Derivado da vitamina A, o ativo oferece diversos benefícios para a pele, mas também levanta dúvidas sobre a forma correta de uso na rotina de cuidados
Manter uma rotina de skincare estruturada é essencial para todos os tipos de pele, mas a variedade de produtos com diferentes tecnologias e promessas pode tornar a escolha um verdadeiro desafio. Nesse universo, o retinol tem se destacado. Derivado da vitamina A e conhecido por estimular a renovação da pele, o ativo conquistou espaço entre os consumidores e movimenta um mercado global estimado em US$ 945,3 milhões em 2024 e deve atingir US$ 1,33 bilhão até 2030, com crescimento anual médio de 6% entre 2025 e 2030¹. Diante do interesse crescente, especialistas esclarecem alguns dos principais mitos e verdades sobre um dos ingredientes mais comentados no universo do skincare.
- O retinol ajuda a reduzir rugas e linhas finas
Verdade. Com a presença da vitamina A, o retinol atua estimulando a renovação celular e a produção de colágeno, processo que contribui para a substituição de células mais antigas por novas e para uma superfície da pele mais uniforme. Ao penetrar nas camadas mais profundas da pele, ele é convertido em ácido retinóico, forma biologicamente ativa que interage com receptores celulares e ativa mecanismos ligados à produção de colágeno e elastina, proteínas fundamentais para a firmeza e elasticidade da pele. Com o uso contínuo, esse processo auxilia na suavização de rugas e linhas finas, além de melhorar a textura e a uniformidade da pele.²
- Todos os retinóides são iguais
Mito. Nem todos os retinóides possuem a mesma formulação ou eficácia. Além disso, existe diferença entre retinol e retinóides: o retinol é um derivado da vitamina A amplamente utilizado em cosméticos e precisa ser convertido pela pele em ácido retinóico para agir. Já os retinóides são uma categoria mais ampla de compostos derivados da vitamina A, que incluem diferentes níveis, mais suaves, até versões mais potentes. Por isso, cada produto pode apresentar níveis diferentes de eficácia, potência e tolerância para a pele.²
“Cada pele tem necessidades específicas, por isso é importante escolher um produto com retinol adequado e seguro para a sua rotina. O ideal é começar aplicando de 4 a 5 gotas no rosto, uma ou duas vezes por semana, e aumentar a frequência gradualmente conforme a pele se adapta”, ressalta Nathalia Cerbara, Gerente de Assuntos Médicos em NEUTROGENA®.
- Pode usar retinol em outras áreas além do rosto
Verdade. “O ativo pode ser utilizado em outras regiões que também apresentam sinais de envelhecimento, como o pescoço e o colo. Essas áreas costumam ter pele mais fina e são bastante expostas ao sol, por isso também se beneficiam da ação renovadora do ativo”, reforça Nathalia.
No entanto, é importante aplicar o produto de forma gradual,
sempre com atenção à tolerância da pele e associado ao uso de protetor solar de
amplo espectro durante o dia. Em regiões mais delicadas, como ao redor dos
olhos, recomenda-se optar por fórmulas específicas para essa finalidade.²
- Não pode incluir retinol e esfoliantes na rotina de cuidados
com a pele
Mito. O retinol pode ser combinado com outros produtos na rotina de skincare, como esfoliantes, gel de limpeza e hidratantes. No entanto, é importante optar por fórmulas suaves e dermatologicamente testadas para evitar a sensibilização da pele.²
“É importante verificar se os produtos possuem ácidos em alta concentração, pois essa combinação pode aumentar o risco de irritação e sensibilidade. Por isso, o ideal é escolher fórmulas equilibradas, que aliem retinol a ingredientes hidratantes, ajudando a potencializar os resultados sem comprometer o conforto da pele. Produtos como o Creme Retinol Boost, por exemplo, combinam o ativo com agentes hidratantes para contribuir com a renovação da pele ao mesmo tempo em que ajudam a manter a hidratação”², explica a especialista.
O uso do retinol costuma ser indicado no período noturno e associado a ingredientes calmantes e hidratantes. Além disso, é essencial aplicar protetor solar diariamente no dia seguinte ao uso. Em caso de dúvidas, a recomendação é buscar orientação dermatológica para adaptar a rotina às necessidades de cada tipo de pele.²
- O uso do retinol exige protetor solar durante o dia
Verdade. Se for um produto que contém retinol puro, como o Retinol Boost, é fundamental evitar a exposição direta ao sol e aplicar sempre um protetor solar de amplo espectro e fator de proteção maior a 30. Esse passo é indispensável durante o dia, já que o retinol estimula a renovação celular e o protetor solar atua como barreira essencial para garantir a recuperação e proteção da pele.
Além disso, é recomendado para uso preferencialmente à noite, período em que a pele está em processo natural de renovação celular e menos exposta a fatores externos, como a radiação solar. Isso potencializa os efeitos do ativo e reduz o risco de sensibilização.²
- Retinol só pode ser usado por peles maduras
Mito. O retinol pode ser introduzido na rotina de cuidados a partir dos 25 anos, fase em que a pele já está totalmente formada e começa a apresentar uma redução gradual na produção de colágeno, tornando esse um momento estratégico para iniciar cuidados preventivos. Além de atuar nos sinais do envelhecimento, o ativo também pode ser indicado para peles acneicas, pois contribui para a renovação celular e pode ajudar a melhorar a aparência dos poros.²
“O retinol não atua apenas na redução de rugas e linhas finas, mas também pode contribuir para a melhora da textura da pele e da aparência dos poros. A eficácia do ativo, no entanto, está relacionada à concentração presente na fórmula e à constância de uso”, comenta Nathalia. Produtos como os da linha Retinol Boost apresentam diferentes concentrações do ativo, como o creme com 0,1% de retinol puro e o sérum com 0,3%, permitindo que cada pessoa escolha a opção mais adequada às necessidades da pele.
NEUTROGENA®
Kenvue
https://www.kenvue.com/pt-br/locations/brazil/ .
Referências
1Grand View Research, Retinol Beauty Products Market Size, Share & Trends Analysis Report, 2025–2030
² Milosheska, D., Roškar, R. Use of Retinoids in Topical Antiaging Treatments: A Focused Review of Clinical Evidence for Conventional and Nanoformulations. Adv Ther 39, 5351–5375 (2022).

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