Ausência de projeto, falhas de
aplicação e escolha inadequada de sistemas de impermeabilização estão entre as
principais causas de problemas em construções novas
Mesmo em edificações recém-construídas, o surgimento de
infiltrações não é incomum. Manchas de umidade, bolhas na pintura e
desprendimento de revestimentos podem aparecer pouco tempo após a entrega da
obra, revelando falhas que muitas vezes estão ligadas à ausência de um projeto
adequado de impermeabilização ou à execução incorreta do sistema.
Em muitos casos, a impermeabilização ainda é tratada de forma secundária
durante o planejamento da obra. Em vez de ser definida na etapa de projeto, a
solução acaba sendo decidida apenas durante a execução, o que aumenta o risco
de escolhas inadequadas de produtos e métodos de aplicação.
“A impermeabilização ainda é aprendida por amor ou por
dor. Infelizmente, na maioria das vezes, é pela dor, quando os problemas
aparecem”, afirma Francisco Puente, do departamento técnico do Grupo Soprema.
Segundo ele, muitas obras sequer contam com um projeto específico para essa
etapa. “Sem planejamento, aumentam as chances de utilizar o produto errado, aplicar
com espessura inadequada ou deixar de considerar detalhes construtivos
importantes.”
Outro fator recorrente está relacionado ao ritmo das obras. A pressão por
prazos mais curtos pode levar à execução apressada de etapas fundamentais,
comprometendo o desempenho do sistema de impermeabilização. Além disso, a falta
de mão de obra especializada também contribui para erros de aplicação, que
podem comprometer a proteção da estrutura.
Também é comum que a impermeabilização seja tratada apenas como parte do
acabamento, e não como um elemento essencial para proteger a estrutura da
edificação. Esse entendimento equivocado pode levar à escolha de soluções
inadequadas para áreas críticas, como lajes, piscinas, reservatórios e
ambientes sujeitos à umidade constante.
“Para que o sistema funcione corretamente, é preciso considerar um conjunto de
fatores: as condições da obra, o tipo de produto utilizado, a qualificação do
aplicador e a manutenção ao longo do tempo”, explica Puente. “Quando essas
etapas são negligenciadas, as infiltrações podem surgir rapidamente, mesmo em
edificações novas.”
A prevenção continua sendo a melhor estratégia. A elaboração de um projeto de
impermeabilização, a escolha de sistemas adequados para cada situação e a
contratação de profissionais qualificados ajudam a reduzir riscos e a garantir
maior durabilidade às construções.
Soprema Group
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