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terça-feira, 16 de abril de 2024

Redução na ingestão de água durante o outono aumenta chances de desenvolvimento de cálculo renal

 Sem tratamento, a doença pode levar à perda de função dos rins 


Você sabia que os rins são órgãos que desempenham funções imprescindíveis, das quais dependem o equilíbrio e o bom funcionamento do organismo e que sua principal, e mais conhecida função, é a filtragem de substâncias tóxicas do corpo? Com a chegada do outono, é importante ressaltar que, devido à queda da temperatura e à baixa umidade do ar, há um menor consumo de água, visto que a sensação de sede diminui, e este fator pode dificultar o funcionamento dos rins.   

“Além da ingestão insuficiente de água, outro fator que pode gerar riscos à saúde é o aumento na ingestão de produtos industrializados com alto teor de sódio, como as sopas prontas. Essa é uma combinação preocupante, pois o sódio em excesso pode levar ao desenvolvimento da Hipertensão Arterial Sistêmica, o que é fator de risco para a Doença Renal Crônica”, alerta a Nefrologista Geovana Basso, Diretora de Assuntos Médicos da Baxter na América. Para aqueles que já possuem predisposição a problemas nos rins, o cuidado deve ser redobrado.  

De acordo com a Sociedade Internacional de Diálise (ISN), estima-se que cerca de 850 milhões de pessoas no mundo, aproximadamente 11% da população, convivam com uma doença renal, sendo que ocorrem 2,4 milhões de mortes por ano. Para desvendar algumas dúvidas da população, a Dra. Geovana traz alguns temas que fazem a diferença na hora de cuidar da saúde renal: 

 

No outono/inverno aumenta a incidência de cálculos renais. Verdade! 

A desidratação durante o outono e inverno costuma ser maior do que em outras estações, isso porque o nosso organismo não percebe a sensação de sede, diferentemente do que acontece em dias mais quentes, quando a percepção da sede é mais evidente por causa da sensação de calor e transpiração. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia, a incidência de cálculo renal aumenta em média 20% nos períodos com a temperatura menos elevada. Com a diminuição do consumo de água em níveis normais no organismo, podem ocorrer acúmulos de metabólitos no sangue, sobrecarregando a capacidade de filtragem dos rins.  

 

O cálculo renal não tem relação com a Doença Renal Crônica (IRC). Mito!  

A Doença Renal Crônica (DRC), é uma enfermidade caracterizada pela perda lenta e continuada da função dos rins, o que provoca progressivo acúmulo de toxinas e lixos metabólicos no sangue.  Os pacientes que não tratam os cálculos renais têm mais chances de perda da função dos rins. 

A DRC é considerada uma epidemia pelas autoridades de saúde. Estima-se que cerca de 850 milhões de pessoas no mundo convivam com uma doença renal, sendo que ocorrem 2,4 milhões de mortes por ano. No Brasil, 10% da população, ou seja, 1 em cada 10 pessoas possui algum grau de DRC, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia.  

 

A única função do rim é a filtragem de substâncias tóxicas no organismo. 

Mito.  

A principal função do rim, e a mais conhecida, é a filtragem de substâncias tóxicas no organismo. Porém, o órgão desempenha muito mais do que isso:   

- Ele mantém o equilíbrio entre os minerais do organismo (como sódio, potássio);   

- Regula o pH do sangue (ou seja, a acidez);   

- Equilibra o volume líquido do corpo;   

- Produz hormônios e substâncias benéficas para o organismo como a vitamina D.   

 

Jovens também podem ter doença renal. Verdade!  

A incidência da doença renal crônica é mais comum em alguns grupos de pessoas: indivíduos com diabetes, hipertensão, doenças autoimunes, obesidade e doenças cardiovasculares devem redobrar os cuidados com o rim.  Mas é importante lembrar que a doença renal crônica pode atingir pessoas de qualquer idade. Se você tem histórico familiar de doença renal crônica, acompanhe a saúde dos seus rins.  

 

Apenas a ingestão de água auxilia na prevenção das doenças renais. 

Mito.  

Além da hidratação, é importante que as pessoas adotem hábitos de vida mais saudáveis. Além de uma dieta equilibrada e prática regular de atividade física, deve ficar de olho em outras condições que acometem os rins. Entre elas estão:  obesidade, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, hipertensão e tabagismo.  

Geralmente, quem tem cálculo renal pode sentir muita dor, mas vale lembrar que a doença renal é silenciosa. Os problemas renais podem ser identificados pela análise de urina e/ou de creatinina no sangue. Por isso é indispensável o cuidado com a saúde dos rins em cada visita médica de rotina. 


Especialistas revelam 8 dicas para um estilo de vida saudável

Como alcançar metas de saúde?

 

Em busca de uma vida mais saudável e equilibrada, muitas pessoas buscam orientação especializada para alcançar seus objetivos de bem-estar. Seguir algumas dicas simples pode ajudar a promover um estilo de vida mais sustentável a longo prazo. Para ajudar nessa jornada, especialistas destacam oito estratégias essenciais para adotar um estilo de vida saudável. Lembre-se de que pequenas mudanças progressivas podem levar a grandes resultados para a saúde geral e o bem-estar.


1) Diversifique sua alimentação:

“É fundamental aderir a uma alimentação variada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras. A diversificação da dieta não apenas fornece os nutrientes essenciais, mas também contribui para a prevenção de doenças”, afirma a engenheira de alimentos da Combrasil, Ana Rachel Bernardes. 

A especialista também recomenda a adoção da dieta mediterrânea como uma escolha excepcional para promover um estilo de vida saudável. "Com a abundância de vegetais, grãos integrais, peixes e gorduras saudáveis, esse plano alimentar está associado à saúde cardiovascular, à diminuição de doenças crônicas e ao aprimoramento cognitivo. A diversidade proporciona uma ingestão equilibrada de nutrientes, algo frequentemente negligenciado em dietas mais populares," enfatiza a profissional.

 

2) Controle das porções:

A prática de controlar as porções é fundamental, ressalta Ana Rachel. “Adotar hábitos conscientes de alimentação, evitando o excesso, pode ser um passo significativo na busca por uma vida mais saudável”.


3) Hidratação adequada:

O consumo regular de água é crucial para o funcionamento eficiente do corpo.

4) Atividade física regular:

A prática de atividade física regular é um pilar essencial de um estilo de vida saudável. Seja através de exercícios aeróbicos, musculação ou práticas mais suaves como ioga, encontrar uma atividade que você goste é a chave para manter-se ativo.


5) Priorize o sono:

O sono adequado é muitas vezes subestimado, mas é vital para a saúde global. Estabeleça uma rotina de sono consistente, criando um ambiente propício para o descanso e garantindo um período suficiente de repouso.


6) Gerencie o estresse:

Em um mundo agitado, o estresse pode impactar significativamente a saúde.


7) Evite alimentos processados:

“Reduzir o consumo de alimentos processados e ricos em açúcares adicionados é uma escolha inteligente para promover a saúde. Optar por alimentos frescos e naturais contribui para uma dieta mais equilibrada”, recomenda a engenheira de alimentos da Combrasil, Ana Rachel.


8) Mantenha consultas médicas regulares:

Não negligencie a importância das consultas médicas regulares. Exames preventivos e check-ups são essenciais para detectar precocemente possíveis problemas de saúde e garantir um acompanhamento adequado.

 

Câncer de testículo: desinformação compromete diagnóstico precoce da doença que afeta principalmente jovens

 Se descoberta em estágio inicial, neoplasia ultrapassa 95% das chances de cura; Oncologista tira as principais dúvidas sobre o tema

 

O tabu, a timidez e o machismo ainda são os principais vilões contra o câncer de testículo. Por ser um tema pouco comentado, a desinformação também é parte da barreira quando o assunto é o cuidado com a saúde masculina. A doença, que acomete principalmente adolescentes e adultos jovens, mais comum entre 15 e 34 anos (podendo ocorrer até os 50), muitas vezes causa desconforto no momento da investigação, impactando no diagnóstico precoce. 

Apesar de menos incidente quando falamos dos tumores que afetam a população do gênero masculino, o câncer de testículo é o mais frequente tumor maligno a acometer o homem jovem. Contudo, se descoberto no início, as chances de cura ultrapassam 95%. 

De acordo com o Denis Jardim, oncologista especialista em tumores urológicos da Oncoclínicas, é fundamental estar atento aos sintomas, que podem ser confundidos ou até mesmo mascarados por processos infecciosos ou inflamatórios na região dos testículos. 

“O paciente pode perceber um nódulo, que na grande maioria das vezes é indolor, ou ainda um aumento e endurecimento do testículo. Apesar de não haver nenhum incômodo ao urinar, é possível notar um volume maior no local da bolsa escrotal. Já durante a higiene, o autoexame periódico pode permitir a detecção de uma eventual alteração na região, identificando que algo está fora do normal e necessita de maior investigação”, comenta. 

Outros sintomas que devem despertar a atenção são:

  • Aumento ou diminuição no tamanho dos testículos;
  • Dor imprecisa na parte baixa do abdômen;
  • Sangue na urina;
  • Sensibilidade dos mamilos (raro); e
  • Puberdade precoce, com crescimento de pelos faciais e corporais antes do esperado.

“Muitas vezes, quando os sintomas aparecem, os jovens sentem vergonha em se abrir com os pais ou parceiro sobre o assunto. Contudo, conversar sobre o tema e alertar sobre o autoexame é uma maneira que a família pode transmitir confiança e informação de qualidade”, orienta o oncologista da Oncoclínicas.

 

Histórico familiar pode ser fator de risco para câncer de testículo 

Dentre os possíveis fatores de risco para a doença estão: o histórico familiar (principalmente em parentes de primeiro grau) ou pessoal e ainda crianças que tiveram criptorquidia - uma disfunção congênita no qual o testículo nasce fora da bolsa escrotal. 

“Em casos de criptorquidia, apesar da correção na infância, ainda existe a possibilidade do desenvolvimento do tumor no futuro. Por isso, o recomendado é realizar acompanhamentos periódicos até, mais ou menos, 30 anos”, explica Denis Jardim. 

Infelizmente, não existe uma maneira de prevenir que o câncer de testículo ocorra, mas o autoexame dos testículos uma vez por mês, logo após um banho quente, pode auxiliar no diagnóstico precoce. "A temperatura irá ajudar com que o escroto fique relaxado e seja possível identificar se há alterações na região. Caso algum sintoma seja percebido, um profissional deve ser consultado o quanto antes".

 

Primeira fase do diagnóstico ocorre pelo exame clínico 

Após a verificação de nódulos, o oncologista explica que é pedido uma ultrassonografia da bolsa escrotal. Em seguida, são realizados também exames laboratoriais para identificação dos marcadores tumorais. 

"Com a confirmação, definimos em qual momento a tomografia computadorizada do tórax, abdômen e pelve deve ser realizada. O exame nos permite analisar o estadiamento do tumor e ainda definir qual será o tratamento mais indicado para aquele paciente", comenta o oncologista.

 

Tratamento x fertilidade 

Durante a definição da escolha terapêutica, é muito importante que o paciente converse com o médico sobre o desejo de ter filhos futuramente, se houver. "Um dos principais procedimentos a serem realizados para preservação da fertilidade é o congelamento de esperma, que deve ser discutido preferencialmente antes do início do tratamento", explica. 

Contudo, vale lembrar que a questão da fertilidade pode ser tanto definitiva, como temporária, dependendo do tratamento indicado. "Mesmo nos casos em que a fertilidade seja temporária, o armazenamento de esperma é um cuidado importante, pois recomendamos que o paciente aguarde um período após o final do tratamento quimioterápico para ter filhos".

 

Abordagem terapêutica irá depender do estágio do tumor 

Para o tratamento, é fundamental analisar o estadiamento, classificação de risco e tipo histológico da doença. Contudo, vale lembrar que cada estágio do tumor exige uma abordagem terapêutica diferente, incluindo a retirada do testículo por via inguinal (orquiectomia radical), que costuma ter uma recuperação bastante rápida e sem comprometer a potência sexual do paciente - caso apenas um testículo seja retirado.

 

Os principais protocolos são:

  • Quimioterapia – existem diversos esquemas quimioterápicos descritos para o tratamento do câncer de testículo. Por ser um tratamento sistêmico, feito por via venosa, tem mais efeitos colaterais porque afeta também as células saudáveis;
  • Radioterapia – o tratamento radioterápico fica reservado aos tumores seminomatosos, por serem mais sensíveis a esta terapia. A aplicação pode ser indicada em tumores localizados (Estadio I) e tumores retroperioneais de baixo volume (Estadios II a e b);
  • Orquiectomia parcial – procedimento cirúrgico em que é removido um ou os dois testículos a partir de um pequeno corte no escroto. Deve ser indicada em tumores menores que 2 cm na ausência de testículo contralateral ou déficit funcional acentuado devido a elevado risco de recorrência local; e
  • Orquiectomia radical – este procedimento cirúrgico, mesmo isoladamente, cura a maioria dos pacientes. Nesta técnica cirúrgica, o corte é feito na região abdominal, e não no escroto. O implante de prótese testicular pode ser feito na mesma cirurgia. 

"A maioria dos homens procura por atendimento médico apenas quando já estão doentes. Por isso, devemos investir na informação de qualidade para eliminar o maior número possível de tabus, principalmente quando falamos sobre os cuidados com a saúde masculina", finaliza o Dr. Denis Jardim.

 

Oncoclínicas
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Crononutrição: o horário em que fazemos nossas refeições e o quanto comemos em cada uma delas pode afetar a nossa saúde?

Dra Marcela Rassi, médica endocrinologista, explica sobre esse conceito


Um campo na medicina que vem ganhando cada vez mais espaço nas pesquisas e discussões é o da Crononutrição que, por definição, é a ciência que estuda a relação entre a alimentação e o relógio biológico de cada pessoa. Estudos conduzidos nessa área observaram que não apenas o “o quê” comemos, mas o “quando” e o “quanto” comemos tem papel fundamental para a manutenção geral da nossa saúde. 

Um estudo publicado recentemente no periódico Journal of Nutritional Science revelou que comer em horários irregulares pode levar o organismo a uma menor sensibilidade à insulina, o que aumenta o risco do desenvolvimento de resistência à insulina e, consequentemente, diabetes tipo 2. A mesma pesquisa revelou que comer em excesso à noite pode interferir no ciclo circadiano, afetando diretamente não apenas a digestão, mas a qualidade do sono, que - estudos já confirmaram - tem relação direta ao ganho de peso e aumento de risco no desenvolvimento de doenças  cardiometabólicas. 

Dra Marcela Rassi, médica endocrinologista e certificada internacionalmente em Medicina do Estilo de Vida, fala sobre o assunto: “A Crononutrição fala bastante sobre o momento de se alimentar. Ela trabalha alinhada ao ciclo circadiano, ou seja, o modo como o nosso corpo opera em um período de 24 horas. Isso significa que é preciso entender e trabalhar a favor do metabolismo. Comer muito próximo ao horário de dormir, por exemplo, compromete o organismo. Com o ciclo circadiano organizando o corpo para o adormecimento, temos menor atividade metabólica e menor ação das enzimas digestivas. Esse cenário faz com que a digestão seja comprometida e com isso, pode resultar em quadros de refluxo, piora da qualidade do sono e insônia, por exemplo.  Além disso, há piora da resistência insulínica e, alguns trabalhos sugerem que comer mais tarde faz o corpo gastar menos energia para digerir a refeição (o chamado "efeito térmico da comida"), favorecendo o armazenamento de gordura e, consequentemente, ganho de peso Aqui entra o trabalho da Crononutrição, que é o de educar e adequar a rotina alimentar de cada paciente em busca de qualidade de vida.”.

O que é colocado no prato também pode se diferenciar da nutrição convencional. “Na crononutrição há a sugestão de colocar as refeições com maiores calorias ainda nas primeiras horas da manhã, quando o metabolismo está mais acelerado”, explica Marcela. O que também é válido explicar é que, como tudo em saúde, planos alimentares devem ser elaborados de acordo com a necessidade e estilo de vida do paciente. “Nem sempre as pessoas seguem os horários tradicionais de vida, a exemplo de pessoas que trabalham no turno da noite. Nesse caso é preciso entender o estilo de vida daquele paciente e seguir o conceito da crononutrição dentro daquela realidade”, diz a doutora.

A crononutrição foi apresentada em um momento em que se fala cada vez mais sobre os impactos de nossas escolhas de vida e tem feito muito sentido dentro dos consultórios. “Observamos que os hábitos dos pacientes ditam diretamente a qualidade de sua saúde, impactando também em sua longevidade. A partir do momento em que o paciente faz melhores escolhas - e aqui incluímos também a alimentação - ele é capaz de diminuir em até 80% o desenvolvimento de doenças crônicas que comprometem a expectativa de vida, entre elas obesidade, diabetes, hipertensão. Despertar em cada paciente a consciência de fazer melhores escolhas é a nossa principal missão como profissionais da saúde”, finaliza Marcela.

 

Dra Marcela Rassi - formada em Medicina pela Universidade Federal de Goiás. Especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Universidade de São Paulo (USP) Doutora em Endocrinologia pela mesma universidade - e com passagem pelo National Institute of Health (Estados Unidos), Dra Marcela certificou-se internacionalmente em Medicina do Estilo de Vida pelo International Board of Lifestyle Medicine, a instituição mais renomada mundialmente neste tema. Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, do American College of Lifestyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida, Dra Marcela é também professora da Pós Graduação em Endocrinologia da Sanar e Afya-IPEMED. Além disso, é presença constante em eventos de sua área, tanto como palestrante como participante, mantendo-se sempre atualizada no que há de mais moderno na Medicina do Emagrecimento, do Estilo de Vida e do estudo hormonal.



Novos tratamentos para asma podem beneficiar 6,4 bilhões de pessoas que convivem com a doença no Brasil atualmente ii

 

Cerca de 87% desses pacientes não estão controlados e têm a qualidade de vida afetada como uma das principais consequências vi

 

A asma é uma das doenças crônicas mais comuns em todo o mundo e sua prevalência está aumentando e afetando pessoas de todas as idades[i]. No Brasil, de acordo com a pesquisa Nacional de Saúde (Ministério da Saúde/IBGE), realizada em 2023, a doença atinge 6,4 milhões de pessoas acima de 18 anos[ii]. Porém, os avanços nos tratamentos podem melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes asmáticos de várias maneiras. Terapias biológicas, como os anticorpos monoclonais, têm sido desenvolvidas para tratar formas específicas de asma, como a asma grave. Essas terapias visam componentes específicos do sistema imunológico, reduzindo a inflamação e melhorando o controle da doença em pacientes que não respondem adequadamente aos tratamentos convencionais[iii].

A doença apresenta diferentes graus de gravidade, podendo ser classificada como leve, em que apresenta sintomas brandos e com pausa; até grau 4 (asma grave), onde ocorrem sintomas persistentes ao longo do dia, frequentemente durante a noite e várias vezes por semana. A asma grave é forma mais avançada da doença, uma condição respiratória crônica caracterizada por inflamação e estreitamento das vias respiratórias. Ela corresponde a 7% dos casos, porém consome 61% dos recursos totais no tratamento da asma[iv].” – explica a professora alergista Dra. Janaina Melo, CRM 112270/ RQE 40641.


Perfil do paciente

Os pacientes com asma grave geralmente experimentam sintomas persistentes, como falta de ar, tosse, chiado no peito e aperto no peito, que podem ocorrer com frequência e intensidade significativas.

De acordo com a especialista, a doença impacta de forma significativa na qualidade de vida do paciente. Os sintomas persistentes e a necessidade de tratamento contínuo podem limitar suas atividades diárias, interferir no trabalho, na escola e nas atividades sociais, e afetar o sono e o bem-estar emocional.

Devido à gravidade e complexidade da asma grave, os pacientes geralmente requerem monitoramento regular e acompanhamento médico frequente para ajustar o tratamento conforme necessário e gerenciar quaisquer complicações ou comorbidades.


A importância do acesso à novas terapias

Por ser uma doença crônica, a asma necessita de tratamento contínuo. Muitas pessoas controlam a doença com medicações de manutenção e de alívio, porém, para quem convive com a asma grave, a prevenção e o tratamento são diferentes, já que medicamentos de manutenção e alívio podem não ser o suficiente para controlar a doença[v].

Atualmente, terapias biológicas e novas moléculas estão sendo pesquisadas e desenvolvidas, o que ampliará as opções para casos graves de asmaiii. “Terapias biológicas são aquelas que, ao invés de serem fabricadas por meio de um processo químico, são feitas a partir de células de organismos vivos como animais, plantas e bactérias que são modificadas para atingir moléculas específicas do corpo humano. Um exemplo de medicamento biológico que é bem conhecido, é a insulina usada no tratamento do diabetes. Os biológicos são tratamentos alvo-específicos, ou seja, atingem e bloqueiam diretamente a citocina/interleucina que está contribuindo para a doença. Para asma grave, os resultados apontam para a redução das exacerbações da asma (crises), importante causa de internação hospitalar, que provocam sofrimento e diminuição da qualidade de vida do paciente e até risco de complicações e morte. Portanto, a ampliação do acesso a novas terapias é fundamental para melhorar o manejo e os resultados do tratamento da asma grave.” – finaliza a professora alergista Dra. Janaina Melo, CRM 112270/ RQE 40641.

 


AstraZeneca
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Referências

[i] Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) - Asma: crises da doença crônica costumam aumentar nessa época do ano – Disponível em: https://portal.fiocruz.br/noticia/asma-crises-da-doenca-cronica-costumam-aumentar-nessa-epoca-do-ano

[ii] Ministério da Saúde – Biblioteca Virtual em Saúde. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/21-06-dia-nacional-de-controle-da-asma-asma-fatores-ambientais-e-geneticos-podem-causar-a-doenca/


[iii] David M Rind et al. The effectiveness and value of tezepelumab for severe asthma. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC10373025/

[iv] Sadatsafavi M et al. Can Respir J.2010; 17:74-80

[v] American Academy of Allergy Ashtma & Immunology - Biologics for the Management of Severe Asthma. Disponível em: https://www.aaaai.org/tools-for-the-public/conditions-library/asthma/biologics-for-the-management-of-severe-asthma

vi Cançado JED, Penha M, Gupta S, Li VW, Julian GS, Moreira ES. Respira Project: Humanistic and economic burden of asthma in Brazil. J Asthma 2019;56(3):244-251. http://doi.org/10.1080/0277 0903.2018.1445267

 

Projeto que orienta mulheres sobre doação e recepção de óvulos percorre o Brasil

Idealizado por Karina Steiger, mamãe por ovodoação, o Nós Tentantes, Projeto de Vida percorre cidades brasileiras com o Doadoras Day/Receptoras Day, eventos presenciais e gratuitos para as famílias que desejam doar ou receber gametas femininos (óvulos) e masculinos (espermatozoides)

 

Com a proposta de desmistificar o processo de doação de óvulos, o Nós Tentantes, Projeto de Vida, idealizado pela mamãe por ovodoação, Karina Steiger, anuncia as próximas paradas da Tour 2024 do Doadoras Day/Receptoras Day, encontros presenciais, mensais e gratuitos, com apoio do laboratório Igenomix Brasil, do Grupo Vitrolife. Em cada mês, a atividade passará por diferentes cidades do país. As próximas paradas serão na Clínica Nilo Frantz, em Porto Alegre, na quinta (18); seguido pela Evangelista Torquato, em Fortaleza (maio); Pro-Nascer, no Rio de Janeiro (junho); Perfetto, em Goiânia (agosto) e Inventre, em Santo André-SP (setembro).

Em formato pocket, cada edição é voltada pra todas as famílias (em todas as configurações) que precisam de doação ou que querem doar gameta, célula reprodutiva responsável pela formação de uma nova vida. Em humanos, os gametas masculinos são os espermatozoides, enquanto os gametas femininos são os óvulos. A mediação dos encontros é de Karina Steiger, mamãe por meio de ovodoação. Ela é pioneira em abordar a ovorecepção abertamente no Brasil e em rede nacional. “Em cada edição, nosso objetivo é conduzir sempre de maneira sensível e acolhedora, proporcionando um espaço de apoio e compreensão, contribuindo assim para desmistificar o processo de doação de óvulos”, ressalta Karina.

O público pode interagir com uma equipe multidisciplinar, que inclui fertileuta, que aborda as questões médicas da fertilidade, oferecendo insights sobre tratamentos e opções de reprodução; psicóloga, que oferece apoio emocional, ajudando os participantes a lidar com o estresse e as complexidades emocionais da jornada da fertilidade; nutricionista, que destaca a influência da dieta na fertilidade, promovendo escolhas alimentares saudáveis para melhorar as chances de concepção; embriologista, que explica os aspectos científicos da fertilização in vitro (FIV) e procedimentos laboratoriais, esclarecendo dúvidas sobre as técnicas de reprodução assistida e geneticista, que orienta, por exemplo, sobre a importância do teste de compatibilidade genética (CGT).

O CGT é importante para o planejamento familiar, pois ajuda a identificar o risco de ter um filho com uma doença genética. Vale ressaltar que mesmo pessoas saudáveis podem carregar variantes genéticas, que se transmitidas por ambos progenitores, elevam o riso de doenças genéticas que raramente têm cura, mas que podem ser evitadas antes da gravidez. “O CGT diz se os genitores carregam uma ou mais mutações genéticas recessivas e indica se existe risco aumentado para gerar um bebê acometido pelas doenças genéticas mais frequentes. É uma ferramenta importante também no processo de doação de óvulos”, ressalta a bióloga Larissa Antunes, assessora científica do laboratório Igenomix Brasil.

 


Nós Tentantes, Projeto de Vida
https://nostentantesprojetodevida.com.br/


Igenomix 


ABRIL VERMELHO: CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A HIPERTENSÃO ARTERIAL

A pressão alta é a doença crônica mais comum entre os brasileiros e atinge mais de 30 milhões de pessoas no país

 

O mês de abril é marcado por uma importante campanha de conscientização, o Abril Vermelho, como forma de prevenção e combate à hipertensão arterial. Também conhecida como pressão alta, ela é um dos principais fatores de risco para uma série de complicações de saúde, incluindo doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência renal e até mesmo problemas de visão. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que cerca de 1,3 bilhão de pessoas em todo o mundo sofrem de hipertensão, e a obesidade é um dos principais impulsionadores desse cenário preocupante. Outras doenças também estão ligadas à obesidade, como diabetes, asma, problemas ortopédicos, aumento do colesterol, além dela estar relacionada a 13 tipos de câncer. 

O excesso de peso corporal está fortemente associado ao aumento da pressão arterial, uma vez que o tecido adiposo produz substâncias inflamatórias que podem levar à rigidez das artérias e ao aumento da resistência vascular. Além disso, indivíduos com obesidade têm maior probabilidade de desenvolver outras condições de saúde, como diabetes tipo 2 e apneia do sono, que também contribuem para o desenvolvimento da hipertensão. 

Diante desse cenário, a campanha Abril Vermelho busca não apenas conscientizar a população sobre os riscos associados à hipertensão e à obesidade, mas também incentivar a adoção de hábitos de vida saudáveis que possam ajudar na prevenção e no controle dessas condições. 

“Algumas medidas recomendadas são adoção de uma dieta equilibrada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais, alimentos com baixo teor de gordura saturada e sódio; prática regular de atividade física, conforme orientação médica; controle do peso corporal, com o objetivo de alcançar e manter um índice de massa corporal (IMC) saudável; e redução do consumo de álcool e cigarro”, afirma a médica nutróloga Andrea Pereira, cofundadora da ONG Obesidade Brasil

Um estudo publicado recentemente no Journal of American College of Cardiology, aponta que a cirurgia bariátrica ajuda no controle da pressão arterial. Ele mostra que esse método é mais eficaz no controle das taxas de hipertensão em pessoas com obesidade e pressão alta não controlada em comparação com medicamentos para pressão arterial isoladamente. 

“Na prática clínica, a obesidade é uma condição negligenciada. Como consequência, há uma falha frequente na abordagem da obesidade como um passo crucial para amenizar o risco de importantes fatores de risco cardiovascular, incluindo a hipertensão”, conclui Dr. Carlos Schiavon, principal autor do estudo, presidente da ONG Obesidade Brasil e cirurgião especializado em cirurgia bariátrica no Hospital do Coração (HCor) e na BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

 

Andrea Levy - Psicóloga. Cofundadora da ONG Obesidade Brasil; Psicóloga Clínica e bariátrica, especialista em Obesidade e Transtornos Alimentares pelo HC-FMUSP; Mais de 20 anos de atuação em clínica de Obesidade e Cirurgia Bariátrica; Autora do livro "Cirurgia Bariátrica: manual de instruções para pacientes e familiares".


COVID-19 e dengue são ameaças à saúde das crianças no Brasil

Foto: Camila Hampf/Hospital Pequeno Príncipe
Primeiro trimestre de 2024 foi marcado pela elevação do número de casos e de mortes provocadas pelas duas doenças

 

O ano de 2024 começou desafiador para a saúde das crianças e adolescentes brasileiros. O país registrou uma nova explosão no número de casos quatro anos após o início da pandemia da COVID-19, em 11 de março de 2020. E para complicar ainda mais o quadro, vários estados brasileiros vivem uma epidemia de dengue. 

Para ambas as doenças já existem vacinas disponíveis que reduzem de forma significativa a gravidade dos casos, evitando mortes. Mas ainda assim a adesão tem sido baixa. Por isso, o Pequeno Príncipe, maior e mais completo hospital pediátrico do país, reforça a importância da vacinação para salvar vidas. 

A faixa etária para a imunização contra a COVID-19 é a partir dos 6 meses de idade, e para a dengue existe vacina a partir dos 4 anos de idade. “Vacinas salvam vidas. Não podemos admitir que as crianças percam sua saúde, desenvolvam sequelas permanentes e tenham sua vida ameaçada por doenças que podem ser evitadas ou amenizadas com a vacinação. A saúde e a vida são direitos de todas as crianças, e é dever dos seus responsáveis garantir esses direitos”, defende a coordenadora do Serviço de Epidemiologia e Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Pequeno Príncipe, Heloisa Ihle Garcia Giamberardino.

 

COVID-19

Nas primeiras oito semanas do ano, foram registradas 48 mortes de crianças com até 14 anos no Brasil por COVID-19. No mesmo período, apenas 11,4% dos pequenos com até 14 anos no país apresentavam o esquema de vacinação completo. Os dados são do levantamento feito pelo Observatório de Saúde na Infância, da Fiocruz. 

No Hospital Pequeno Príncipe, o aumento de casos de COVID-19 também foi sentido, especialmente após o carnaval. De janeiro até o dia 15 de março, foram confirmados 191 casos, número maior do que o registrado ao longo de todo o ano de 2023, quando a instituição confirmou 126 ocorrências. 

Segundo o médico infectologista Victor Horácio de Souza Costa Júnior, dos 35 pacientes que necessitaram de internamento neste ano, a maioria eram bebês que ainda não tinham recebido a vacina. “Além de vacinar os bebês a partir dos 6 meses de idade, é muito importante que pais e demais familiares estejam com o esquema de vacinação completo para aumentar a proteção da criança”, enfatiza.

 

Dengue

A dengue é uma doença frequente no Brasil, porém em 2024 o país vive uma das piores epidemias da história. Até o dia 13 de março, foram registrados 1,6 milhão de casos entre prováveis e confirmados, um número cinco vezes maior do que no mesmo período do ano passado. O número de óbitos também deu um salto de mais de 110%, passando de 233 para 491. Há ainda, segundo o Ministério da Saúde, outras 889 mortes em investigação.

Não existem informações disponíveis sobre a faixa etária de concentração dos óbitos, mas, conforme o Ministério da Saúde, as crianças de 10 a 11 anos representam o maior número de hospitalizações por dengue no país, atrás apenas dos idosos, faixa etária para qual a vacina não foi recomendada. No Pequeno Príncipe, 72 casos foram confirmados entre 1.º de janeiro e 15 de março deste ano, com 20 internamentos.

 

Vacinação contra COVID-19 e dengue

Para as duas ameaças – COVID-19 e dengue – as vacinas estão disponíveis de forma gratuita no Sistema Único de Saúde (SUS). No caso da COVID-19, os imunizantes são oferecidos a partir dos 6 meses de idade. Já para a dengue, como existe uma limitação na produção de doses, o SUS está priorizando a vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Na rede particular a vacina está disponível para pessoas de 4 a 60 anos.


Dia Mundial da Voz: conheça os 5 cuidados essenciais para ter uma voz sempre saudável

 

Com ações práticas, médico explica como cuidar da saúde da voz no dia a dia e alerta sobre hábitos prejudiciais


Em casa, no trabalho, durante festas e confraternizações, sempre que nos comunicamos oralmente, as cordas vocais entram em ação para produzir a voz. O Dia Mundial da Voz, celebrado nesta terça-feira (16), é uma ação global de conscientização para alertar a população sobre os cuidados necessários para preservar a saúde vocal. 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registrou 7.790 novos casos de câncer de laringe em 2022, doença que afeta diretamente a habilidade vocal. Além de problemas de saúde, Danilo Carvalho Guimarães, médico otorrinolaringologista do AmorSaúde, rede de clínicas parceiras do Cartão de TODOS, alerta que hábitos rotineiros simples, como a ingestão de água, podem impactar a voz. “A hidratação e ingestão de água por via oral é comprovadamente importante para preservação de uma boa qualidade vocal. Além de benefícios sobre a vibração das pregas vocais e qualidade vocal, ainda reduz o atrito das pregas vocais com  um muco menos denso durante a fonação. As pausas para ingestão de água evitam o abuso contínuo e a ocorrência do pigarro por ressecamento”, explica.

 

Quais ações do dia a dia podem prejudicar a voz?

Cuidar da saúde vocal requer atitudes básicas, mas o fato de situações comuns, que acontecem repetidamente ao longo dos dias, gerarem desgaste nas cordas vocais, torna ainda mais importante estar alerta para o assunto. De acordo com Danilo, estes seis hábitos podem fragilizar a saúde da voz: 

1.   Tossir frequentemente;

2.   Pigarrear;

3.   Falar muito rápido, alto, forte ou gritar;

4.   Falar sussurrando, sem respirar ou enquanto inspira;

5.   Viver em ambientes familiares ou trabalhar em locais muito ruidosos;

6.   Fumar ou viver em ambiente de fumantes.

 

No Brasil, o uso de cigarro eletrônico cresceu 600% nos últimos seis anos e, segundo o Ipec, instituto de pesquisas, o país tem quase três milhões de adultos usuários do item. No entanto, Danilo alerta que “para cuidar da saúde da voz, é preciso evitar hábitos como o uso recorrente de vapes, tabaco, narguilé e também o uso recreativo de maconha”. O otorrinolaringologista ainda aponta que a “ingestão de bebidas alcoólicas ou bebidas muito quentes” também pode ocasionar problemas vocais.

 

Quais doenças podem afetar a saúde da voz?


“É importante acompanhar com profissionais da saúde e buscar tratamento sempre que apresentar qualquer alteração ou sintoma vocal”, aconselha Guimarães. Isso porque doenças respiratórias simples como rinites, resfriados, gripes, laringites inflamatórias são problemas que fragilizam a voz.

 

Além do câncer laríngeo e de doenças infecciosas da laringe, o médico destaca que problemas gástricos como o refluxo gastroesofágico e doenças tireoidianas precisam de acompanhamento considerando também o impacto na saúde vocal, pois são potencialmente nocivos. 

 

5 passos básicos para cuidar da voz


Neste Dia Mundial da Voz, confira os cuidados básicos indicados pelo otorrinolaringologista para proteger sua saúde vocal:

 

1. Evite gritar, falar alto, pigarrear ou falar sem pausas;

2. Beba pelo menos dois litros de água diariamente para prevenir lesões das pregas vocais;

3. Tenha cuidado com a ingestão recorrente de bebidas alcoólicas; 

4. Alimente-se bem e evite alimentos que causam azia ou má digestão;

5. Não se automedique. Diante de uma dor de garganta ou falha na voz, procure um profissional da saúde, como um otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo, para averiguar o que está acontecendo.

 

Cartão de TODOS


Soroterapia é uma ilusão? Conheça a verdade por trás do ‘soro da beleza'

A soroterapia, conhecida também como terapia injetável, vem ganhando destaque como um método promissor para a administração de nutrientes, medicamentos e outras substâncias diretamente na corrente sanguínea. Promete eficácia em tratar uma gama de condições de saúde, desde a melhoria do bem-estar geral até o tratamento de doenças específicas. Contudo, com a crescente popularidade, surgem preocupações importantes sobre os riscos associados e as práticas inadequadas no seu oferecimento.

 

Benefícios clínicos das terapias injetáveis

A médica, Dra. Renata Domingues de Nóbrega, explica que a terapia injetável promete uma série de benefícios clínicos. A aplicação científica da terapia injetável foca em necessidades médicas concretas, especialmente em pacientes que enfrentam desafios significativos na absorção de nutrientes devido a condições particulares de saúde. Isso baseia-se na eficiência da via de administração, que permite uma absorção mais rápida e completa dos nutrientes e medicamentos, comparada à oral.
 

Pós-bariátrico e obesidade

Pacientes que passaram por cirurgia bariátrica, ou que enfrentam obesidade severa, muitas vezes sofrem de desequilíbrios intestinais como a disbiose, que pode comprometer a absorção de nutrientes essenciais. A terapia injetável serve como um método para contornar essas dificuldades, fornecendo vitaminas, minerais e outros nutrientes diretamente na corrente sanguínea, facilitando assim a nutrição adequada.
 

Doenças disabsortivas e inflamatórias intestinais

Indivíduos diagnosticados com doenças que afetam a capacidade do intestino de absorver nutrientes, como doenças inflamatórias intestinais (Doença de Crohn e Colite Ulcerativa), podem se beneficiar significativamente da terapia injetável. Esta abordagem permite que os pacientes recebam os nutrientes necessários para manter sua saúde, minimizando os efeitos adversos da má absorção.
 

Sarcopenia

A sarcopenia, caracterizada pela perda progressiva de massa muscular e força, é uma condição que pode afetar adversamente a qualidade de vida. A soroterapia com aminoácidos pode ser uma indicação pertinente para ajudar a diminuir esses efeitos, oferecendo suporte ao metabolismo muscular e promovendo a manutenção ou recuperação da massa muscular.
 

Oncologia

Pacientes oncológicos, seja durante ou após o tratamento com quimioterapia ou radioterapia, enfrentam desafios nutricionais significativos. As terapias injetáveis podem desempenhar um papel vital na manutenção da nutrição desses pacientes, ajudando a fortalecer o sistema imunológico, a promover a recuperação e a melhorar a qualidade de vida durante este período desafiador.
 

Riscos Associados

Apesar dos benefícios, as terapias injetáveis não estão isentas de riscos. Complicações potenciais incluem infecções, reações alérgicas, e efeitos adversos relacionados à overdose de nutrientes ou interações medicamentosas prejudiciais. A qualidade e a procedência dos produtos utilizados, bem como a competência dos profissionais que realizam o procedimento, são fatores críticos que podem aumentar ou diminuir esses riscos. Por isso, a importância dos exames médicos, procedimentos e cuidados profissionais. 

Cada organismo é único, e o que beneficia um indivíduo pode ser prejudicial a outro. Portanto, a avaliação médica prévia, incluindo exames específicos, é indispensável para determinar a adequação da terapia injetável para o paciente. Esses exames ajudam a identificar possíveis contraindicações e a personalizar o tratamento, minimizando os riscos e maximizando os benefícios. 

“A terapia deve ser executada exclusivamente em clínicas especializadas, sob a supervisão de profissionais de saúde qualificados. Isso inclui a avaliação médica inicial, a escolha dos nutrientes e medicamentos específicos para cada caso, e o monitoramento durante a administração. Profissionais devem possuir registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e Registro de Qualificação de Especialista (RQE) quando aplicável.”. Destaca a Dra. Renata. 

Recentemente, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) emitiu um alerta sobre a prática da terapia injetável. Após fiscalizações, foram encontradas clínicas oferecendo tratamentos sem embasamento científico adequado, além de condições inadequadas de armazenamento dos produtos. Isso ressalta a necessidade de vigilância e regulamentação mais estritas para proteger os pacientes.

“A terapia injetável pode oferecer benefícios significativos para pacientes selecionados. Contudo, é imperativo que o tratamento seja baseado em uma avaliação médica rigorosa, realizada por profissionais qualificados e em ambientes devidamente equipados e regulados. Pacientes e profissionais devem estar cientes de que, enquanto o tratamento possui potencial terapêutico, não é uma solução milagrosa e deve ser abordada com cautela e responsabilidade. A promessa de benefícios clínicos deve ser equilibrada com a compreensão dos riscos e das limitações do tratamento, garantindo a segurança e o bem-estar do paciente acima de tudo.” Finaliza a Dra. Renata Domingues de Nóbrega.


Dra. Renata Domingues de Nóbrega - CRM 139.421 - Médica especializada em Nutrologia, atua com objetivo no EMAGRECIMENTO SAUDÁVEL, MANUTENÇÃO DO PESO, REEDUCAÇÃO ALIMENTAR e reposição de micronutrientes que todo organismo necessita, através de protocolos de saúde. A Médica Nutróloga leva também para seus pacientes LONGEVIDADE e conscientização para uma alimentação balanceada.
Instagram: drarenata_domingues


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