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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Psicóloga dá dicas para ter mais amor-próprio no relacionamento (e fora dele)


Divulgação Grupo São Cristóvão Saúde

Quando o indivíduo aprende a amar a si próprio, aumentam suas chances de construir relacionamentos mais saudáveis


Se amar e aprender a se colocar em primeiro lugar é fundamental para estar bem consigo e com o(a) parceiro(a). Mas como fazer isso? A psicóloga do Grupo São Cristóvão Saúde, Aline Melo, revela que parar de focar em agradar os outros é um dos pontos-chave no desenvolvimento do amor-próprio. “Ao contrário do que muitos pensam, o amor-próprio não é um egoísmo, a pessoa que se ama trata os outros com mais amor também e possui vínculos mais saudáveis”, frisa.

O amor-próprio, segundo ela, é essencial para a construção de relacionamentos saudáveis. “Normalmente, quando pensamos em amor, é comum associarmos este sentimento ao outro. Porém, é necessário refletir como o amor está sendo projetado a nós e por nós”, explica. É isso que permitirá uma conexão mais madura, com mais respeito consigo e com o outro. A psicóloga alega que, ao fortalecer o amor-próprio, a pessoa terá mais condições de reconhecer suas carências e inseguranças, evitando projetá-las no parceiro.


Como a falta de amor-próprio afeta sua vida e o seu relacionamento

Sintomas como dificuldade de autoaceitação (tanto em relação à imagem quanto a sua forma de ser), baixa segurança, dificuldades em reconhecer suas qualidades e potencialidades, autocobrança, culpa excessiva, medos acentuados e busca de estímulos reforçadores constantes advindos de outras pessoas em forma de elogios, por exemplo, são indicativos de que a autoestima precisa ser trabalhada. Seus efeitos, e consequente falta de amor-próprio, tão nocivos para uma pessoa, podem ser ainda mais devastadores quando entra em jogo um relacionamento amoroso.

De acordo com a especialista, não ter o amor-próprio bem desenvolvido pode fazer uma pessoa permanecer em relações que a agridem emocionalmente, pois como não tem o amor por si desenvolvido, não consegue identificar aspectos que dão subsídios para se proteger, e até mesmo se esquivar, de situações como esta.

Além disso, conforme fala a psicóloga, uma pessoa sem amor-próprio também se relaciona de maneira menos saudável com o outro. “Nesse caso, é possível que haja situações de maior carência emocional, ciúmes, projeções e exigências ao qual o outro não poderá suprir, pois pode haver o desejo de que o amor que não consigo dar a mim eu busque no outro ou exija do outro, mesmo não sendo essa a função do parceiro em nossa vida”, salienta.

Para ajudar nesse processo de autoconhecimento e desenvolvimento do amor-próprio, a especialista dá 5 dicas importantes:

  1. Trabalhar o autoconhecimento  
Analise diariamente seus gostos, suas atitudes, coisas que te fazem bem, te trazem prazer e coisas ao qual você não gosta ou não se identifica. Estabeleça um caminho de dedicação em reconhecer quem você é.

“Prestar atenção nesses aspectos e desenvolver este amor com generosidade para conosco nos auxilia a ter parâmetros mais claros sobre tudo que nos faz bem ou nos prejudica. Ter essa relação mais amorosa conosco nos ajuda a qualificar melhor nossos vínculos e vivências”, diz Aline Melo.

  1. Buscar e fortalecer suas qualidades
 “Diferentemente do que muitos pensam, o amor-próprio e a autoestima não estão conectados apenas a situação de auto aceitar-se a nível de aparência ou atitudes, mas sim uma conexão mais profunda consigo, com suas habilidades e particularidades”, frisa. Por isso, é importante identificar em si o que você executa bem, quais são suas conquistas, desde as menores até as mais significativas.

  1. Observar suas relações
Busque focar em vínculos que te façam bem e tragam uma sensação positiva. A especialista do Grupo São Cristóvão Saúde conta que as relações podem tanto ajudar quanto destruir o amor-próprio, dependendo da qualidade do vínculo. “Se for um relacionamento amistoso ao qual potencialidades e qualidades são estimuladas e reforçadas e que os problemas advindos são resolvidos com carinho e acolhimento, o amor-próprio e a segurança podem se desenvolver ainda mais”, comenta.

  1. Cuidar da sua casa/ do seu espaço de trabalho/ do seu quarto
Estabelecer um cuidado para com seus ambientes também produzem uma sensação positiva e de cuidado com você.

  1. Evitar a autocobrança
Tente diminuir diariamente a cobrança excessiva que muitas vezes estabelecemos conosco. Amor-próprio está associado à maneira como a pessoa se relaciona consigo mesma, o respeito, o cuidado, o carinho e a atenção que destina a si própria.

Segundo a psicóloga, essas práticas, quando cultivadas, ajudam a combater problemas decorrentes da baixa autoestima que tanto afetam as relações. No entanto, quando a pessoa identifica uma dificuldade de criar essa conexão consigo mesmo e com o outro, o recomendado é buscar o acompanhamento psicológico, sobretudo quando há um sofrimento emocional.

Ela explica ainda que, embora sejamos levados a acreditar que o amor está na relação com o outro, é muito difícil desenvolver um vínculo saudável com alguém quando não se buscou isso primeiramente dentro de si. “O parceiro pode ajudar nesse processo, mas depositar no outro a busca por um fortalecimento emocional que você ainda não conseguiu estabelecer sozinho tem grandes chances de gerar uma frustração”, finaliza.


O que as relações nos ensinam sobre saúde emocional


 

Todo mundo acredita que tem saúde emocional, até que suas emoções sejam efetivamente postas à prova. E nada melhor do que estar em uma relação para que isso aconteça. Para Frésia Sa, fisioterapeuta especializada em Saúde Integrativa, quando nos relacionamos, entendemos que é preciso abrir mão de muitas "verdades" para construir uma vida juntos, aprendemos a exercitar a saúde emocional.


Em plena semana do Dia dos Namorados, é inevitável não falar sobre a saúde dos relacionamentos, que andam passando por mudanças drásticas nos dias de hoje, mas continuam sendo nossa maior escola. “É difícil resumir o que as relações nos ensinam sobre saúde emocional, porque elas são, realmente, a maior escola das emoções”. A frase é da fisioterapeuta especializada em Saúde Integrativa, Frésia Sa, que utiliza técnicas como Microfisioterapia e PSYCH-K para encontrar memórias traumáticas e crenças limitantes que estejam nos impedindo de viver relações saudáveis.

Estar em uma relação nos faz mais vulneráveis e nos proporciona entrar em situações em que o entendimento de si e do outro são fundamentais. Se você é refém do controle, do ciúme, da falta de amor próprio, da competição, como será um parceiro ou uma parceira no amor? Entende como se relacionar é quase um vestibular para ver quem tem equilíbrio nas emoções?

Segundo Frésia, o que mais vemos por aí, infelizmente, são relações tóxicas ou baseadas em jogos de poder: “quem manda mais, quem sabe mais, quem dita as regras, quem dá a última palavra. E isso é mesmo necessário na vida a dois? O que era para ser uma convivência amorosa se torna uma verdadeira zona de guerra. E sabem por que? Porque entramos no relacionamento sem saber exatamente o que queremos, sem conhecer nossas fragilidades e nossas questões emocionais”, explica ela.

Frésia lembra que é a convivência que traz tudo isso à tona: “nossos traumas, nossos medos, nossas incertezas, tudo aparece, amplifica e se torna mais “real” no dia a dia”. Então, a saída é não se relacionar? “Não, a saída é se conhecer, é entender as suas motivações na relação, como você lida com os sentimentos, o que é amor pra você. Essas são questões fundamentais para encontrar equilíbrio nas relações. E pouca gente procura esse caminho, de se cuidar e de criar seu próprio universo antes de se abrir para o outro”, explica ela.


As relações nos ensinam que saúde emocional também é uma forma de amor

Antes de amar o outro, precisamos nos amar. “Talvez aí esteja o maior erro dos relacionamentos”, lembra a fisioterapeuta. Começamos a nos relacionar pelo amor ao outro e esquecemos do maior amor que existe, o que precisamos sentir por nós mesmos. Dizem que a gente só dá o que tem, não é mesmo? Como você pode acreditar que dá amor, se não descobriu ainda o que é amor para você?

O equilíbrio das emoções parte do trabalho do amor próprio, do entendimento da própria história, daquilo que nos machuca, que nos faz fugir do que é real e que, muitas vezes, nos faz cuidar do outro par deixar de cuidar de nós mesmos. Não cometa esse erro! “Cuidar de você é fazer crescer o amor, esse mesmo que você vai oferecer a quem estiver disposto a aceitar você como realmente é, a entender suas virtudes e seus defeitos e a ser um parceiro de vida. Para o que der e vier”, finaliza Frésia.




Biointegral Saúde


Amar faz bem para a saúde


Saiba o que acontece quando você está apaixonado

 

Quem nunca sentiu – palpitações, frio na barriga, suor, perda do apetite, e de repente uma sensação de bem-estar? Estes são os sintomas típicos de quem está apaixonado.

Segundo o psicólogo do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), José Palcoski, estas sensações ocorrem devido a liberação de adrenalina no organismo. Havendo interesse por outra pessoa, alguns sinais podem surgir em todo o corpo. “A paixão tem sintomas da ansiedade, porque os hormônios liberados quando você pensa ou está com a pessoa são os mesmos”, explica.

Entre os sintomas mais evidentes estão, o aumento da pressão arterial, da frequência respiratória, dos batimentos cardíacos, a dilatação das pupilas, os tremores, além da falta de apetite, concentração, memória e sono. “Quando amamos, nosso organismo é ativado, ao ponto de termos uma diminuição em nossa capacidade de percepção da dor, e também da fome, tudo no intuito de nos mantermos focados na pessoa amada”, destaca o especialista.

Já a sensação de bem-estar e de que é bom estar apaixonado, ocorre devido a liberação de ocitocina, conhecido como o hormônio do amor, pois está intimamente ligada à sensação de prazer e de bem estar físico e emocional, e a sensação de segurança e de fidelidade entre o casal.

Outra questão em relação aos benefícios das pessoas estabelecerem uma relação amorosa, é o fato de sentirem mais otimistas em relação a vida. “Isso ocorre, pois elas alteram o pensamento que possuem sobre si mesmas, passando a sentirem-se mais completas e capazes”, enfatiza o psicólogo.



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