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sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Chegam as férias em SP: programação cultural gratuita para toda a família


Atividades gratuitas nas vinte Casas de Cultura Municipais oferecem diversão, arte e lazer para todas as idades durante o mês de janeiro
 

 

O mês de janeiro reserva uma programação especial para os moradores da Cidade de São Paulo. A Secretaria Municipal de Cultura lança a 3ª edição do Férias Culturais: um projeto que convida o público a aproveitar o período de recesso escolar com cultura, divertimento e lazer.

 

Com ampla atuação nas vinte Casas de Cultura Municipais, a iniciativa desenvolve atividades gratuitas voltadas não só para a comunidade escolar, mas também para a população em geral que tenha interesse em participar do projeto.

 

Um convite ao lazer criativo

 

A partir do dia 9 de janeiro de 2025, o evento transforma espaços públicos em pontos de encontro para famílias e comunidades. O projeto tem o objetivo de estimular a convivência e a criatividade nos territórios, com atividades que incluem desde oficinas de teatro e contação de histórias a apresentações musicais e shows de mágica, sempre com a participação do público presente.

 

Para as crianças, a diversão não para: brinquedos infláveis, pintura facial e brincadeiras como bambolê, pular corda e corredor de bolinhas fazem parte do roteiro do Férias Culturais. Os momentos de intervalo possuem um toque doce, com distribuição gratuita de algodão-doce e pipoca.

 

Programação diversificada e acessível


As atividades acontecem diariamente, das 10h às 17h, e garantem um dia inteiro de opções para quem busca lazer acessível. A iniciativa não apenas promove entretenimento, mas reforça a ideia de ocupação dos espaços culturais como locais de integração e convivência.

 

Como participar


A programação é gratuita e aberta a todos os públicos. Para conhecer os detalhes de cada atividade e saber quais Casas de Cultura estão participando, basta acessar o site oficial do evento: www.feriasculturais.com.br

 

Datas do Férias Culturais

1° semana: 09 e 10/01/2025

2° semana: 14, 15, 16 e 17/01/2025

3° semana: 21, 22, 23 e 24/01/2025

 

Casas de Cultura que receberão o Férias Culturais

 

Zona Norte

 

Casa de Cultura Brasilândia

Praça Benedicta Cavalheiro, s/nº (altura 1450 da est do Sabão) - Brasilândia

 

Casa de Cultura Freguesia do Ó - Salvador Ligabue

Largo da Matriz, 215 - Freguesia do Ó

 

Casa de Cultura V. Guilherme - Casarão 

Praça Oscar Silva, 110 - Vila Guilherme 

 

Casa de Cultura do Tremembé

R. Maria Amália Lopes de Azevedo, 190 - Tremembé

 

Zona Sul

 

Casa de Cultura Campo Limpo - Dora Nascimento 

Rua Aroldo de Azevedo, 100 - Jd. Refúgio

 

Casa de Cultura Chico Science

Av. Tancredo Neves, 1265 - V. Nancy

 

Casa de Cultura Hip Hop Sul

Rua Sant'ana, 201 - V. São Pedro

 

Casa de Cultura de Santo Amaro - Julio Guerra

Praça Floriano Peixoto, 131 - Santo Amaro

 

Casa de Cultura Santo Amaro - Manoel Mendonça

Praça Dr. Francisco Ferreira, 434 - Santo Amaro

 

Casa de Cultura M'Boi Mirim

Av. Inácio Dias da Silva, s/n - Piraporinha 

 

Casa de Cultura Parelheiros

R. Nazle Mauad Lutfi, 169 - Parque Tamari

 

Zona Leste

 

Casa de Cultura Guaianases

Rua Castelo de Leça, s/n - Jd. Soares

 

Casa de Cultura São Mateus

Rua Monte Mandirá, 40 - Jardim 9 de Julho

 

Casa de Cultura São Miguel Paulista

Rua Irineu Bonardi, 168 - Alto Pedroso

 

Casa de Cultura São Rafael

Rua Quaresma Delgado, 354 - Pq. São Rafael

 

Casa de Cultura Itaquera - Raul Seixas

R. Murmúrios da Tarde, 211 - Conj. Residencial José Bonifácio 

 

Casa de Cultura Hip Hop Leste

Av Sarah Kubistchek, 165 - Cidade Tiradentes (ao lado do Terminal da C. Tiradentes)

 

Casa de Cultura Itaim Paulista

Rua Monte Camberela, 490 - Itaim Paulista

 

 

Zona Oeste

 

Casa de Cultura Butantã

Rua Junta Mizumoto, 13 - Jd. Peri Peri 

 

Polo Cultural e Criativo Chácara do Jockey

Rua Santa Crescência, 201, Portaria 5 - Ferreira

 

MOSTRINHA LIVRE

 


CINEMA PARA OS PEQUENOS NA MOSTRA DO FILME LIVRE

 

Curtas infantis e infantojuvenis para a garotada conhecer o melhor do cinema nacional para crianças em janeiro no CCBB Rio. A curadoria da MFL selecionou 17 curtas de diferentes estados, divididos em Mostrinha 1 (a partir de 3 anos) e 2 (a partir de 12 anos). Aos sábados e domingos (11 e 12, 18 e 19, 25 e 26), filmes de São Paulo, Rio Grande do Sul, Alagoas, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco e Bahia estarão na maior mostra de cinema do Brasil focada na produção independente. A programação da Mostrinha Livre está em https://mostralivre.com/programacoes/11ad36ec-0280-40c2-8263-75789bb71125

 

Mostrinha Livre 1 – a partir de 3 anos


Filmes: “67 coisas que são menores do que eu”, “Meu nome é Maalum”, “Manu sonha com onças”, “Dias de extinção”, Ewé de Òsânyn: o segredo das folhas”, “Laguna Plena”, “Enquadro”, “Pororoca”, “Saturno” e “Sobre amizade e bicicletas”.

- 11/01/2025 - Sábado 🏬 CCBB - Cinema 1 / RJ

12h - 76 min

- 19/01/2025 - Domingo 🏬 CCBB - Cinema 1 / RJ

12h - 76 min

- 25/01/2025 - Sábado 🏬 CCBB - Cinema 1 / RJ

12h - 76 min

 

Mostrinha Livre 2 – a partir de 12 anos


Filmes: “De corpori saturni”, “Ana parideira”, “Monalisa”, “Trabalho de geografia”, “Posso contar nos dedos”,”Peixe vivo”, “O despertar de Aiyra”.

- 12/01/2025 - Domingo 🏬 CCBB - Cinema 1 / RJ

12h - 97 min

- 18/01/2025 - Sábado 🏬 CCBB - Cinema 1 / RJ

12h - 97 min

- 26/01/2025 - Domingo 🏬 CCBB - Cinema 1 / RJ

12h - 97 min

 

A animação “Meu nome é Maalum” na Mostrinha Livre
divulgação

Serviço:

21ª MOSTRA DO FILME LIVRE

Mostrinha Livre

Sábados e domingos - 11 e 12, 18 e 19, 25 e 26 de janeiro

Horário: 12h

Mostrinha Livre 1 - a partir de 3 anos

Mostrinha Livre 2 - a partir de 12 anos

Patrocínio: Banco do Brasil

Apoio: RioFilme

Curadoria: Guilherme Whitaker, Scheilla Franca e Gabriel Sanna

Produção: WSET Multimídia - www.wsetfilmes.com

Realização: Centro Cultural Banco do Brasil

www.bb.com.br/cultura

 

Local: Cinema do CCBB Rio de Janeiro

Endereço: R. Primeiro de Março, 66 - Centro

Informações:

Capacidade do cinema 1: 98 lugares

Ingressos gratuitos: disponibilizados às 9h, no dia da sessão, na bilheteria física ou em bb.com.br/cultura.

 

Os ingressos são válidos somente para as respectivas sessões

Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ)

Rua Primeiro de Março, 66 – 2º andar

Centro – Rio de Janeiro / RJ

Contato: (21) 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br 

Mais informações em bb.com.br/cultura

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Estação Tamanduateí da CPTM recebe ação para cuidados psicológicos

Entre segunda (06/01) e sexta-feira (10/01), passageiros poderão fazer teleconsultas gratuitas com psicólogos

 

A Estação Tamanduateí da CPTM recebe, entre segunda (06/01) e sexta-feira (10/01), a plataforma “É falando que a gente se cuida”. A iniciativa, uma parceria da Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) com o dr.consulta, oferece acolhimento em cabines com orientação online e gratuita de psicologia para os passageiros das 09h às 12h30 e das 13h30 às 16h. 

O objetivo da ação é reforçar a importância da prevenção e da escuta quando o assunto é saúde mental, em referência à campanha Janeiro Branco, que promove a conscientização sobre a saúde mental e emocional das pessoas, além de informar sobre a prevenção das doenças decorrentes do estresse.

 

Ações de cidadania
Todas as iniciativas são realizadas com o apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para a realização de atividades ligadas à promoção do bem-estar de seus passageiros.

 

Serviço

Cabine Acolhimento dr.consulta
Local: Estação Tamanduateí, que atende a Linha 10-Turquesa da CPTM
Data: Segunda-feira (06/01) a sexta-feira (10/01)
Horário: Das 09h às 12h30 e das 13h30 às 16h


Diversidade genética de doadores de medula óssea aumenta chances de compatibilidade

Brasil concentra mais de cinco milhões de doadores voluntários, destes, somente cerca de dois milhões não são pessoas brancas, segundo o REDOME

 

A doação de medula óssea é indiscutivelmente importante para o tratamento de diversas doenças no sangue, porém, a variedade genética de doadores é essencial para aumentar as chances de pacientes serem compatíveis. 

Segundo o Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), no Brasil há cerca de 5,7 milhões de doadores voluntários, sendo que destes, 3 milhões são brancos, 1,5 milhão são pardos, 420 mil são pessoas pretas, 172 mil são amarelos, 22 mil indígenas e 560 mil não informaram.

Maria Cristina Macedo, hematologista do IBCC Oncologia, hospital especializado no tratamento do câncer em São Paulo, aponta como a variedade genética pode ser importante para aumentar as chances de compatibilidade entre doador e paciente. 

"O aumento da diversidade genética dos doadores voluntários é essencial para que os pacientes de diversas genéticas possam ter mais chances de encontrar um doador compatível, reduzindo também o tempo de espera pelo transplante", explica a hematologista. 


Como doar?

Os requisitos para doação de acordo com o REDOME são ter idade entre 18 e 35 anos, sendo que o doador permanece no cadastro até os 60 anos e pode realizar uma doação até essa idade, estar com a saúde em boas condições e não ter nenhuma das doenças consideradas impeditivas para a doação. Para se tornar um doador de medula óssea, o processo é bastante acessível e realizado em etapas simples:

  1. Cadastro no REDOME: O primeiro passo é realizar seu cadastro no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME). Para isso, você deve comparecer a um hemocentro, levando um documento de identidade com foto.
  2. Coleta de Amostra de Sangue: No local de cadastro, é feita uma coleta de amostra de sangue. Esse sangue será utilizado para um teste de histocompatibilidade (HLA), que identifica suas características genéticas.
  3. Manutenção de Dados Atualizados: Após se cadastrar, é muito importante manter seus dados atualizados para que, caso surja compatibilidade com algum paciente, você possa ser facilmente contatado. Você pode atualizá-los diretamente no hemocentro onde se cadastrou.
  4. Confirmação de Compatibilidade: Em caso de paciente compatível, serão feitos novos exames de sangue para confirmar a compatibilidade. Você será consultado novamente para confirmar sua disponibilidade e interesse em realizar a doação.

De acordo com a hematologista do IBCC Oncologia, a doação de medula óssea pode ser realizada de duas maneiras principais. A primeira é através da punção diretamente da medula, um procedimento que demanda um centro cirúrgico e é realizado sob anestesia geral, em que o médico coleta a medula dos ossos da bacia. 

“A segunda forma é por meio da aférese de células-tronco. Nesse método, as células são coletadas diretamente da corrente sanguínea após o doador passar por um tratamento que estimula as células-tronco a entrarem na circulação sanguínea. Esta técnica não exige anestesia geral, tornando-se uma opção menos invasiva. A doação de medula óssea é um procedimento seguro, e a medula se regenera totalmente em poucas semanas”, reforça Maria Cristina.


Anemias e leucemias podem ser tratadas com o transplante

Entre as principais condições tratáveis ou curáveis por meio do transplante, a hematologista destaca a leucemia (câncer que atinge os glóbulos brancos), os linfomas, a anemia aplástica (doença em que a medula não consegue produzir uma quantidade suficiente de células sanguíneas), o mieloma múltiplo que afeta as células responsáveis pelos anticorpos na medula óssea e doenças genéticas, como a talassemia e a anemia falciforme.

No estado de São Paulo, há aproximadamente 1,4 milhão de doadores voluntários e, até julho deste ano, foram realizados no país cerca de 219 transplantes não aparentados, de acordo com o REDOME. 

Os transplantes de medula não aparentados aumentam muito a probabilidade de encontrar um doador para quem que precisa de um transplante, incluindo aqueles que não têm nenhum doador compatível na família. “Especificamente os pacientes que passam por reincidências nas quais as outras opções de tratamento não são ou param de ser efetivas, o transplante se torna a alternativa com maior chance de cura”, finaliza a hematologista.

 


IBCC Oncologia
https://ibcc.org.br/

 

Janeiro Branco destaca a importância da saúde mental no início do ano

Campanha destaca estratégias para promover bem-estar emocional e enfrentar desafios cotidianos, na busca por autocuidado, equilíbrio emocional e apoio profissional


Com o início de um novo ano, o Janeiro Branco surge como uma campanha para ampliar a conscientização sobre a saúde mental, tema que afeta milhões de pessoas globalmente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase um bilhão de pessoas viviam com algum transtorno mental em 2019, incluindo 14% dos adolescentes no mundo. O suicídio, por exemplo, foi responsável por mais de uma em cada 100 mortes no mesmo período, destacando a necessidade de um olhar atento para o bem-estar emocional.

A psicóloga hospitalar supervisora Virginia Tavares Bonon, do Hospital Mater Dei Santa Clara, em Uberlândia (MG), destaca que muitos ainda associam saúde mental à ausência de doenças psíquicas, uma visão limitada e influenciada por questões históricas e culturais. “Saúde mental não é uma linha reta. Assim como a batida do coração tem altos e baixos, o mesmo vale para o bem-estar emocional. É um estado de equilíbrio que envolve componentes físicos, mentais e sociais”, afirma. Ela reforça que práticas como atividade física, alimentação saudável, redes de apoio, qualidade do sono e momentos de lazer são fundamentais para a saúde mental, muito além do que buscar ajuda apenas em momentos de crise.


Quando buscar ajuda profissional?

Identificar a necessidade de apoio psicológico ou psiquiátrico ainda enfrenta barreiras culturais e estigmas, segundo Virginia. Muitos recorrem a outras especialidades médicas antes de considerar a saúde mental, adiando um tratamento adequado. “É essencial buscar ajuda sempre que algo persistente interfere no cotidiano, como dificuldades em realizar tarefas habituais, bloqueios emocionais ou pensamentos suicidas. Psicólogos e psiquiatras atuam de maneira complementar, cada um em sua especialidade, para oferecer suporte eficaz”, explica a psicóloga.

Além disso, eventos traumáticos, lutos e situações de estresse intenso também são sinais para procurar profissionais da área. A profissional alerta que esses especialistas ajudam não apenas na superação de dificuldades, mas também no fortalecimento emocional, em momentos de mudança ou desafios.


Relacionamentos e autoconhecimento: chaves para o bem-estar

A construção de relacionamentos saudáveis é um pilar importante para a saúde mental. Segundo Virginia, desde a infância, relações interpessoais moldam nossa autoestima, senso de pertencimento e capacidade de lidar com o estresse. “Precisamos de uma rede de apoio, pessoas com quem podemos ser autênticos. O autoconhecimento também é essencial para compreender quais conexões são saudáveis e contribuem para o nosso bem-estar”, explica.

Esse processo, ela acrescenta, pode ser trabalhado ao longo da vida, especialmente em momentos de reflexão, como o início do ano, quando muitos reavaliam metas e prioridades.


Cuidados básicos e expectativas realistas

Virginia chama atenção para a busca de um equilíbrio entre autocuidado e as demandas da vida moderna. Ela destaca que práticas simples, como manter uma boa alimentação, um sono adequado e realizar exercícios físicos, devem ser prioridades. Contudo, é importante evitar a idealização de metas perfeitas, especialmente no início de um novo ciclo. “A saúde mental não é linear. Ter dias bons e ruins faz parte da experiência humana. Não há um caminho rígido e perfeito a ser seguido”, afirma.

A psicóloga também alerta contra a pressão de estabelecer objetivos excessivamente rigorosos na virada do ano, um momento culturalmente associado à renovação e planejamento. “Metas precisam ser flexíveis e alinhadas à realidade, sem cobranças inatingíveis que gerem frustrações e sobrecargas emocionais”, conclui.


Saúde mental como prioridade

Com a campanha Janeiro Branco, a sociedade é convidada a olhar para a saúde mental como parte integral da qualidade de vida. Adotar estratégias de autocuidado, buscar apoio profissional, quando necessário, e promover relações saudáveis são passos fundamentais para começar o ano com mais equilíbrio emocional. A mensagem central é clara: cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo, e ambos estão profundamente conectados.


Saúde mental no tratamento oncológico: pacientes emocionalmente amparados são mais propensos a seguir os protocolos médico

Suporte emocional e psicológico na jornada contra o câncer é essencial para fortalecer o enfrentamento da doença e melhorar os resultados terapêuticos

 

O diagnóstico de câncer marca um divisor de águas na vida do paciente, trazendo à tona desafios físicos, emocionais e até espirituais. Além do impacto do tratamento no corpo, a mente também é profundamente afetada, com muitos pacientes enfrentando ansiedade, depressão e medo do futuro. Reconhecer e tratar essas questões é essencial para garantir a qualidade de vida e melhorar a resposta às terapias oncológicas. 

Um estudo publicado na Frontiers¹ revela que 25% dos pacientes com câncer apresentam sintomas de depressão, e até 45% relatam níveis elevados de ansiedade. Esses transtornos não apenas reduzem a qualidade de vida, mas também interferem diretamente na adesão ao tratamento. "A saúde mental não é um elemento acessório; ela é uma parte essencial do cuidado integral do paciente oncológico," ressalta Cristiane Bergerot, líder nacional da especialidade equipe multidisciplinar da Oncoclínicas. 

O suporte psicológico permite ao paciente enfrentar o processo terapêutico com maior resiliência, fortalecendo a comunicação com a equipe médica e favorecendo a adesão às terapias. Psicólogos especializados desempenham um papel crucial, ajudando a gerenciar emoções, criar estratégias de enfrentamento e até orientar familiares no suporte ao paciente.
 

Psicoterapia ainda é desafio no Brasil

Apesar de sua relevância comprovada na melhoria da qualidade de vida, a psicoterapia enfrenta barreiras consideráveis no Brasil, impedindo que muitos pacientes tenham acesso a esse recurso essencial. O Índice Instituto Cactus-Atlas de Saúde Mental² destaca que apenas 5,1% dos brasileiros recebem acompanhamento psicoterapêutico regular, enquanto 16,6% fazem uso de medicamentos psiquiátricos sem apoio complementar, uma prática que pode limitar a eficácia do tratamento. 

A psicoterapia também enfrenta o estigma cultural, muitas vezes vista como desnecessária ou como um "luxo". Esse preconceito, aliado à falta de informação sobre os benefícios do acompanhamento psicológico, leva muitos pacientes a desconsiderar essa opção, mesmo quando apresentam sinais claros de sofrimento emocional. 

Outro entrave significativo está na baixa integração da saúde mental ao cuidado oncológico. Faltam profissionais especializados disponíveis para atender a demanda crescente, além de uma coordenação mais eficaz entre psicólogos, oncologistas e outros profissionais da saúde para oferecer um atendimento multidisciplinar. 

"Precisamos desmistificar questões como essas. O câncer não afeta apenas o corpo; ele impacta o indivíduo de forma holística, e a abordagem terapêutica deve refletir essa complexidade," acrescenta Bergerot.
 

Corpo, mente e espírito: a espiritualidade no cuidado oncológico

A espiritualidade surge como um componente indispensável no enfrentamento do câncer, complementando abordagens terapêuticas e psicológicas. Segundo Clarissa Mathias, a espiritualidade tem o poder de ressignificar a experiência do paciente, oferecendo conforto, equilíbrio e propósito mesmo nos momentos mais desafiadores. "Ela permite ao paciente encontrar forças internas para lidar com a jornada, promovendo bem-estar e serenidade em meio às adversidades", destaca Clarissa Mathias, oncologista da Oncoclínicas. 

Diferente da religiosidade, que envolve dogmas e práticas específicas de uma fé, a espiritualidade pode ser vivenciada de diversas formas, como por meio da meditação, do contato com a natureza ou de reflexões pessoais. Essas práticas auxiliam na redução do estresse e contribuem para uma visão mais ampla e integrada da saúde mental, conectando corpo, mente e espírito. 

No entanto, integrar a espiritualidade à prática médica ainda enfrenta obstáculos significativos. Falta de capacitação dos profissionais, tempo restrito nas consultas e o receio de impor crenças pessoais ao paciente são algumas das barreiras apontadas. "A medicina contemporânea precisa enxergar o paciente em sua totalidade, compreendendo que o cuidado vai além do biológico e inclui aspectos emocionais e espirituais. Essa abordagem mais humanizada é essencial para oferecer suporte completo," afirma a oncologista. 

Iniciativas que promovem a espiritualidade como parte do cuidado oncológico têm mostrado impactos positivos, reforçando que a saúde integral não se limita ao físico, mas inclui a dimensão emocional e espiritual. Essa visão holística está alinhada com a busca por práticas mais humanizadas na medicina e no acompanhamento de pacientes oncológicos.
 

Benefícios do acompanhamento psicológico

  • Adesão ao tratamento: pacientes emocionalmente amparados são mais propensos a seguir os protocolos médicos;
  • Redução do estresse: técnicas como mindfulness e terapia cognitivo-comportamental ajudam a equilibrar as emoções;
  • Fortalecimento da rede de apoio: psicólogos podem orientar familiares a prestar suporte de maneira mais eficaz;
  • Melhora na qualidade de vida: reduzir os sintomas de depressão e ansiedade proporciona mais momentos de bem-estar durante a jornada oncológica;


Caminhos para melhorar o cenário

Garantir uma abordagem integral no cuidado oncológico, que contemple saúde mental e espiritualidade, exige uma série de transformações estruturais e culturais. Entre os passos mais urgentes estão o fortalecimento de políticas públicas, o investimento em educação profissional e a ampliação do acesso a serviços especializados de saúde mental e espiritualidade.
 

1. Políticas públicas robustas e financiamento adequado
O fortalecimento de políticas públicas de saúde mental é fundamental para garantir o acesso a terapias psicológicas e cuidados integrativos no contexto oncológico. Isso inclui financiamento direcionado para a contratação de psicólogos especializados, além da inclusão de práticas integrativas e complementares.
 

2. Educação e capacitação de profissionais de saúde
A formação dos profissionais da área médica deve ser revisada para incluir competências sobre saúde mental e espiritualidade, promovendo uma visão mais humanizada do cuidado. Cursos e treinamentos poderiam abordar técnicas de abordagem emocional, como anamnese espiritual e comunicação empática. Essa formação ajudaria médicos, enfermeiros e psicólogos a oferecer um suporte mais completo, reduzindo barreiras de tempo e desconhecimento.
 

3. Campanhas de conscientização pública
Campanhas voltadas ao público geral têm papel estratégico na desmistificação da psicoterapia e no incentivo ao cuidado integral. Essas iniciativas poderiam abordar temas como o impacto da saúde mental na adesão ao tratamento oncológico e o papel da espiritualidade no enfrentamento da doença, promovendo maior aceitação e busca ativa por suporte.
 

4. Integração entre suporte psicológico e espiritual
Modelos de atendimento integrativo, que aliam psicoterapia a abordagens de espiritualidade, têm mostrado resultados promissores. Parcerias com comunidades religiosas ou organizações que oferecem apoio espiritual podem criar redes de suporte mais amplas e acessíveis. Além disso, tecnologias como aplicativos de meditação e plataformas de suporte emocional podem ser ferramentas viáveis para complementar o atendimento presencial.
 

5. Pesquisa e inovação
Investir em pesquisas sobre os impactos da saúde mental e da espiritualidade no tratamento oncológico é crucial para embasar políticas e práticas clínicas. Estudos que avaliem a eficácia de abordagens integrativas, como terapias baseadas em mindfulness e grupos de apoio espiritual, podem reforçar sua inclusão no cuidado padrão.
 

"A verdadeira luta contra o câncer vai além da doença; é uma jornada pela dignidade, pelo equilíbrio e pelo bem-estar do paciente. Precisamos de uma medicina que enxerga o ser humano em sua complexidade, unindo corpo, mente e espírito para alcançar melhores resultados terapêuticos," conclui Cristiane Bergerot.
  



Referências

1. Habimana S, Biracyaza E, Mpunga T, Nsabimana E, Kayitesi F, Nzamwita P, et al. Prevalence and associated factors of depression and anxiety among patients with cancer seeking treatment at the Butaro Cancer Center of Excellence in Rwanda. Frontiers Public Health. Disponível em: Link

2. Panorama da saúde mental. Disponível em: Link



Oncoclínicas&Co
www.grupooncoclinicas.com


Aproveite as férias com saúde

 Crianças e adultos precisam usar
 protetor solar regularmente
Evitar a exposição solar excessiva, adotar medidas preventivas contra o HPV e praticar hábitos saudáveis são essenciais para um verão livre de preocupações


As férias de verão são um período de lazer e descanso, próprio para atividades ao ar livre, banhos de mar, jogos na areia e esportes náuticos. Aproveitar esses momentos com a família e os amigos é muito importante, no entanto, ninguém deve esquecer os cuidados com a saúde, principalmente com a pele que, se for exposta em demasia aos raios ultravioletas, pode sofrer queimaduras solares, manchas e até câncer. 

“Albinos, pessoas com pele e olhos claros, vitiligo e histórico familiar da enfermidade ou que fazem uso de medicamentos imunossupressores devem redobrar os cuidados com a pele”, afirma a médica oncologista Camila Jappour Naegele, da Oncologia D’Or. 

Para quem quer namorar bastante nas férias, o ideal é fazer sexo com proteção. Além de evitar doenças sexualmente transmissíveis, o sexo seguro evita a transmissão do Papilomavírus Humano, o HPV, que causa vários tipos de câncer como cabeça e pescoço e colo do útero.


Câncer de pele: exposição consciente e prevenção

O câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil, representando 30% dos casos de câncer registrados no país. O Instituto Nacional de Câncer (INCA)1 estima um crescimento de 24,5% no número de casos em 2024, sobre os de 2022. Serão 220.940 novos casos, ante os 177 mil registrados a dois. 

O aumento pode ser atribuído à maior exposição aos raios ultravioletas, ao envelhecimento da população e aos avanços nos métodos de diagnóstico”, explica a médica Camila Jappour Naegele. Entre as medidas preventivas estão evitar o sol entre 10 horas e 16 horas, utilizar protetor solar regularmente e usar proteção física, como chapéus e roupas leves. 

Em caso de lesões suspeitas, é possível utilizar o autoexame pelo método ABCDE para tirar qualquer dúvida. Os sinais suspeitos podem ser identificados analisando-se a assimetria, bordas irregulares, cores variadas, diâmetro acima de 6 mm e evolução de pintas.

O tratamento depende do tipo de câncer de pele. Enquanto os casos de melanoma exigem intervenção cirúrgica e, em estágios avançados, imunoterapia, o câncer não melanoma costuma ser tratado apenas com cirurgia.

Pessoas de pele clara devem ficar mais
 atentas às medidas preventivas


Câncer de cabeça e pescoço: o risco do HPV

O HPV é um grupo formado por mais de 200 subtipos de vírus. Aqueles transmitidos por contato sexual são divididos em dois grupos: baixo e alto risco. Embora não sejam responsáveis pelo câncer, os subtipos de baixo risco podem causar verrugas nos órgãos genitais, ânus, boca e garganta. Dos 14 subtipos de alto risco, dois deles – 16 e 18 – respondem por sete a cada dez casos de câncer associados a esse vírus. 

A infecção por HPV é muito comum. Quase todas as pessoas sexualmente ativas são infectadas por esse vírus meses ou anos após a iniciação sexual. Entretanto, a maioria das infecções é combatida pelo sistema imunológico. Apenas em um pequeno porcentual de pessoas, o HPV de alto risco persiste por muitos anos no organismo, levando a alterações celulares, que resultam em câncer, em especial no colo uterino e na região da cabeça e pescoço. 

“A prevenção contra o HPV, por meio da vacinação e do sexo seguro, é essencial para reduzir a incidência do câncer de cabeça e pescoço, o quinto tumor quinto mais comum no Brasil”, afirma a oncologista Rafaela Pozzobon, da Oncologia D’Or. A vacina está disponível no SUS para meninos e meninas de 9 a 14 anos e para adultos em situações específicas. Na rede privada, pode ser aplicada até os 59 anos, sob orientação médica. 

O HPV é responsável por 80% dos casos de câncer de orofaringe. Sintomas como feridas na boca que não cicatrizam, caroços no pescoço, rouquidão persistente e dificuldade para engolir devem ser investigados. Já os sintomas mais comuns do câncer do colo são sangramento e dor durante relação sexual, sendo frequentemente assintomático nos casos iniciais. Quarto tipo de câncer mais comum nas mulheres, a doença pode ser prevenida com a sexo seguro e a vacinação contra o HPV. O Ministério da Saúde2 recomenda a realização regular do exame Papanicolau é em mulheres entre 25 e 64 anos.

 

Confira agora algumas dicas para ter um verão saudável:

  1. Mantenha uma dieta equilibrada, rica em frutas, verduras e legumes
  2. Beba bastante água ao longo do dia
  3. Evite o consumo excessivo de bebidas alcóolicas
  4. Não fume, nem cigarros eletrônicos
  5. Durma o necessário para acordar bem disposto
  6. Evite o sol entre 10 horas e 16 horas e passe protetor solar
  7. Use roupas leves e chapéus para se proteger do sol
  8. Pratique sexo seguro e mantenha a vacinação contra o HPV em dia
  9. Realize o autoexame na pele regularmente e, se houver lesões suspeitas, procure um médico
  10. Faça consultas regulares com dermatologistas e dentistas.

 

Oncologia D'Or

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