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quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Gastos excessivos com produtos de beleza são prejudiciais para o orçamento

Educador financeiro faz uma alerta para pessoas que gastam altas quantias de dinheiro em cosméticos, muitas vezes, sem necessidade ou recomendação médica

 

A busca para atingir o padrão de beleza, que é estabelecido de tempos em tempos, sempre existiu e tem se intensificado com o passar dos anos. Cada vez mais, as pessoas gastam quantias altas em produtos e cosméticos, não apenas com a intenção de manter um cuidado básico e necessário com a pele, mas com objetivos de ter a uma aparência impecável ou extremamente jovial.

Dados de uma pesquisa realizada pela Koin, apontam que 53% dos brasileiros investem entre R$ 150 e R$ 350 por mês em produtos de beleza. Conforme o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) , o segmento de beleza já representa 4% do PIB nacional, consolidando-se como um dos maiores do mundo e colocando o Brasil entre os líderes globais em gastos com esses itens.

Segundo o educador financeiro, João Victorino, é normal que uma boa parte da população queira gastar certa quantia de dinheiro em produtos de beleza, já que os cuidados básicos são necessários para garantir a eventual saúde da pele do corpo e do bem-estar, do sentir-se bem, por exemplo. Porém, é fundamental não exagerar, tanto na quantidade dos produtos quanto nos próprios gastos que são feitos para mantê-los.

João enfatiza a importância de cuidar da saúde e do próprio orçamento. “Muitos cosméticos  têm um preço elevado, e algumas pessoas compram vários sem ter necessidade, ou pior, sem recomendação médica. Compram porque viram em algum lugar, como redes sociais, e acham que vai ser bom. Além de perigoso, não é recomendado, pois desembolsam altas quantias de dinheiro que, muitas vezes, não estavam programadas”, afirma.

A cultura coreana tem feito bastante sucesso no mundo todo, seja na música com o K-pop ou nas produções para televisão/streaming com os Doramas. O segmento de beleza coreano também está em alta e ditando tendências. Muitas pessoas desejam ter a “pele perfeita” dos coreanos e, para isso, compram produtos diretamente da Coreia para seguir a mesma rotina de cuidados - conhecida como skin care.

Para o educador financeiro, esse comportamento tende a gerar frustração. “A questão não é o dinheiro investido, que pode estar sendo perdido por algo que não funciona, mas é preciso que todos entendam que cada ser humano é diferente e que a genética também influencia. Além disso, estamos falando da população de outro país, com estilo de vida completamente diferente do nosso. Isso torna esse padrão de beleza quase inalcançável”, destaca.

Neste sentido, João afirma que o ideal é passar por consulta com um dermatologista  para que se possa saber quais são realmente os cuidados necessários que a pele está exigindo. Desta forma, com a orientação médica, acaba sendo mais fácil determinar os produtos que deverão ser comprados, evitando aquisições por impulso ou por engano, já que alguns itens podem não funcionar e ainda, no pior dos casos, causar alergia ou agravar a situação.

O especialista ressalta que tudo é uma questão de equilíbrio. “Não há problema em gastar com cosméticos, mesmo que não seja para a sua saúde e só para a beleza, para que você se sinta melhor. No entanto, é importante tomar cuidado  e avaliar o quanto disso está saindo do controle, e ao invés de servir como melhora da auto-estima, tenha efeito contrário. Reflita se não se tornou obsessão, que vai gerar frustração com sua aparência e também comprometer seu orçamento com gastos excessivos que poderiam ser evitados”, finaliza.

 

João Victorino - administrador de empresas, professor de MBA do Ibmec e educador financeiro, formado em Administração de Empresas, tem MBA pela FIA-USP e Especialização em Marketing pela São Paulo Business School. Após vivenciar os percalços e a frustração de falir e se endividar, a experiência lhe trouxe aprendizados fundamentais em lidar com o dinheiro. Hoje, com uma carreira bem-sucedida, João busca contribuir para que pessoas melhorem suas finanças e prosperem em seus projetos ou carreiras. Para isso, idealizou e lidera o canal A Hora do Dinheiro com conteúdo gratuito e uma linguagem simples, objetiva e inclusiva.


Dia Mundial do Pão: descubra algumas curiosidades sobre a origem deste alimento tão presente no nosso dia a dia

Um dos alimentos mais antigos da humanidade, o pão continua sendo essencial na dieta moderna e une praticidade e sabor

 

O Dia Mundial do Pão foi instituído no Brasil em 16 de outubro para valorizar esse alimento considerado essencial e tão presente na mesa dos brasileiros, de norte a sul do país. Historicamente, o pão simboliza fartura e está ligado à evolução da civilização. No Brasil, um dos favoritos pela praticidade e versatilidade é o pão de forma, sendo responsável por 36,84% do faturamento da categoria até agosto de 2024. 

O pão industrializado é um dos alimentos mais presentes nas mesas do brasileiro, especialmente no café da manhã. Dados recentes da Kantar Brasil, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), indicam que em 94,7% dos lares se compra uma média de 17 vezes no ano, enquanto 31,1% de indivíduos consomem a categoria semanalmente com uma média de quatro compras por semana. Mesmo com o surgimento de diversas opções, o pão industrializado continua sendo o preferido pela praticidade e conveniência que oferece no dia a dia. 

Como um símbolo de poder no Antigo Egito, o pão era utilizado como moeda de troca e estava associado à vida após a morte. Os faraós ofereciam pães nos túmulos acreditando que ele seria útil na vida eterna. A fermentação do pão, tal como conhecemos hoje, foi descoberta acidentalmente pelos egípcios há cerca de 4.000 anos, quando uma massa foi deixada ao relento e entrou em contato com leveduras naturais. O resultado foi um pão mais leve e saboroso, que rapidamente se tornou um alimento básico. Outro fato interessante é que, durante a Idade Média, o “pão de mesa” era literalmente usado como prato. As fatias grossas de pão serviam como base para carnes e molhos, sendo consumidas ou descartadas ao fim da refeição.

 

A evolução do pão: de alimento milenar a tendência saudável e saborosa 

Outra curiosidade é que o pão talvez seja um dos alimentos mais antigos da humanidade. Em 2018, arqueólogos encontraram evidências datadas de 14.000 anos atrás, em escavações no nordeste da Jordânia. A descoberta revelou que até mesmo as sociedades pré-agrícolas já produziam uma espécie de pão rudimentar, feito a partir de cereais selvagens. Outro evento no qual o pão teve papel crucial foi na Revolução Francesa, quando a escassez deste alimento foi um dos motivos que impulsionaram os protestos populares, culminando na queda da monarquia. 

Atualmente, a saudabilidade não é o único fator decisivo para a escolha do pão. O sabor continua sendo um critério essencial e os pães zero e light têm evoluído para garantir que os consumidores do mundo moderno não precisem abrir mão do prazer ao se alimentarem de forma saudável. Os baby boomers, por exemplo, preferem pães integrais pelas características nutricionais, enquanto os jovens das gerações Z e Alpha estão cada vez mais conectados às opções zero/light. 

“Nosso desafio é mostrar que é possível ter uma alimentação saudável, prática e saborosa ao mesmo tempo. Produtos como pães zero e light são escolhas inteligentes para quem quer cuidar da saúde sem perder o prazer de uma boa refeição”, comenta Claudio Zanão, presidente-executivo da ABIMAPI, reforçando a importância dessa tendência que só deve crescer nos próximos anos.

 

Inventários, partilha de bens e divórcios consensuais em cartório: a nova decisão do CNJ e seus impactos

Advogado especializado explica as mudanças que podem ser aplicadas e o que elas representam 

 

Recentemente, uma importante decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que promete simplificar os processos de inventário, partilha de bens e divórcios consensuais no Brasil. Em 20 de agosto de 2024, o Plenário do CNJ aprovou uma alteração importante, permitindo que esses atos possam ser realizados em cartório, mesmo quando envolvem herdeiros menores de 18 anos ou incapazes. A mudança reflete uma modernização do sistema judiciário, buscando maior eficiência e celeridade nos procedimentos, sem comprometer a proteção dos direitos dos envolvidos.

Tradicionalmente, a realização de inventários, partilhas de bens e divórcios consensuais em cartório era limitada a situações em que todos os envolvidos fossem maiores de idade e capazes, conforme estabelecido pela Resolução nº 35 de 24 de abril de 2007. Quando havia herdeiros menores ou incapazes, esses processos obrigatoriamente tinham que ser levados à Justiça, prolongando o tempo de tramitação e aumentando os custos envolvidos. 

Segundo Paulo Akiyama, advogado especialista em direito civil, com a nova decisão do CNJ, essa exigência é flexibilizada. A partir da entrada em vigor da resolução, que altera a Resolução nº 35/2007, mesmo que existam menores ou incapazes entre os herdeiros ou partes envolvidas, será possível realizar esses procedimentos extrajudicialmente em cartório, desde que sejam observadas as garantias necessárias para proteger os direitos desses indivíduos vulneráveis. "Essa nova flexibilização representa uma importante transformação, pois oferece uma solução mais ágil sem abrir mão da segurança jurídica e da proteção aos menores e incapazes", destaca.


Próximos passos para a alteração da Resolução nº 35

Com a publicação da resolução que formalizará essas mudanças, espera-se que os procedimentos de inventário, partilha de bens e divórcios consensuais, mesmo com a participação de menores ou incapazes, possam ser feitos diretamente em cartório. “A resolução será essencial para regulamentar os atos notariais e desburocratizar esses processos, algo muito aguardado tanto por advogados quanto por cidadãos que buscam alternativas mais rápidas e econômicas para resolver questões de sucessão e família”, acrescenta o especialista.

Em resumo, a principal mudança na Resolução nº 35 será a inclusão de dispositivos que permitam a realização desses atos em cartório, mesmo com a participação de menores ou incapazes. O texto prevê que o inventário poderá ser realizado por escritura pública desde que o pagamento da parte devida aos menores ou incapazes seja feito de forma adequada e que o Ministério Público se manifeste favoravelmente. 

Em caso de impugnação, o processo será encaminhado ao juiz competente. Além disso, poderão ser criados mecanismos adicionais, como a nomeação de curadores ou tutores judiciais e a necessidade de homologação judicial para garantir que os interesses dos menores sejam resguardados.

“A decisão do CNJ representa uma evolução realmente importante na busca por maior eficiência e celeridade nos processos jurídicos. Essa inovação tem o potencial de desburocratizar o sistema, mas também traz novos desafios para garantir a proteção dos direitos dos mais vulneráveis. Os próximos meses serão cruciais para acompanhar a publicação dessa resolução e suas implicações práticas na vida dos cidadãos brasileiros”, conclui.





Paulo Akiyama - formado em economia e em direito desde 1984. É palestrante, autor de artigos, sócio do escritório Akiyama Advogados Associados e atua com ênfase no direito empresarial e direito de família.


Akiyama Advogados
Para mais informações acesse o site


Aprendendo a programar: 5 habilidades que as crianças podem desenvolver

Além de preparar para o mundo profissional, a vida digital possui um papel importante no crescimento de crianças e adolescentes   

 

Adquirir habilidades digitais por meio de cursos de tecnologia e robótica tornou-se uma forma avançada e flexível de aprendizado. Para crianças e adolescentes, a programação tem a capacidade não apenas de facilitar a compreensão do mundo digital, mas também fornece uma base para o desenvolvimento de habilidades cognitivas cruciais para o futuro.

 

“Os cursos de programação não ensinam só a escrever códigos, mas também oferecem uma gama diversificada de habilidades valiosas aplicáveis ​​em diversas áreas da vida. Ao investir na programação para crianças e adolescentes, estamos, na verdade, nos preparando para um futuro digitalizado, que já tem percepções tão diferentes daquelas que aprendemos no passado”, comenta Henrique Nóbrega, diretor fundador da Ctrl+Play, escola de programação e robótica para crianças e adolescentes.

 

O especialista traz, a seguir, cinco benefícios que a programação pode proporcionar aos pequenos. Confira:

 

Pensamento lógico 

Ao aprender programação, as crianças são introduzidas aos conceitos fundamentais de lógica e algoritmos. Isso implica compreender como organizar instruções de forma sequencial e lógica para atingir um objetivo específico. Além disso, eles aprendem a transformar problemas complexos em tarefas mais simples e manejáveis, o que facilita a abordagem e a resolução eficaz de desafios.

 

Criatividade 

O aprendizado de linguagens e códigos também é propício para o estímulo da criatividade em crianças e adolescentes, uma vez que estes têm a oportunidade de conceber e desenvolver projetos exclusivos e adaptados às suas preferências. Durante o processo de criação de software, elas são encorajadas a superar obstáculos, o que promove o pensamento inovador e a disposição para explorar abordagens diversas na busca pelos resultados almejados.

 

Habilidades matemáticas 

A programação é uma disciplina que incorpora princípios matemáticos, incluindo operações aritméticas, álgebra e geometria. Ao aprender a programar, as crianças têm a oportunidade de aplicar esses conceitos de maneira prática, o que pode contribuir para desmistificar a disciplina e aprimorar suas habilidades nela. Além disso, a prática da programação desenvolve a capacidade de analisar problemas de forma crítica e encontrar soluções, promovendo o pensamento lógico e a resolução de desafios complexos.

 

Comunicação

Trabalhar em projetos de programação envolve frequentemente a colaboração e a comunicação com outras pessoas, o que proporciona uma oportunidade para crianças e adolescentes aprenderem habilidades sociais essenciais. Eles podem desenvolver a capacidade de trabalhar em equipe, dividindo tarefas e comunicando suas ideias com clareza e precisão.

 

Persistência e cuidado

O processo de programação muitas vezes exige que se possa identificar e corrigir erros, conhecidos como bugs. Para fazer isso, é essencial ter paciência, persistência e um olhar analítico. Esta tarefa ensina às crianças a não desistirem diante dos desafios, entenderem a importância da atenção e do cuidado, além de ajudar a cultivar uma atitude positiva ao encarar obstáculos. Ao enfrentá-los e superá-los, os pequenos desenvolvem habilidades avançadas de resolução de problemas e aprendem a lidar com situações complexas com confiança.

 

Ctrl+Play


O crescimento das cirurgias plásticas e os direitos dos pacientes

O efeito das redes sociais, da pressão fitness e a busca pelo "corpo dos sonhos" têm levado a um aumento significativo nos procedimentos estéticos em todo o mundo. Nos últimos quatro anos, o número de atendimentos cirúrgicos e não cirúrgicos cresceu 40%, segundo a Pesquisa Global Anual sobre Procedimentos Estéticos/Cosméticos da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps). Em 2023, foram realizadas mais de 15,8 milhões de cirurgias plásticas e 19,1 milhões de procedimentos não cirúrgicos globalmente, com o mercado avaliado em US$ 82,6 bilhões. Esse aumento expressivo reflete uma mudança cultural e o desejo crescente de atender aos padrões de beleza. No entanto, esse fenômeno também levanta questões importantes sobre os direitos dos pacientes que podem enfrentar complicações ou insatisfações com os resultados dos procedimentos. 

O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de procedimentos estéticos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Entre as cirurgias plásticas mais procuradas no país está a lipoaspiração, que liderou em 2023 com 2,2 milhões de procedimentos realizados, superando a mamoplastia de aumento. Essa demanda por procedimentos estéticos reflete tanto a busca pelo corpo ideal quanto a confiança nos profissionais e na infraestrutura disponível. 

No entanto, a busca pelo corpo perfeito nem sempre é um "mar de rosas". A escolha de profissionais qualificados e a confiança na infraestrutura são fatores essenciais para garantir a segurança e a satisfação com os resultados. 

Em termos de direitos, é fundamental que os pacientes sejam informados sobre os riscos e benefícios dos procedimentos, e que tenham acesso a profissionais qualificados. A escolha de instalações acreditadas e a adesão às orientações pós-operatórias são cruciais para minimizar riscos, como infecções e complicações. Além disso, os pacientes têm o direito de buscar reparação em casos de danos ou complicações decorrentes de procedimentos estéticos, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor. 

A legislação brasileira assegura que qualquer pessoa submetida a uma cirurgia estética tenha o direito de ser devidamente informada sobre os possíveis riscos, complicações, alternativas de tratamento e expectativas realistas dos resultados. Antes de realizar um procedimento, o paciente deve assinar um documento de consentimento, confirmando que compreende os riscos e está ciente das possíveis consequências. O consentimento deve ser dado de forma livre e esclarecida. 

Caso ocorram complicações ou insatisfação com os resultados, os pacientes têm o direito de exigir acompanhamento médico adequado. Em caso de erro médico ou falha no procedimento que comprometa a saúde, o bem-estar ou a estética do paciente, ele tem o direito de buscar reparação judicial e, muitas vezes, indenização por danos morais e materiais. 

No contexto brasileiro, o aumento do turismo cirúrgico também é relevante. Muitas pessoas de outros países viajam ao Brasil para realizar cirurgias plásticas, reforçando a necessidade de uma infraestrutura adequada e de profissionais capacitados para garantir a segurança e os direitos de todos os pacientes, sejam eles brasileiros ou estrangeiros. 

É essencial que clínicas e hospitais sigam rigorosamente os protocolos médicos, e que os pacientes busquem informações sobre o histórico dos profissionais e das instituições antes de se submeterem a qualquer procedimento. Além disso, a fiscalização rigorosa é indispensável para evitar que profissionais sem qualificação adequada realizem procedimentos estéticos, colocando em risco a saúde e os direitos dos indivíduos.

 

Natália Soriani - especialista em Direito da Saúde e sócia do escritório Natália Soriani Advocacia


ACSP orienta empreendedor afetado pelo apagão a buscar o Juizado de Pequenas Causas

IMAGEM: Rovena Rosa/Agência Brasil
Segundo a entidade, com a falta de luz na última sexta-feira, 11, a Grande São Paulo pode ter deixado de arrecadar R$ 98,6 milhões. 250 mil imóveis ainda estão sem energia

 

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) orienta os micros e pequenos empresários afetados pela falta de energia a buscarem o Juizado Especial Cível da Micro e Pequena Empresa e o Posto Avançado de Conciliação Extrajudicial (PACE) para reduzirem eventuais prejuízos.

O temporal da última sexta-feira, 11, deixou mais de 2,1 milhões de moradores da Região Metropolitana de São Paulo sem luz. A situação ainda não foi inteiramente resolvida. Nesta terça-feira, 15/10, a falta de energia elétrica ainda atingia 250 mil imóveis - entre casas e comércios -, segundo o último balanço da Enel.

De acordo com a ACSP, como consequência do apagão, o comércio da Grande São Paulo pode ter deixado de arrecadar R$ 98,6 milhões, uma estimativa feita com base no volume movimentado diariamente na região.   

Em nota, Roberto Mateus Ordine, presidente da ACSP, se solidariza com os empreendedores paulistanos: “A entidade está profundamente preocupada com mais uma ocorrência de queda de energia elétrica, episódio que afetou significativamente os comerciantes da capital, especialmente os pequenos negócios, durante uma das datas mais importantes do ano para o setor, o Dia das Crianças. Em uma época tão esperada e planejada pelo comércio, os prejuízos financeiros são inegáveis, bem como as perdas de oportunidades de vendas, além de prejudicar os consumidores na escolha de um presente. Essas falhas no fornecimento de energia colocam em risco a continuidade de muitos negócios, principalmente os pequenos, que contribuem significativamente para a economia e a geração de empregos.”

A Enel diz que reforçou as equipes próprias em campo, recebeu apoio de técnicos de outras distribuidoras e deslocou profissionais de outros Estados.

O governo federal determinou auditoria da empresa e deu, na segunda-feira (14), prazo de três dias para que o serviço seja restabelecido. Também, anunciou que operadores de unidades da Enel de outros países foram convocados pela distribuidora para ajudar no trabalho de restabelecer a energia elétrica em São Paulo e em demais cidades da região metropolitana da capital.

Também na segunda-feira, a Prefeitura de São Paulo ingressou com uma ação civil pública no Tribunal de Justiça para que a Enel restabeleça imediatamente a energia elétrica nos pontos ainda afetados pelo apagão sob multa de R$ 200 mil em caso de descumprimento da determinação. O pedido ainda será analisado pela Corte.

 

SERVIÇO

- Juizado Especial Cível da Micro e Pequena Empresa: Rua Boa Vista, 76, 3º andar

- Posto Avançado de Conciliação Extrajudicial (PACE): Rua Galvão Bueno, 83, LiberdadeO Diár

io do Comércio permite a cópia e republicação deste conteúdo acompanhado do link original 

Redação DC
https://dcomercio.com.br/publicacao/s/acsp-orienta-empreendedor-afetado-pelo-apagao-a-buscar-o-juizado-de-pequenas-causas


Bares e restaurantes voltam a apresentar queda nas vendas em setembro

No comparativo com agosto, os estabelecimentos registraram retração de 4,0%. Em todo o país, apenas o estado de Roraima apresentou alta
 

O setor de bares e restaurantes voltou a sofrer uma retração de 4,0% no volume de vendas nacional em setembro, em comparação com o mês anterior, de acordo com o Índice Abrasel Stone. Esse resultado reflete um momento de oscilações no segmento, mas com potencial de recuperação nos próximos meses. 

Entre os 24 estados analisados, Roraima foi o único a registrar crescimento, com uma leve alta de 0,8% nas vendas. Já os estados do Maranhão e Piauí tiveram as quedas mais acentuadas, de 6,7% e 6,5%, respectivamente. A retração também foi significativa nas regiões Sul e Sudeste, com destaque para o Rio Grande do Sul (5,3%) e São Paulo (3,9%). 

Na comparação anual, o cenário é parecido, com queda nacional de 4,5%. No recorte estadual apenas Alagoas, Tocantins, Rio Grande do Sul e Roraima registraram bom desempenho, com destaque para o estado alagoano, que apresentou um aumento significativo de 7,9%. Por outro lado, Maranhão e Piauí apresentaram os piores resultados de -8,5% e -7,2%, respectivamente. 

Apesar das quedas registradas em setembro, o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, tem boas expectativas para o fim do ano. “Embora tenhamos enfrentado uma retração, as projeções para os próximos meses são positivas. O pagamento do 13º salário, além das festas e férias de fim de ano, deve impulsionar o consumo. Estamos confiantes em uma recuperação gradativa, especialmente a partir de novembro, quando esses fatores começam a impactar as vendas de forma mais significativa”, afirma. 

“A economia brasileira vem apresentando bons números macroeconômicos, com taxa de desemprego em níveis historicamente baixos e relevante alta da massa salarial. Isto, contudo, é contrastado por uma taxa de inadimplência ainda razoavelmente elevada e que tem se mostrado mais resiliente nos últimos meses, o que potencialmente explica a retração do consumo registrado”, comenta Matheus Calvelli, pesquisador e cientista de dados responsável pelo levantamento.
 

Para mais informações sobre o relatório acesse o site: https://abrasel.com.br/revista/


Como usar a IA a seu favor por mais eficiência operacional e produtividade


A Inteligência Artificial (IA) está revolucionando a forma como as empresas operam e definem seus rumos em todo o mundo. Sua capacidade de processar grandes volumes de dados rapidamente e identificar padrões complexos a torna uma ferramenta poderosa para detectar deficiências operacionais e de governança, tornando as organizações mais eficientes, competitivas e resilientes.

 

Ao aproveitar as capacidades da IA, as companhias podem tomar decisões mais inteligentes, reduzir riscos e melhorar seus resultados. A aplicação dessa tecnologia em múltiplas áreas não só melhora a eficiência e a eficácia das operações, mas também fortalece a governança ao proporcionar uma visão mais precisa e em tempo real do estado da empresa, permitindo uma resposta rápida a potenciais problemas.

 

Entretanto, tirar a IA da teoria e colocá-la na prática, associada a outros métodos e tecnologias em favor da eficiência, demanda estratégia e conhecimento. Quando falamos em otimização na área operacional, há inúmeros processos e dois caminhos claros: o primeiro é o da automatização pura e simples, por meio de ferramentas de Automação Robótica de Processos (RPA, na sigla em inglês) – tecnologia que usa robôs de software para automatizar tarefas repetitivas e manuais, realizadas por seres humanos em sistemas empresariais.

 

O outro caminho trata da identificação dos processos e se as melhores práticas estão sendo de fato adotadas. Todo esse mapeamento e questionamento dentro de um benchmark de mercado é muito importante, e nesta ação a IA pode auxiliar consideravelmente, apontando de maneira preditiva quais etapas estão otimizadas e quais são aquelas que não geram o valor adequado, comparando com companhias do mesmo setor, prevenindo falhas e sugerindo melhorias em torno de gargalos e fluxos de trabalho.

 

O impacto positivo para combater deficiências operacionais com a IA também envolve automatizar tarefas repetitivas (a IA libera os profissionais para se concentrarem em atividades que exigem mais criatividade e análise) e a redução de erros (a automação de tarefas reduz a possibilidade de erros humanos, aumentando a precisão dos processos). Some-se a isso análises em tempo real em torno de fraudes, gerenciamento de riscos, e a análise de sentimentos.

 

Nada como exemplos práticos para ilustrar do que estamos tratando aqui. Na indústria, a IA pode impactar positivamente o funcionamento de todo o maquinário, analisando dados de sensores e indicando manutenções preventivas, evitando a paralisação das atividades. Para bancos e seguradoras, padrões de comportamento podem auxiliar na identificação de fraudes em solicitações financeiras e de indenização.

 

Além disso, a IA pode contribuir de forma significativa na automação de projetos dos clientes, padronizando interpretações de acordo com os parâmetros estabelecidos, trazendo resultados mais personalizados, com maior eficiência, redução de custos e satisfação.

 

Podemos concluir, desta maneira, que quanto mais automatizado o processo de uma empresa, menor é o impacto da deficiência operacional. Isto porque a automação está apta a pegar o erro e reprocessar, no que seria um cenário ideal. Se o volume de retrabalho não é considerável ou o tempo para isso é pequeno, temos uma deficiência até aceitável, porém é importante avaliar o grau de maturidade de cada organização.

 

Neste mesmo sentido, vale ressaltar que a IA ou a tecnologia não tem o poder de questionar e criticar. A máquina aprende o que lhe é ensinado, mas existem situações que envolvem viés ou ética junto aos algoritmos, e é aí que o fator humano se impõe como fundamental. É necessário sempre haver alguém capaz de olhar, redirecionar e dar o feedback para as ferramentas de tecnologia, por isso treinamentos e capacitações constantes não podem ser minimizados.

 

Do chão de fábrica até os setores de TI, a eficiência operacional com IA e machine learning, para citar apenas duas tecnologias possíveis, é essencial em um ambiente de forte concorrência e clientes cada vez mais exigentes por entregas personalizadas. Com melhor tomada de decisão, mais eficiência e custos otimizados, temos um ecossistema íntegro e próximo aos mais altos retornos almejados por todo e qualquer negócio. Mas, para obter esse resultado, entender os processos, medir, automatizar e ter uma governança estruturada presente é imprescindível.

 

Rodrigo Otero - COO da GFT Technologies no Brasil


Viajantes estão deixando para comprar passagens para as férias de verão em cima da hora

 

Recife, Pernambuco. Divulgação/Maxmilhas

Levantamento da Maxmilhas mostra um menor tempo de planejamento neste ano. Recife e Fortaleza foram os destinos que apresentaram as maiores quedas na antecedência de compra do bilhete para dezembro e janeiro 

 

As próximas férias de verão, que ocorrem entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, estão sendo planejadas com menos antecedência pelos brasileiros em relação ao ano passado, saindo de uma média de 5 meses para 4, uma queda de cerca de 17% na antecedência de compra da passagem aérea. É o que mostra o levantamento da Maxmilhas, travel tech que oferece formas inteligentes para a pesquisa e compra de passagens aéreas promocionais e hotéis. Recife e Fortaleza foram os destinos, entre os mais buscados, que apresentaram as maiores quedas na antecedência, com uma diminuição de 22% nos dias anteriores ao da viagem. Vale ressaltar que esses números ainda podem mudar, tendo em vista que os dados levam em consideração as passagens aéreas compradas até outubro de cada ano. 

Entre os destinos nacionais mais buscados, Campinas (SP), Belém (PA) e Belo Horizonte (MG) registraram aumentos expressivos na participação de passagens aéreas vendidas, com crescimentos de 108%, 70% e 54%, respectivamente. Já o Rio de Janeiro, mesmo figurando no 2º lugar no ranking de destinos mais populares, caiu 19%, acompanhado por Brasília, com queda de 17%. 

Confira a lista completa dos destinos mais buscados para as férias de verão: 

  1. São Paulo
  2. Rio de Janeiro
  3. Recife
  4. Salvador
  5. Fortaleza
  6. Belém
  7. Belo Horizonte
  8. Maceió
  9. Campinas
  10. Brasília 

Em relação ao perfil dos viajantes, as viagens com crianças mantêm a maior participação tanto em 2023 quanto em 2024, com crescimento de 4% de um ano para o outro. “Isso mostra que as famílias tendem a se planejar mais cedo que os viajantes solo ou em casal, por exemplo”, explica a Head de Marketing da Maxmilhas, Sabrina Lorente. 

Por outro lado, as viagens em grupo, com mais de três adultos, caíram 13% no comparativo ano a ano, enquanto as viagens solo aumentaram em 5%. 

De acordo com os dados mais recentes da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), 60,8 milhões de passageiros se movimentaram pelos aeroportos do país em voos nacionais entre janeiro e agosto deste ano. A aviação brasileira vem apresentando crescimento estável neste ano e a tendência é de que as férias de verão movimentem ainda mais o setor, que aguarda recordes no número de passageiros.

 

Maxmilhas


Portal com Inteligência Artificial promete revolucionar o Turismo

 Wikitravel.ai auxilia a promoção dos destinos e seus atrativos em 10 idiomas

 

Desde que se começou a falar de Inteligência Artificial (IA) alguns entusiastas começaram a imaginar suas aplicações para o Turismo, atividade que é tão experiencial e humana. Até que em 2024 uma dessas soluções de IA chegou com força para potencializar a experiência dos turistas nacionais e internacionais nos destinos: a Wikitravel.ai. 

A plataforma parte das dúvidas mais comuns dos turistas de todo o mundo e, a partir dessas respostas, cria ambientes virtuais para cada destino. Cada município, estado ou país pode também alimentar as informações na plataforma, com textos, vídeos e fotos. Esse conteúdo pode ser ouvido em dez idiomas diferentes, tudo traduzido pela IA. 

As fotos podem receber tags e o Wikitravel.ai faz o link para os sites oficiais do destino, auxiliando no ranqueamento das páginas nos buscadores. “Muitas vezes os destinos menores não possuem um canal de divulgação oficial. A nossa ferramenta ajuda a impulsionar esses destinos. E, quando o destino já possui suas páginas e site, a Wikitravel.ai não concorre com elas, mas agrega ainda mais valor com sua tecnologia”, explica o sócio-diretor da Wikitravel.ai, Fabiano Simm, responsável pelo desenvolvimento da plataforma. 

Os atrativos também podem se beneficiar da tecnologia. “Imagine um adesivo fixado nas mesas de um restaurante com um QR Code, onde o cliente pode acessar o menu em seu idioma; ou um museu, que dispensa os audioguias em quatro ou cinco idiomas, substituindo-o pelo Wikitravel.ai, que tem dez idiomas disponíveis para o turista ter uma experiência memorável enquanto ouve as explicações do local”, diz Simm. Assim, a tecnologia está acessível aos turistas sem custos adicionais para os destinos, pois cada turista vai acessá-la pelo próprio celular. 

O Paraná foi o primeiro Estado a aderir à Wikitravel.ai. “Esta é uma importante ferramenta ‘made in Paraná’ e que vai ajudar os turistas a conhecer melhor o nosso estado, em diversas línguas. O Viaje Paraná já adicionou diversas informações e imagens de destinos paranaenses, e esperamos que todos os municípios e empresas do segmento também o façam, para que as informações sobre o estado sejam as mais completas. Com certeza será um plus que ajudará no receptivo dos turistas em nosso território”, disse o secretário de Estado do Turismo do Paraná, Marcio Nunes. 

Depois, também aderiram à Wikitravei.ai São Paulo e Roraima. “O interessante é que o WikiTravel.ai é multilíngue e vai auxiliar na internacionalização de Roraima, especialmente dos nossos atrativos como o monte Roraima e Tepequém”, diz o secretário de turismo do Estado, Bruno Brito. Além destes atrativos, a plataforma vai ajudar Roraima a divulgar o Etnoturismo. “Cinco comunidades indígenas estão postando seus conteúdos na plataforma. Sem a Wikitravel.ai isso seria impossível”, finaliza Brito. 

Curitiba - PR, Gramado - RS, Blumenau – SC e Bonito – MS foram as primeiras cidades a aproveitarem os recursos do Wikitravel.ai. 

A plataforma Wikitravel.ai foi desenvolvida na TZ Systems, empresa associada à Schultz. Para o CEO do Grupo, Aroldo Schultz, o Wikitravel.ai é uma solução disruptiva para as secretarias de Turismo do Brasil e do Mundo. “Postar fotos incríveis no Wikitravel.ai abre as portas dos destinos para o mundo do turismo e dos investimentos”, diz Aroldo.


Prejuízos empresariais podem ser evitados com boas práticas financeiras

Segundo a especialista Karol Dapousa, organização e planejamento financeiro são fundamentais evitar perdas significativas e fortalecer o crescimento sustentável das empresas


Manter o equilíbrio financeiro de uma empresa é um dos grandes desafios enfrentados por empresários, especialmente em tempos de crise econômica. A falta de controle sobre as finanças, a ausência de planejamento estratégico e a ineficiência no uso de ferramentas de gestão são fatores que podem levar uma empresa a enfrentar prejuízos recorrentes.  Problemas como a ausência de um fluxo de caixa bem estruturado, a precificação inadequada e a falta de acompanhamento de indicadores financeiros são comuns e comprometem a saúde do negócio, correndo inclusive o risco de fechar.
 

No Brasil, segundo o Sebrae, os MEIs têm a maior taxa de mortalidade entre os Pequenos Negócios, 29% fecham após 5 anos de atividade. Já as MEs têm taxa de mortalidade intermediária entre os Pequenos Negócios, 21,6% fecham após 5 anos de atividade. As EPPs têm a menor taxa de mortalidade entre os Pequenos Negócios, 17% fecham após 5 anos de atividade. A maior taxa de mortalidade é verificada no comércio (30,2% fecham em 5 anos) e a menor na indústria extrativa (14,3% fecham em 5 anos). 

Em momentos de instabilidade, a gestão financeira eficiente se torna ainda mais crucial. Empresas que utilizam boas práticas de controle financeiro, separando corretamente custos fixos e variáveis, e que investem em relatórios estratégicos para definir suas metas têm mais chances de evitar erros que podem resultar em perdas consideráveis. Um acompanhamento financeiro cuidadoso permite ajustes rápidos e decisivos, evitando que os prejuízos cresçam de forma descontrolada. A chave está em olhar com atenção para o financeiro e não se limitar apenas ao foco em vendas ou marketing. 

Karol Dapousa, Contadora Especialista em Estratégia Financeira, destaca que muitos prejuízos podem ser evitados com uma gestão mais cuidadosa. Segundo ela, um dos principais erros é a falta de organização financeira. "A ausência de um fluxo de caixa detalhado e categorizado, onde os custos fixos e variáveis são corretamente separados, acaba levando ao descontrole. Muitas vezes, o empresário foca todas as suas energias em vendas ou marketing e se esquece de olhar para o financeiro com o devido cuidado", explica Karol. Esse descuido leva a problemas como a precificação inadequada, feita com base na concorrência e não nos custos reais, e à ausência de relatórios estratégicos que auxiliem na definição de novos passos para o crescimento da empresa. 

Karol também ressalta que práticas simples, como alimentar o fluxo de caixa e manter um histórico de fornecedores, são essenciais para uma gestão eficiente. "Essa informação faz com que o empresário tenha argumentos para negociar melhores condições e aumentar o capital de giro da empresa", afirma. Ela explica que o fluxo de caixa deve estar sempre conectado ao DRE (Demonstrativo de Resultado do Exercício), o que dá uma visão estratégica importante para elaborar novas metas de vendas, reduzir perdas financeiras e planejar novos investimentos, como a compra de máquinas, mudanças de imóveis ou até contratações de equipe. 

Além do fluxo de caixa, o acompanhamento dos indicadores financeiros é outro fator fundamental para evitar prejuízos. "Os relatórios financeiros mostram de onde o dinheiro vem e para onde ele vai, permitindo ao empresário enxergar se as vendas realmente geraram lucro. Com esses dados, ele pode decidir onde investir o lucro e como fazer a empresa crescer, além de ter uma visão clara de quanto pode tirar como pró-labore mensal", acrescenta Karol. Ela também alerta que contar com recebíveis que ainda não ocorreram e parcelar vendas sem analisar a capacidade de capital de giro são erros comuns que comprometem a estabilidade financeira da empresa. 

Em momentos de crise econômica, a estratégia financeira pode fazer a diferença na sobrevivência de um negócio. Karol sugere que, antes de pensar em cortes drásticos, como demissões, o empresário deve buscar soluções que não comprometam o operacional. "É preciso analisar o tamanho do estoque, por exemplo. Muitas vezes, o estoque está acima da demanda atual, o que significa dinheiro parado. Reduzir o estoque e renegociar contratos de fornecedores podem ser soluções eficazes para aumentar o capital de giro", recomenda. Ela também aconselha que se revise contratos de taxas de cartão, verificando se não há cobrança de antecipação de recebíveis, o que pode dobrar os custos. 

Por fim, Karol enfatiza que o maior erro na gestão financeira é a falta de controle e planejamento. "Empresas que não pagam impostos em dia, atrasam pagamentos e fazem empréstimos desordenados para cobrir dívidas acabam afundando em uma bola de neve de prejuízos. Sem controle, qualquer crise pode se tornar fatal para o negócio." A solução, segundo ela, é simples: uma estratégia financeira eficiente começa com a organização e o uso das ferramentas adequadas para identificar problemas antes que se tornem críticos. "Quando o empresário olha para os números com carinho e faz uma gestão ativa, ele ganha tempo e espaço para se ajustar, minimizar perdas e, mais importante, crescer com segurança", conclui.

 

Anna Karolina Dapousa Pinto - formada em Ciências Contábeis pela Universidade Metropolitana de Santos em 2009, especializada em Perícia Judicial e Extrajudicial em 2011 e Mestre em Administração Empresarial com foco em Controladoria em 2019. Possui vasto conhecimento na área financeira, administrativa e RH.


Pesquisa aponta as soft skills mais importantes para o jovem no mercado de trabalho

Comunicação, organização, planejamento, relacionamento, inovação e pensamento crítico são as principais habilidades fundamentais para a carreira dos jovens
 

Em 2023, a taxa de desemprego entre os jovens atingiu 13%, correspondendo a 64,9 milhões de indivíduos. Esse índice é o mais baixo em 15 anos. A previsão é que essa taxa diminua para 12,8% até o final de 2025, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Essa realidade revela uma lacuna significativa na educação, que frequentemente prioriza habilidades técnicas, deixando de lado as chamadas "power skills" — habilidades comportamentais e interpessoais essenciais para o sucesso no século XXI. Um estudo da Harvard Business University aponta que 85% do sucesso profissional está ligado ao aprimoramento dessas competências. Além disso, uma pesquisa da Fundação Wadhwani, realizada com mais de 1.500 empregadores no Sul Global, identificou quatro habilidades fundamentais para a carreira dos jovens: comunicação, organização e planejamento, relacionamento, e inovação e pensamento crítico. Essas competências são tão importantes quanto as "hard skills" para enfrentar os desafios do mercado de trabalho moderno. 

“A baixa conscientização dos jovens brasileiros sobre a importância das power skills destaca uma abordagem educacional limitada, que ainda foca em conhecimentos técnicos. O sucesso profissional está intimamente relacionado ao domínio dessas habilidades, e aqueles que as possuem têm chances significativamente maiores de conseguir emprego e obter desempenho superior. Além disso, muitos empregadores expressam insatisfação com as power skills dos candidatos, sublinhando a crescente demanda por jovens que se destacam nessas áreas”, elucida Thiago Françoso, Vice-Presidente de Empregabilidade da Fundação Wadhwani. 

Nesse contexto, a colaboração entre instituições de ensino e o setor privado torna-se fundamental. Programas de estágio e capacitação que integrem o desenvolvimento de soft skills ao aprendizado acadêmico podem proporcionar aos jovens experiências práticas e prepará-los melhor para o mercado. Essa parceria não apenas enriquece a formação dos alunos, mas também atende às expectativas dos empregadores, que buscam profissionais mais bem preparados e adaptáveis às exigências contemporâneas. 

“A capacidade de resolver problemas e tomar decisões é igualmente importante. Com a complexidade crescente das operações empresariais, as empresas valorizam profissionais que conseguem pensar criticamente, identificar soluções inovadoras e assumir responsabilidades nas tomadas de decisão. Além disso, habilidades de liderança, mesmo em posições iniciais, são cada vez mais procuradas, uma vez que demonstram proatividade e capacidade de influenciar positivamente o ambiente de trabalho”, comenta Lúcia Rodrigues Alves é Diretora de Desenvolvimento de Parcerias da Fundação Wadhwani no Brasil. 

A Fundação Wadhwani já beneficiou mais de 150 mil alunos por meio de seus programas de empreendedorismo, que estão presentes em mais de 1.000 instituições. Até 2027, a meta é capacitar 700 mil empreendedores e possibilitar a criação de 10 milhões de empregos, além da recolocação de 25 milhões de pessoas até 2030. Essas iniciativas têm como foco o desenvolvimento de soft skills, que são cruciais para a empregabilidade e o sucesso na carreira dos jovens. Assim, a integração dessas habilidades no percurso educacional é uma necessidade urgente e essencial para preparar a nova geração para os desafios do mercado.


Os ensinamentos que os governantes se recusam a aprender

Há uma lição deixada pelo político e filósofo romano Marco Túlio Cícero: “O orçamento deve ser equilibrado, o tesouro público deve ser reposto, a dívida pública deve ser reduzida, a arrogância dos funcionários públicos deve ser moderada e controlada, e a ajuda a outros países deve ser eliminada, para que Roma não vá à falência. as pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver às custas do estado”.

Marco Túlio viveu antes de Cristo e até hoje os governantes brasileiros não aprenderam esse seu ensinamento. Nos últimos 35 anos, o que fizeram eles?  Elevaram a carga tributária de 23% para 32,44% do PIB, um aumento de 41%. Como se negam a fazer o controle, esses gastos hoje ultrapassam 43% do PIB (32,44% da arrecadação tributária, somados a 0,56% dos dividendos recebidos das estatais e a 10% de déficit público nacional). Neste ano de 2024 o país deve registrar um crescimento do PIB  3,1% maior que o ano anterior, e uma inflação preocupante de 4,3% - ficando perto do limite legal. Significa que o governo terá um gasto que superará R$ 5 trilhões, tirando cada vez mais dos bolsos dos cidadãos somente para rolar as dívidas que a gestão alimentou, para gastar cada vez mais e para manter privilégios, deixando em segundo plano o combate à corrupção. E, pior, devolvendo à população os piores serviços entre as 30 nações com maior carga tributária do planeta.

Houve, portanto, uma clara opção pelo orçamento desequilibrado, receita certa para o fracasso administrativo. Por incompetência ou desleixo, os governantes foram e continuam sendo responsáveis pela explosão da dívida pública, hoje crescendo vertiginosamente e de forma descontrolada, sem que tenham sido adotadas medidas sérias para buscar o controle e reduzir a gastança.

Como se não bastasse, reina a arrogância. Ninguém é capaz de fazer um mea culpa, reconhecer que o caminho atual não deu certo e trilhar outro caminho. O governo brasileiro precisa reduzir ufanismos propagandísticos e atuar com base na realidade, visando à redução de privilégios e gastos. A solução certamente não está em planos elaborados com o objetivo de apenas garantir sucesso em eleições e reeleições. Os novos rumos exigem a implantação urgente de políticas públicas que levem efetivamente à redução das desigualdades regionais, sociais e educacionais. Essas sim, junto com os problemas ambientais, são os verdadeiros desafios da nação e não podem continuar deixados de lado. O povo brasileiro está gritando por socorro há décadas, ora sendo ignorado, ora sufocado, e agora a natureza também grita em razão de incêndios e da destruição de florestas, do bioma pantaneiro, de nosso patrimônio nacional. É um grito que não pode mais ser ignorado.

O Brasil adotou um modelo autodestrutivo, no qual os donos do poder e seus amigos protegidos vivem do Estado. Desaprenderam a trabalhar e se dedicam a procurar a vitaliciedade nos cargos que ocupam, almejando, se possível, a hereditariedade. Os governantes recusam-se a aprender as lições fornecidas ao mundo por grandes pensadores e líderes mundiais ao longo da história. Exemplos não faltam.

Empréstimos a países insolventes e historicamente inadimplentes continuam se repetindo não por socorro humanitário, mas para satisfazer interesses de nações alinhadas ideologicamente. Tal política obviamente onera a população brasileira porque governos não geram riquezas, apenas gastam riquezas custeadas pelo povo.

Nas últimas três décadas e meia, os governos foram muito eficientes em diminuir sensivelmente a renda dos brasileiros. Fizeram isso por meio do aumento dos tributos sobre o consumo – provavelmente, o Brasil terá em breve a maior alíquota do mundo – e ainda tributando a inflação ao não aplicar a correção correspondente das tabelas do Imposto de Renda. O resultado: hoje 60% dos brasileiros vivem com até um salário-mínimo (R$ 1.412,00), ou seja, apenas R$ 43,53 por dia. A situação não é diferente para os 30 milhões de aposentados e pensionistas. Atualmente, 70% deles têm renda mensal de um salário-mínimo e ainda convivem com a ameaça constante de perderem percentual desse valor. Outros 5,8 milhões de brasileiros vivem com a ajuda de um salário-mínimo por meio dos Benefícios de Prestação Continuada (BPCs).

Difícil acreditar que essa grande maioria da população tenha liberdade política ou econômica, pois, como ensinou o economista e filósofo canadense/norte-americano John Kenneth Galbraith, “nada mais eficaz para limitar a liberdade, incluindo a liberdade de expressão, como a total falta de dinheiro”. Galbraith (1908-2006) ainda alertava: “Liberdade política sem liberdade econômica é ilusão” 

No entanto, não é apenas com a absurda tributação sobre consumo que o governo subtrai a renda do cidadão. Também faz isso com a tributação excessiva sobre geração de empregos devido à pesadas cargas trabalhista e previdenciária. Há outro agravante: a geração irresponsável de déficit público nominal, hoje já superior a R$ 1,1 trilhão/ano (dado de 2023), o que obriga novos endividamentos e, consequentemente, mais juros e menos serviços à população, porque faltarão recursos.

A situação de penúria da grande maioria da população brasileira é fácil de ser comprovada. Em 2023, a renda média per capita na região Norte foi de apenas R$ 1.302,00/mês, inferior a um salário-mínimo. No estado do Amazonas, foi ainda menor: apenas R$ 1.166,00/mês, o correspondente a 81% do salário-mínimo.  A situação é igualmente crítica na região Nordeste, onde a renda média mensal é de R$ 1.146,00/mês. Alguns exemplos: na Bahia, é de R$ 1.129,00/mês; no Ceará, de R$ 1.140,00/mês; em Sergipe, de R$ 1.198,00/mês, e no Maranhão, somente R$ 969,00/mês, a menor delas, correspondente a 69% do salário-mínimo.

O político e escritor norte-americano Harry Browne (1933-2006) escreveu que “O governo é bom em uma coisa, ele sabe como quebrar as suas pernas para depois lhe dar uma muleta e dizer: veja, se não fosse pelo governo você não seria capaz de andar”. Pois o governo brasileiro, depois de tirar a renda do cidadão oferece-lhe muletas como o vale-gás, vale-dignidade menstrual, bolsa família e outros “benefícios sociais” que, embora ajudem os mais necessitados e devemos todos ser favoráveis a isso -, não são capazes de dar-lhes independência e dignidade. Pelo contrário. Essa situação cria as condições ideais para 40% da população brasileira com renda baixíssima se transformar em massa de manobra, o que obviamente não é bom para a democracia.

O conhecimento torna o homem inservível para ser escravo, escreveu Frederick Douglas, abolicionista, estadista e escritor norte-americano (1818-1895). Entretanto, a educação como salvação é tema que aparece somente nas promessas em época de campanha eleitoral.  O que vemos na prática têm sido políticas públicas comandadas pelo compadrio e não por meritocracia e experiência na área educacional.

Daí o desastre do Brasil nas avaliações do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), estudo realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a cada três anos. Nesse ranking, o Brasil tem oscilado entre a 65ª e a 69ª posição entre os 80/90 países avaliados. Nosso desempenho também é pífio entre os países da América Latina, pois o Brasil permanece há anos entre a 8ª e 9ª posição.

O ensino em tempo integral, que seria um passo importante para mudar essa triste realidade, ficou na promessa de implantação rápida. Hoje, apenas de 10% a 12% dos estudantes da rede pública do país dispõem de escolas em tempo integral. Com outra questão grave – a péssima remuneração dos professores, o ensino público não evolui. Acaso, incompetência ou temor de que o conhecimento liberte?

Há, ainda, outro grave problema nacional que a história não foi capaz de dar cabo: a corrupção. Nesse período recente da vida nacional, dezenas de bilhões de reais foram subtraídos dos serviços públicos pela prática da corrupção. Escândalos como o dos Anões do Orçamento, do Mensalão, do Petrolão, do Eletrolão, dos Correios, e os esquemas revelados pela Operação Lava Jato vêm se sucedendo, ano após ano, sem que a nação assista à punição efetiva dos envolvidos. Não faltam anistias, prescrições e anulação de condenações, inclusive após julgamento nas cortes superiores – apesar dos acordos de delação premiada e de leniência, com bilhões de reais devolvidos por empresas que confessaram a prática –, tudo alimentando na sociedade a falsa sensação de que o crime compensa.

Nesse aspecto, é preciso prestar atenção à frase atribuída ora ao humorista, escritor e dramaturgo Jô Soares (1938-2022), ora a Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF: “A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa”.  Seja quem for o verdadeiro autor, deu-nos uma lição. A História, aliás, está repleta delas. É preciso, entretanto, ter humildade para aprender. 

 

Samuel Hanan - engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva” e “Caminhos para um país sem rumo”. Site: https://samuelhanan.com.br


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