Pesquisar no Blog

sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Como fazer a autoavaliação das redações feitas para os vestibulares

A coordenadora pedagógica da Redação Nota 1000, Julia Ferreira, dá dicas de como avaliar a própria produção textual nos processos seletivos para entrada na Ensino Superior



Depois de prestar os principais exames para o ingresso numa faculdade, bate a ansiedade para receber o resultado da redação - item que pode eliminar um candidato caso tenha a pontuação zerada (por puxar a nota muito para baixo ou até impedi-lo de usar a pontuação para entrar em uma instituição pública, no caso do ENEM por exemplo). A pergunta: será que eu fui bem? É comum e nesse processo de dúvidas é fundamental realizar uma autoavaliação, tanto para compreender se o texto produzido foi bom como para elencar onde e como melhorar nas próximas tentativas.

 

“Com a autoavaliação é possível identificar os erros e os pontos fracos, assim como os pontos positivos, permitindo ao estudante aprimorar-se continuamente. Além disso, ele tem a oportunidade de aprender com os próprios desvios, bem como a chance de compreender melhor os critérios de correção de um texto”, explica Julia Ferreira, coordenadora de redação da Redação Nota 1000, a maior plataforma de correção de redações do país.

 

Mas, afinal, como fazer esta avaliação de forma assertiva e produtiva? Segundo a especialista, há alguns critérios importantes a serem considerados, entre eles: verificar se as ideias estão encadeadas de maneira lógica, com uma progressão e uma unidade textual clara. “Isso porque ideias desconexas desfavorecem o texto, tornando-o confuso. É essencial analisar a clareza e objetividade da redação, evitando ambiguidade”, diz Julia.

 

Outro critério a ser considerado é a estruturação do texto, que deve estar adequado ao gênero solicitado, seja ele dissertativo-argumentativo, como requer o Enem e a Fuvest, por exemplo, ou outros tipos textuais, que são solicitados por vestibulares como a Unicamp. Já para os gêneros dissertativos, é preciso analisar a consistência dos argumentos, isto é, certificar-se que o posicionamento é claro, com uma linha de raciocínio bem estruturada e desenvolvida.

 

Veja abaixo outras dicas para desenvolver sua autoavaliação

 

1.    Verifique a pontuação, bem como a assertividade gramatical

Analisar a adequação à norma culta da língua é uma parte essencial da autoavaliação: o estudante deve observar se houve desvios gramaticais, problemas no emprego correto da pontuação, bem como a precisão vocabular.

 

2.    Tema adequado

Não se pode esquecer também de avaliar se o tema foi atendido, isso é, se a redação está alinhada ao que foi solicitado pela proposta temática, posto que a fuga ao tema é um ponto crucial que, se não atendido, pode levar à nota zero.

 

3.    Como identificar pontos fracos e fortes

É preciso compreender os critérios de avaliação do vestibular prestado para, assim, observar se o que foi solicitado foi cumprido na redação. Deve-se observar se houve clareza de ideias e capacidade de comunicar o que se deseja de forma direta, e se o estudante conseguiu articular essas informações de modo fluido e organizado, evitando ideias obscuras ou ambíguas. Além disso, é importante avaliar se não há saltos lógicos no desenvolvimento do texto, ou seja, uso de informações soltas e pouco relacionadas entre si, tanto para textos argumentativos quanto para outros gêneros textuais. Nesse ponto, Julia Ferreira faz uma ressalva: “Atente-se à seleção vocabular, que deve ser adequada à situação de produção, com palavras apropriadas ao contexto e variadas, sem que haja repetições pouco estratégicas que possam comprometer a fluidez da redação”.

 

4.    Outras estratégias para ajudar na correção do texto

·      Dar um intervalo entre a produção do texto e a revisão dele - isso permite que o estudante observe a redação com um distanciamento maior e uma perspectiva mais objetiva;

·      Realizar uma revisão segmentada - avaliação dos pontos específicos na revisão. O aluno pode, em um primeiro momento, por exemplo, revisar os aspectos referentes à língua portuguesa e, depois, observar a adequação ao gênero e ao tema e assim por diante;

·      Praticar uma leitura em voz alta - essa atividade permite uma maior concentração na análise do texto, proporcionando ao aluno que ele possa notar de modo mais claro os problemas de língua portuguesa e até mesmo a progressão das ideias;

·      Realizar uma lista de aspectos que devem ser avaliados e observar um a um - anotando os pontos que não foram atendidos para, depois, aprofundar os estudos.

 

A coordenadora da Redação Nota 1000 destaca ainda que é preciso ter cuidado com a subjetividade na autoavaliação, que por vezes, pode prejudicar uma análise objetiva e coerente, posto que a percepção de um texto pode variar entre diferentes pessoas, por isso, o feedback de terceiros poder fundamental, já que este “distanciamento” pode oferecer uma perspectiva imparcial sobre a produção textual do estudante, revelando aspectos que, no momento da autoavaliação, podem ter passado despercebidos.



2023 é um dos melhores anos para bens de consumo massivo na América Latina

 Estudo da Kantar aponta que sustentabilidade é elemento importante no crescimento da cesta

 

O terceiro trimestre de 2023 marca a retomada da prosperidade para bens de consumo massivo na América Latina. Na prática, com o melhor ambiente econômico e a inflação mais baixa, houve uma recuperação do poder de compra, que se refletiu diretamente na quantidade do que as famílias puderam adquirir. 

É o que aponta o levantamento Consumer Insights Latam 2023, produzido pela Kantar, líder em dados, insights e consultoria. O estudo acompanha o comportamento do usuário de maneira contínua, trazendo uma visão em 360 graus dos bens de consumo massivo – alimentos, bebidas, artigos de limpeza e itens de higiene e beleza pessoal. 

As ferramentas que permitiram ao latino-americano traduzir esse bom momento econômico em um maior consumo de bens massivos continuam as mesmas: a omnicanalidade, termo para o aumento de número de canais de compra visitados, e a fragmentação das compras, agora impulsionadas pelo aumento da frequência. 

“Não é porque a economia está melhor que os consumidores desistiram das estratégias que incorporaram durante a situação emergencial. Eles as incorporam nos seus hábitos, mantendo, por exemplo, um número de canais visitados 20% superior ao pré-pandemia”, explica Marcela Botana, Market Development Director Latam, da Kantar. 

Outra prova de que o consumidor está incorporando hábitos e fazendo compras mais inteligentes é que os canais com preços mais atrativos, como Discounters e Atacadistas, continuam a ser os que mais aumentam a relevância em termos de ocasiões de compra (alta de 10% no terceiro trimestre de 2023). Isso ocorre porque os formatos mais baratos permitem continuar a expandir o consumo enquanto o poder de compra não se recupera completamente. 

Esse bom momento impacta o consumo das categorias de compra, já que as famílias aumentam quanto compram. Por outro lado, nessa fragmentação das compras há mais chances de levar mais marcas, resultando na tendência de menor lealdade. Com isso, ganhar penetração continua a ser um desafio. No terceiro trimestre de 2023, menos da metade das companhias na América Latina (47%) conseguiram fazê-lo. 

Ganhar penetração, entretanto, é considerada a melhor maneira de crescer como marca dentro da cesta. Isso porque oito em cada 10 empresas que aumentaram em volume o fizeram a partir desse conceito. 

Nesse sentido, conectar com os valores do consumidor é uma oportunidade de crescimento. A principal tendência em alta na América Latina é a preocupação com o meio ambiente. Entre 2019 e 2023, cresceu a quantidade de domicílios Eco-Actives (comprometidos com a sustentabilidade) e Eco-Considerers (preocupados com a questão, mas enfrentam barreiras para agir de maneira mais sustentável). Eles já representam 55% das famílias. 

“A expectativa é que os países da América Latina continuem no caminho da recuperação do consumo em 2024. Brasil, México e Peru vêm ano a ano administrando crescimento. Em uma condição não tão confortável no longo prazo, Bolívia, América Central e Equador vêm conseguindo se recuperar dos desafios. Os destaques vão para Chile e Colômbia, que partiram de volumes negativos e já estão muito próximos de uma situação positiva do consumo no último ano em movimento. Argentina segue sendo um caso único, com uma situação econômica que continua complicada”, conclui Marcela.

 

Kantar
www.kantar.com/brazil


Décimo terceiro: 23 milhões de brasileiros pretendem usar benefício para compras de Natal, mostra estudo

 

Especialista em finanças reforça a importância de organizar as contas, pagando dívidas ou guardando a renda extra para o futuro

 

A chegada do décimo terceiro salário representa um respiro para o orçamento de muitas famílias brasileiras no fim do ano. Com esse dinheiro em mãos, as possibilidades se dividem, muitas vezes, entre guardar, fazer as compras de Natal — que costumam pesar — e pagar as dívidas.

 

Mas 23 milhões de pessoas que recebem esse benefício, o equivalente a 33% do total, já decidiram: vão utilizar a quantia para comprar presentes, segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com a Offerwise. Outros 29% pretendem economizar, poupar ou investir. Apenas 21% devem pagar dívidas em atraso.

 

“As festividades acabam fazendo as pessoas esquecerem como o décimo terceiro pode beneficiá-las. Uma dica: antes de iniciar as compras de Natal, faça um planejamento financeiro e liste todas as despesas essenciais de dezembro, como contas, impostos, taxas, alimentação e transporte, para garantir que o benefício seja utilizado com consciência”, orienta Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da Simplic, fintech de crédito pessoal online.

 

Thaíne relembra, ainda, que vale guardar o suficiente para dar conta dos pagamentos do início de 2024, uma época que ocupa o bolso das famílias brasileiras com IPVA, IPTU, licenciamentos e pendências do ano anterior. Quem tem filhos ainda precisa arcar com os custos das férias escolares e das despesas do colégio. 

 

Outro bom uso é negociar as dívidas em atraso e, se possível, conseguir um bom desconto pela quitação ou abatimento. “Com o décimo terceiro, fica mais fácil negociar pagamento à vista. No final do ano, muitas empresas oferecem grandes descontos para acabar com aquela conta antiga. O maior benefício possível é entrar o ano de 2024 com o nome limpo”, explica a executiva.

 

Para quem conseguiu quitar as dívidas e deseja guardar dinheiro, o recomendado é reservar uma parte para os investimentos que melhor se aplicam ao seu estilo de vida e poupar para possíveis emergências. “Planejar o futuro financeiro pode garantir sua segurança financeira durante mais tempo”, conclui.

  

Simplic

 

5 dicas para encontrar o seu caminho e alavancar a sua carreira em 2024


Lideranças femininas estão cada vez mais presentes no cotidiano das empresas. Apesar dos avanços significativos em direção à igualdade de gênero, ainda ecoam desafios persistentes e a necessidade premente de estratégias assertivas para alavancar as carreiras femininas.

 

Nos últimos anos, observamos um aumento nas discussões em torno da liberdade e dos direitos das mulheres. No entanto, paralelamente a esses avanços, deparamo-nos com casos alarmantes de abusos no mundo profissional, ressaltando a importância de abordagens específicas que empoderem e guiem as mulheres em suas trajetórias profissionais.

 

Os números comprovam que ainda existem muitos avanços que são necessários para alcançar completamente a equidade de gênero. Para se ter uma ideia, uma pesquisa feita pelo Talenses Group e o Insper descobriu que a porcentagem de mulheres CEOs no Brasil cresceu de 13% para 17% entre 2019 e 2023.

 

Abaixo, listo 5 dicas para você alavancar sua carreira no próximo ano. Confira:

 

1. Resiliência e empoderamento: no universo feminino, a resiliência assume um papel central diante dos desafios profissionais. É crucial cultivar a capacidade de superar obstáculos, enfrentar adversidades e aprender com as experiências. Além disso, o empoderamento se revela como um elemento-chave para as mulheres no ambiente de trabalho.

 

Acreditar em suas habilidades, valorizar suas conquistas e buscar oportunidades que promovam o crescimento profissional são aspectos fundamentais para consolidar o empoderamento feminino. 

 

2. Reconheça seu potencial pessoal: É essencial reconhecer o seu potencial individual e a diversidade de habilidades que podem ser aplicadas no ambiente profissional. Valorizar a singularidade de cada trajetória, sem comparar-se constantemente com padrões preestabelecidos, permite que as mulheres encontrem seu caminho com autenticidade. 

 

Esse reconhecimento do potencial pessoal não apenas fortalece a autoconfiança, mas também contribui para a construção de carreiras mais satisfatórias e alinhadas com objetivos pessoais.

 

3. Fortaleça sua rede de apoio: A construção de uma sólida rede de apoio é fundamental para o progresso das mulheres nas suas carreiras. Estabelecer conexões autênticas com colegas, mentoras e líderes que compartilhem experiências similares pode oferecer orientação, insights valiosos e oportunidades de crescimento.

 

O fortalecimento da rede de apoio não apenas proporciona suporte emocional, mas também abre portas para colaborações profissionais, impulsionando o avanço na carreira.

 

4. Busque ativamente por oportunidades: No contexto feminino, a busca ativa por oportunidades ganha relevância diante de desigualdades de gênero. Em vez de esperar que as oportunidades surjam, as mulheres são incentivadas a buscar ativamente projetos desafiadores, promoções e espaços de liderança.

 

Esse protagonismo na carreira não apenas amplia horizontes, mas também contribui para a construção de um cenário profissional mais equitativo.

 

5. Equilíbrio entre vida profissional e pessoal: A busca por um equilíbrio saudável entre vida profissional e pessoal é uma consideração crucial para as mulheres que buscam alavancar suas carreiras em 2024. A capacidade de estabelecer limites claros, priorizar o bem-estar pessoal e reconhecer a importância do autocuidado é essencial.

 

As organizações estão cada vez mais reconhecendo a necessidade desse equilíbrio, e as mulheres são incentivadas a defender suas necessidades enquanto buscam o sucesso profissional.




Mayra Cardozo - sócia da Martins Cardozo Advogados e advogada especialista em Direitos Humanos e Penal e mentora de mulheres mal comportadas.

 

Segurança no fim de ano: Jurista do CEUB alerta para os riscos durante período festivo

Programas de vigilância comunitária e maior presença policial em áreas estratégicas são algumas estratégias essenciais para reforçar a segurança durante as festas, alerta o especialista em Segurança Pública


Com a chegada das festas de fim de ano, surge a preocupação com a segurança física, patrimonial e on-line em meio à agitação típica da temporada, quando os riscos de furtos, golpes e roubos se intensificam. Especialista em Segurança Pública e professor de Direito do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Antônio Suxberger explica que a época é propícia para a ação de criminosos, dada a distração e o aumento das movimentações, tanto em residências quanto em áreas comerciais. O professor lista os principais riscos e medidas preventivas para proteger-se de furtos e roubos. 

Confira a entrevista na íntegra:

 

Quais são os principais riscos de furtos e roubos na temporada de festas de fim de ano?

AS: Anualmente, aumentam os casos de furto em residências, especialmente nas regiões em que os moradores costumam se ausentar do Distrito Federal em período concomitante ao das férias escolares. Além disso, verifica-se aumento de pedintes nas áreas urbanas e isso resulta em aumento das ocorrências de furto em comércio ou estabelecimentos em geral. 

Também acontece em grande volume a prática de crimes contra o patrimônio sem violência contra a pessoa (furtos) em residências e comércios locais. Além disso, quando os furtos alcançam aparelhos celulares e dispositivos eletrônicos, não raro se seguem fraudes e furtos qualificados por fraude eletrônico. São os casos, por exemplo, em que se acessa o aplicativo da instituição bancária em aparelhos celulares e são realizadas transferências a contas de terceiros ou em favor da própria pessoa que subtraiu o aparelho.

 

Quais precauções os indivíduos devem tomar para proteger suas casas nas festas de fim de ano?

AS: A recomendação para prevenir furtos em residências é o fortalecer redes comunitárias, que hoje dispõem de contatos diretos com a Polícia Militar (responsável pelo policiamento ostensivo). Além disso, o uso inibitório de equipamentos de videovigilância (câmeras) tem sido igualmente fator que incrementa o risco da ação criminosa e, por isso, mostra-se como fator de prevenção de ações criminosas em geral.  

Os contatos entre vizinhos e moradores de uma região costumam auxiliar quando se percebe que casas e blocos são vigiados e sondados para práticas criminosas. A ação preventiva consiste, então, no conjunto de ações que dificultem a prática desses furtos, de maneira a desestimular tais ações que nem sempre resultam em grandes ganhos a quem as realiza, ainda que impliquem inestimável prejuízo às pessoas vitimadas. 

Quais são as melhores práticas para evitar furtos em áreas comerciais ou de grande circulação durante as compras de Natal?

AS: É preciso, então, atentar para os pertences pessoais nos locais de grande circulação. Se possível, evitar os locais de grande aglomeração para compras. Adotar horários alternativos (como o início do expediente comercial) e a circulação em áreas de comércio local são providências eficazes, especialmente quando se trata de grupos vulneráveis (tais como pessoas de idade mais avançada e idosos em geral).

 

Existe alguma orientação específica para prevenir roubos em viagens durante as férias?

AS: A difusão de avisos de videovigilância e a divulgação das redes comunitárias podem prevenir em alguma medida a prática desses furtos. Não são medidas absolutamente eficazes, mas, por representarem fator de dissuasão, auxiliam na prevenção de furtos e crimes mais simples. Nos casos de ações mais sofisticadas, geralmente antecedidas de monitoramento e com disponibilidade de uso de força por criminosos, as providências de prevenção passam pela presença das forças de segurança pública que mapeiam, acompanham e focam nas áreas reconhecidamente mais vulneráveis e de preocupação vitimaria.

 

Qual é o papel das autoridades policiais e da comunidade na prevenção desses crimes durante a temporada de festas?

AS: O Distrito Federal, que décadas atrás experimentava redução substancial de sua população nos períodos de dezembro, janeiro e fevereiro, já ostenta quadro oposto ao do passado. Hoje é um destino de familiares de outros estados que vêm ao DF para turismo, encontros familiares e, enfim, para conhecer. Isso reclama mapeamento e foco nas ações de policiamento ostensivo das forças policiais e intervenções reativas, a partir do uso massivo de instrumentos de monitoração e videovigilância espalhados pela cidade. Além disso, a intervenção de assistência social, especialmente para a população em situação de rua, tem se mostrado mais eficaz na prevenção desses crimes contra o patrimônio que a única resposta punitiva.

 

Roubos e furtos no Brasil

De acordo com o Anuário de Segurança Pública, em 2022, o Brasil teve um aumento nos crimes: 999.223 ocorrências de roubo e furto de celulares, totalizando 4.726.913 casos entre 2018 e 2022. Quanto aos veículos, 373.225 foram roubados ou furtados, um aumento de 8% em relação ao ano anterior, apesar da tendência decrescente ao longo de uma década. Já os estelionatos e fraudes eletrônicas, o relatório aponta a marca de 1.819.409 casos em 2022, com um salto de 37,9% desde 2021, impulsionados pelo aumento do uso da internet e redes sociais durante a pandemia, permitindo golpes mais diversificados, inclusive emocionais, explorando relacionamentos virtuais para ganho financeiro. Outros, no entanto, seguem em queda, como os roubos a estabelecimentos comerciais -15,6% e a residências -13,3%.

 

Maria Fumaça terá horários especiais durante as festas de fim de ano

Ao todo serão ao todo 32 passeios de São João del-Rei a Tiradentes e vice-versa durante o Natal e o Ano-Novo

 

A tradicional Maria Fumaça, administrada pela VLI – controladora da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) –, funcionará com um quadro especial de horários para atender os passageiros durante o Natal e o Ano-Novo. Neste período festivo, serão disponibilizados 32 passeios de São João del-Rei a Tiradentes, no Campo das Vertentes (Minas Gerais), e vice-versa. Apenas nos dias 24 e 25 de dezembro, bem como no 1º de janeiro de 2024, não haverá circulação da Maria Fumaça. 

Durante as viagens às margens da Serra de São José, que têm um percurso de 12 km de extensão, turistas brasileiros e de outras partes do mundo a bordo da Maria Fumaça, que é a mais antiga em operação no Brasil, contemplam uma rica diversidade ecológica e belíssimas paisagens que ainda preservam a arquitetura do século XIX. Para conferir a agenda com os horários do trem turístico, basta clicar aqui.

 

Passagens

A tarifa inteira é de R$ 86 e a meia-entrada é de R$ 43, em cada trajeto. A venda de passagens é feita por meio das bilheterias, nas estações de São João del-Rei e Tiradentes, bem como pela internet. Pela web, basta clicar no link do Guichê Virtual, para ser direcionado ao site responsável pela venda de passagens do trem turístico. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (32) 3371-8485, de quarta-feira a domingo.  

A entrada é gratuita para crianças de 0 a 5 anos (no colo), mediante apresentação de certidão de nascimento ou carteira de identidade. Têm direito à meia-entrada (50%): crianças de 6 a 12 anos, com a apresentação de certidão de nascimento ou carteira de identidade; estudantes a partir de 13 anos com carteirinha válida no período e identidade com foto; pessoas com deficiência portando carteirinha ou laudo médico; e pessoas a partir de 60 anos, apresentando documento de identidade com foto.

 

VLI

 

Na contramão da inovação: como o Brasil acelera rumo ao passado automotivo Não é de hoje que já vem sendo alertado do equívoco estratégico do nosso país, que tem consistentemente negligenciado a transição energética e seu impacto transformador no setor automotivo. Apenas nos últimos dias, presenciamos duas ações concretas do governo brasileiro que materializam esse erro: primeiro, a alteração da proposta de reforma tributária para beneficiar veículos com motor a combustão - uma manobra que a imprensa batizou de "emenda Lula". Em um segundo movimento contraproducente anunciou-se um incremento gradual no imposto de importação sobre veículos elétricos, que alcançará 35% em julho de 2026, começando já em janeiro de 2024. Essas iniciativas sinalizam uma direção alarmante para a política nacional, uma que favorece a conveniência industrial imediata em detrimento de uma visão de futuro alinhada com as tendências globais de sustentabilidade e inovação tecnológica. Ainda mais grave é o impacto da não preparação do Brasil para um papel de liderança na cadeia global da eletromobilidade. Ao não investir e incentivar adequadamente essa transição, o país corre o risco de ficar à margem do mercado internacional, perdendo a oportunidade de se estabelecer como um player relevante neste campo emergente e estratégico. O aumento tarifário de importação em até 35% nos próximos anos foi declarado como tendo por objetivo o estímulo à produção doméstica de veículos elétricos. No entanto, analisando as medidas concretas e o conjunto de movimentações, está claro que a priorização é no apaziguamento da indústria a curto prazo em detrimento do interesse nacional. Primeiramente, a implementação de tarifas de importação sobre veículos elétricos, em uma conjuntura em que a produção nacional é inexistente e as anunciadas fábricas dedicadas a essa produção estão a anos de se concretizar, não faz nada além de blindar a indústria automobilística tradicional movida a combustão e perpetuar o status quo. Tal medida não contribui para estimular a fabricação nacional de veículos elétricos, mas, sim, para salvaguardar práticas e negócios ultrapassados, impedindo o avanço tecnológico e a modernização do setor automotivo no país. Durante o ano de 2023, com a chegada ao país de marcas novas, como BYD e GWM, tivemos um pequeno vislumbre do que poderia ser uma transição automotiva, com a promessa de democratização dos carros elétricos. Foram anunciadas grandes reduções de preços e modelos previstos para serem lançados abaixo de R$ 100 mil em 2024, o que os alinharia aos preços de carros populares. Essa expectativa, no entanto, enfrentou um revés com o recente aumento de impostos que, ao adotar um sistema de cotas de importação isentas, incentiva que os fabricantes importem apenas veículos mais caros e de maior margem. Contraditoriamente, isso subverte o discurso governamental inicial, que criticava os incentivos à importação por supostamente beneficiarem as classes mais altas, e, agora, com as novas medidas, frustra a possibilidade de popularização da mobilidade elétrica no país. Tudo fica bem mais claro quando vemos também a inclusão de última hora dos carros a combustão no quadro de incentivos fiscais da reforma tributária, que eram originalmente projetados apenas para veículos eletrificados. A Stellantis, apontada pelas demais montadoras como articuladora dessa manobra, conseguiu, com isso, prorrogar até 2032 seus mais de R$ 5 bilhões de incentivos fiscais anuais para veículos a combustão, valor maior que a previsão anual de toda a isenção fiscal federal que os Estados Unidos planejam conceder a carros elétricos pelos próximos anos. O Brasil, ao aprovar benefícios fiscais ampliados para carros a combustão e taxar veículos elétricos, está claramente dirigindo-se contra a corrente da inovação. A indústria automobilística seguirá o caminho traçado pelos incentivos governamentais; se o nosso governo insiste em apontar para o passado, a indústria acelerará nessa direção. Com essas medidas, nosso país pisa fundo rumo ao retrocesso, enquanto o resto do mundo avança em direção a um futuro mais limpo e tecnologicamente avançado. Estamos na contramão da inovação e, se a rota não for corrigida, o Brasil poderá se ver preso numa era que o mundo está decidido a deixar para trás. Rafael Levy - Co-fundador da 100 Open Startups e Diretor do Centro de Open Innovation Brasil

 

Na contramão da inovação: como o Brasil acelera rumo ao passado automotivo

 

Não é de hoje que já vem sendo alertado do equívoco estratégico do nosso país, que tem consistentemente negligenciado a transição energética e seu impacto transformador no setor automotivo.

 Apenas nos últimos dias, presenciamos duas ações concretas do governo brasileiro que materializam esse erro: primeiro, a alteração da proposta de reforma tributária para beneficiar veículos com motor a combustão - uma manobra que a imprensa batizou de "emenda Lula". Em um segundo movimento contraproducente anunciou-se um incremento gradual no imposto de importação sobre veículos elétricos, que alcançará 35% em julho de 2026, começando já em janeiro de 2024. 

Essas iniciativas sinalizam uma direção alarmante para a política nacional, uma que favorece a conveniência industrial imediata em detrimento de uma visão de futuro alinhada com as tendências globais de sustentabilidade e inovação tecnológica.

 

Ainda mais grave é o impacto da não preparação do Brasil para um papel de liderança na cadeia global da eletromobilidade. Ao não investir e incentivar adequadamente essa transição, o país corre o risco de ficar à margem do mercado internacional, perdendo a oportunidade de se estabelecer como um player relevante neste campo emergente e estratégico.

 O aumento tarifário de importação em até 35% nos próximos anos foi declarado como tendo por objetivo o estímulo à produção doméstica de veículos elétricos. No entanto, analisando as medidas concretas e o conjunto de movimentações, está claro que a priorização é no apaziguamento da indústria a curto prazo em detrimento do interesse nacional. 

Primeiramente, a implementação de tarifas de importação sobre veículos elétricos, em uma conjuntura em que a produção nacional é inexistente e as anunciadas fábricas dedicadas a essa produção estão a anos de se concretizar, não faz nada além de blindar a indústria automobilística tradicional movida a combustão e perpetuar o status quo. Tal medida não contribui para estimular a fabricação nacional de veículos elétricos, mas, sim, para salvaguardar práticas e negócios ultrapassados, impedindo o avanço tecnológico e a modernização do setor automotivo no país.

 

Durante o ano de 2023, com a chegada ao país de marcas novas, como BYD e GWM, tivemos um pequeno vislumbre do que poderia ser uma transição automotiva, com a promessa de democratização dos carros elétricos. Foram anunciadas grandes reduções de preços e modelos previstos para serem lançados abaixo de R$ 100 mil em 2024, o que os alinharia aos preços de carros populares.

 

Essa expectativa, no entanto, enfrentou um revés com o recente aumento de impostos que, ao adotar um sistema de cotas de importação isentas, incentiva que os fabricantes importem apenas veículos mais caros e de maior margem. Contraditoriamente, isso subverte o discurso governamental inicial, que criticava os incentivos à importação por supostamente beneficiarem as classes mais altas, e, agora, com as novas medidas, frustra a possibilidade de popularização da mobilidade elétrica no país.

 

Tudo fica bem mais claro quando vemos também a inclusão de última hora dos carros a combustão no quadro de incentivos fiscais da reforma tributária, que eram originalmente projetados apenas para veículos eletrificados. A Stellantis, apontada pelas demais montadoras como articuladora dessa manobra, conseguiu, com isso, prorrogar até 2032 seus mais de R$ 5 bilhões de incentivos fiscais anuais para veículos a combustão, valor maior que a previsão anual de toda a isenção fiscal federal que os Estados Unidos planejam conceder a carros elétricos pelos próximos anos.

 

O Brasil, ao aprovar benefícios fiscais ampliados para carros a combustão e taxar veículos elétricos, está claramente dirigindo-se contra a corrente da inovação. A indústria automobilística seguirá o caminho traçado pelos incentivos governamentais; se o nosso governo insiste em apontar para o passado, a indústria acelerará nessa direção. Com essas medidas, nosso país pisa fundo rumo ao retrocesso, enquanto o resto do mundo avança em direção a um futuro mais limpo e tecnologicamente avançado. Estamos na contramão da inovação e, se a rota não for corrigida, o Brasil poderá se ver preso numa era que o mundo está decidido a deixar para trás.

 

 

Rafael Levy - Co-fundador da 100 Open Startups e Diretor do Centro de Open Innovation Brasil

 

Como se destacar no mercado de trabalho e ser um profissional desejável?

O mercado de trabalho está cada dia mais competitivo e exigindo mais dos profissionais. Antes, os profissionais eram admirados por passarem anos na mesma função ou empresa e por serem especialistas em uma única coisa. Hoje em dia as empresas buscam por profissionais mais versáteis e adaptáveis, capazes de realizar tarefas distintas, atendendo as diversas demandas ou necessidades da empresa e do mercado.

Em 2020, ano que começou a pandemia no Brasil, foi uma explosão da internet e marketing digital, o que propiciou o surgimento de novas oportunidades e profissões, por outro lado, teve empresas que fecharam e outras que abriram.

Neste periódo, eu ainda trabalhava na Indústria Farmaceútica na área comercial e toda equipe precisou fazer home office, tivemos que nos adaptar e criar novas estratégias para continuar atingindo as metas e novas formas de comunicação para manter as conexões com nossos clientes.

Neste mesmo ano comecei a criar conteúdos na internet no intuito de transmitir mensagens de encorajamento, fé e motivação, pois sentia vontade de contribuir de alguma forma para tornar aquele momento difícil um pouco mais leve e com esperança, a fim de encorajar as pessoas a não desistirem de suas próprias vidas e de sua carreira profissional, devido ser um momento de perdas e sofrimento mundial.

Ao longo da minha trajetória profissional, em especial nestes quatro últimos anos na indústria farmacêutica, muitas pessoas me procuravam com frequência para pedir algum tipo de auxílio ou aconselhamento na carreira. Acredito que um dos fatores além da comunicação, era o fato de eu estar sempre em uma crescente na vida pessoal e profissional.

Constantemente vejo pessoas com problelmas de ansiedade, autoestima e medo de arriscar no novo, dificuldade nas relações interpessoais, desanimadas após demissões ou alguma negativa no âmbito profissional, além da dificuldade para conciliar vida profissional com a pessoal. Se você se sente assim ou conhece alguém, deve fazer uma autoanálise  e começar com pequenas mudanças de hábito e investir no autoconhecimento, no seu desenvolvimento pessoal para viver uma vida com mais significado e a performar melhor.

Em fevereiro de 2023 saí da indústria farmacêutica para focar em meu projeto voltado para o desenvolvimento humano, então surgiu a ideia do “Profissional Desejável” com foco na vida profissional e no autoconhecimento. Criei o método “3ACR” que está dividido em 5 pilares: Autenticidade, Autoconfiança, Adaptabilidade, Comunicação Assertiva e Relações Interpessoais. Cada pilar contribui para formação de profissionais com mais inteligência emocional.

Por meio deste programa é possível proporcionar a profissionais uma transição de carreira consciente, autoconhecimento, alta performance, o que possibilitará construir uma carreira de sucesso, assim como estarão aptos para assumirem de forma eficiente o protagonismo de sua própria história.

 

Gizelia Bernardes Brandão - Mentora de vida e carreira, palestrante e escritora. Instagram: @gizabernardess


Indústria farmacêutica: como a tecnologia impulsiona o crescimento?

A indústria farmacêutica está entre os setores que mais crescem no país. Como prova disso, segundo dados da consultoria IQVIA, o Brasil está caminhando para se tornar o quinto maior mercado mundial de suprimentos médicos. Afinal, de acordo com dados do DataSebrae, o país conta com mais de 118 mil CNPJs de varejistas focados no setor farmacêutico. E, tendo em vista as projeções favoráveis, torna-se crucial que cada vez mais as organizações que atuam no segmento invistam em ações efetivas como a tecnologia, visando favorecer constantemente o seu desempenho.

Diversos fatores podem justificar o amplo crescimento que o setor farmacêutico vem registrando. Dentre eles, o surgimento de novas doenças e o enfrentamento de crises sanitárias como a pandemia, por exemplo, fez com que aumentasse a demanda por medicamentos. Não à toa, de acordo com dados da Neotrust, o segmento de Saúde e Farma no Brasil registrou, só neste ano, um aumento de 40% no faturamento.

Por sua vez, mesmo ao nos depararmos com dados altamente favoráveis para a indústria farmacêutica, é importante chamar atenção para o seguinte fator: mais do que apenas produzir, o setor também é responsável pela distribuição. Isso é, considerando a alta demanda por remédios, cabe às empresas traçarem um plano em que seja efetuada a entrega desses medicamentos em seus respectivos locais, de forma rápida e preservando o conteúdo.

E, justamente, aí está o maior desafio. Afinal, considerando um país de tamanho continental como o nosso, aplicar uma logística eficiente sem os recursos necessários pode se tornar um grande desafio. Diante desse cenário, não é novidade que o uso da tecnologia é um fator diferencial nessa abordagem. Não à toa, compreendendo essa importância, vemos um grande movimento de organizações que cada vez mais tem investido na sua aplicação.

Mas, mesmo esse sendo um tema tão recorrente, ainda assim, presenciamos organizações que são resistentes ao considerarem que a tecnologia se trata de um gasto, e não um investimento. Além disso, na busca pelo “mais em conta”, acabam aderindo ao uso de um sistema com baixa aderência ao objetivo da empresa, ocasionando gargalos e obstáculos em toda a cadeia produtiva.

Desta forma, é crucial reforçar aquele famoso discurso: o uso de tecnologia jamais será um gasto, mas um investimento. Ter esse entendimento é crucial para a sobrevivência de qualquer negócio, principalmente, a indústria farmacêutica, que lida diariamente com uma gama de funções que vão desde o desenvolvimento, até a produção e distribuição de medicamentos.

Sabemos que, de forma ampla, o setor vem se destacando no uso diário de tecnologia. No entanto, esse movimento deve acontecer de forma constante e, considerando as expectativas de crescimento que permeiam o segmento, é crucial que a ferramenta utilizada tenha capacidade técnica e operacional de suportar o desempenho da empresa, sem que haja a necessidade de contratar serviços adicionais.

Por isso, é fundamental que as farmacêuticas invistam no uso de softwares que tenham ampla aderência com o setor, bem como possuam fortes referências no mercado que possam ajudar a transmitir ainda mais confiança no seu uso. Além disso, é importante que a ferramenta utilizada venha ao encontro com as características do negócio com fácil integração e adaptação, como é o caso de um ERP robusto e especializado para o segmento.

Ao utilizar um software de gestão versátil e que tenha incluso o que há de mais tecnológico aplicado, a indústria farmacêutica passa a obter uma gama de ganhos como a execução de uma logística eficiente, rastreabilidade, automação de processos, monitoramento de temperaturas, controle de estoque, segurança e, principalmente, maior acessibilidade.

Certamente, nenhuma ferramenta tem a capacidade de mudar sozinha os aspectos da empresa, o que reforça a necessidade de envolver toda a equipe. Essa abordagem pode ser complexa, uma vez que todo processo de mudança pode causar desconfortos. Quanto a isso, ter o apoio de uma consultoria especializada nessa abordagem é uma excelente alternativa, pois além de ajudar na execução do projeto, o time de especialistas também auxilia na adoção das melhores práticas do negócio e adequação dos processos.

Falar sobre a indústria farmacêutica é abrir margem para um futuro promissor em todas as vertentes do setor, desde o comércio até as distribuidoras. Segundo dados da Future Market Insights, até 2032, o setor deve atingir globalmente US$ 273,6 bilhões. Diante de projeções tão favoráveis, é crucial que os atuantes deste mercado estejam engajados desde já em ações estratégicas que direcionem para a conquista desses resultados e garantam um desempenho ainda mais promissor. E, quanto a isso, a melhor estratégia será sempre a tecnologia.

 


Paulo Pompêo - head de Life Science do Grupo INOVAGE.


Aposentados precisam ter cuidado ao emprestar nome para empréstimos

Educador financeiro explica que os idosos também podem sofrer com abusos financeiros 

 

Em uma época em que se fala muito sobre abusos financeiros, é preciso considerar que eles não ocorrem apenas em relacionamentos entre casais. Podem acontecer entre familiares e amigos e afetar as pessoas com mais idade que, muitas vezes, se encontram mais fragilizadas.

De acordo com Thiago Martello, fundador da Martello EF, empresa que abocanhou investidores no programa Shark Tank Brasil ao oferecer uma metodologia própria, é muito comum que os aposentados acabem emprestando o nome e o cartão de crédito, pedindo empréstimos e fazendo dívidas, mesmo sem vontade, para pessoas próximas. “Como têm uma receita garantida que vem da aposentadoria, muitas vezes acabam tendo que assumir contas que não são deles porque não se sentem fortes para contestar o pedido de um filho ou de um neto”, afirma. 

Segundo o educador e planejador financeiro, não são poucos os casos em que os aposentados muitas vezes são a única pessoa da família que consegue pedir um empréstimo por conta da receita garantida. “E é nesta hora que outras pessoas podem pedir para que façam empréstimos consignados, por exemplo, pelos mais variados motivos”, explica. “No fim de ano, então, em que há pagamento de 13º salário, o cuidado deve ser maior”. 

Martello ressalta que quem empresta o nome e faz dívidas atendendo aos pedidos de outras pessoas, sejam parentes ou amigos, assume uma responsabilidade financeira. “Caso essas pessoas não paguem o que foi combinado, é o aposentado que pode ficar com o nome sujo. E, no caso do consignado, ele já perde parte da aposentadoria antes mesmo de recebê-la”. 

Para Martello, é preciso que o aposentado observe se os pedidos têm fundamento, se são para algo emergencial ou são apenas futilidades. “Muitas vezes o filho perdeu o emprego, mas está à procura e precisa apenas de um auxílio momentâneo, ou o neto precisa de apoio para realizar um curso e ter um aumento de salário, mas são situações temporárias”, exemplifica. “Outra coisa é alguém pedir para o avô pegar dinheiro emprestado porque quer um tênis novo ou trocar de bike”, avalia.

Além disso, ele ressalta que quem geralmente pede para usar o nome do outro é porque não cuidou bem do próprio nome. “Neste caso, provavelmente também não irá cuidar bem do nome de quem pediu o empréstimo para ajudá-lo”, diz. 

De acordo com o fundador da Martello EF, o aposentado deve buscar ajuda se ainda estiver bem para tomar decisões, procurando alguém em quem confie. “E, caso não esteja, é importante que os parentes e amigos que se importam com ele estejam atentos a situações de abuso financeiro para que eventuais providências possam ser tomadas”, avalia. 

 

 

Thiago Martello - Educador Financeiro, fundador da Martello Educação Financeira, agente autônomo de Investimentos pela CVM, e em Investimentos ANBIMA, corretor de Vida e Previdência pela Susep. Embaixador da APOEF (Associação de Profissionais, Orientadores e Educadores em Finanças). Thiago começou a lidar com educação financeira na prática aos nove anos de idade, ao iniciar seu primeiro empreendimento vendendo balas em semáforos da zona leste de São Paulo. De lá para cá, venceu uma série de desafios. Ele se tornou bacharel em Administração e pós-graduado em Gestão Financeira pela FGV, passou a empreender através da Martello Educação Financeira, atendeu mais de 1.000 pessoas com base na metodologia DESPLANILHE-SE, e se tornou autor do livro que leva o mesmo nome. Thiago Martello também participou da versão brasileira do Shark Tank Brasil, o maior programa de empreendedorismo do mundo. Atualmente, ele fala semanalmente, como especialista, para vários veículos da imprensa, entre eles: O Globo, Estadão, Folha de São Paulo, Jovem PAN, CNN e outros. Para saber mais, acesse o site.



Martello Educação Financeira
Acesse o site.


Como ganhar uma renda extra no final de ano?

Um estudo mostra que, em 2023, 31% dos brasileiros precisaram atuar em alguma atividade além do seu emprego para complementar a sua renda

 

Seja para quitar dívidas, atingir metas financeiras ou simplesmente proporcionar um fôlego extra ao orçamento, a obtenção de uma renda adicional é cada vez mais essencial. Um estudo realizado pelo Instituto Cidades Sustentáveis, em parceria com o Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica), mostra que, em 2023, 31% dos brasileiros precisaram atuar em alguma atividade além do seu emprego para complementar a sua renda. Em 2022, este percentual estava em 45%. 

O período de fim de ano e férias se revela propício para explorar oportunidades de renda extra, especialmente no contexto de confraternizações e celebrações. 

André Minucci, mentor de empresários, destaca a diversidade de caminhos para se obter uma renda adicional e enfatiza a importância de encontrar uma abordagem que se alinhe com a realidade de cada indivíduo.


Caminhos para a Renda Extra: 

A internet, um vasto campo de possibilidades, torna-se um aliado valioso na busca por renda extra. Diversos sites oferecem insights e experiências compartilhadas, permitindo que aspirantes a empreendedores aprendam com os sucessos e desafios de outros. Entretanto, é crucial cultivar dedicação, paciência e perseverança para prosperar no ambiente online, além de tomar precauções diante de possíveis golpes. Confira abaixo algumas dicas para renda extra:

 

·         Panetones Caseiros: O período festivo é propício para a produção e venda de panetones caseiros. A demanda por essa época natalina oferece uma excelente oportunidade para aqueles com habilidades culinárias explorarem esse mercado lucrativo. 

·         Doces Artesanais: Para os adeptos da culinária, a produção e venda de doces artesanais representam uma alternativa atrativa. Personalização conforme as preferências dos clientes pode potencializar as vendas em eventos e reuniões. 

·         Brechó Online: A venda de objetos não utilizados, como roupas, acessórios e eletrônicos, em plataformas online pode gerar uma renda extra significativa. Desapegar-se de itens não essenciais libera espaço em casa e contribui para o orçamento pessoal. 

·         Aulas Particulares: Compartilhar conhecimento é uma forma gratificante de conquistar uma renda extra. A oferta de aulas particulares em áreas de expertise pode ser divulgada em redes sociais e sites especializados, proporcionando uma fonte de renda consistente. 

·  Motorista de Aplicativo: Para aqueles que possuem veículo e disponibilidade, tornar-se motorista de aplicativos como Uber ou 99 é uma opção prática e eficaz para ganhar dinheiro extra, explorando diferentes áreas da cidade e conhecendo novas pessoas.

 

André Minucci orienta os interessados a avaliar seu tempo disponível, criar um orçamento eficiente, controlar suas finanças e investir em networking para potencializar suas oportunidades.

 


A Importância da Renda Extra:

 

De acordo com o especialista, além de proporcionar suporte financeiro, a renda extra desempenha um papel vital na gestão de despesas mensais, reduzindo a pressão financeira. A acumulação de poupanças e investimentos em renda fixa torna-se mais acessível, promovendo uma maior estabilidade financeira.

 

Em momentos de instabilidade econômica, contar com uma fonte adicional de renda oferece um suporte valioso, podendo ser crucial diante de imprevistos como a perda do emprego. Além disso, participar de um treinamento de inteligência emocional, de acordo com André Minucci, contribui para a tomada de decisões financeiras conscientes e equilibradas.

 

“A importância de uma renda extra vai além do aspecto financeiro. Ela proporciona uma rede de segurança em meio a incertezas econômicas, permitindo a acumulação de recursos para investimentos futuros”, finaliza Minucci. 

 



Para mais informações acesse o site: minuccirp.com.br
Facebook e Instagram: @minuccirp e @andreminucci


Posts mais acessados