadora do Instituto Positivo (IP), Maíra Weber, é nas escolas públicas que reside a grande potencialidade da educação brasileira. “O volume de matrículas do ensino público é o principal indicador de que é preciso investir na qualidade de ensino dessas escolas. Só assim conseguiremos transformar o futuro do país”, ressalta. Algumas iniciativas Brasil afora ajudam a melhorar essa qualidade. Saiba o que foi apresentado na Bett Brasil 2025, o maior evento de Inovação e Tecnologia para a Educação na América Latina, que aconteceu de 28 de abril a 1o de maio, em São Paulo.


1. Alfabetização em primeiro lugar

Os dados mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2023, apontam que quase 10 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais ainda não sabem ler ou escrever. Segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), todo estudante deve sair do 2º ano do Ensino Fundamental, aos sete anos de idade, alfabetizado. Para ajudar aqueles que, por algum motivo, não atingem essa meta, a Aprende Brasil Educação, que trabalha com soluções educacionais para escolas públicas municipais de todo o país, desenvolveu o Letrix. O programa utiliza recursos como avaliações diagnósticas, livros didáticos para alunos e professores, orientações em vídeo, leitura guiada e manual digital do professor para um processo de alfabetização eficaz. “O Letrix trabalha respeitando a fase de cada criança e apresenta atividades direcionadas para que elas se sintam seguras e acolhidas ao longo do processo”, explica a gerente de marketing e produto da Aprende Brasil Educação, Damila Bonato.


2. Arranjos de Desenvolvimento da Educação

Uma das formas de aperfeiçoar a educação é criar espaços para que os gestores e educadores troquem experiências e conheçam propostas desenvolvidas por seus pares. Os Arranjos de Desenvolvimento da Educação (ADEs) são uma das soluções para permitir essa troca. A colaboração está amplamente prevista na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), em Resoluções do Conselho Nacional de Educação (CNE) e no Plano Nacional de Educação (PNE). O modelo incentiva o trabalho em rede entre municípios geograficamente próximos uns dos outros, com características sociais e culturais semelhantes. Assim, o trabalho conjunto ajuda na adoção de estratégias conjuntas de políticas educacionais. “Isso assegura aos estudantes o direito constitucional a uma educação de qualidade. Além disso, também promove o desenvolvimento territorial”, detalha Maíra. Atuando de forma conjunta e implementando metas comuns, os municípios conseguem desenvolver o processo de ensino e aprendizagem na rede pública, sem interromper os projetos a cada troca de gestão.


3. Investimento em formação docente

Garantir que os educadores estejam sempre atualizados quanto a métodos e conteúdos é fundamental. Para isso, a realização de cursos de formação continuada e acompanhamento pedagógico precisa ser constante. “Temos um olhar atento para as equipes educacionais dos municípios parceiros e acompanhamos muito de perto esse trabalho, para permitir que elas definam intervenções pedagógicas com base nas avaliações diagnósticas e, portanto, nos dados reais do município”, pontua Damila.


4. Incentivo à leitura

“Estudos científicos têm demonstrado que o tempo dedicado à leitura pelas crianças, jovens e adultos tem diminuído em todo o mundo, em contraposição ao uso recreativo das telas. Esse declínio representa um impacto na qualidade da linguagem, no domínio da ortografia, na compreensão de texto e no desempenho escolar das novas gerações”, afirma Maíra. Por isso, o Instituto Positivo está lançando, em 2025, um programa de incentivo à leitura literária que irá atuar em diversas frentes, tanto para o público interno quanto externo. A estratégia contemplará ações para os colaboradores, professores das redes municipais de ensino e comunidade.


5. Avaliações diagnósticas

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é o principal indicador sobre a qualidade da educação no Brasil. No entanto, como o Saeb é realizado somente a cada biênio, contar somente com seus resultados para desenhar políticas públicas pode gerar defasagem nas abordagens. A Aprende Brasil Educação conta com dois instrumentos de avaliação diagnóstica para auxiliar as redes públicas municipais na compreensão do cenário de aprendizagem em tempo real. “O Hábile é uma avaliação em larga escala que permite fazer um raio-x da rede de ensino e, assim, preparar os alunos para os exames oficiais. Por sua vez, o Sondar é um instrumento que permite uma avaliação mais frequente e mais rápida, sempre com foco na correção de rota, quando necessário. Por meio deles, a equipe pedagógica pode acompanhar de perto o desempenho dos estudantes e identificar os pontos de melhoria”, conta Damila.


6. Parceria público-privada

Celebrar parcerias entre o setor público e empresas privadas também pode ser uma boa saída para melhorar áreas específicas do ensino. No Paraná, por exemplo, o programa Parceiro da Escola, que levou a gestão administrativa de empresas privadas a escolas estaduais do Paraná, zerou aulas vagas, reduziu burocracias, acelerou reformas e deixou o tempo dos diretores livres para se dedicarem à melhoria do ensino. “A gestão pedagógica — currículo, materiais, formação de professores — continua sob responsabilidade do Estado, assim como a merenda. Os diretores são profissionais efetivos do quadro da Secretaria e os principais responsáveis pela gestão da escola, com foco nas questões pedagógicas", explica Cesar Cunha, diretor-geral da Tom Educação, responsável pela gestão de 32 das 82 escolas participantes do programa. A iniciativa é avaliada ao fim de cada ciclo contratual por meio de indicadores como frequência e aprendizagem dos alunos, conservação das instalações e nível de satisfação da comunidade escolar.


Setur-SP lança roteiros de observação da vida silvestre na Avistar Brasil 2025

Tangarazinho no PESM Núcleo Caraguatatuba
 (Foto:Miguel Nema Neto)
Um dos principais destinos de observação de aves do país, São Paulo tem mais de 50 parques estaduais e 824 espécies de aves catalogadas. No evento, participa com estande e promove destinos 

 

A Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) participa do maior encontro de observação de natureza da América Latina, a Avistar Brasil 2025, evento que acontece de 16 e 18 de maio e conecta 12 mil convidados e mais de 130 expositores no Jardim Botânico de São Paulo, na capital paulista. 

Com 100 milhões de observadores de aves no mundo, o mercado de birdwatching movimenta 90 bilhões de dólares por ano. No Brasil, tornou-se uma atividade importante ligada ao ecoturismo, com 18% da diversidade de pássaros do planeta, tendo São Paulo como um dos principais destinos de observação de aves do país, com quase um terço da Mata Atlântica remanescente.  

“São mais de 50 parques estaduais e 824 espécies de aves catalogadas, um Estado que além da enorme biodiversidade, ainda oferece ao visitante hospitalidade, conectividade, além de atrativos de qualidade ligados ao ecoturismo”, afirma o secretário Roberto de Lucena, da Setur-SP.  

Na ocasião, o secretário Roberto de Lucena, da Setur-SP, lança uma publicação eletrônica com sugestões de atividades em destinos de observação de aves. Os Roteiros de Observação de Vida Silvestre, como foi chamado, oferece opções de passeios em municípios das regiões turísticas do Litoral Norte, Mantiqueira Paulista, Circuito das Águas Paulista, Cuesta Paulista, Maravilhas do Rio Grande e Vale do Ribeira. 

A Setur-SP ainda participa com uma palestra no Fórum Nacional de Turismo de Observação de Vida Silvestre, realiza atendimentos em seu estande e promove destinos ao lado de parceiros como Fundação Florestal, Parquetur, Polo de Turismo de SP, além de regiões como Litoral Norte, Lagamar, Águas Paulista, Mantiqueira Paulista e Rios do Vale.  

A atividade de observação de aves pode ser realizada a “olho nu”, mas seus adeptos costumam usar binóculos, cadernos de anotação, máquinas fotográficas e guias de aves. Alguns municípios paulistas, como Ubatuba, têm mais de 500 espécies de aves catalogadas. 

São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos com relevo acidentado e permanência de extensos remanescentes florestais, favorece a visão de espécies ameaçadas de extinção como o sabiá-cica e o papagaio-de-peito-roxo, na presença de guias biólogos e trilhas consolidadas.  

Até a cidade de São Paulo, conhecida pelos arranha-céus, abriga mais tipos de aves que todo o Chile ou Portugal: São 372 espécies catalogadas pela Divisão de Fauna Silvestre da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. A variedade se deve a dois corredores verdes que passam pela cidade: as serras da Cantareira e do Mar, além dos mais de cem parques urbanos espalhados por seu território.  

A Setur-SP tem um guia temático de observação da vida silvestre com imagens de pássaros endêmicos, dicas de parques e áreas verdes onde podem ser observados e principais atrativos turísticos do município, incluindo arte, cultura e gastronomia, tornando a experiência de viagem ainda mais atraente.


Empresas enfrentam gargalos para adaptação à NR-1

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Adoção de medidas preventivas para a proteção da saúde mental do trabalhador, como determina a nova regra, esbarra na cultura das organizações


A NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1) passa a incluir, de forma obrigatória, riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) em empresas com mais de 100 funcionários. Embora o prazo para a adaptação às exigências da NR-1 tenha sido estendido por 12 meses, a partir do dia 26 de maio o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) vai iniciar fiscalizações, sem multas ou penalidades, com a proposta educativa de orientar os empregadores. Mesmo ganhando mais tempo para os ajustes, grande parte das empresas vem enfrentando gargalos na adoção de medidas preventivas que visam à proteção da saúde mental dos trabalhadores.

Atualizada no ano passado, por meio da Portaria MTE nº 1.419/2024, a nova regra inclui uma abordagem a gestão de riscos psicossociais, como estresse, assédio e sobrecarga de trabalho.

Na avaliação de Aline Oliveira, diretora da IntelliGente Consult, empresa de consultoria e mentoria especializada em estratégias, programas e projetos empresariais, o principal gargalo na adaptação das organizações às exigências da NR-1 é cultural. “O que hoje é avaliado como risco psicossocial, tanto em benefício do trabalhador quanto do empregador, se separa por uma linha tênue do modo de operação esperado e valorizado nas empresas”, observa. Como “modo de operação”, a executiva elenca metas agressivas, jornadas exaustivas e cobranças excessivas, “que sempre foram o modus operandi de organizações com maior intenção de crescimento e lucratividade”.

A implementação das normativas de atenção e cuidado aos riscos psicossociais vem como resposta a uma crise identificada de saúde mental e social. De acordo com levantamento da Ipsos, empresa especializada em pesquisa de mercado e opinião pública, feita que em 31 países, incluindo o Brasil, e que resultou no Relatório do Dia Mundial da Saúde Mental, 62% dos entrevistados afirmam ter se sentido estressados a ponto de identificar reflexos na vida diária. Para a maioria (41%), a saúde física nos países é tratada com maior relevância pelos sistemas de saúde do que a saúde mental (13%).

No Brasil, especificamente, o número de afastamentos por ansiedade e depressão em 10 anos é recorde, revela o Ministério da Previdência Social. Somente em 2024 foram registrados mais de 470 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais. No perfil dos profissionais afastados, a maioria é formada por mulheres, impactadas por sobrecarga de trabalho, menor remuneração, responsabilidade com o cuidado familiar e violência.

Embora a nova regra demarque um novo paradigma na forma como as organizações lidam com os riscos ocupacionais, incluindo agora a saúde mental como uma prioridade na gestão de segurança no trabalho, Aline Oliveira destaca a demora do Brasil, mesmo diante do alto índice de afastamentos do trabalho por transtornos mentais, para se alinhar à tendência global de bem-estar e saúde mental, algo que já é praticado há pelo menos 25 anos na Europa, por exemplo.

“A visão sobre saúde mental no Brasil, motivo de preconceito, faz com que o trabalhador adoecido evite falar ou tratar do assunto, especialmente nos ambientes de trabalho. Quando identificados, os problemas já estão em fase crítica e avançada”, afirma a diretora da IntelliGente. “Mas as novas gerações, especialmente de classes sociais mais privilegiadas, que podem optar por deixar ambientes adoecedores, tem se posicionado sobre isso de modo diferente, com maior preocupação ao seu bem-estar e saúde, o que também tem colaborado para um olhar mais atento das empresas na forma de fazer negócios.”

O “prazo estendido” para adaptações à NR-1, segundo Aline Oliveira, é um momento para que as organizações invistam em iniciativas adequadas às suas realidades. “O primeiro ponto nesse processo é a análise dos passivos trabalhistas para entender a correlação com os riscos psicossociais”, diz. “Realizar um diagnóstico da operação e da liderança para detectar onde estão os principais riscos, adequar políticas, desenvolver uma estratégia de confiança com os colaboradores para tratar as questões psicossociais ainda em etapa inicial, implementar ações e monitorar resultados, avaliando efeitos e corrigindo rotas são estratégias a serem adequadas ao modelo de negócio, sempre acompanhadas por indicadores financeiros”, completa.

Em síntese, a adaptação das empresas à NR-1, ressalta a executiva, vai impor aos empregadores a identificação, gestão e mitigação dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho. “Neste contexto, é importante que as empresas tenham o suporte de uma consultoria especializada para avaliar o cenário da organização, identificar as origens dos riscos psicossociais, sua gravidade e a probabilidade de ocorrência”, diz. Esse trabalho também pode abranger o treinamento e a capacitação de lideranças e equipes, além da análise jurídica de casos já ocorridos nas empresas.

“Com a NR-1, o momento é propício a integrar estratégias que visem um modelo de gestão mais humano e ético, combinado com a produtividade e a reputação das organizações”, conclui Aline Oliveira.

 

Setor de drones se mobiliza por políticas públicas em audiência na Câmara dos Deputados

Com presença de líderes da indústria e órgãos reguladores, encontro debate caminhos para fomentar a cadeia produtiva dos drones no Brasil


Na próxima terça-feira, 27 de maio, representantes do setor de drones no Brasil estarão reunidos no plenário 11 da Câmara dos Deputados, em Brasília, para discutir os desafios e oportunidades da indústria em reunião histórica sobre o setor no congresso. A audiência pública, que será presencial e com transmissão híbrida, tem como tema central a “Importância e desafios para o desenvolvimento da indústria de drones” e conta com a participação de nomes importantes da área, além de representantes da ANAC, Anatel e Força Aérea Brasileira.

Convocada a partir de requerimentos dos deputados Vitor Lippi, Paulo Alexandre Barbosa e da deputada Helena Lima, a sessão é considerada estratégica para o futuro do setor no país. Entre os temas que estarão em pauta estão a redução de impostos sobre importação e exportação de equipamentos, o incentivo à produção nacional, e a necessidade de diálogo direto com órgãos de regulamentação e controle.

“ Este trabalho que se inicia no parlamento com atenção ao setor dos parlamentares Vitor Lippi, Paulo Alexandre Barbosa e Helena Lima, e a ABDrone é um marco na história do drone do Brasil, é necessário olhar para os drones não apenas como uma tecnologia, mas como um gerador de emprego exponencial para áreas como agricultura, segurança, logística, e planejamento urbano.”, afirma Pedro Curcio Junior, presidente da ABDrone (Associação Brasileira das Empresas de Drones), que será um dos palestrantes do encontro.

Além de Curcio, estarão no evento nomes como Roberto José Honorato, diretor-presidente substituto da ANAC; Rodrigo Magalhães, representante do DECEA/FAB; Davison Gonzaga da Anatel; e diretores de empresas referências do setor como Sky Drones, Futuriste, Multi Solution Seguros, Ineeds Systems, Speedbird Aero, Agro Atlas, Geo Saker, Liconic, Verde Drone, Drone11, Pic Fomento, Xmoobots, AL Drones e RFLS Law, sao alguns dos representantes do setor que lá estarão. A presença de representantes do setor privado e público promete enriquecer o debate com múltiplas visões sobre o uso e a regulamentação dos veículos aéreos não tripulados.

A expectativa é de que a audiência represente um marco na construção de uma agenda nacional para o setor. “Só seremos ouvidos se estivermos unidos e mostrarmos o valor que essa indústria pode trazer para o país. O drone é um aliado estratégico da economia e da inovação”, reforça Pedro Curcio.

Com o avanço da tecnologia e a ampliação do uso dos drones em setores como georreferenciamento, inspeções industriais e logística, o Brasil se vê diante da oportunidade de se consolidar como um hub de desenvolvimento na América Latina. A audiência desta terça-feira é vista como um marco do setor, Curcio ressalta que “a ABdrone nasce com propósito de ser a voz do Drone no congresso e que objetivo é entregar na reunião a minuta mãe do primeiro programa nacional de drones dentro do parlamento, que são as nossas principais requerencias, onde alguns temas relevantes são tratados, tais como: segurança operacional dos voos, redução de impostos na importação e exportação, programa de incentivos a fomento e reconhecimento da importancia da indústria brasileira dos drones para sociedade, nosso setor não para de crescer e devemos em 10 anos ser um dos grandes geradores de emprego e renda deste país.”

 

Quais são os impactos positivos da atualização da NR-1 para os trabalhadores?

Agora com foco também nos riscos psicossociais, a nova redação da norma busca fortalecer a saúde mental no trabalho e começa a valer este ano de forma educativa 

 

No ano de 2024, o Brasil registrou o maior número de afastamentos do trabalho por ansiedade e depressão em 10 anos, com mais de 470 mil trabalhadores impossibilitados de trabalhar. Os dados são do Ministério da Previdência Social e refletem uma realidade que pode estar próxima de ter uma mudança significativa. Isso porque, a partir de 26 maio, entra em vigor uma atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece diretrizes gerais sobre saúde e segurança no trabalho. 

A inclusão dos fatores de risco psicossociais no ambiente de trabalho, por meio do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), entrará em vigor em 26 de maio apenas em caráter educativo e orientativo. O objetivo é dar tempo para que as empresas se adaptem à nova exigência antes do início da fiscalização oficial, prevista para maio de 2026. A partir dessa data, o descumprimento poderá resultar em multas de até R$ 6 mil. A norma define como riscos psicossociais situações como metas abusivas, assédio moral, jornadas exaustivas, falta de apoio da organização, conflitos entre colegas e condições precárias de trabalho.

 

Por que a atualização da NR-1 é importante para os trabalhadores

Segundo Rennan Vilar, diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional, para os trabalhadores, a atualização da norma significa uma conquista importante no que diz respeito à qualidade de vida profissional e à valorização do bem-estar emocional no dia a dia das empresas. “A nova NR-1 coloca a saúde mental no mesmo patamar da segurança física no ambiente de trabalho. Isso é um divisor de águas na forma como o mercado deve lidar com as pessoas”, afirma Vilar. 

Para o especialista, ao reforçar a responsabilidade das empresas com a saúde mental, a NR-1 garantirá mais segurança, dignidade e respeito no ambiente de trabalho. Se levada a sério, a nova redação da norma pode gerar impactos positivos para os trabalhadores como: 

·         Redução de riscos de burnout, estresse e ansiedade;

·         Ambientes mais acolhedores e empáticos;

·         Maior abertura para falar sobre saúde emocional;

·         Prevenção de práticas abusivas e adoecedoras;

·         Mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional. 

De acordo com Vilar, a expectativa é que, com a implementação da nova NR-1, mesmo na fase educativa, as empresas se tornem aliadas na construção de uma sociedade mais saudável, justa e humanizada. “A partir de maio, as empresas terão de parar de negligenciar a saúde mental do colaborador e se preparar para tratar o assunto com mais prioridade”, endossa.

 

O que muda com a nova NR-1 na prática


Neste ano, a norma estabelecerá orientações para que todas as empresas, independentemente do porte ou setor, passem a considerar os riscos psicossociais nas suas análises e planos de prevenção. Isso impacta diretamente a forma como o RH atua dentro das organizações. Segundo Rennan, entre os principais impactos da atualização, destacam-se:

·         Inclusão de fatores psicossociais nas avaliações de risco ocupacional;

·         Capacitação dos colaboradores com foco em saúde mental, integrando esse tema aos treinamentos de segurança;

·         Promoção de uma cultura organizacional mais saudável e segura, com práticas que previnam assédio, discriminação e sobrecarga.

·         Em 2026: responsabilização mais clara das empresas em casos de adoecimento psicológico relacionado ao ambiente de trabalho;

Segundo Vilar, essa nova abordagem exige que o setor de Recursos Humanos deixe de ser apenas operacional e passe a ter papel mais ativo na construção de ambientes emocionalmente seguros, mais alinhado às práticas de Pessoas e Cultura. “Estamos falando de uma mudança estrutural, que exige escuta ativa, revisão de processos e o engajamento da liderança em todos os níveis. O RH precisa atuar como agente de transformação cultural”, defende.

 

Como identificar e prevenir riscos à saúde mental no trabalho


Um dos maiores desafios das empresas é identificar sinais de adoecimento mental antes que eles evoluam para quadros mais graves. De acordo com Vilar, essa prevenção começa com a criação de um ambiente de confiança e acolhimento. “Mapear riscos psicossociais é muito mais do que aplicar uma pesquisa de clima. É preciso observar comportamentos, mudanças de humor, queda de produtividade e sinais de desconexão. E, principalmente, ter canais seguros para que as pessoas possam relatar o que estão sentindo”, explica o diretor.

 

Para Vilar, algumas ações no âmbito de sensibilização e conscientização sobre o assunto, para além dos trâmites burocráticos, podem ser rodas de conversa com equipes multidisciplinares, escuta ativa com profissionais de saúde mental, treinamentos sobre inteligência emocional e empatia, acompanhamento próximo da jornada dos colaboradores e avaliação contínua do clima organizacional.


 

Cultura organizacional precisa se adaptar à nova realidade


Além de ações pontuais, a atualização da NR-1 exige uma reavaliação profunda da cultura das empresas. Práticas que antes eram normalizadas, como longas jornadas, metas inatingíveis e ambientes de alta competitividade, agora são entendidas como potenciais causadoras de danos à saúde mental. “É fundamental que as empresas revejam suas políticas internas e entendam que produtividade não pode ser conquistada à custa do adoecimento. Precisamos estimular relações de trabalho baseadas em confiança, colaboração e respeito aos limites individuais”, destaca Vilar. O especialista ressalta ainda que o papel das lideranças é central nesse processo. “O exemplo vem de cima. Líderes precisam ser preparados para identificar sinais de alerta e conduzir conversas difíceis com responsabilidade emocional”, afirma.

 

Segundo o profissional, não é mais aceitável delegar o cuidado com a saúde mental como se fosse uma pauta exclusiva do RH ou tentar resolver questões profundas com soluções superficiais. “Com a nova NR-1, as empresas são chamadas a encarar de frente os fatores que contribuem para o adoecimento dos colaboradores. E, em muitos casos, esses fatores estão enraizados na própria cultura organizacional”. Para Vilar, é tempo de repensar: 

  1. Estilos de liderança que operam pelo medo e pela intimidação;
  2. Práticas que exaltam a sobrecarga como se fosse sinônimo de comprometimento;
  3. Contextos em que o silêncio diante do sofrimento é a regra;
  4. Posturas autoritárias disfarçadas de gestão firme.

 

Mais saúde, mais produtividade


Embora a nova NR-1 traga apenas orientações, ela também representa uma oportunidade estratégica para as empresas que desejam se destacar pela valorização de seus talentos. Colaboradores mais saudáveis, emocionalmente equilibrados e bem cuidados tendem a apresentar maior engajamento, menor rotatividade e melhores resultados.


“Essa mudança na NR-1 vem nos lembrar que cuidar das pessoas não é apenas uma questão ética, mas também inteligência do ponto de vista organizacional. Saúde mental é produtividade, é retenção de talentos, é diferencial competitivo”, conclui Vilar.



Na era dos dados, gerar insights confiáveis é o novo desafio


Vivemos a era dos dados. Diariamente, segundo a IBM, o mundo gera 2,5 quintilhões de dados. No entanto, diante dessa quantidade massiva de informações geradas, uma pesquisa da Salesforce mostra que muitos líderes não se sentem preparados para encontrar, analisar e interpretar esses registros, resultando na falta de confiança no uso desses indicadores para tomadas de decisões.

Segundo o estudo, que foi realizado com 500 líderes empresariais nos EUA, fatores desde a economia incerta até corte de custos têm gerado a demanda por insights mais precisos para orientar as estratégias da empresa. Porém, apenas metade dos participantes afirmaram que a extração de dados está alinhada com as prioridades da organização.

A pesquisa ajuda a ilustrar os desafios que os gestores enfrentam atualmente na geração de dados, relacionados principalmente à qualidade, integração e governança. Isso é, ainda hoje, muitas empresas ainda operam com sistemas legados e, com isso, armazenam dados de forma fragmentada em planilhas ou diferentes plataformas – o que dificulta a execução de um processo claro de validação e identificação da real utilidade do material coletado.

Diante desse contexto, dificilmente os dados serão confiáveis e, sem dúvidas, acarretarão prejuízos para o negócio, uma vez que os líderes, ao tomarem decisões com base em suposições ou percepções parciais, podem traçar estratégias equivocadas, investimentos errados e, consequentemente, perder competitividade. E, tendo em vista que, no ambiente de negócios dinâmico atual, a agilidade e precisão são essenciais, a falta de confiança nos dados compromete diretamente a capacidade de inovar e reagir rapidamente.

Neste contexto, o que diferencia empresas que são bem-sucedidas das demais é a capacidade de transformar esses dados em valor. A pesquisa da Salesforce ainda mostra que 76% dos líderes empresariais se sentem cada vez mais pressionados a apoiar seus argumentos e afirmações em dados. Em outras palavras, esse comportamento ajuda a enfatizar a importância insights confiáveis para ajudar otimizar operações, entender clientes, reduzir riscos e antecipar tendências.

Em um cenário altamente competitivo, dados confiáveis se tornaram uma vantagem estratégica. Entretanto, ainda estamos em um momento transição, em que muitas empresas reconhecem a importância de implementar uma governança dessas informações, mas poucas implementaram, de fato, uma estrutura robusta para isso.

Sem dúvidas, a tecnologia é o principal habilitador desse processo. Através de ERPs e plataforma de Business Intelligence, como exemplo, é possível centralizar e padronizar os dados, tornando-os acessíveis em tempo real e com confiabilidade. Isso porque soluções de integrações ajudam a eliminar silos, enquanto recursos de validação automatizada e dashboards visuais facilitam a interpretação e o uso prático dos dados pelos gestores.

Entretanto, de nada adianta ter recursos que ajudem na confiabilidade dos registros, sem que a cultura organizacional esteja alicerçada. Ou seja, para que a tecnologia cumpra o seu propósito, é fundamental que as pessoas confiem nos dados e saibam utilizá-los de forma correta. Para isso, as organizações também precisam realizar o trabalho de educar, capacitar e engajar os times, mostrando as razões pelas quais as decisões orientadas por dados trazem melhores resultados.

As organizações ainda têm pela frente o desafio de conseguirem fazer uma gestão assertiva, identificando lacunas e pontos de melhorias para deixar os processos confiáveis. Neste aspecto, ter o apoio de uma consultoria especializada nessa demanda e na aplicação de tais recursos é um importante fator a ser considerado ao longo dessa jornada.

A confiança nos dados nasce quando há clareza, transparência e domínio técnico, o que só é possível com uma cultura forte e o foco contínuo em formação. Cada vez mais, a busca por insights confiáveis se tornará uma necessidade para que as empresas consigam obter vantagem competitiva e sobreviver em um mercado altamente dinâmico. Por isso, o quanto antes começarem a se preparar, melhor, afinal, o futuro não espera e, para sair na frente, é preciso estar preparado. 



Milton Ribeiro - Co-CEO da SPS Group.

PS Group


Muito além da tecnologia: os impactos sociais e culturais da IA nas organizações?

Cada vez mais, podemos comprovar que a Inteligência Artificial pode estar em tudo e em todo lugar. No entanto, quando se trata do mundo corporativo, seu uso não está apenas atrelado ao ponto de vista tecnológico, mas também em ajudar a remodelar a cultura, a governança e os processos para uma nova era de tomada de decisão inteligente.

De acordo com um estudo global realizado pela Cisco, quatro a cada cinco executivos pretendem incorporar a IA aos negócios. No entanto, 74% afirmaram que a compreensão limitada sobre o recurso dificulta decisões estratégicas. A pesquisa também incluiu 501 líderes da América do Sul e revelou um paradoxo alarmante: 82% reconhecem o potencial da Inteligência Artificial, mas poucos se sentem seguros ao tomar decisões baseadas na ferramenta.

Esse dado vai totalmente na contramão da atual tendência do uso da IA para a tomada de decisões, que vem moldando o futuro de diversos setores da economia. Ou seja, a rápida evolução dessa tecnologia está abrindo novos caminhos para inovação e eficiência. Com isso, ganhos como melhoria e velocidade na precisão de estratégias baseadas em análises profundas, adaptação às mudanças do mercado e às necessidades dos clientes, redução de custos e aumento da eficiência passam a fazer parte do dia a dia das organizações.

Por sua vez, é preciso enfatizar que o potencial da IA não interfere apenas no mundo dos negócios, mas também tem um profundo impacto social. As organizações, ao fazerem seu uso, precisam estar cientes dos desafios que envolvem questões éticas e morais, como, por exemplo, a garantia da privacidade e segurança dos dados. Já do ponto de vista cultural, as empresas precisam saber promover a adaptação à inovação, principalmente no que se refere a profissionais que se sentem intimidados pela complexidade da tecnologia ou temem que o recurso possa substituir sua mão de obra.

Entre os desafios, também não podemos deixar de lado o receio atual quanto à utilização da IA em processos decisórios, bem como o temor relacionado às percepções externas, no qual profissionais se sentem desconfortáveis ao realizar um processo que antes era feito de forma mais humana, na tentativa de reafirmar seu valor e papel dentro da organização.

Uma coisa é fato: a IA traz inúmeros ganhos e vantagens para a tomada de decisões, mas, neste processo, é fundamental que líderes e gestores compreendam seu potencial por meio da educação e do treinamento. Ou seja, cabe às organizações a missão de estarem cientes dos efeitos dessa tecnologia na sociedade e trabalharem para garantir que seu uso promova bem-estar e progresso, de forma alinhada aos valores humanos.

Promover essa conscientização e estabelecer gestos de envolvimento da equipe são elementos fundamentais para garantir o total aproveitamento do potencial da IA no dia a dia organizacional. No entanto, é preciso que as empresas também se atentem à importância da inteligência emocional nesse processo, a fim de criar um mindset cultural voltado para o aprendizado e para a prática do uso da tecnologia nas operações.

Sem dúvidas, a IA surgiu como um recurso destinado a promover o aprimoramento da rotina empresarial, eliminando burocracias, automatizando tarefas, promovendo eficiência e, sobretudo, confiança. Deste modo, as empresas que já utilizam o recurso para a tomada de decisões certamente já estão colhendo frutos significativos, bem como garantindo sua sobrevivência em meio a um mercado amplamente competitivo.

No entanto, como toda tecnologia, a IA é um meio — e cabe aos humanos a missão de abastecê-la para que ela gere insights precisos sobre o desempenho do negócio. Sendo assim, a missão, a partir de agora, não é apenas atribuir a utilização do recurso nas operações, mas criar uma cultura organizacional que una as pessoas em todo esse processo. Até porque, antes da inteligência artificial, é preciso cuidar da emocional. 



Viviam Posterli - CEO do Grupo Skill
Grupo Skill


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