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domingo, 3 de maio de 2026

Sótão: como transformar o espaço sob o telhado em área útil

Acolhedor, com ares de refúgio e, muitas vezes nostálgico, essa extensão da casa pode se transformar de uma área esquecida a um ambiente funcional para atividades dos moradores. O arquiteto Paulo Tripoloni também ressalta o benefício do conforto térmico e valorização venal que a estrutura entrega ao imóvel


Nesta residência projetada pelo arquiteto Paulo Tripoloni, o sótão ganhou um novo sentido para a família. Ao invés de ser mais um espaço de armazenamento, tornou-se um ambiente que equilibra recolhimento e convivência, com luz natural abundante e uma vista que se abre como cenário | Projeto Atelier Paulo Tripoloni
 Foto: JP Imagem

 

Antes de pensar nos usos, o profissional pontua a importância de entender os motivos que levam a sótão a se configurar como esse espaço tão interessante. Dentre as principais características estruturais que influenciam diretamente no resultado, ele pontua:


·        Pé-direito variável, que acompanha a inclinação do telhado, incide em alturas mais altas e mais baixas, exigindo soluções inteligentes de layout.

Nem toda a área apresenta uma altura confortável para circulação, então o mobiliário precisa ser sob medida”, comenta Paulo.


·        Aproveitamento de área, tradicionalmente, ele aponta que o telhado era considerado apenas um vazio técnico. Entretanto, com ajustes na altura da cobertura é completamente viável executar um ambiente funcional sem grandes mudanças na volumetria da casa.


·        Iluminação natural por meio de claraboias e janelas posicionadas no plano do telhado.


·        Isolamento térmico, indispensável por estar diretamente sob o telhado, o sótão está mais exposto às variações de temperatura.

Sem um bom isolamento, o ambiente pode se tornar quente demais no verão e demasiadamente frio inverno. O conforto térmico é essencial para o projeto”, frisa.

 

Fase do projeto


Como nem toda residência comporta um sótão de forma natural, o arquiteto começa analisando a relação entre o telhado e o estilo arquitetônico do projeto. Para ele, casas com telhados inclinados costumam oferecer as melhores oportunidades.

 

 

Ao transformar um espaço de caráter técnico em um ambiente habitável, é possível desenvolver novos cômodos para a residência e valorizar a estrutura existente | Foto: Freepik


Antes de pensar nos usos, o profissional pontua a importância de entender os motivos que levam a sótão a se configurar como esse espaço tão interessante. Dentre as principais características estruturais que influenciam diretamente no resultado, ele pontua:

·        Pé-direito variável, que acompanha a inclinação do telhado, incide em alturas mais altas e mais baixas, exigindo soluções inteligentes de layout.

Nem toda a área apresenta uma altura confortável para circulação, então o mobiliário precisa ser sob medida”, comenta Paulo.

·        Aproveitamento de área, tradicionalmente, ele aponta que o telhado era considerado apenas um vazio técnico. Entretanto, com ajustes na altura da cobertura é completamente viável executar um ambiente funcional sem grandes mudanças na volumetria da casa.

·        Iluminação natural por meio de claraboias e janelas posicionadas no plano do telhado.

·        Isolamento térmico, indispensável por estar diretamente sob o telhado, o sótão está mais exposto às variações de temperatura.

Sem um bom isolamento, o ambiente pode se tornar quente demais no verão e demasiadamente frio inverno. O conforto térmico é essencial para o projeto”, frisa.

 

Fase do projeto 


Como nem toda residência comporta um sótão de forma natural, o arquiteto começa analisando a relação entre o telhado e o estilo arquitetônico do projeto. Para ele, casas com telhados inclinados costumam oferecer as melhores oportunidades.

 

Neste sótão implementado pelo arquiteto Paulo Tripoloni, o espaço acima não tinha pé-direito adequado e o telhado acompanhava a inclinação da viga principal. Para a implementação, ele concebeu uma mansarda – designada pelas duas inclinações da estrutura, que ampliou a altura e o nivelamento do piso de cimento queimado | Projeto Atelier Paulo Tripoloni | Foto: JP Image


Mesmo em casas já construídas, é possível adaptar o telhado para viabilizar o uso do sótão. Para tanto, Paulo instrui sobre o aumento discreto da altura do telhado para que o espaço interno ganhe uma nova configuração.

 

Quando o sótão nasce junto com o projeto arquitetônico, ele se integra melhor ao conjunto da casa, deixando de ser um acréscimo improvisado para ajustar como uma extensão natural”, diz.

 

Sobre a escada

Além das questões estruturais, um dos pontos mais importantes ao planejar um sótão está no acesso ao ambiente, pois a escada é na maioria das vezes o maior desafio do projeto. Quando o sótão faz parte da concepção original da casa, é possível reservar um local adequado para a circulação vertical, mas já em reformas ou adaptações posteriores, a inserção da estrutura exige criatividade.

 

Todo sótão dá uma dor de cabeça com o acesso. Quando ele é pensado no projeto, fica mais fácil resolver, mas quando ele surge depois, como acontece em algumas obras, é preciso encontrar soluções sob medida para encaixar a escada no espaço existente”, reflete Paulo, que complementa que não é só ter um espaço de sótão que está tudo bem, a escada é uma questão importante e precisa ser bem resolvida para que o ambiente funcione de verdade no dia a dia.

Quando não há área suficiente para uma escada convencional, modelos retráteis ou compactos podem ser alternativas viáveis | Projeto Atelier Paulo Tripoloni | Foto: JP Image

Vantagens e ganhos

A decoração transformou o ambiente em espaço de meditação e contemplação | Projeto Atelier Paulo Tripoloni | Foto: JP Imagem


Como dito, uma das principais vantagens do sótão é a capacidade de ampliar a área útil da casa em configurações que passam a integrar a rotina da família como um quarto para hóspedes, home office, aproveitando o caráter mais reservado do ambiente, sala de jogos ou TV ou outras finalidades como a música, leitura ou meditação.

 

O sótão tem um caráter naturalmente acolhedor. Ele não é aquela visão de quarto escuro com mofo que vemos em muitos filmes, mas sim uma extensão da casa”, afirma o profissional.

  

Dicas de decoração


No sótão, planejado pelo arquiteto Paulo Tripoloni, a madeira estrutura o espaço e cria unidade, enquanto os volumes baixos, as fibras naturais e as peças de apoio arredondadas suavizam a composição | Projeto Atelier Paulo Tripoloni | Foto: JP Image



Chegado o momento de decorar o sótão, o primeiro tópico abordado pelo arquiteto é a iluminação. “Como a luz natural costuma entrar por pontos específicos, é fundamental complementar com iluminação artificial bem distribuída, seja com luminárias de apoio, ou com pontos indiretos, para deixar o ambiente mais aconchegante”, completa.

 

Já para a paleta de cores, ele sugere tons claros e neutros que contribuirão para refletir a luz e tornar o ambiente mais leve, enquanto materiais naturais como fibras, palhinha e madeira atribuem um clima mais charmoso. Outro ponto essencial é a organização com uso de marcenaria sob medida para manter o ambiente livre e funcional. 



Atelier de Arquitetura Paulo Tripoloni
Instagram: @paulotripoloni
Site: www.paulotripoloni.com.br



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