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quarta-feira, 15 de novembro de 2023

Confira 6 dicas para lidar com o calor e os sintomas da menopausa durante período de temperaturas elevadas

 Onda de calor intensa eleva desafios para mulheres na menopausa; médica ginecologista apresenta dicas para aliviar os efeitos dessa fase 

 

À medida que uma onda de calor persistente atinge diversas regiões do Brasil, com temperaturas elevadas em até 5ºC, as mulheres na menopausa enfrentam desafios adicionais associados a esse aumento. O fenômeno meteorológico, que é a oitava onda do tipo em 2023, é atribuído a um bloqueio de pressão atmosférica, ao El Niño e às mudanças climáticas, mantendo o país em alerta até a próxima sexta-feira (17).

Você já se perguntou se o clima quente está deixando suas ondas de calor (e outros sintomas) ainda mais intensas? Alexandra Ongaratto, médica ginecologista, especializada em ginecologia endócrina e climatério, e Diretora Técnica do primeiro Centro Clínico Ginecológico do Brasil, o Instituto GRIS, explica sobre uma possível conexão entre o clima quente e o agravamento de alguns sintomas da menopausa.

A médica esclarece que essa relação tem sido objeto de estudo, destacando a influência direta do clima quente na intensificação dos fogachos e no desconforto geral das mulheres nesta fase da vida. Os fogachos, caracterizados por ondas súbitas de calor intenso, são uma queixa comum durante a menopausa. 

De acordo com um estudo publicado na revista internacional sobre saúde da meia-idade, Maturitas, o clima quente está associado a intensificação dos sintomas neste período. “Vale ressaltar que pesquisas mais recentes nos mostram que os fogachos podem causar dano neurológico, aumentando risco de demência. Assim, se preocupar com fogachos não é se preocupar com um sintoma desconfortável e ponto, mas sim pensar em qualidade de vida e prevenção”, cita a médica.

 

Dicas para amenizar os sintomas

Para ajudar as mulheres a lidar com esse desafio, a ginecologista Alexandra recomenda algumas estratégias específicas. Confira!

  1. Vestuário adequado: opte por roupas leves e frescas, preferencialmente feitas de materiais respiráveis como algodão, para auxiliar na regulação da temperatura corporal.
  2. Hidratação constante: mantenha-se bem hidratada, aumentando a ingestão de água para combater a desidratação causada pelo calor excessivo e pelos fogachos.
  3. Refresque-se: utilize métodos de resfriamento, como lenços umedecidos e ventiladores, para aliviar os sintomas de calor repentino.
  4. Atividade física moderada: pratique exercícios físicos leves e regulares, adaptando-se às condições climáticas, para promover o bem-estar geral e reduzir o impacto dos sintomas da menopausa. Caso as atividades sejam ao ar livre, procure horários com menor incidência solar.
  5. Evite alimentos termogênicos: os termogênicos são alimentos que elevam a temperatura corporal e apresentam um aumento expressivo na taxa metabólica, portanto, o consumo de café, pimenta, bebidas energéticas, chá preto, entre outros, podem aumentar a sensação de calor durante o período menopausal.
  6. Consulte um profissional de saúde: caso os sintomas se tornem severos ou disruptivos, é aconselhável buscar orientação médica para avaliação e opções de tratamento personalizadas.

 

Impactos indiretos

Mudanças climáticas estão vinculadas a impactos na saúde feminina, com a poluição e eventos extremos exercendo efeitos negativos. Produtos químicos ambientais atuam como desreguladores endócrinos, associados à atresia folicular e, inclusive, à antecipação da menopausa. Uma pesquisa publicada na revista científica PLOS ONE revela que esses produtos estão significantemente ligados à menopausa precoce, além de outros sintomas vasomotores e distúrbios do sono em mulheres de meia idade.

Descobertas assim apenas destacam a urgência de abordagens abrangentes para mitigar os efeitos adversos na saúde feminina. À medida que o país enfrenta essa onda de calor, é crucial reconhecer os desafios específicos que as mulheres na menopausa podem enfrentar. “A adoção de estratégias práticas com orientação médica pode ajudar a minimizar o impacto desses sintomas, promovendo uma transição mais tranquila através dessa fase da vida”, ressalta Alexandra.

 

Instituto GRIS


Ondas de calor – Dicas para evitar e tratar assaduras nas coxas

  

Com as altas temperaturas é muito comum surgirem irritações e assaduras na pele, principalmente em áreas de dobras como, virilha, axila, seios, levando desconforto pois pode ocorrer coceira, ardor e a longo prazo escurecimento da região.

 

Segundo o Dr. José Roberto Fraga Filho, dermatologista membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Diretor Clínico do Instituto Fraga de Dermatologia, para tratar assadura de calor, inicialmente devemos começar com cuidados gerais, como: enxugando bem a região após o banho, usando hidratantes, talcos ou mesmo a boa, velha e barata vaselina que é muito útil nessa função. A utilização de roupas leves e tecidos que absorvam o suor como o algodão são os mais indicados. Quando já existe lesão na região usamos cremes cicatrizantes para reparar o tecido machucado e se mesmo assim não houver melhora devemos procurar um médico dermatologista para descartar alguma outra doença dermatológica.

 

“Outra causa de irritação seria aquela gordurinha no interno de coxa que ocorre principalmente em mulheres devido a alterações hormonais, propiciando um maior atrito, coceira e escurecimento da região. Nesses casos além dos cuidados com a pele devemos diminuir a gordurinha da região atras de procedimentos como drenagem linfática, Ultrassom Microfocado ou Coolsculpting que é uma criolipólise de última geração”, sugere o dermatologista.

 

Muitas doenças dermatológicas podem se manifestar pelo calor e suor excessivo, mas a mais frequente é a Dermatite Atópica, doença muito frequente que acomete todas as faixas etárias, desde crianças a partir dos 6 meses até adultos. É uma doença que se manifesta por irritação em áreas de dobras com coceira intensa, podendo em alguns casos acometer o corpo todo. O Tratamento além dos cuidados gerais consiste em banhos mornos e rápidos, hidratação intensa e em casos mais graves o uso de cremes com corticoides.

 

“Importante lembrar que essas regiões são também propicias a fungos então se essa irritação não melhorar com hidratantes o ideal é procurar um médico dermatologista para se descartar uma micose superficial”, finaliza Dr. Fraga.

 

Fonte:
Dr. José Roberto Fraga Filho - Médico dermatologista, membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, fundador e Diretor Clínico do Instituto Fraga de Dermatologia.
Instagram: @fragadermatologia


Atividade física após cirurgia de prótese de quadril: conheça os exercícios e o momento certo de iniciar

• Caso Lula: prótese utilizada pelo presidente não é a mais indicada para prática de futebol, revela especialista 

 

A prática de exercícios físicos é algo recomendado pelos médicos como parte da reabilitação dos pacientes após a artroplastia do quadril (cirurgia de colocação de uma prótese metálica ou substituição da articulação), a mesma realizada pelo presidente Lula no final do mês de setembro. O problema costuma atingir pessoas em diferentes faixas etárias, mas normalmente, afeta mais os idosos e os esportistas. Os esportistas têm muito mais chance de precisar de uma prótese de quadril do que os não esportistas.  

Recentemente, um treino realizado pelo presidente Lula foi divulgado nas redes sociais com os exercícios que têm sido realizados após a sua cirurgia de quadril e chamou a atenção da comunidade médica. Neste caso, a atividade física tem como objetivo fortalecer os músculos e contribuir para uma recuperação mais rápida dos pacientes. O tratamento no pós-operatório deve ser feito sob cuidados do fisioterapeuta, mediante a prescrição do cirurgião.

De acordo com o médico ortopedista Lafayette Lage, introdutor no Brasil da artroscopia do quadril em 1993 e, também, um dos pioneiros na cirurgia de Resurfacing (recobrimento da superfície da cabeça do fêmur com uma “coroa do metal”) em 2003, o processo de recuperação dos pacientes que realizam esta cirurgia costuma ser de aproximadamente 4 meses, dependendo de cada caso. O médico alerta sobre a importância de exercícios no processo de reabilitação, mas é preciso considerar a condição de cada paciente e a prótese utilizada na cirurgia.

Lage explica a relação entre a escolha da prótese e a atividade física mais indicada: “A prótese que o presidente Lula tem não é apropriada para esportes de impacto, visto que uma queda sobre o quadril operado pode causar uma fratura peri-prótética que necessita uma cirurgia de porte muito maior que a da cirurgia que ele realizou”. 


As próteses de quadril

As próteses de quadril são dispositivos médicos específicos para substituir uma articulação de quadril lesionado ou desgastado, geralmente devido a condições como necrose ( infarto da cabeça do fêmur), vários tipos de artrite ( doenças autoimunes), má formação do quadril no nascimento, pequenas deformidades anatômicas levando ao desgaste precoce principalmente nos atletas ( artrose secundária ao impacto do quadril ), sequelas de infecção com destruição da cartilagem, sequelas de  fraturas mal consolidadas da bacia por acidentes e, finalmente, fraturas do fêmur proximal ( cabeça e ou colo do fêmur ), principalmente nos idosos e portadores de osteoporose  ( perda da massa óssea). Elas são utilizadas para aliviar a dor, melhorar a função e restaurar a mobilidade nas pessoas que enfrentam problemas articulares graves. É considerada a melhor cirurgia da medicina perdendo apenas para a cirurgia da catarata.


A prótese de Resurface

Um estudo realizado pela revista HIP Internacional da Sociedade Européia de Quadril, em 2020, revelou a eficácia das próteses do tipo Resurfacing mediante avaliação de 11,3 mil pacientes com menos de 50 anos em 13 países. De acordo com a pesquisa, a sobrevida desse deste tipo de prótese é incomparável a qualquer outra prótese para os pacientes desta faixa etária que costumam ser muito mais ativos. Curiosamente, também se descobriu que os pacientes portadores das próteses de Resurfacing vivem mais, provavelmente, por levarem uma vida mais saudável.


Atividades físicas mais recomendadas

 Os exercícios indicados para ambas os tipos de prótese são os de fortalecimento global da musculatura da cintura pélvica, coluna lombar, abdome e membros inferiores devendo evitar elevar o membro inferior operado esticado contra a gravidade quando estiver deitado, pois isso pode causar uma inflamação na virilha denominada de bursite do músculo ileopsoas.

Numa fase mais adiantada do tratamento, após cerca de 90 dias, exercícios mais extenuantes começam a serem feitos como se equilibrar sobre uma bola ou plataforma de equilíbrio para ganho de propriocepção e melhoria dos reflexos para evitar quedas. Estes exercícios mais intensos e difíceis são prescritos, principalmente, para os os atletas, relata o Dr. Lafayette Lage.

The operation of the century: total hip replacement

 ( https://www.thelancet.com/article/S0140-6736(07)60457-7/fulltext#)”

 

Dr. Lafayette Lage - médico ortopedista, pioneiro em artroscopia do quadril e especialista em cirurgia de Resurfacing (recobrimento da cabeça do fêmur). www.clinicalage.com.br


Diabetes faz a pele perder sensibilidade

·         A lipodistrofia pode acometer pessoas com diabetes tipo 1

 

“O maior órgão do corpo humano, a pele, também pode sofrer as consequências do diabetes mal controlado. Essa relação se dá porque a glicemia alta prejudica a irrigação dos vasos pequenos que nutrem a pele”, explica Dra. Denise Reis Franco, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional São Paulo (SBEM-SP).

 

Ela conta que a principal complicação do diabetes é um processo inflamatório nos vasos. Uma vez comprometidos, a nutrição da pele fica prejudicada. Já os nervos é quem dão a sensibilidade. Se o nervo estiver embebido de glicose, ou seja, se o diabetes está descompensado por muito tempo, a função do nervo fica diminuída e a pele é um dos principais receptores das funções dos nervos.

 

Assim, vai diminuindo a capacidade de sensibilidade da pele e, com o tempo, a pessoa pode sentir formigamento, dor até perder a sensibilidade por completo. “Pessoas que têm a glicemia descompensada por muito tempo por falta de controle podem até sofrer lesões na pele sem sentir dor e, quando percebem, a lesão já está comprometida. Esse comprometimento dos nervos causado pelo diabetes é o que chamamos de neuropatia”, comenta a endocrinologista.

 

Pés e pernas são as primeiras regiões do corpo que perdem a sensibilidade por causa da neuropatia, mas essa complicação também pode acometer outras partes do corpo. Por isso, segundo a médica, “além de fazer o controle da glicemia é importante estar atento às sensações da pele”.

 

A pessoa com diabetes deve manter os pés sempre hidratados e fazer um autoexame para detectar possíveis ferimentos que passaram despercebidos. A glicemia descompensada também pode causar maior proliferação de fungos na pele, causando as frieiras e micoses, já que a pele estará mais seca e atrófica.

 

Uma alteração que pode acontecer na pele de quem tem diabetes tipo 1 e aplica insulina todo dia, sem fazer o rodízio da região do corpo para receber esse hormônio, é a lipodistrofia. A agulha da aplicação da insulina vai criando uma inflamação na pele e ocorre um processo de cicatrização diferente, o que diminui a capacidade de absorção adequada da insulina. Nestes casos, aumenta-se o risco de uma hipoglicemia ou de hiperglicemia. “A dica é: faça o rodízio, troque as agulhas em cada aplicação, e isso vai ajudar na saúde da sua pele e no melhor controle glicêmico”, conclui Dra. Denise.

 

SBEM-SP - Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo
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Onda de calor e clima seco: lavagem nasal diária alivia sintomas de rinite e ressecamento

 Veja as opções de higienizadores de acordo com a faixa etária e dicas para uma limpeza sem traumas

 

Quem sofre com doenças alérgicas sabe que o clima seco pode ser um momento crítico para a saúde. Partículas poluentes e toxinas ficam em suspensão no ar, aumentando as secreções nasais. Esse ano, com a onde de calor acentuado atingindo todo o país, e deixando o clima ainda mais seco, o problema pode se acentuar. E mesmo para quem não sofre tanto com as alergias, o clima seco também pode trazer desconfortos como ressecamentos e feridas na parte interna do nariz. A lavagem nasal com soro fisiológico é um procedimento simples que pode ajudar a aliviar os sintomas e tem sido cada vez mais recomendada por pediatras e otorrinos como procedimento diário de cuidado individual.

A lavagem nasal é um dos procedimentos mais eficazes para hidratar a narina e ainda retirar substâncias nocivas ao organismo, como toxinas poluentes, vírus e bactérias, que costumam provocar alergias. Assim como escovar os dentes, deveria ser realizada todos os dias como forma de prevenir doenças respiratórias, e até mesmo outras doenças mais graves, como as que podem ser provocadas por inalação de fuligens de queimadas, por exemplo. Essas partículas podem chegar à corrente sanguínea e prejudicar o aparelho cardiovascular. Quando o clima está seco, a lavagem também ajuda a hidratar as narinas e evitar fissuras por ressecamento.
 
Na primavera, outro fator que favorece as alergias é o desabrochar das flores, provocando o aumento da quantidade de pólen no ar, fator que, juntamente com a baixa quantidade de chuvas e as mudanças de temperatura comuns nessa época do ano, podem desencadear quadros de alergia. Nas crianças, rinite alérgica e asma são problemas respiratórios comuns na primavera e podem prejudicar uma boa noite de sono ou aumentar a irritação dos pequenos durante o dia. 

Para tentar evitar a entrada de micro-organismos como vírus, bactérias, fungos e substâncias alergênicas no aparelho respiratório, que acabam provocando a produção de secreções extras para expulsá-los e geram congestão nasal, cada vez mais os pediatras e otorrinos recomendam a lavagem nasal com soro fisiológico ou uma solução salina caseira. É um hábito de higiene que deve fazer parte da rotina diária de bebês e crianças e até mesmo dos adultos.

NoseWash: dispositivo para lavagem nasal
infantil de forma lúdica, ganha versão de 20ml
e personagens da patrulha canina

O otorrino-pediatra Ricardo Godinho, explica os benefícios. "A lavagem nasal é uma prática recomendada para melhorar a qualidade de vida de crianças com dificuldade de respirar pelo nariz. Descongestionadas, ela dormem melhor, comem melhor. É um tratamento com ótima relação custo-benefício, e praticamente não gera efeitos colaterais. Há muitos benefícios", destaca o especialista, que é autor do “Guia de Orientação para os Pais: Cuidando dos Ouvidos, Nariz e Garganta das Crianças”. 

Crianças que ficam resfriadas com maior frequência se beneficiam ainda mais com a lavagem nasal, e devem fazer até duas vezes ao dia - sobretudo quando elas chegam da escola e antes de dormir. As crianças, de uma forma geral, podem adoecer de quatro a dez vezes todos os anos de resfriados. Nos primeiros quatro anos de vida, principalmente quando entram na escola e passam a ter uma vida social mais intensa, elas podem ter um número maior de infecções respiratórias e resfriados. 

O médico lembra que algumas crianças ficam mais congestionadas por viverem em ambientes com alergênicos, como mofo, fumaça de cigarro, ou são crianças com características imunológicas que facilitem a ocorrência de infecções. "Nelas, a lavagem nasal traz melhora mais rápida também e a higiene pode fazer parte da rotina - como um dos compromissos da criança – de escovar o dente, cuidar do cabelo, tomar banho. Assim, usarão menos medicamentos para o controle dos sintomas associados às rinites", destaca Godinho. 

Quando as crianças precisam fazer uso de corticoides no nariz, a lavagem, inclusive, é recomendada para retirar o excesso de muco e melhorar a absorção do remédio no local.

Dispositivos lúdicos auxiliam as crianças a perder o medo - Muitos pais relatam que desistem de fazer a higiene das narinas porque as crianças choram e têm medo. Um dos maiores causadores desse conflito é o uso de seringas para injeção em vez de dispositivos próprios para a lavagem nasal. Mas a recomendação da higienização nasal vem crescendo tanto que hoje em dia já existem diversas opções, algumas lúdicas e divertidas, que mais se parecem com brinquedos e foram feitas especialmente para as crianças. 

Uma delas é o NoseWash, da marca Agpmed, uma seringa para lavagem com opções de 10 ml que pode ser usada em bebês a partir dos três meses e de 20 ml para crianças a partir dos dois anos. Com personagens como animais, patrulha canina e super-heróis, o dispositivo conquista as crianças e ajuda a diminuir o medo nas primeiras aplicações. Outra opção para as crianças maiores é a garrafinha NoseWash Max, que permite limpeza com maior volume de soro, até 240 ml e controle de fluxos. E é indicada para crianças a partir dos 3 anos e adultos. 

Usar seringas lúdicas como aliadas na hora de conquistar a confiança das crianças é também recomendado pelos especialistas: "Existem diferentes formas de lavar o nariz e cada criança reage e se adapta de forma individualizada. Existem medidas de lavagem nasal também indicadas para cada faixa etária, mais agradáveis. Para cada tipo de doença e gravidade de sintomas existe uma maneira de lavar o nariz, que vai ser a mais indicada. Fundamental, algo que perpassa por tudo isso, é que seja feita de forma gentil. A criança não pode sentir dor, a criança tem que colaborar com o processo, na medida do possível. Ela não pode se sentir desconfortável ao fazer a lavagem", reforça o otorrino-pediatra Ricardo Godinho. 

A fisioterapeuta respiratória Genai Latorre recomenda que a lavagem nasal seja realizada duas vezes ao dia em bebês e crianças que apresentem quadro viral e uma vez naqueles que não possuem problemas, mas que os pais queiram trabalhar a limpeza de maneira preventiva. E orienta:
 

– A aplicação deve ser realizada sempre com a criança sentada ou em pé, nunca deitada;

- A cabeça deve estar posicionada para frente e levemente inclinada na direção contrária a qual a narina será lavada;

- Durante a lavagem, a criança deve manter a boca aberta;

- Usar sempre soro fisiológico (nunca apenas água);

- É importante que o líquido esteja em temperatura ambiente ou morna, nunca gelada;

- Também não se deve aplicar o conteúdo com força ou rapidez. A pressão do jato deve ser suave e contínua


“Sabemos que lavar o nariz dos pequenos pode ser um desafio. Então, quanto menos traumático for o processo, melhor será o resultado. Contar com um produto lúdico e adaptado para esse momento pode facilitar a vida dos pais e responsáveis e aumentar a aderência ao tratamento por parte das crianças”, comenta a fisioterapeuta Genai Latorre.
 

Alto volume – As garrafinhas de alto volume alcançam também o interior dos ossos da face. É o único método que consegue lavar de forma eficiente o interior das cavidades nasais e são muito úteis para crianças com sinusite aguda e infecção nasal crônica.
 

A quantidade de soro fisiológico deve ser adequada ao tamanho do paciente. Para bebês até dois anos, recomenda-se até 5 ml de soro em cada narina. Acima disso, podem ser usados 10ml de soro. A partir de quatro anos e em adultos, o volume deve ser superior a 20ml.



AGPMED

Quebrando tabus e salvando vidas: a luta pela prevenção do câncer de próstata

Em prol da campanha ‘Novembro Azul’, Dr. João Luiz Schiavini, urologista cooperado da Unimed-Rio, destaca a importância dos exames regulares e cuidados com a saúde

 

Neste mês, uma campanha de conscientização toma conta do cenário mundial, trazendo luz à importância da prevenção do câncer de próstata. A iniciativa ‘Novembro Azul’ busca sensibilizar homens sobre a necessidade de cuidados com a saúde masculina e, em especial, a prevenção deste tipo de câncer. 

Em uma entrevista sobre o tema, o urologista cooperado da Unimed-Rio, Dr. João Luiz Schiavini, destacou a relevância da campanha e enfatizou a importância da prevenção para a detecção precoce da doença. "A campanha é uma oportunidade fundamental para conscientizar os homens sobre a prevenção do câncer de próstata. A detecção precoce é crucial para o sucesso do tratamento e para aumentar as chances de cura. Ainda há resistência em realizar exames preventivos, e é necessário quebrar esse tabu para garantir uma vida mais saudável e longa", ressaltou o Dr. Schiavini. 

O câncer de próstata é um problema de saúde que merece atenção especial. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que, apenas em 2023, mais de 68 mil novos casos serão diagnosticados no Brasil. Além disso, a doença é a segunda principal causa de morte por câncer entre homens. 

Dr. Schiavini reforça que a prevenção deste tipo de patologia envolve a realização de exames periódicos, como o PSA (Antígeno Prostático Específico) e o toque retal. "Esses exames são fundamentais para a detecção precoce da doença. Recomendo que os homens, a partir dos 50 anos, procurem um urologista para avaliação e, nos afrodescendentes, que possuem casos de histórico familiar de câncer de próstata (nos parentes homens) e de mama e ovário (nas parentes mulheres), esse cuidado deve começar mais cedo, a partir dos 45 anos", aconselha o especialista.
 

Hábitos Saudáveis 

A campanha ‘Novembro Azul’ vai além da conscientização sobre a prevenção do câncer de próstata. Ela também busca promover a quebra de estigmas relacionados à saúde masculina, incentivando hábitos de vida saudáveis e o cuidado integral com o corpo. É uma oportunidade para quebrar o silêncio que envolve esse tema e estimular homens a cuidarem melhor de si mesmos. "A prevenção não se resume apenas aos exames médicos. Adotar hábitos saudáveis, como uma dieta equilibrada e a prática regular de atividade física, contribui significativamente para a manutenção da saúde e a prevenção de diversas doenças, incluindo o câncer de próstata", destaca o Dr. Schiavini. 

Neste mês dedicado à saúde masculina, a mensagem do Dr. João Luiz Schiavini é clara: "Não deixem para amanhã o cuidado que a saúde exige hoje. A prevenção é a chave para uma vida longa e saudável. Vamos juntos combater o câncer de próstata e promover o bem-estar masculino".


Onda de calor: conheça os efeitos da alta temperatura no corpo

 

Crédito: Canva

Professores da Plataforma Professor Ferretto explicam como o clima pode afetar o corpo e o meio ambiente 

 

Desde a última sexta (10), 13 estados e o Distrito Federal enfrentam uma onda de calor. A cidade de São Paulo registrou neste domingo (12) o calor mais intenso em 19 anos, com temperatura média de 36,9 graus. Esta onda se deve pelo fenômeno El niño - fenômeno que aquece as águas dos oceanos. 

As altas temperaturas, podem afetar todos, “O aumento da temperatura não apenas desafia a resistência humana mas também pode afetar o equilíbrio ambiental. Essas altas temperaturas têm o potencial de gerar efeitos negativos, afetando desde o comportamento animal até a segurança alimentar, destacando a urgência de medidas abrangentes para enfrentar as mudanças climáticas” diz o professor de Biologia Flávio Landim, da Plataforma Professor Ferretto - canal 100% online com foco na preparação para o Enem e vestibulares, que contempla todo o conteúdo do Ensino Médio e soma 70 mil alunos de todo o Brasil. 

Com isso, os docentes da Plataforma Professor Ferretto desvendam alguns dos impactos que a onda de calor pode causar:
 

Mudanças no Comportamento Animal

Animais selvagens estão tentando adaptar seus comportamentos para sobreviver às altas temperaturas. "Diante das altas temperaturas, algumas espécies estão alterando seu comportamento, buscando mais sombra durante o dia e tornando-se mais ativas durante a noite. Se as altas temperaturas persistirem no longo prazo, espécies que não conseguirem se adaptar infelizmente serão extintas ", comenta Landim.
 

Riscos para saúde humana

Diante dos desafios impostos pela onda de calor, a preservação da saúde humana exige uma resposta eficiente. “A implementação de medidas preventivas, como a promoção de hidratação adequada, a conscientização sobre os riscos associados ao calor e a criação de centros de resfriamento emergenciais, torna-se imperativa. Além disso, investir em estratégias de adaptação e mitigação das mudanças climáticas é fundamental para enfrentar os impactos crescentes das ondas de calor ", completa o professor.
 

Desafios Térmicos e Regulação Corporal

"A elevação da temperatura ambiente apresenta desafios crescentes para a regulação térmica do corpo humano, desde a dificuldade em perder calor até situações críticas de recebimento de calor do meio", destaca André Coelho, Professor de Física da Plataforma Professor Ferretto. Em resposta a esses desafios, o corpo humano aciona a produção de suor como um mecanismo eficaz de resfriamento, sendo a evaporação do suor crucial para evitar superaquecimento. "Em ambientes úmidos, a eficácia da evaporação do suor é comprometida, agravando a situação em meio à onda de calor", ressalta Coelho. Este cenário reforça a importância de medidas preventivas e de conscientização sobre os riscos térmicos em face das condições climáticas extremas.
 

Segurança Alimentar

O calor excessivo tem influência sobre a integridade dos alimentos, acelerando processos de deterioração e ameaçando a qualidade e segurança alimentar. “À medida que as temperaturas aumentam, as reações químicas nos alimentos são intensificadas, proporcionando um ambiente propício para a proliferação de microrganismos indesejados” finaliza o Professor Michel Arthaud, diretor e professor de química da Plataforma Professor Ferretto.

 

Complicações levam ao diagnóstico de mais de dois terços das pessoas que vivem com diabetes no Brasil

  

Uma nova pesquisa da Federação Internacional de Diabetes revela que 70% das pessoas que vivem com diabetes no Brasil só receberam o diagnóstico porque tinham pelo menos uma das complicações relacionadas, como perda de visão, danos nos nervos ou doenças cardíacas.


Sete em cada dez pessoas que vivem com diabetes (70%) no Brasil só descobriram que tinham diabetes depois de desenvolverem complicações associadas à doença. Além disso, quase todos (90%) dos entrevistados no país tiveram uma ou mais complicações durante a vida com diabetes. As descobertas vêm de uma pesquisa global realizada recentemente pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) antes do Dia Mundial do Diabetes, na última terça-feira, 14 de novembro. A pesquisa foi realizada entre pessoas que vivem com diabetes na África, Ásia, Europa e América do Sul para entender o nível de conscientização e o impacto das complicações relacionadas ao diabetes.

As complicações relacionadas ao diabetes podem ser graves e, em alguns casos, fatais. Elas incluem danos ao coração, aos olhos, aos rins e aos pés. O risco de complicações causa um estresse significativo nas pessoas que vivem com diabetes. Dois terços (66%) dos entrevistados no Brasil dizem que se preocupam na maioria dos dias com o desenvolvimento de complicações relacionadas ao diabetes.

O risco de complicações pode ser reduzido significativamente por meio da detecção precoce, do tratamento oportuno e do autocuidado informado. Quando perguntados sobre a prevenção de suas complicações, nove em cada dez entrevistados (89%) no Brasil acreditam que poderiam ter feito mais; dois quintos (41%) acham que seu médico poderia ter feito mais.

As complicações que mais preocupam as pessoas com diabetes no Brasil são: coração (53%), olhos (51%) e derrame (47%).

“O fato de a grande maioria das pessoas acharem que poderia ter feito mais para evitar complicações destaca a necessidade de apoio adicional”, diz a Dra. Hermelinda Pedrosa, coordenadora de pesquisa da Unidade de Diabetes da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e vice-presidente da IDF. “É preciso fazer mais para melhorar a conscientização sobre o diabetes e oferecer educação para apoiar a detecção precoce e o gerenciamento das complicações. O que aprendemos nos faz lembrar que o diabetes muitas vezes não é detectado até que uma ou mais complicações estejam presentes.

“Sabemos que, com as informações e os cuidados corretos, as pessoas que vivem com diabetes podem reduzir muito o risco de complicações. Além disso, há medidas que as pessoas com risco de diabetes tipo 2 podem tomar para retardar ou evitar o aparecimento da doença. É fundamental conhecer seu nível de risco, saber o que você deve observar e saber como responder.”

Há vários fatores de risco que aumentam a chance de desenvolver diabetes tipo 2. Esses fatores incluem histórico familiar, peso, idade, etnia, sedentarismo e diabetes durante a gravidez, alguns dos quais podem ser reduzidos por meio de hábitos alimentares saudáveis e atividade física. Portanto, melhorar a compreensão e a conscientização sobre os fatores de risco é importante para apoiar a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno.

O diabetes tipo 2, que representa mais de 90% de todo o diabetes, geralmente se desenvolve silenciosamente, com sintomas que passam despercebidos. Como resultado, muitas pessoas com essa condição, mais de 50% em alguns países, não são diagnosticadas e, como sugere a pesquisa, as complicações já estão presentes. As complicações mais comuns experimentadas entre os participantes da pesquisa no Brasil foram problemas nos olhos (48%), nos pés (40%) e na saúde bucal (25%).

A Dra. Pedrosa acrescenta: “Para aqueles que não têm acesso ao apoio certo, o diabetes e suas complicações podem afetar seriamente a vida cotidiana e até mesmo se tornar uma ameaça à vida. É por isso que a IDF tem o compromisso de aumentar a conscientização sobre a melhor forma de controlar a doença, ajudando as pessoas com diabetes a entender seus riscos e melhorando o acesso aos melhores cuidados disponíveis. Os profissionais de saúde devem estar equipados com o conhecimento e os recursos para diagnosticar o diabetes precocemente e fornecer o apoio adequado.” 

No Dia Mundial do Diabetes, a IDF conclamou as pessoas a conhecerem seu risco de diabetes tipo 2 e os governos de todo o mundo a dedicarem recursos suficientes para melhorar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento do diabetes.


Novembro Roxo: testes rápidos para detectar risco de partos prematuros ajudam a reduzir internações

 Exames fornecido pela QIAGEN podem identificar, em apenas 10 minutos, a probabilidade dos nascimentos que antecedem as 37 semanas de gestação 

 

Marcado pelo Dia Mundial da Prematuridade (17), o Novembro Roxo tem como objetivo levar consciência e informação sobre os nascimentos que antecedem as 37 semanas de gestação e os riscos para mães e bebês. A boa notícia é que apesar de  o Brasil ser um dos países com as maiores taxas de partos prematuros na América Latina – com mais de 290 mil casos em 2022, de acordo com dados do Painel de Monitoramento de Nascidos Vivos, do DataSUS -, atualmente as brasileiras já contam com a precisão de testes rápidos, como os fornecidos pela multinacional QIAGEN, especialista em tecnologia para diagnósticos moleculares,  que identificam, de forma não invasiva, a probabilidade desses episódios.

De acordo com Raphael Oliveira, Gerente de Marketing Regional LATAM para da QIAGEN, os casos de prematuridade colocam em evidência a importância do acompanhamento pré-natal e a necessidade de buscar ajuda médica para a realização de exames, quando a gestante sentir que algo não vai bem. A detecção do risco ajudará no direcionamento da obstetra em cuidados que possam reduzir os impactos do parto prematuro e sua probabilidade, incluindo orientações de dieta, repouso e demais rotinas presentes no dia a dia da gravidez. 

“Além dos exames mais comuns como a ultrassonografia e a cardiotocografia fetal, que avalia os batimentos cardíacos e o bem-estar geral do bebê, existem também testes rápidos, de alta precisão e não invasivos, que são feitos a partir da coleta do corrimento vaginal com um swab. Esses exames entregam os resultados em 10 minutos e podem tanto detectar o risco de um nascimento antes das 37 semanas de gestação, quanto identificar rupturas prematuras de membranas fetais, também conhecido como bolsa rota. A identificação de risco atrelada aos cuidados necessários pode evitar uma série de internações desnecessárias”, explica o executivo.

Oliveira ainda salienta que os nascimentos prematuros podem acontecer em casos de mães saudáveis, pelos mais diferentes motivos, assim como em gestantes com alguma doença pré-existente ou desenvolvida ao longo dos meses – como infecções maternas, patologias do útero, hipertensão, diabetes gestacional e consumo de drogas. Segundo ele, mulheres que já tenham tido partos prematuros previamente e abortos espontâneos, também exigem atenção. 

“Por isso, o mais indicado é fazer essas avaliações constantes, contando com tecnologias e soluções em exames que ajudem a fechar o diagnóstico. Testes rápidos como o AmniSure e o PartoSure, identificam a presença de uma proteína específica do líquido amniótico de mulheres grávidas, fora da cavidade uterina. Eles ajudam a prever se a gestante entrará em trabalho de parto prematuro em um período de sete a 14 dias, com alto valor preditivo positivo. A partir desse diagnóstico rápido, ainda é possível evitar uma internação desnecessária, que acontece em 85% dos casos de sinais e sintomas de partos prematuros, assim como acelerar uma internação para um tratamento imediato para a gestante e o bebê”, complementa.

Ao sinal dos primeiros sintomas de um parto prematuro, que podem acontecer simultaneamente ou de forma isolada – entre eles, dores na parte inferior das costas, contrações constantes, dores na parte inferior do abdômen, vazamento de fluído ou hemorragia vaginal, náuseas e vômitos – é preciso procurar ajuda médica para que seja feita uma avaliação do quadro geral da gestação, a fim de evitar complicações. 

Segundo a Fiocruz, os problemas da prematuridade vão além da baixa de peso. Um prematuro carece de cuidados especiais na UTI, o que aumenta em três vezes o risco de morte e sequelas futuras para a sua vida adulta.  

 

Cuidando Da Saúde Mental: 5 Passos Para Enfrentar Depressão

Diante Do Aumento Das Taxas De Depressão E Ansiedade, Descubra Orientações Práticas Para Lidar Com Esses Desafios, Incluindo Buscar Ajuda Médica, Compartilhar Experiências E Cuidar Do Bem-Estar Emocional

 

De acordo com dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão afeta mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, tornando-se a principal causa de incapacidade. No Brasil, estudos indicam que a prevalência da depressão aumentou consideravelmente nos últimos anos, sendo estimada em cerca de 5,8% da população. É preciso lembrar também que a depressão está entre as principais causas de suicídio.

Lutar contra a depressão não é algo fácil, por isso deve-se buscar ajuda o quanto antes. É importante ressaltar que o aumento dos casos de depressão é uma realidade crescente, não apenas no Brasil, mas também em escala global - Alerta a Dra. Gesika Amorim, Mestre em Educação Médica, Pediatra pós-graduada em Neurologia e Psiquiatria, com especialização em Tratamento Integral do Autismo, Saúde Mental e Neurodesenvolvimento.

Compreendemos que atualmente a depressão, em conjunto com a ansiedade, crises de pânico, estresse, Burnout e outros transtornos mentais, representa um desafio significativo para a nossa sociedade. Diante desse cenário complexo, a Dra. Gesika Amorim apresenta cinco sugestões fundamentais para aqueles que estão enfrentando a depressão:


  1. Procure ajuda médica: Um médico poderá avaliar sua condição e recomendar um tratamento adequado, como terapia e/ou medicação, se necessário.
  2. Compartilhe com alguém de confiança: Conversar com amigos ou familiares sobre o que você está passando pode trazer algum alívio emocional. 
  1. Busque apoio emocional: Participar de grupos de apoio ou conversar com um terapeuta pode fornecer um ambiente seguro para compartilhar suas experiências e obter apoio de pessoas que entendem o que você está passando. 
  1. Autocuidado: Priorize seu bem-estar físico, mental e emocional, praticando exercícios, mantendo uma alimentação saudável, cultivando boas relações de amizade e dormindo adequadamente.

 

  1. Evite o isolamento: Mantenha-se conectado com outras pessoas e participe de atividades sociais que lhe tragam prazer, mesmo que pareça difícil no momento. 

Lembre-se de que essas são apenas sugestões gerais e cada pessoa é única. Por isso, é muito importante buscar ajuda profissional para um tratamento adequado. Não hesite em entrar em contato com um profissional da área de saúde mental para obter o apoio necessário durante esse período. Afinal de contas, cuidar da Saúde Mental é também o primeiro passo para diminuir as taxas de suicídio. 



Dra Gesika Amorim - Mestre em Educação médica, com Residência Médica em Pediatria, Pós Graduada em Neurologia e Psiquiatria, com formação em Homeopatia Detox (Holanda), Especialista em Tratamento Integral do Autismo. Possui extensão em Psicofarmacologia e Neurologia Clínica em Harvard. Especialista em Neurodesenvolvimento e Saúde Mental; Homeopata, Pós Graduada em Medicina Ortomolecular - (Medicina Integrativa) e Membro da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil.
https://dragesikaamorim.com.br
Insta: @dragesikaautismo


Três em cada 10 brasileiros relatam terem tido dengue, aponta pesquisa

Dos entrevistados infectados pela dengue, 6% já tiveram a doença três vezes ou mais

 

Pesquisa inédita realizada com 2 mil pessoas pela Ipsos, a pedido da biofarmacêutica Takeda e com a coordenação científica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), revelou que 3 em cada 10 brasileiros já tiveram dengue e 69% conhecem alguém que já teve a doença. Entre os já acometidos, 69% foram diagnosticados uma vez, 23% duas vezes e 6% três vezes ou mais. 

Do total de entrevistados, 67% lembraram da dengue quando questionados sobre quais surtos de doenças são recorrentes no Brasil – índice muito superior aos 39% da primeira edição da pesquisa, realizada em novembro de 2021. 1 Quando estimulados, 99% dos brasileiros afirmam conhecer a doença. Ao mesmo tempo, 40% acreditam que o número de casos entre 2022 e 2023 se manteve e 23% que diminuiu, enquanto apenas 36% dizem que houve um aumento. 

“Ainda assim, a dengue está presente na vida do brasileiro de alguma forma, seja porque já tiveram a doença, conhecem alguém que teve ou porque estão preocupados com o risco de infecção. No entanto, as medidas de controle do vetor são insuficientes e os casos só estão aumentando”, analisa Dr. Alberto Chebabo, médico infectologista e presidente da SBI. Segundo dados do Ministério da Saúde, existem mais de 1,6 milhão de casos registrados de dengue no Brasil e 1 mil mortes em 2023, superando os casos de 2022 (cerca de 1,4 milhão) e quase atingindo o mesmo patamar de óbitos (1.016).2,3 

Quando perguntados sobre quantas vezes uma pessoa pode ter dengue, 69% dos entrevistados não souberam responder, 12% disseram por um número ilimitado de vezes, 18% entre uma e três vezes e apenas 2% acertaram a resposta: 4 vezes. “Há uma falsa ideia de imunização após infecção por dengue, ou seja, a pessoa que já pegou acredita estar imune à doença. Precisamos alertar que existem quatro tipos de dengue e, portanto, cada pessoa pode ser infectada até quatro vezes”, reforça o Dr. Chebabo. 

“Precisamos também esclarecer mitos relacionados ao contágio e reforçar que a dengue é uma doença democrática. Ela está presente em todo o Brasil, seja em localidades de clima quente ou frio, atingindo todas as classes sociais”, explica Dra. Rosana Richtmann, médica infectologista.

“O levantamento também mostra que aumentou a consciência do brasileiro de que a dengue pode levar à morte”, afirma Juliana Siegmann, do Ipsos. Aproximadamente 93% acreditam que ela pode ser fatal, 83% acham que pode impactar a qualidade de vida, 84% têm medo de que seus familiares tenham a doença, 76% têm medo de contraí-la e 71% acreditam que se trata de uma doença com alto risco de contágio.
 

A pesquisa foi realizada entre os dias 26 de junho a 31 de julho de 2023, com 2 mil pessoas, acima de 18 anos, de todas as classes sociais e regiões do país, por telefone. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Acesse a pesquisa completa aqui.

 

Impacto da doença nas medidas de controle

  • 73% das pessoas têm conhecimento de que a picada do mosquito é a principal forma de contágio e 26% em detrimento da água parada.
  • Entre aquelas que tiveram a dengue, 70% afirmam que fizeram mudanças em casa após o diagnóstico voltadas:
    • 27% cuidados com os recipientes com água parada
    • 12% tampar reservatórios de água
    • 11% remover água parada de vasos
    • 10% maior limpeza no quintal de casa
    • 8% deixam garrafas com a boca para baixo
    • 8% colocam areia nos vasos de plantas
    • No entanto, 30% delas não realizaram qualquer tipo de medida preventiva.

 

Necessidade de maior conhecimento

Mitos relacionados ao contágio ainda persistem no entendimento popular.

  • 43% acreditam que a dengue ocorre exclusivamente no verão
  • 25% pensam que a doença só atinge pessoas das classes sociais mais baixas
  • 25% que só ocorre em regiões endêmicas
  • 21% pensam que a dengue não está presente onde moram
  • 21% que não acontece nas cidades grandes

Em relação aos sintomas, 98% dos entrevistados disseram que buscariam cuidados especializados se desconfiassem da dengue, mas conhecem poucos sintomas associados à doença. A maioria cita febre (81%), dor no corpo/ dores musculares (57%) e dor de cabeça (39%).



Novas medidas de prevenção

Quanto às novas formas de combate à dengue, a possibilidade da vacinação contra a doença ainda é desconhecida pela maioria dos entrevistados (73%), mas entre aqueles que já ouviram falar do tema (27%), 86% acreditam na sua eficácia e se manifestam dispostos a ela. 

“Vemos que a dengue é uma preocupação nacional e a população está mais atenta para as formas de controle do vetor. As campanhas de conscientização continuam sendo necessárias e precisamos unir esforços para ampliar as formas de controle da doença”, analisa Vivian Lee, diretora médica da Takeda Brasil.

 

Takeda
Para mais informações, visite Link


Referências
1. Dengue: o impacto da doença no Brasil. Pesquisa IPEC/2021. Disponível em Link. Acesso em outubro de 2023.
2. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico - Volume 54 - nº 13. Disponívem em Link.
3. Ministério da Saúde. Dengue, Zika e Chikungunya 2023. Disponível em Microsoft Power BI. Acesso em outubro de 2023
C-ANPROM/BR/QDE/0083 – Novembro/2023 – Material destinado ao público geral


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