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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

China não acata julgamento desfavorável de Haia sobre o Mar da China



Navios de guerra chineses em exercícios na área das ilhas disputadas.

A Corte Permanente de Arbitragem (CPA), sediada em Haia, decidiu que a China não tem base legal para reclamar "direitos históricos" sobre a maior parte das águas do Mar da China Meridional. 

Pequim havia inaugurado uma belicosa disputa para se apossar de arquipélagos pertencentes ou reivindicados pelos países vizinhos, como Filipinas, Vietnã, Malásia e Brunei.

 “O Tribunal chegou à conclusão de que não há base legal para que a China reivindique direitos históricos sobre as zonas marítimas” disputadas e que ela havia “violado os direitos soberanos” das Filipinas.

 Nuvens de dragas transformam recifes em bases militares

Pequim quer se apropriar principalmente dos ilhotes, para transformá-los em base contra a presença da Marinha de guerra americana na região, de longe a mais importante e poderosa, e controlar o intenso comércio regional.

Para apoiar suas reivindicações, a China ocupou o arquipélago das Spratleys, composto por inúmeras pequenas ilhas e recifes, e construiu agressivamente pistas de pouso, portos e outras instalações militares.

Para esse fim, sepultou recifes coralinos, cobrindo-os com grandes quantidades de areia e pedra. Os inefáveis ambientalistas, sempre dispostos a sabotar qualquer iniciativa que a juízo deles prejudica ambientes naturais como os recifes coralinos, não deram nem um pio. É, obviamente, por tratar-se da China comunista!

O governo das Filipinas havia apresentado em 2013 uma demanda à CPA, por considerar que com suas pretensões a China viola a Convenção da ONU sobre o Direito do Mar (CNUDM).

China não acata tribunal internacional sobre ilhas do Mar da China
que não lhe pertencem

A CPA deu-lhe a razão, destacando que a “China violou os direitos soberanos das Filipinas em sua zona econômica exclusiva”, ao “interferir em sua exploração de pesca e petróleo com a construção de ilhas artificiais”.

Após o anúncio da sentença, Pequim respondeu que não acata a decisão de um tribunal “que não aceita nem reconhece”. 

O tribunal foi criado no século XIX e tem grande autoridade para dirimir conflitos no mar, mas, segundo a agência oficial chinesa Xinhua, “não tem nenhuma jurisdição sobre o tema”.
Quando se trata de invadir os outros, o expansionismo marxista não reconhece lei, nem costumes ou jurisdições.



Luis Dufaur - escritor, jornalista, conferencista de política internacional e colaborador da ABIM
Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)

O que não queriam que você soubesse sobre gravidez com Dra. Lelah Monteiro



A sexóloga e psicanalista da rádio Globo dá dicas e alertas fundamentais para esse público especial no mês da gestante


Dia 15 de agosto se comemora o Dia da Gestante e esse público especial, mesmo quem ainda está tentando engravidar, busca muitas informações. Em seu consultório, a dra. Lelah Monteiro, educadora sexual e psicóloga, vem ajudando a sanar muitas dúvidas e inseguranças dessa futura mamãe e até do casal de primeira viagem.

Sexo na gravidez:

É Saudável e pode fazer até o final da gravidez. Sim, sexo é bom e a futura mamãe não pode e nem deve abrir mão do prazer. “Algumas mulheres, por exemplo, ainda acreditam que o pênis pode machucar a cabeça do bebê, mas durante o sexo o feto está protegido no útero. Há muitas mulheres que têm seu desejo aumentado na gravidez, enquanto outras podem ter aversão em fazer amor”, explica Dra. Lelah.

Incontinência urinária:

Na gravidez, a perda de urina involuntária é comum e um dos fatores é o enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico e períneo por causa, por exemplo, da pressão da bexiga comprimida pelo útero aumentado, além da cabeça do feto no último trimestre de gestação. O problema tende a regredir no pós-parto e entre os tratamentos para fortalecimento da região estão a estimulação elétrica, contraindo involuntariamente os músculos pélvicos e os exercícios de Kegel, na contração dos mesmos, feito pela própria mulher com a bexiga fazia, como se estivesse interrompendo a urina por 15 segundos e relaxando a região ( três vezes ao dia, 10 vezes por vez).

Puerpério ou período pós-parto:

Com a chegada do bebê, a atenção toda se volta vai para o novo membro da família! Dessa forma, é comum a falta de interesse pelo parceiro.

Além dos holofotes no novo ser, algumas alterações orgânicas ou psíquicas entram em ação como a baixa produção do hormônio estrógeno causa a diminuição da lubrificação vaginal. “Nesse caso, faça uso do gel lubrificante e separe um tempinho para curtir a dois, passear com o marido, faz bem para a relação”, explica a psicanalista.

Segundo Lelah, a depressão ou melancolia pós-parto é mais comum do que se imagina. Muitas mulheres têm essa melancolia ou baby blues, que é um misto de medo, tristeza ou incapacidade de cuidar e é mais leve do que a depressão. As causas são diversas, desde as hormonais até as psicoemocionais. “O baby blue geralmente é curado sem tratamento, já a depressão necessita de cuidados médicos e demora mais para solucionar. Em ambos os casos é importante a compreensão de que são quadros passageiros, particular de cada mãe e a ajuda de todos torna-se fundamental”, finaliza.

Mas, o agronegócio está bem, não é?



                                             
O título deste artigo é um questionamento, com jeito de afirmação, que aparece nas mais diferentes ocasiões, quando se discute a situação da economia brasileira. À afirmativa, ou melhor, indagação, costumo responder com outra: de que agronegócio estamos falando? Afinal, são muitos os segmentos e distintas as realidades.

Sem dúvida, os indicadores macroeconômicos do setor vão bem, especialmente se comparados à economia como um todo: no comércio exterior, os últimos 12 meses registram superávit de US$ 78 bilhões e, no resultado do PIB brasileiro de 2015, a atividade registrou crescimento de 1,8%, ante uma retração de 3,8% do País como um todo. Além disso, a valorização do dólar compensou de modo importante, ao menos até a safra passada, a queda nas cotações internacionais das principais commodities produzidas pelo Brasil. Não há dúvida de que dessas informações deriva o senso comum de que, com a agropecuária, tudo vai muito bem, obrigado.

Porém, por que nesse cenário a confiança do agronegócio apresenta uma trajetória clara e muito bem definida de queda, desde que começou a ser medida pela Fiesp e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) em 2013, apesar de alguns períodos de melhoria no meio do caminho? Em um primeiro momento, isso pode parecer uma grande contradição, mas já adianto: não é.

Os números macro não mostram o que os indicadores de confiança conseguem captar. Trata-se das expectativas, embasadas em fatos concretos ou emocionais, que determinam comportamentos e decisões relativos ao negócio. Observando os dados com atenção, se, por um lado, a avaliação do produtor agropecuário sobre o seu próprio negócio e o setor em que atua permanece em alta, por outro, o receio quanto à economia e à política é grande a ponto de fazê-lo agir como qualquer consumidor assalariado. Sem certeza alguma do que acontecerá, coloca o pé no freio e reavalia suas compras, nesse caso, o custeio e os investimentos.

O resultado disso é uma redução no pacote tecnológico utilizado na lavoura, com reflexos importantes no agronegócio, mais especificamente nas indústrias de insumos. O ano de 2015 foi de resultados ruins para vários segmentos: o de defensivos registrou queda de 22% no faturamento; fertilizantes tiveram retração de 6% nas entregas; e as máquinas e implementos agrícolas sofreram recuo de 30% nas vendas, sobre um percentual negativo de 16% em 2014, sendo que, em 2016, já acumulam um tombo de 40% nos quatro primeiros meses do ano. Voltamos, neste último caso, aos patamares de 2007.

Dessa forma, apesar do enorme cuidado dos produtores na gestão agronômica da propriedade na última safra, a redução no uso dos insumos, aliada aos problemas climáticos enfrentados na condução da lavoura, levou, depois de seis anos consecutivos de alta, a uma redução na safra brasileira de grãos em relação ao ciclo anterior, segundo o relatório divulgado, no início de maio, pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

Na outra ponta, a indústria de alimentos, apenada recentemente com aumentos de IPI, vê os consumidores mudando suas escolhas para produtos menos elaborados. Apesar disso, mesmo itens básicos, como o óleo de soja e a farinha de trigo, fundamentais para o preparo das refeições, já apresentam retração nas vendas. Os números mais recentes sobre a comercialização de produtos alimentícios em 2015, medida pelo IBGE, registrou recuo de 2,5%, o que representa o pior resultado desde 2003. Fica claro que o agronegócio não está alheio ao que acontece na economia brasileira. Neste exato momento, por exemplo, a forte volatilidade do dólar frente ao real lança dúvidas e incertezas. Não podemos perder competitividade em nível internacional.

Portanto, é preciso cuidado na análise de um setor tão complexo. Misturar, em um mesmo balaio, soja, etanol, laranja, máquinas agrícolas, defensivos e indústria exportadora de alimentos com atividades voltadas ao mercado doméstico é garantia de erro de avaliação. É possível que o encaminhamento do cenário político e o início da gestão do presidente da República em exercício, Michel Temer, tenham a capacidade de modificar os baixos níveis de confiança. O aumento verificado nas entregas de fertilizantes em 2016 pode ser um bom indicativo nesse sentido. De qualquer forma, para completar minha resposta à incômoda pergunta, digo sempre: poderia estar melhor, bem melhor.




João Guilherme Sabino Ometto - engenheiro (Escola de Engenharia de São Carlos - EESC/USP), é vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo São Martinho, vice-presidente da FIESP e Membro da Academia Nacional de Agricultura.

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