Movimentos como
valorização da cultura local e da memória afetiva se refletem em cores,
superfícies e soluções das marcas da Dexco
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| Coleção Argilas - Portinari |
A forma de pensar os interiores está
mudando. Em resposta a um cotidiano cada vez mais acelerado, projetos passam a
priorizar continuidade, identidade e significado, movimentos que já se refletem
diretamente nas escolhas de cores, materiais e superfícies.
Nesse contexto, pesquisas desenvolvidas pela Dexco em parceria com a WGSN
ajudam a entender como tendências como a valorização da cultura local, a casa
como espaço de memória e a busca por permanência vêm influenciando o
desenvolvimento de produtos e projetos no setor.
Entre esses movimentos, a valorização da cultura latino-americana ganha
força ao reposicionar o repertório local como ponto de partida para o design.
Em vez de referências externas, cresce o interesse por paletas conectadas ao
território, capazes de traduzir paisagens, materiais e modos de viver. Dados da
pesquisa, que ouviu 1.125 brasileiros, indicam que cerca de 55% das pessoas
se sentiriam orgulhosas ao viver em um espaço que represente a cultura
latina.
Esse direcionamento se materializa na
forma como a cor passa a ser aplicada nos projetos. Na Portinari,
coleções como Argilas traduzem a diversidade dos solos brasileiros em
tons minerais e terrosos que carregam origem e identidade. A superfície deixa
de ser apenas acabamento e passa a funcionar como linguagem, conectando o
ambiente a um repertório cultural mais amplo.
A casa-memória aparece como
outro eixo importante. Os interiores deixam de buscar neutralidade e passam a
incorporar história, afeto e identidade. Superfícies, objetos e escolhas
cromáticas funcionam como registros de vivências, criando espaços que acumulam
camadas ao longo do tempo. A força desse movimento se reflete nos dados, com 78%
dos entrevistados reconhecendo a casa como um espaço que concentra memórias
e histórias pessoais.
“A casa precisa equilibrar eficiência e
significado. Ao mesmo tempo em que responde às demandas do dia-a-dia, ela deve
sustentar experiências que criem vínculo e permanência”, afirma Marcelle Brunel, Head do Design Office da Dexco.
A relação com o tempo também se
expressa na valorização de materiais que evidenciam o uso e o envelhecimento.
Não à toa, 68% das pessoas dizem valorizar objetos que resgatam boas
memórias. Na Castelatto, esse conceito se traduz em superfícies que
evidenciam a ação do tempo como parte do design. Em linhas como Ruína,
Fragmento e Matéria, o desgaste, os fragmentos e as texturas ganham destaque,
criando composições únicas e carregadas de significado.
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| Brick Matéria - Castelatto |
Ao mesmo tempo, a valorização do design
brasileiro reforça o repertório local como força criativa. “Estamos vivendo
um momento em que identidade e cultura deixam de ser referência e passam a ser
ponto de partida para o projeto”, observa Marina Crocomo, diretora de
Marketing e Design da Dexco.
Nesse cenário, cor e materialidade
passam a atuar de forma integrada. Enquanto a cor constrói identidade e
pertencimento, a textura e o material aprofundam a experiência sensorial dos
ambientes e revelam a passagem do tempo. Em um mundo orientado pela velocidade,
o novo luxo talvez esteja justamente no oposto. Criar espaços que desaceleram,
acolhem e permitem permanecer.
É nesse território que a Dexco,
detentora das marcas Deca, Portinari, Duratex, Castelatto, Ceusa e Durafloor,
consolida seu olhar sobre o morar contemporâneo, conectando estudo, design e
desenvolvimento de produtos em uma mesma direção. Ao articular marcas,
materiais e repertórios, a companhia reforça seu papel na construção de
ambientes que não apenas respondem ao presente, mas ajudam a desenhar novas
formas de viver o tempo.


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