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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Cirurgia intrauterina aumenta em 50% chances de sobrevivência em bebês com Hérnia Diafragmática Congênita

Cirurgia intrauterina – Hérnia diafragmática
– Crédito: Vera Cruz Hospital
 Referência no tratamento da patologia, o Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), realiza procedimentos de cirurgia fetal desde 2019

 

Considerada uma doença rara, a Hérnia Diafragmática Congênita (HDC) acomete entre um e quatro bebês a cada 10 mil nascidos vivos, conforme dados de sociedades internacionais especializadas no assunto. O problema tem como principal característica a falha no fechamento ou ausência do diafragma, o que pode levar a diversas complicações. Por essa razão, os cuidados para tratar o problema começam ainda na fase intrauterina, por meio de cirurgias de altíssima complexidade, e prosseguem a partir do nascimento, exigindo uma estrutura de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal com multiprofissionais e equipamentos de alta tecnologia para o suporte à vida. Em 2023, o Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), tratou quatro casos. No ano anterior não foi registrado nenhum procedimento; em 2021, foram três. A unidade é um dos centros de excelência do país com expertise para assistência a bebês com a condição. 

O coordenador do Serviço de Medicina & Cirurgia Fetal do Vera Cruz Hospital, Dr. Renato Ximenes, destaca o pioneirismo neste tipo de tratamento. “Somos um dos poucos hospitais do Brasil que está capacitado para receber e intervir em casos que necessitem de terapia ou cirurgia fetal intraútero. Recebemos pacientes de todo Brasil que precisam de nossa ajuda”, completa.

 

Diagnóstico 

Pediatra e neonatologista do Vera Cruz Hospital, Michelle Medeiros de Machi explica que o problema é diagnosticado por meio de exames de ultrassonografia no primeiro trimestre da gestação – entre 11 e 14 semanas de gravidez. “Com os avanços da medicina e da tecnologia, o exame possibilita a avaliação do funcionamento do músculo diafragma, que deve fazer movimentos de contração. Se isso não estiver ocorrendo, indica uma malformação. E isso pode fazer com que órgãos que geralmente se desenvolvem na cavidade abdominal, tais como o fígado, estômago, baço e o intestino, migrem do abdome para a cavidade torácica. Assim, podem comprimir os pulmões prejudicar a evolução deles, que ficam subdesenvolvidos, o que chamamos de Hipoplasia Pulmonar”, detalha. 

Para os pais que recebem o diagnóstico, a esperança vem da possibilidade de corrigir o problema ainda na fase de gestação, por meio de uma cirurgia chamada de Oclusão Traqueal Fetal. “Esse procedimento é indicado para os casos mais graves, é minimamente invasivo e tem o objetivo de aumentar a sobrevida dos pacientes. É feito por meio de uma técnica de fetoscopia, ou seja, com ajuda de um endoscópio de fibra óptica”, explica Marcio Miranda, cirurgião fetal do Vera Cruz. Segundo o especialista, a literatura médica aponta que as cirurgias intrauterinas para estes casos aumentam em 50% as chances de sobrevivência. Em casos sem operação, as chances de vida são de 10%. 

O procedimento, que dura em média 30 minutos, deve ser feito em ambiente hospitalar preparado e bem-estruturado, uma vez que exige anestesia peridural e sedação para a mãe, e anestesia também para o bebê. “A técnica consiste na introdução de uma câmera (fetoscopio) dentro do útero até alcançar a traqueia fetal e introdução de um balão para a oclusão traqueal. Esta oclusão, fará com que o pulmão cresça e desenvolva”, explica o especialista. 

O balão ficará por algumas semanas na traqueia do bebê, tendo a função de estimular o crescimento do pulmão. Entre a 32ª e 34ª semana de gestação, o pequeno balão será removido, também por procedimento minimamente invasivo. E, ao nascer, o recém-nascido irá precisar dos recursos de uma UTI Neonatal preparada para fornecer a assistência especializada. “O tempo de internação e os recursos que cada bebê irá precisar variam de paciente para paciente, conforme se der a evolução do quadro clínico”, salienta a pediatra. 

A médica explica que o comprometimento no desenvolvimento dos pulmões (Hipoplasia Pulmonar), principal consequência da HDC, pode desencadear a redução do fluxo sanguíneo para o órgão, gerar pressão alta na circulação pulmonar (Hipertensão Pulmonar) e dificuldade de oxigenação do sangue. “O tratamento deverá ser intensivo: no período neonatal, com acompanhamento multiprofissional, tendo foco em resolutividade, no caso de complicações decorrentes da HDC; qualidade de vida deste paciente; e garantindo a sobrevida. Seguindo o plano terapêutico definido, é possível ter uma vida longa, permitindo os melhores resultados possíveis”, conclui.

 

Evolução

“Nos últimos anos, os avanços na medicina em cirurgia intrauterina têm sido significativos, permitindo intervenções cada vez mais precisas para a correção de anomalias congênitas em fetos. São técnicas minimamente invasivas, que garantem maior segurança para a gestante e o bebê, reduzindo a ansiedade e estresse que esses casos geram aos pais e familiares. Evoluímos muito, as pesquisas são constantes e o Vera Cruz acompanha esse progresso, sempre em busca de inovações que visam melhorar os resultados e reduzir os riscos para o feto durante o desenvolvimento intrauterino”, destaca Miranda.

  

Vera Cruz Hospital


Dengue: hidratação com até 6 litros de água pode evitar o tipo hemorrágico

Especialista em Saúde Pública esclarece que uma pessoa pode adoecer quatro vezes com os quatro sorotipos da doença 

 

 Chuvas e calor intenso anteciparam a proliferação dos mosquitos Aedes aegypti. Segundo o médico sanitarista e professor de Saúde Pública do Centro Universitário São Camilo, Sérgio Zanetta, a mudança climática foi a responsável pela epidemia de dengue que se alastrou de maneira mais forte este ano. Esse aumento de casos que costumava ocorrer em março já está acontecendo no início de fevereiro. A mudança climática, as chuvas e o calor intenso causaram um desequilíbrio que permitiu o desenvolvimento propício ao vetor Aedes aegypti.

 

Nos últimos anos, devido ao confinamento e a outros comportamentos, aconteceu uma redução do número de casos e, segundo o especialista, isso fez com que se tenha hoje uma quantidade de pessoas suscetíveis muito grande, além da circulação dos quatro sorotipos no Brasil. De acordo com Zanetta, uma pessoa pode pegar dengue quatro vezes em qualquer um dos sorotipos da dengue. “Há uma explosão em todos os estados. Entre os 10 com maior coeficiente de incidência, quatro são dos Estados do Sudeste, dois do Centro-Oeste - Goiás e Distrito Federal -, dois do Sul - Paraná e Santa Catarina - e dois, do Norte - Acre e Amazonas. Mas em todas as regiões há um grande aumento do número de ocorrências. É fundamental aumentar o trabalho de controle do vetor, mas também é preciso tratar as pessoas que estão com suspeita de dengue”, afirmou. 


Tratamento


O professor de Saúde Pública explicou que há tratamento precoce para a dengue. Em caso de febre, dor no corpo, dor de cabeça e mal-estar e ausência de coriza e de infecção respiratória, a suspeita é de dengue e a doença pode se tornar grave se não for manejada adequadamente. “Quem tiver esses sintomas deve iniciar imediatamente o tratamento precoce, que é a hidratação. Nos primeiros sintomas da doença, pacientes adultos devem tomar entre quatro a seis litros de água por dia e as crianças devem beber 60ml a 80ml por quilo. Mas é importante procurar assistência médica, que vai controlar o caso e ajudar a passar a infecção com mais conforto e impedir fenômenos hemorrágicos, diminuindo a hospitalização e, eventualmente as mortes", orientou o professor de Saúde Pública do Centro Universitário São Camilo. De acordo com Zanetta, quem já teve dengue uma vez, na segunda ela pode vir mais forte, inclusive com fenômenos hemorrágicos e é fundamental não esperar ter sintomas de sangramentos, que podem ocorrer nas gengivas, nas fezes e na urina, além de manchas hemorrágicas pelo corpo. Essa é uma prioridade que torna possível enfrentar essa epidemia”, finalizou.



Cinco dicas para retomar a rotina de estudos após o Carnaval

Cerca de 3 milhões de alunos voltaram às aulas na
rede estadual nas mais de 5 mil escolas do estado de São Paulo.
 Unsplash


58% dos jovens brasileiros já acordam cansados e 94% sentem sonolência ou queda de rendimento ao longo do dia, segundo pesquisa


 

O Carnaval acabou e junto com ele retornou a rotina dos estudos. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e Question Pro, a estimativa é de que 67,9 milhões de pessoas tenham participado da festividade, o que equivale a 44% da população. Em comparação com o ano de 2023, esse número representa um aumento significativo, já que anteriormente apenas 37% da população participou do Carnaval. 

“A tradição carnavalesca envolve pessoas de todas as idades e grupos sociais. Para os estudantes, o retorno às aulas muitas vezes coincide com o fim do Carnaval. Após esses dias de folia, é importante que eles estejam preparados para equilibrar suas obrigações com a diversão, especialmente, ao retornar ao ciclo dos estudos. Organizar o tempo, priorizar as tarefas mais importantes e estabelecer horários que conciliam estudo e lazer são fatores imprescindíveis”, explica Thiago Busignani, Gerente de Operações do Cebrac (Centro Brasileiro de Cursos). 

O retorno às aulas teve início nesta quinta-feira (15). Segundo informações do Seduc-SP (Secretaria da Educação do Estado de São Paulo), cerca de 3 milhões de alunos voltaram à rede estadual nas mais de 5 mil escolas do estado de São Paulo. Retomar os estudos pode parecer desafiador, pois exige concentração, foco e disciplina. Para lidar com essa atividade, é fundamental criar um planejamento que ajuda na gestão do tempo e que inclua períodos adequados de descanso. 

Uma pesquisa realizada pelo Ipom (Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente), em parceria com o Instituto Sou+Jovem, revelou que 58% dos jovens brasileiros já acordam cansados e 94% sentem sonolência ou queda de rendimento ao longo do dia. Isso porque 88% avaliaram o próprio sono como ruim ou insatisfatório, afirmando que encaram dificuldades para dormir. O levantamento entrevistou 1.830 pessoas de 14 a 18 anos.

Após um período de festa, o descanso e a organização do tempo tornam-se essenciais para manter a motivação, produtividade e qualidade nos estudos. Pensando nisso, Busignani elenca cinco dicas para voltar à rotina dos estudos após a folia de Carnaval:
 

1- Priorize o descanso: para garantir um bom desempenho nos estudos, é primordial que tanto a mente quanto o corpo estejam em equilíbrio. É importante retomar gradualmente ao ritmo intenso dos estudos, permitindo-se adaptar novamente ao padrão das aulas e das entregas;
 

2 - Pratique uma atividade física: para promover o bem-estar, é essencial manter o corpo em movimento. Comece devagar, reservando 20 minutos diários para a prática de exercícios físicos e verá a diferença na hora de manter a rotina nos estudos;
 

3 - Cultive uma mentalidade positiva: mantenha pensamentos que te deem significados e motivação para seguir em frente. Não desanime diante do primeiro obstáculo. Sua mente tem o poder de superar desafios e levá-lo a patamares que você nem imaginava serem possíveis;
 

4 - Mantenha o foco: os estudos são fundamentais para alcançar uma carreira promissora. No entanto, para isso, é crucial manter o foco no objetivo e estabelecer uma rotina disciplinada para atingir novas conquistas;
 

5 - Crie um plano de estudos: independentemente se for de curto, médio ou longo prazo, o importante é ter uma direção para alcançar os objetivos. Com uma gestão eficaz do tempo, é possível manter os estudos em dia e ainda aproveitar momentos com amigos e familiares.
 

No Cebrac, o curso Assistente Administrativo & Financeiro proporciona aos alunos a oportunidade de aprimorar suas habilidades de organização do tempo por meio de um planejamento eficiente.
 

CEBRAC


Grandes usinas solares atingem 12 gigawatts e ultrapassam R$ 54,3 bilhões de investimentos no Brasil, informa ABSOLAR

  Segundo a entidade, estes empreendimentos fotovoltaicos geraram, no acumulado, mais de 365,2 mil empregos verdes e proporcionaram cerca de R$ 19 bilhões em arrecadação aos cofres públicos

   

O Brasil acaba de ultrapassar a marca de 12 gigawatts (GW) de potência operacional nas grandes usinas solares, de acordo com o mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). Segundo a entidade, desde 2012, o segmento já trouxe mais de R$ 54,3 bilhões em novos investimentos e mais de 365,2 mil empregos verdes acumulados, além de proporcionar cerca de R$ 19 bilhões em arrecadação aos cofres públicos.
 
Atualmente, as usinas solares de grande porte operam em todos os estados brasileiros, com liderança, em termos de potência instalada, da região Nordeste, com 59,95% de representatividade, seguida pelo Sudeste, com 38,85%, Sul, com 0,27%, Norte, com 0,33% e Centro-Oeste (mais DF), com 0,36%.
 
O CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, ressalta que, além de ser uma fonte competitiva e limpa, a maior inserção da energia solar em grandes usinas é fundamental para o País reforçar a sua economia e impulsionar o processo de transição energética. “A fonte solar é parte desta solução e um verdadeiro motor de geração de oportunidades, novos empregos e renda aos cidadãos”, aponta.
 
“O crescimento da energia solar fortalece a sustentabilidade, alivia o orçamento das famílias e amplia a competitividade dos setores produtivos brasileiros, fatores cada vez mais importantes para a economia nacional e para o cumprimento dos compromissos ambientais assumidos pelo País”, acrescenta.
 
Para Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, o crescimento acelerado da energia solar é tendência mundial e colabora para o processo de descarbonização das economias. “O Brasil possui um dos melhores recursos solares do planeta, o que abre uma enorme possibilidade para a produção do hidrogênio verde (H2V) mais barato do mundo e o desenvolvimento de novas tecnologias sinérgicas, como o armazenamento de energia e os veículos elétricos”, diz.
 
“Segundo estudo da consultoria Mckinsey, o Brasil poderá ter uma nova matriz elétrica inteira até 2040 destinada à produção do H2V. Para tanto, o País deverá receber cerca de R$ 1 trilhão em investimentos no período, como geração de eletricidade, linhas de transmissão, unidades fabris do combustível e estruturas associadas, incluindo terminais portuários, dutos e armazenagem”, acrescenta Koloszuk.


7 dicas para evitar golpes ao comprar um smartphone

iStock
Escolher fontes confiáveis e realizar o pagamento em plataformas seguras são medidas para se proteger de fraudes

 

No cenário digital, a busca pelo smartphone ideal muitas vezes leva os consumidores a enfrentar desafios, incluindo a ameaça constante de golpes. Neste contexto, é fundamental estar ciente das práticas de segurança e estratégias para evitar fraudes ao adquirir um aparelho. Confira as dicas da empresária e especialista em tecnologia Michelle Menhem para proteger-se.

 

1 - Escolha fontes confiáveis:

Ao adquirir um smartphone, dê preferência a lojas autorizadas, revendedores oficiais ou sites renomados. Evite vendedores desconhecidos e ofertas tentadoras que possam esconder armadilhas.

 

2 - Conheça sobre o vendedor:

Antes de finalizar a compra, pesquise sobre o vendedor ou a loja. Avaliações, reputação e histórico de reclamações podem oferecer informações valiosos sobre a legitimidade do vendedor.

 

3 - Faça uma inspeção do produto:

Para dispositivos usados, examine cuidadosamente o celular. Solicite fotos detalhadas, verifique o número de série e compare as especificações com as informações oficiais para assegurar a autenticidade do aparelho.

 

4 - Realize o pagamento de forma segura:

Escolha métodos de pagamento confiáveis, como cartão de crédito ou PayPal, que proporcionam proteção ao comprador. Evite transferências diretas ou serviços duvidosos que possam expor você a possíveis golpes.

 

5 - Desconfie de ofertas irresistíveis:

Se a oferta parecer muito boa para ser verdade, é provável que seja falsa. Desconfie de preços excessivamente baixos e vendedores pressionando para fechar negócio rapidamente.

 

6 - Exija documentação e garantia:

Ao comprar um celular novo, exija a nota fiscal original e verifique se a garantia está incluída e válida. Documentação adequada é essencial para proteger seus direitos como consumidor.

 

7 - Reconheça os sinais de golpe:

Esteja atento a sinais de possíveis golpes, como pressão por pagamentos adiantados, solicitações de informações pessoais e propostas para realizar transações fora de plataformas seguras.

 

Lembre-se de confiar no seu instinto e usar o bom senso ao fazer qualquer compra. Se algo parecer suspeito, é sempre melhor reconsiderar e buscar uma alternativa mais confiável.




Fonte:
Michelle Menhem l @michellemenhemm - Especialista em tecnologias
CEO @techchannelcapacitacao @skymachine @skytech


Como trabalhar uma criança não verbal em sala de aula

Neuropedagoga explica que incentivar gestos e contato visual, entre outros pontos, é fundamental


Uma criança não verbal, ou seja, uma criança que tem dificuldade de se comunicar verbalmente, precisa ser estimulada de outras formas para se desenvolver em sala de aula. 

Segundo Mara Duarte, neuropedagoga, psicopedagoga, psicomotricista e coach educacional, além de diretora do Grupo Rhema, nestes casos, comunicações não-verbais, como gestos e contato visual, devem ser incentivadas desde cedo, especialmente com relação a crianças que estão no espectro autista, onde a linguagem pode se manifestar de maneira singular.

“O autismo não-verbal apresenta desafios tanto para a criança quanto para os educadores e familiares. A necessidade de desenvolver formas alternativas de comunicação é essencial para compreender sentimentos, pensamentos e vontades. Lembrando sempre que “não-verbal” não significa ser incapaz de se comunicar, mas sim a dificuldade em fazê-lo verbalmente”, explica Mara. 

De acordo com a especialista, brincadeiras e atividades lúdicas são ferramentas poderosas no desenvolvimento da linguagem. “Comunique-se através de gestos, expressões e imagens. Estimule o desenvolvimento da expressão corporal e facial, criando alternativas para facilitar a comunicação. Também é fundamental permitir que a criança se expresse no seu próprio tempo, sem pressões desnecessárias”, orienta.

Outro ponto importante, segundo Mara, considerando que a imitação é uma forma de comunicar a compreensão mútua, é lembrar que os jogos de imitação são ferramentas simples e eficazes que ajudam a promover  a interação e a compreensão.  

A neuropedagoga afirma que é preciso pensar em intervenção multidisciplinar. “Os professores devem colaborar com fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e outros profissionais especializados em autismo para desenvolver estratégias individualizadas e apoiar as necessidades do aluno em diferentes áreas, como linguagem, habilidades motoras e comportamento”, diz ela. 

Além disso, utilizar sinalização visual pode ajudar os alunos a entenderem a rotina diária, as instruções e as expectativas em sala de aula, segundo a neuropedagoga. Os professores podem criar calendários visuais, horários de atividades e listas de tarefas usando imagens ou símbolos para auxiliar na compreensão. “É fundamental fornecer aos alunos com autismo não-verbal formas alternativas de comunicação, o que pode incluir o uso de sistemas de comunicação aumentativa e alternativa, como pranchas de comunicação, e a criação de um ambiente que incentive e apoie o uso desses recursos”, finaliza.

 

Mara Duarte da Costa - neuropedagoga, psicopedagoga, psicomotricista e coach educacional. Além disso, atua como mentora, empresária, diretora geral da Fatec e diretora pedagógica e executiva do Grupo Rhema Educação. As instituições já formaram mais de 80 mil alunos de pós-graduação, capacitação on-line e graduação em todo o Brasil. Para mais informações, acesse o site ou pelo instagram.


Ano novo, otimismo em alta: empresários estão mais confiantes em 2024

Índice de Confiança medido por Sebrae e FGV alcança em janeiro o melhor resultado desde outubro de 2022


O novo ano trouxe mais otimismo para os donos de pequenos negócios no Brasil. É o que aponta a Sondagem das Micro e Pequenas Empresas, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável por calcular o Índice de Confiança das Micros e Pequenas Empresas (IC-MPE). Em janeiro, o IC-MPE subiu 1,5 ponto, chegando a 94 pontos e registrando a melhor pontuação desde outubro de 2022. A alta foi puxada pelos setores de Comércio e Serviços.

O levantamento mostra que o avanço foi resultado das percepções dos empresários com relação ao momento atual somadas às expectativas de curto prazo. “Podemos atribuir a alta da confiança no começo do ano aos setores do Comércio e de Serviços, principalmente pelas expectativas de curto prazo”, ressalta o presidente do Sebrae, Décio Lima. "A confiança é o excelente resultado alcançado em 2023. O ano foi de inflação controlada, de alta no PIB e de geração de empregos. E os pequenos negócios foram os principais geradores de emprego no país. Temos pela frente o Desenrola para empresas e a Reforma Tributária, além dos juros que precisam baixar", complementa o dirigente.


Comércio

No Comércio, a melhoria da confiança foi motivada pela alta da demanda atual. A expectativa dos comerciantes cresceu e é positiva para os próximos seis meses. Temas como crédito, volume de compras atual e tendências dos negócios contribuíram positivamente para os dados finais. De acordo com o estudo, a proporção de empresas do Comércio que consideram que está fácil obter crédito cresceu em relação ao último mês. Em janeiro de 2024, o Índice Confiança das Micro e Pequenas Empresas do Setor Comércio (MPE-Comércio) avançou 2,9 pontos, para 90,6 pontos, também alcançando o maior nível desde outubro de 2022.


Serviços

A confiança das micro e pequenas empresas de Serviços registrou um resultado favorável em janeiro, subindo 3,3 pontos, batendo os 94,3 pontos, maior nível desde outubro de 2022 (96,1 pontos). As expectativas do setor para os próximos seis meses e o quesito volume de demanda para os próximos três meses responderam pela melhora no índice – com predominância dos temas tendências de negócios, demanda prevista e faturamento previsto. Nesse sentido, a proporção de empresas de Serviços que consideram que está fácil obter crédito cresceu em janeiro de 2024. Todos os segmentos pesquisados avançaram, com destaque para outros (serviços) e o de serviços de transporte, que pode ter sido influenciado pela possibilidade de uma nova safra recorde no agronegócio este ano.


Indústria da Transformação

A confiança das pequenas indústrias cedeu 1,4 ponto, descendo para 95,1 pontos e dando continuidade à desaceleração observada em dezembro passado. Entre as razões para a redução no índice estão a estabilização dos estoques e crédito.


Dengue: condomínios de SP ganham manual de combate ao mosquito transmissor

Iniciativa da Lello, maior administradora do país, alerta para sintomas e cuidados preventivos nas áreas comuns dos prédios e no interior de apartamentos

 

A Lello, administradora de condomínios do Brasil, quinta maior do mundo, lançou um manual de combate à dengue direcionado a síndicos e corpo diretivo dos condomínios de São Paulo. 


O objetivo é disseminar entre moradores e funcionários os cuidados preventivos necessários para eliminação de focos do Aedes aegypti, transmissor da doença, nos prédios.


O documento alerta principalmente sobre providências a serem tomadas para a eliminação de focos do mosquito nas áreas comuns dos condomínios, como piscinas, jardins, calhas, ralos externos, lajes e marquises. Também há dicas para que os moradores dos apartamentos fiquem atentos aos cuidados para evitar a proliferação do vetor da dengue no interior das unidades.


"É importante que os síndicos estejam alinhados com os moradores sobre o assunto, para que cada um faça a sua parte no combate à dengue. Trata-se de um grande desafio para a vida em coletividade, mas, com a mobilização de todos, é possível vencer a guerra contra o mosquito", destaca Angélica Arbex, diretora de Marketing da Lello Condomínios.


A Lello administra 3,5 mil condomínios na capital paulista, região metropolitana, interior e litoral do estado, onde vivem cerca de um milhão de pessoas.

A íntegra do manual de combate à dengue desenvolvido pela administradora também está disponível gratuitamente na internet e pode ser acessada pelo link: https://drive.google.com/file/d/1q_IE1h4SHISJnoiEGWdiLPrPOp9pXo0j/view?usp=sharing

 

Brasileiros unidos por um sentimento: a descrença nacional

 

Um sentimento – que já perdura algum tempo, a propósito - toma conta de muitos brasileiros: a descrença com o seu próprio país. E há um perfil traçado para os descontentes que são homens e mulheres que não são pessimistas, mas que se mostram preocupados com a situação nacional. Em suma, os cidadãos de bem e que amam a pátria, cumprem as leis, são trabalhadores, pagam os seus impostos e contribuem para o desenvolvimento do país.

 

Mais que isso: são brasileiros que já não conseguem esconder seu desapontamento com a elite pensante, com a grande parte da mídia e principalmente com a classe política, atribuindo a esses segmentos da sociedade grande parte das mazelas a nível nacional.

Não faltam razões para essas pessoas se sentirem dessa forma. Uma delas é o recorrente discurso de governantes e de setores da classe dominante, com eco na grande imprensa, que lhes dedicam amplo espaço e reverberam suas ideias.

 

Incontáveis são as falas prontas endossadas e replicadas diversas vezes pelos lemas: estado democrático de direito, democracia, governança ambiental, constituição cidadã dentre outros que embelezam discursos pomposos porque, de fato, são fundamentais a toda e qualquer nação livre.

 

Contudo, tudo soa como cinismo porque o discurso não é acompanhado das ações práticas que o brasileiro espera há tanto tempo e em vão. O que se vê com frequência no Brasil, é a repetição da retórica da preocupação com a população mais pobre sem a adoção de medidas efetivas para mudar essa realidade.

 

Ora, teorias e excessos de narrativas podem até contribuir, mas não salvam nações, não mudam o jogo, mas sim, os atos e as suas medidas efetivas. Os brasileiros anseiam por menos discursos e promessas e mais ações.

 

Mas infelizmente, o que presenciamos é totalmente o contrário. Assistimos à sistemática reiteração de atos destinados aos mais ricos e poderosos, aqueles que já gozam de muitos privilégios.

O que não se vê é o efetivo enfrentamento das elites dominantes da economia nacional, sempre em defesa dos seus próprios interesses e com inesgotável apetite para os lucros fáceis, mesmo que sabidamente às custas das classes menos favorecidas.

 

É isso o que alimenta, há décadas, a grande máquina nacional das desigualdades sociais, perpetuando a triste situação em que poucos ganham muito e muitos ganham pouco, ou quase nada.

 

A Educação, pilar para o desenvolvimento de qualquer país, aqui é abordada com falta de interesse, como questão menor. Parece que basta a aplicação do percentual mínimo do Orçamento prevista na Constituição. Não é verdade. O Brasil tem baixíssimo número de alunos das últimas séries do ensino fundamental e médio em escolas de tempo integral.

 

A classe dos mestres sofre com a falta de prestígio e respeito por parte do governo refletida pela remuneração dos professores que é baixíssima, muito inferior à de várias outras carreiras do funcionalismo público e dos milhares de cargos comissionados nos três entes federativos. Ignora-se um fator determinante que, sem a dedicação dos professores, não é possível formar médicos, dentistas, advogados, engenheiros, economistas, nem juízes, nem promotores, nem procuradores que compõem o Judiciário e gozam de polpudas remunerações.

 

“Sem educação não há salvação”, alardeia antigo chavão, sempre repetido, porém jamais levado a sério no país, onde educação nunca foi, de fato, uma prioridade nem de Estado nem de governos. Endosso uma matéria publicada na imprensa e que vi há um tempo, pertencente a organização não governamental Todos pela Educação, questionou: o que falta? O país tem censo, tem avaliação, tem Enem, Ideb, mas há um descompasso entre discurso e atitude. A educação não pode mais ser considerada como uma área a mais a ser tocada pelos governos: ela é essencial para que todas as outras funcionem, inclusive para geração de empregos e crescimento.

 

Em vez de dar o exemplo, a classe política cria mais privilégios para si e se apressa em aprovar anistia aos partidos políticos punidos pelos tribunais em razão de irregularidades cometidos durante suas campanhas eleitorais.

 

Ninguém toca no manto de impunidade em que se transformou o instituto do foro privilegiado. Não se cortam despesas milionárias que custeiam o conforto e os privilégios de quem está no poder, em todas as esferas da República. A corrupção – que custa tão caro ao país – não é combatida com a efetividade que se espera, alimentando a sensação de impunidade na sociedade e o falso sentimento de que o crime compensa.

 

Vivemos num país onde se desenvolve soluções de mentira para problemas reais: fome, miséria, violência, falta de saneamento, saúde precária e educação capenga e essa efígie é o berço da descrença e a principal causa da perda de entusiasmo de quem tem muito a contribuir, mas não encontra mais estímulo para isso.

 

O Brasil precisa de mais verdades e atitudes e menos de promessas e fantasias que ficam bonitas nos discursos, porém não mudam a realidade dos cidadãos.

 

 

Samuel Hanan - engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva” e “Caminhos para um país sem rumo”. Site: https://samuelhanan.com.br

 

Como o SEO pode aumentar a renda da sua empresa?

Hoje em dia, é praticamente de conhecimento geral a existência do SEO (otimização para motores de busca) entre os profissionais de marketing. Contudo, nem todos compreendem a utilidade que o tópico apresenta para quem contrata esse tipo de serviço e, principalmente, sua capacidade de elevar a renda das empresas que sabem como utilizá-lo estrategicamente. Torna-se interessante, então, conversar sobre esse tema e de que forma implementá-lo internamente em prol deste objetivo.

O SEO surgiu juntamente com a ascensão do Google aos holofotes dos buscadores da web. Com a criação da World Wide Web (WWW), vários servidores para compartilhamento de informações foram criados, contudo, no início era necessário saber o IP do destino que você queria acessar. Nesse começo da história da rede e de sua complexidade, foram sendo criados buscadores para facilitar a vida do usuário que, por vezes, poderia não recordar de um número longo para cada servidor que ele queria acessar. Alguns anos depois da criação do primeiro buscador, o Google entrou no jogo, como mencionado, e tomou as atenções, sendo hoje a megacorporação que é.

Com o aumento do tráfego na internet, possibilitado pela evolução e barateamento das tecnologias, o número de sites também foi crescendo, o que criou a necessidade do início do processo de ranqueamentos na página do buscador, a fim de tornar mais rápida a experiência do usuário no processo de procurar algum site que tratasse do que ele procurasse. A partir de então o SEO dos sites se tornou fundamental para os buscadores.

Resumidamente, o Google Crawler analisa a frase de busca e apresenta os resultados de páginas indexadas que mais têm chances de responder à busca, geralmente impulsionadas por seu SEO bem executado. Dentro do SEO de uma página, vários pontos são analisados, como a utilização de palavras-chave, imagens com texto relacionado, títulos do texto e etc. Além do SEO On-page, temos também o Off-page e o Técnico. O trabalho em consonância dos três resulta no SEO completo.

Atualmente, nesse mundo que está a todo momento ligado à web, surge o interesse -por vezes a necessidade- de empresas aparecerem nos primeiros resultados da página de resultados do buscador, uma vez que essas páginas exibidas nos primeiros lugares serão as que mais terão cliques de usuários e, possivelmente, conversões. Uma das formas de criar um atalho para aparecer “na cara” do usuário é através da compra de anúncios pagos no Google, o que dependendo do lance, pode da noite para o dia colocar algum site em uma das -geralmente- quatro primeiras posições de resultados patrocinados.

Entretanto, como ainda nem todas as pessoas acessam a web e, nesse sentido, a tendência da área é a de continuar crescendo, haverá uma contínua expansão também do número de sites que falam de temas iguais, o que eventualmente causará uma inflação dos custos de lances do tráfego pago acima citado. Nessa linha, a única outra solução que pode ser tomada por empresas é a de fazer um trabalho de SEO para aparecer de forma orgânica nas pesquisas dos potenciais clientes. Segundo dados apresentados em um artigo de 2024 no site Semrush, são feitas 5,9 milhões de pesquisas no Google por minuto. Com todo esse tráfego na rede e a tendência de expansão, deixar de lado a web se torna algo fora de questão quando se trata de um meio de contato com clientes que pode ser muito rentável e com baixo custo de investimento.

Um dos grandes pontos positivos do SEO é que sua despesa não se inflaciona da mesma forma que o anúncio pago, além de possuir uma curva de resultados que tende a crescer durante bastante tempo. Vale lembrar que, no início, seu desempenho será como um grão de areia numa praia se comparado ao tráfego pago, mas como dito, sua tendência é a de uma curva positiva num gráfico, desde que o trabalho da parte técnica e on/off-site estejam alinhados.

E assim, com a paciência necessária, voilà! O tráfego orgânico do seu site pode ultrapassar os resultados do pago, com o mesmo investimento durante todo o seu intervalo. Isso configura uma situação muito benéfica para todo tipo de empresa, mas principalmente para as pequenas e médias, que não podem desafiar as multinacionais em questão de ticket médio a ser utilizado no Google Ads.

No final, uma boa estratégia de SEO é capaz de não apenas alavancar o nome da marca no buscador orgânico, como também, consequentemente, impulsionar sua otimização, tornando-a referência nos mais diversos temas pertinentes ao seu segmento. 



Renan Cardarello - CEO da iOBEE, Assessoria de Marketing Digital e Tecnologia.


iOBEE
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Metade de todos os gastos com transporte em cartões de crédito corporativos é em Uber, mostra pesquisa da Clara

 

Fintech realizou levantamento baseado em 1,6 milhão de transações e revela quais as marcas favoritas dos executivos

 

Uma análise sobre os gastos de uma pessoa, seja ela física ou jurídica, traz importantes insights sobre suas prioridades. Por isso, como a mais completa solução de pagamentos corporativos da América Latina, a Clara compartilha o "Clara Radar: As marcas favoritas dos executivos", relatório aprofundado sobre onde seus usuários têm realizado suas compras.

 

Para o levantamento, foi analisado um recorte de 1,6 milhão de transações de cartão de crédito, realizadas entre janeiro e dezembro de 2023 no Brasil por executivos de mais de 2 mil empresas - a maioria delas de médio e grande porte.  

A partir dos dados, pode-se perceber quais marcas estão mais presentes no dia a dia dos negócios e como grandes grupos de hotelaria, alimentação e varejo detêm uma grande fatia do market share, também no B2B. 

"Como a principal solução de pagamentos corporativos do segmento de mid-market e enterprise, conseguimos reunir insights importantes sobre hábitos de consumo dentro do ambiente empresarial. Esses dados têm um valor inestimável para tomadores de decisões dentro de empresa, porque podem servir de guia para que os times financeiros repensem seus gastos, ao mesmo tempo em que pode ser um importante norte para aqueles negócios que querem expandir suas vendas B2B", reflete Francisco Simon, CEO da Clara no Brasil.


 

Transporte

 

Entre todos os gastos com transporte, 56.56% das transações foram realizadas na plataforma Uber, seguido pela 99, com 4.00% . Dessas corridas, 57.48% acontecem em São Paulo, 8.30% no Rio de Janeiro e 5.87% em Minas Gerais.

 

Aparecem também no ranking de gastos com transporte marcas como a rede de estacionamentos Estapar (1.71%), o serviço de carreto Lalamove (0.91%), a concessionária ViaOeste (0.65%) e a empresa de locação de automóveis Localiza (0.45%).

 

Viagem

 

De todos os gastos com hotéis, impressionantes 85.54% estão concentrados em marcas da rede francesa Accor, que inclui as bandeiras Ibis, Novotel, Mercure, além de outras. 

 

O favorito desses é o Ibis, com 51.64% das transações em hospitalidade. Ibis Budget e Ibis Style aparecem em sequência, com 13.51% e 7.07%, respectivamente. Novotel tem 5.50% da fatia de mercado e o Mercure, 7.82%.

 

Entre outras redes, aparecem marcas como Hilton (1.27%) e Marriott (1.25%).

 

A companhia aérea favorita das empresas é a Latam (50.05%), seguida por Azul (26.88%) e, por fim, GOL (17.59%).

 

Alimentação

 

Dos gastos com alimentação, o Ifood representa 8.93% do total de transações da categoria. Redes de fast-food aparecem logo em seguida: é o caso de McDonalds (0.43%) e Burger King (0.22%). O Frango Assado, conhecido por seus complexos localizados em estradas, também aparece entre os 10 primeiros restaurantes, com 0.25%. Por fim, o Outback, que costuma reunir times de empresas em seus happy hours para grandes grupos, foi responsável por 0.24% das transações.

 

Varejo

 

Os usuários também realizam compras em grandes marcas varejistas. Nos primeiros lugares, aparecem os "atacarejos" Assaí (17.39%), Atacadão (11,38%) e Dom Atacadista (1.50%).  Em seguida, destacam-se Amazon (1.37%), Carrefour (1.26%) e Mercado Livre (1.14%).

 

Clara
clara.com

 

A nova lei de licitações: o que deve mudar daqui para frente?

A Lei de Licitações é um pilar fundamental da Administração Pública brasileira, servindo como um mecanismo essencial para garantir a eficiência, transparência e legalidade nas contratações de bens e serviços pelo Estado. As licitações representam um processo formal no qual Órgãos Públicos selecionam a proposta mais vantajosa para a administração, por meio da concorrência entre potenciais fornecedores. 

Essa prática, embora muitas vezes complexa e burocrática, é essencial para o funcionamento adequado do Estado e para o uso eficiente dos recursos públicos. Ao permitir a competição entre empresas interessadas em fornecer produtos ou serviços ao Governo, as licitações promovem a obtenção de melhores condições comerciais, garantindo assim um melhor custo-benefício para a sociedade como um todo.

 

No entanto, ao longo dos anos, o sistema de licitações no Brasil tem sido alvo de críticas devido à sua complexidade, lentidão e, em alguns casos, falta de transparência. Isso levou à necessidade premente de reformas e atualizações na legislação vigente, a fim de modernizar e tornar mais eficientes os processos de contratação pública.

A promulgação da Lei nº 14.133/2021, conhecida como a nova Lei de Licitações, representa um marco significativo no cenário das contratações públicas no Brasil. Proposta com o objetivo de modernizar, simplificar e tornar mais transparentes e eficientes os processos de licitação, essa legislação substitui e unifica as antigas Leis 8.666/1993 (Lei Geral de Licitações), 10.520/2002 (Lei do Pregão) e 12.462/2011 (Regime Diferenciado de Contratações).

 

Principais mudanças e impactos

Entre as principais mudanças trazidas pela nova lei, destacam-se a criação de novas modalidades de licitação, como o diálogo competitivo e a contratação integrada, e o estabelecimento de critérios mais claros para o julgamento das propostas. Além disso, a inversão das fases de habilitação e julgamento é estabelecida como regra para todas as licitações, visando aumentar a eficiência e a celeridade dos processos.

Para aumentar a transparência, a nova legislação torna obrigatória a utilização do sistema eletrônico nas licitações e amplia os casos de dispensa de licitação, além de instituir o Portal Nacional de Contratações Públicas. Essas medidas visam garantir um ambiente mais transparente e acessível para todos os interessados em participar dos processos licitatórios.

 

Desafios e Perspectivas

No entanto, a implementação da nova lei não está isenta de desafios. A necessidade de capacitação dos servidores públicos, a adaptação dos sistemas eletrônicos e a resistência à mudança por parte de alguns setores são alguns dos obstáculos que podem surgir. Superar esses desafios exigirá investimentos em treinamento, tecnologia e um diálogo contínuo com os diversos stakeholders envolvidos.

As possíveis consequências econômicas e sociais da nova lei de licitações são amplas e variadas. Por um lado, espera-se um aumento da competitividade, uma melhoria na qualidade dos serviços públicos e um estímulo ao desenvolvimento sustentável, uma vez que a legislação prevê a consideração de critérios relacionados à sustentabilidade e responsabilidade social nas licitações.

Por outro lado, há o risco de um possível aumento do custo das contratações, à medida que as empresas licitantes devem se adaptar ao novo regramento e investir em conformidade. Portanto, é essencial monitorar de perto as consequências econômicas e sociais da nova lei e realizar ajustes conforme necessário para garantir que seus objetivos sejam alcançados de maneira eficaz e equilibrada.

A nova Lei de Licitações representa um importante passo em direção à modernização e transparência dos processos de contratação pública no Brasil. Embora traga consigo desafios e incertezas, suas mudanças têm o potencial de promover um ambiente mais competitivo, eficiente e responsável, beneficiando tanto o setor público quanto o privado e, consequentemente, a sociedade como um todo.

O sucesso na implementação dessa legislação dependerá do compromisso de todas as partes envolvidas em trabalhar juntas para superar os desafios e alcançar os objetivos estabelecidos.

 

Matheus Teodoro - advogado, consultor em Direito Público e Relações Institucionais Matheus Teodoro, e mestre em Direito pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

 

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