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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

A força da mulher é peça-chave para a força do agronegócio brasileiro


Para início de qualquer análise ou abordagem sobre a questão, é fato incontestável que a mulher do século XXI exerce cada vez mais influência e protagonismo em todos os ambientes em que atua. A despeito de todos os prejulgamentos em que ainda somos inseridas, inclusive de nós mesmas, o crescimento de nossa participação no mercado de trabalho e, especialmente, no agronegócio brasileiro, é notório, relevante, e vai além de uma questão numérica.

Em um setor tradicionalmente conduzido, liderado e associado aos homens, há certos desafios que devem ser levados em conta, mas não precisam ser encarados como obstáculos impossíveis de serem vencidos, afinal, no contexto atual competência não é uma questão de gênero. Acompanhamos uma grande e constante transformação na forma como nos projetamos profissionalmente e isto demanda um exercício diário de coragem, desejo por conhecimento, vontade de ser melhor e o reconhecimento de valores capazes de reverter alguns estereótipos.

Um dos primeiros cenários que precisamos mudar é o de que competência e capacidade só podem ser transmitidas através de uma figura masculinizada. Na verdade, as competências femininas e masculinas são complementares no mercado de trabalho. Uma mulher que se utiliza da sua feminilidade com sabedoria, pode colher bons frutos com este diferencial.

Entrando na área emocional, no que diz respeito à sensibilidade feminina, há alguns mitos a serem transpostos. O principal é o de que essa sensibilidade seja algo genuinamente ruim para o ambiente profissional. Na verdade, a sensibilidade é mais uma vantagem competitiva da mulher, visto que pode conferir a empatia, isto é, a capacidade de se colocar no lugar do outro, analisar comportamentos e reações. Para a mulher, esta análise das pessoas ao redor é natural e sempre é utilizada, mesmo que inconscientemente. Esta é uma característica muito útil na resolução de conflitos, em negociações, em feedbacks e até mesmo para uma autoanálise.

Cabe ressaltar que, em nenhuma circunstância, estes apontamentos devem representar intransigência ou desequilíbrio nas relações profissionais. Do manejo de lavouras a funções administrativas, da gestão de fazendas aos cargos de diretoria, uma mulher competente, confiante em suas qualidades e consciente de seus desafios chega a qualquer equipe para somar e compartilhar o conhecimento que adquire ao longo de sua trajetória. Com base neste exercício de empatia e respeito, homens e mulheres, trabalhando juntos, fortaleceram ainda mais este setor fundamental para o desenvolvimento do País.






Ana Cristina Colla - Diretora de Operações da ADAMA Brasil. 



Como deixar seu condomínio mais seguro e prevenir invasões com apenas três ações



Roubos e furtos a condomínios cresceram 56% no estado de SP em 2018. Segundo dados da Secretaria de Segurança de São Paulo, obtidos por meio da Lei de Acesso, foram 1.300 crimes do tipo entre janeiro e abril contra 832 no mesmo período do ano passado. Esses dados alarmantes nos fazem refletir sobre como deixar os nossos condomínios mais seguros contra criminosos e evitar invasões, protegendo assim moradores, funcionários e o patrimônio. 

Considerando a situação alarmante atual pode-se dizer que a segurança condominial é formada por três pilares: mão de obra do condomínio bem treinada, equipamentos de segurança eletrônica e conscientização dos condôminos. Se um desses falhar, o condomínio fica mais vulnerável à ação externa. Hoje sabe-se que a grande maioria das invasões é feita pela porta da frente, geralmente causada por erro humano – seja do porteiro ou dos próprios moradores. Portanto, existem formas de deixar o seu condomínio mais seguro trabalhando os três pilares de forma unificada, de modo a garantir a segurança no condomínio. 


- Sistema de CFTV e controle de acesso: equipamentos e soluções de CFTV (sistema fechado de TV) com alta resolução e controle de acesso, como fechaduras biométricas com cartão de proximidade e/ou senha, tag veiculares, controles remotos não clonáveis, etc estão cada vez mais acessíveis. A sofisticação dos produtos disponíveis no mercado impressiona, existem câmeras de segurança equipada com iluminadores de longo alcance – de até 80 metros - e um monitoramento contínuo mesmo em total escuridão, garantindo um sistema de segurança completo e com uma resolução tão boa que é possível identificar, por exemplo, uma pequena tatuagem ou marca de uma pessoa a metros de distância. Além de CFTV, cada vez mais os sistemas de controle de acesso são utilizados para evitar acessos indesejados e permitir os acessos autorizados, garantindo os registros de acesso tanto de condôminos quanto de veículos. Além de produzir relatórios com parâmetros pré-definidos, o sistema oferece informações com detalhes, em tempo real, sobre as áreas comuns do condomínio. São dados como fotos, placas de veículos, etc. Tudo isso ajuda o síndico quando ocorre algo fora da curva, como danos às áreas comuns do condomínio, acessos indevidos, etc. Tudo fica registrado!

- Investir no treinamento de funcionários do condomínio, como porteiros, seguranças, faxineiros é uma forma de valorizar o trabalhador e de tornar o local mais seguro. A segurança oferecida pelos porteiros é a preventiva e de nada adianta o condomínio ter o melhor sistema de câmeras de segurança e controle de acesso se o colaborador não souber manuseá-lo e administrá-lo de forma correta. É necessário que a sensação de confiança e segurança seja constante e um profissional bem treinado, juntamente com o sistema de segurança eletrônica irá proporcionar isso.

- Conscientização do morador sobre as regras de segurança do condomínio é imprescindível. Na prevenção a assaltos não bastam apenas equipamentos. Moradores e funcionários têm de estar comprometidos com o sistema. Quando um condômino reclamar, por exemplo, de ter que receber a pizza porque o entregador não pode subir, ele está buscando a sua comodidade, mas colocando o condomínio em risco. O mesmo acontece se a portaria permite a entrada de potenciais visitantes sem autorização do morador. A direção do condomínio deve divulgar as regras de segurança de forma clara e direta para todos os condôminos. Os que infringirem as regras devem ser notificados e, em casos mais graves, multados.

Investir em um bom sistema de CFTV e controle de acesso, treinamento de funcionários e conscientização do morador só trará benefícios. Se essas simples ações estiverem funcionando bem, com sinergia, seu condomínio estará muito mais seguro.






Emerson da Fonseca Nascimento Silvério - Gerente de Segmento de Controle de Acesso Condominial da Intelbras.

 

Economista afirma que apostar na Primeira Infância é o melhor investimento de todos


Durante evento de celebração dos 17 anos da organização United Way Brasil, Ricardo Paes de Barros falou a empresários de multinacionais. Para ele, “investir nas crianças significa cuidar do futuro do país”


Representantes de multinacionais, como Ecolab, Lear Corporation, Morgan Stanley, Owens Illinois, P&G e PwC, participaram, no último dia 07 de novembro, de evento em comemoração ao aniversário de 17 anos da organização United Way Brasil, que atua no desenvolvimento de crianças e jovens brasileiros. O palestrante Ricardo Paes de Barros, economista-chefe do Instituto Ayrton Senna e professor do Insper, mostrou que o investimento na primeira infância é o de resposta mais rápida e intensa para qualquer país, além de os resultados se estenderem por um longo período. “Há inúmeras razões para se investir nos anos iniciais de desenvolvimento, mas a melhor delas é o próprio direito humano. No entanto, se pensarmos como retorno econômico, esse ainda é o melhor investimento de todos”, revela.

E a mudança demográfica do país também é uma das mais acentuadas do mundo. “Isso significa que hoje temos a maior população jovem que teremos por um bom tempo, pois a taxa de natalidade cai de forma expressiva”, explica. 

Por outro lado, a carência na educação traz um prejuízo de R$ 100 mil por jovem fora da sala de aula. Dessa forma, ainda segundo Barros, o papel da sociedade civil e das ONGs é agir em termos de advocacy, garantir a transparência e promover a inovação, principalmente na área da juventude. “É preciso juntar esforços e recursos coletivos, entre sociedade civil, empresas e pessoas físicas e convencer o governo brasileiro para a necessidade urgente de garantir oportunidades e equidades, começando nos primeiros anos de vida”.

Gabriella Bighetti, diretora-executiva da United Way Brasil, chama a atenção para a importância do engajamento do setor privado no desenvolvimento da primeira infância. Segundo pesquisas apresentadas na cartilha “Aposte na Primeira Infância”, lançada este ano, desenvolvida pelo Instituto GPTW, em parceria com a United Way Brasil e Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, empresas que adotaram programas em prol da primeira infância tiveram impacto direto na produtividade e rotatividade dos funcionários, esta última caindo de 21% para 9,9%. “Crianças bem assistidas mudam o mundo. Cuidar delas é construir, no hoje, a sociedade que queremos. Por isso o papel das empresas e o envolvimento dos funcionários pode ser tão relevante nesse processo”, afirma.


Na prática – desenvolvido desde 2012 pela United Way Brasil, o Crescer Aprendendo já beneficiou mais de 2 mil crianças de 13 centros de educação infantil. O programa utiliza diferentes estratégias para potencializar o desenvolvimento e aprendizado da Primeira Infância: promove encontros presenciais com os familiares dessas crianças para disseminar conhecimentos sobre diferentes temas, como a Importância do Brincar, o Papel do Pai, Alimentação saudável, entre outros. Os conteúdos trabalhados nos encontros presenciais também são reforçados ao longo da semana por meio de uma plataforma virtual.

E, por acreditar na força do impacto coletivo, a United Way Brasil também promove o voluntariado corporativo durante o “Dia Viva Unido”, evento que reúne cerca de 200 voluntários de diferentes empresas e áreas em prol da Primeira Infância. Este ano, o projeto o projeto acontece em parceria com a Ecolab, Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Lear Corporation, Lilly, Morgan Stanley, Owens Illinois, P&G, Pitney Bowes e PwC. Em uma ação coletiva, os voluntários fazem um mutirão para revitalizar espaços de brincadeiras e vivência em centros de educação infantil. 

A programação também beneficia a comunidade local, com a recuperação da Praça do Campo Limpo. A região é conhecida pelo baixo IDH e as altas taxas de mortalidade infantil.






United Way Brasil



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