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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Quer sair do sedentarismo? Conheça os benefícios da caminhada




Todos sabem a importância de ter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas. No entanto, 100 milhões de brasileiros ainda são sedentários, segundo pesquisa divulgada pelo IBGE.  A obesidade entre os brasileiros também vem aumentando e já pode ser considerada uma epidemia em adultos e crianças.

A obesidade altera totalmente o funcionamento do corpo, sendo a causa para inúmeros problemas como hipertensão, alteração no colesterol, diabetes tipo 2, depressão, ansiedade, estresse, síndrome do pânico, enxaqueca e dores de cabeça, miopia transitória, problemas cardiovasculares e até desenvolvimento de câncer.

Para reverter esse quadro, uma atividade simples pode ser incluída na rotina diária: a caminhada. É uma maneira fácil de sair do sedentarismo, combater a obesidade e pode ser praticada por crianças, jovens e adultos sem restrição. 

“Abandonar o sedentarismo não é uma tarefa fácil. Para começar, é necessário ter uma dose extra de determinação, força de vontade, criar metas, ter foco e realizar, pelo menos, 150 minutos de atividade durante a semana, ou seja, 30 minutos. Inicie com uma caminhada leve, faça respirações longas, recupere o fôlego e continue a atividade. Vida saudável significa longevidade. Os resultados são infinitos e valem para a vida toda. Nunca é tarde para começar”, alerta Eduardo Netto, diretor técnico da Bodytech Company.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Harvard, é fundamental gastar em média 300 calorias por dia para sair do sedentarismo. Pequenas atitudes diárias também contribuem para mudar hábitos: deixar o elevador e a escada rolante e optar por subir e descer escadas físicas ou mesmo saltar do ônibus um ponto antes do habitual, aumentando assim o tempo de caminhada. Essas atitudes diminuem em aproximadamente 30% as chances de doenças cardiovasculares.

O fisiologista Jakson Couto, coordenador técnico da Bodytech Indianópolis, lista sete benefícios e mudanças que acontecem no corpo durante a caminhada.

1) Melhora a circulação (o retorno venoso é aprimorado com a ajuda da bomba muscular – coração, ajustando a circulação arterial) e a função respiratória (ventilação nos pulmões);

2) Combate a osteoporose - vários estudos comprovam que os pequenos impactos no momento da caminhada são benéficos para os ossos;

3) Dose extra de ânimo: durante a atividade, o corpo libera endorfina - hormônio responsável pela sensação de prazer e bem estar;

4) Diminui a sonolência e melhora a insônia: o cansaço causado pela caminhada ajuda o corpo a relaxar e adormecer mais rápido;

5) Previne doenças cardíacas: ao controlar a pressão arterial é possível prevenir a grande maioria das doenças do coração. O corpo e o coração ficam com as funções vitais mais equilibradas;

6) Melhora a diabetes: o exercício aumenta a circulação e o fígado e o pâncreas recebem mais sangue. Em uma caminhada forte o corpo produz mais insulina. Este benefício vale também para pessoas que possuem alguma disfunção no fígado ou pâncreas;

7) Relaxamento muscular: ao praticar qualquer tipo de atividade física diversos hormônios são liberados pelo corpo. Um deles é a serotonina, responsável pela sensação de prazer pós-exercício e ajuda a relaxar a musculatura do corpo.


 




O RISCO DESNECESSÁRIO DAS PLÁSTICAS REFEITAS



Existe uma reclamação cada vez mais comum em consultórios de cirurgiões plásticos. Pacientes insatisfeitas com implantes nas mamas buscam novas cirurgias pouco tempo após o primeiro procedimento. Os motivos variam muito, indo desde resultados diferentes da expectativa até complicações que não poderiam ficar sem uma nova operação. Mas existe um fator comum à maioria dos casos: a primeira intervenção foi realizada por médicos sem especialização em cirurgia plástica.

Questionadas sobre a opção, a maioria das pacientes tem a mesma resposta. Esses profissionais ofertam procedimentos a preços bem mais competitivos que a média dos cirurgiões plásticos em São Paulo. Como também são médicos, mesmo sem a especialização esperada, as pacientes se sentem seguras o suficiente para fazer a cirurgia e acreditam estar fechando um negócio vantajoso.

Há dois anos, a mesma situação começou a acontecer com pacientes submetidos à bichectomia, cirurgia que retira gordura das bochechas e proporciona uma aparência de magreza ao rosto. O procedimento havia ganhado evidência na imprensa e, por isso, a procura aumentou. Com a procura maior, médicos sem especialização e até dentistas passaram a ofertar a bichectomia e, mais uma vez, são pacientes desses profissionais que procuram cirurgiões plásticos para corrigir eventuais complicações e aperfeiçoar os resultados.

Agora, estamos nos deparando com casos de plásticas de rejuvenescimento facial conduzidas por ditos cirurgiões plásticos faciais. Na realidade, não são cirurgiões plásticos, isto é, não fizeram residência de cirurgia plástica e não possuem o respectivo título de especialista. Na verdade, são especialistas em otorrinolaringologia ofertando procedimentos numa das áreas mais delicadas da cirurgia plástica, em que até as menores sutilezas podem afetar a harmonia do rosto e provocar resultados com aparência artificial.

Claro que existem casos bem sucedidos. Mas a imagem da cirurgia plástica está sendo muito abalada pelos casos mal sucedidos. A cada complicação, a cada resultado insatisfatório, as pessoas comentam que fizeram uma cirurgia plástica e acabaram descontentes. Isso ecoa pela sociedade e, não raro, surgem pacientes que nunca fizeram uma cirurgia plástica, mas temem complicações que dificilmente aconteceriam sob os cuidados de um cirurgião plástico devidamente qualificado.

Operar com um cirurgião plástico não isenta da possibilidade de complicações, porém a escolha do profissional é o passo mais importante para uma cirurgia bem-sucedida. São inúmeros os cuidados que um cirurgião plástico estuda e observa ao conduzir qualquer procedimento estético. A formação nessa especialidade requer no mínimo 11 anos de estudos, mas não é raro encontrar profissionais que passam a vida em constante atualização. Isso é fundamental para alcançar bons resultados, reduzir o risco de complicações e saber lidar com elas quando necessário.





Luis Henrique Ishida, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional São Paulo (SBCP-SP)




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