Banhos quentes e
prolongados, excesso de sabonete, redução da hidratação e menor exposição da
pele à luz solar estão entre os fatores que favorecem crises no frio
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Banhos quentes prolongados não são indicados
Com a chegada das baixas temperaturas ao Rio Grande
do Sul, pacientes com dermatites e outras doenças inflamatórias da pele podem
perceber aumento do ressecamento, da coceira, da descamação e das irritações. A
Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS)
alerta que a combinação entre clima frio, banhos quentes e prolongados, uso
excessivo de sabonetes e hidratação inadequada compromete a barreira de
proteção da pele e pode contribuir para a piora dos sintomas.
Segundo a dermatologista especialista da SBD-RS,
Dra. Clarissa Prati, um dos principais problemas do inverno é a dificuldade de
conservar a hidratação natural da pele. A água muito quente e o tempo excessivo
no chuveiro favorecem a retirada da camada de oleosidade responsável pela
proteção cutânea.
“A principal orientação é reduzir o tempo de banho
e utilizar sabonete apenas nas áreas em que ele realmente é necessário. Como
diminuir a temperatura da água pode ser difícil durante o inverno gaúcho,
encurtar a duração do banho já representa uma mudança importante”, explica a
dermatologista especialista da SBD-RS, Dra. Clarissa Prati.
Uma alternativa prática sugerida pela especialista
é utilizar músicas para controlar o tempo no chuveiro. A duração de duas ou
três músicas curtas pode servir como referência para evitar banhos muito
prolongados. Após o banho, o hidratante deve ser aplicado preferencialmente com
a pele ainda levemente úmida, seguindo a indicação adequada para cada tipo de
pele ou doença dermatológica.
Outro fator que pode influenciar algumas doenças
inflamatórias é a menor exposição da pele à luz solar durante o inverno. A
dermatologista esclarece, no entanto, que isso não significa recomendar
bronzeamento ou exposição prolongada e desprotegida.
“Algumas doenças de pele podem apresentar melhora
com exposições breves e controladas à luz solar. Essa observação não deve ser
interpretada como incentivo para se bronzear ou permanecer ao sol por muito
tempo. A exposição precisa ser curta, responsável e orientada de acordo com a
condição de cada paciente”, ressalta a dermatologista.
Em casos de suspeita, piora dos sintomas ou lesões
persistentes, procure um médico dermatologista. Os profissionais habilitados
podem ser conferidos no site www.sbdrs.org.br.
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