Reduzir o Custo de Aquisição de Clientes (CAC) é um dos resultados mais promissores de qualquer empresa, o qual pode ser conquistado através da otimização de campanhas, melhora da segmentação de mídia ou aumento da taxa de conversão de landing pages, por exemplo. Embora essas iniciativas continuem relevantes, um fator passou a ganhar espaço na estratégia das empresas, viabilizando essa conquista: o Open Gateway.
Muito
além de um novo conjunto de APIs, ele representa uma forma de aproximar
aplicações digitais da infraestrutura das operadoras de telecomunicações. Dessa
forma, ao invés de tratar a rede apenas como um meio de transporte de dados, as
empresas passam a acessar capacidades que, antes, estavam restritas às
operadoras, como verificação de número de telefone, validação da troca de SIM
Card, confirmação da qualidade da conexão e autenticação baseada na própria
rede móvel.
O
resultado é uma mudança importante na relação entre as partes: processos que,
antes, dependiam de etapas adicionais de validação, passam a acontecer de forma
transparente para o usuário, aumentando sua confiança e credibilidade com a
marca. Isso, além de reduzir um dos maiores inimigos da conversão: o atrito.
É
comum, por exemplo, encontrar jornadas onde o cliente precisa informar um
código recebido por SMS, responder perguntas de segurança ou repetir
informações apenas para comprovar sua identidade. Cada etapa adicionada
representa uma nova oportunidade de abandono. Mas, com APIs como Number Verification, por exemplo, uma
empresa consegue confirmar que aquele dispositivo realmente pertence ao número
informado, sem exigir nenhuma ação adicional do usuário. O processo se torna
praticamente invisível.
Quanto
mais difícil fica identificar se um usuário é legítimo, maior será o
investimento necessário para validar cadastros, combater fraudes e recuperar
abandonos de jornada. Esse custo quase nunca aparece isolado nas planilhas de
marketing, mas impacta diretamente o CAC. Nesse sentido, ter menos
etapas que encurtem a jornada eleva as chances de conversão daquele
potencial cliente.
Ainda,
de todos esses benefícios, talvez o maior impacto esteja na redução das fraudes. Setores
como bancos, fintechs, seguradoras, varejo, marketplaces e concessionárias
convivem, diariamente, com tentativas de criação de contas falsas,
tomada de identidade e golpes envolvendo troca indevida de chips telefônicos.
Além do prejuízo financeiro, cada fraude aumenta o custo operacional e obriga
empresas a investir mais em mecanismos de prevenção.
O
Open Gateway muda essa lógica ao permitir consultas em tempo real sobre eventos
críticos da linha telefônica, como alterações recentes de SIM Card. Isso
reduz, significativamente, ataques que exploram exatamente esse tipo
de vulnerabilidade, reduzindo as perdas corporativas e bloqueios para clientes
legítimos.
Hoje,
muitas empresas endurecem processos de autenticação para impedir ataques, o que
apenas aumenta a fricção para todos os usuários, inclusive aqueles que
nunca representaram qualquer risco. Mas, quando a validação se torna mais
inteligente, é possível oferecer uma experiência mais
simples, sem abrir mão da segurança, assegurando um equilíbrio
que favorece, diretamente, o CAC.
Há
ainda outro aspecto pouco discutido: a qualidade dos dados. Campanhas de
marketing frequentemente desperdiçam investimento tentando adquirir usuários
inexistentes, cadastros duplicados ou números inválidos. Quanto mais cedo essas
inconsistências são identificadas, menor o desperdício de mídia e maior a
eficiência das campanhas. Aqui, o Open Gateway deixa de ser apenas
uma tecnologia de autenticação, e passa a atuar como uma camada de
inteligência para toda a jornada digital.
Isso
muda também a forma como empresas pensam na inovação. Ao
invés de desenvolverem soluções isoladas para cada problema de
segurança, identidade ou conectividade, torna-se possível consumir essas
capacidades como serviços padronizados, disponíveis para qualquer aplicação que
deseje utilizá-las. Esse é, justamente, um dos principais
objetivos do Open Gateway: transformar funcionalidades complexas das redes
móveis em APIs abertas, interoperáveis e escaláveis.
Nos
próximos anos, a discussão deixará de ser "quem utiliza Open Gateway"
para se tornar "quais jornadas ainda não utilizam Open
Gateway". Porque, no fim, reduzir o CAC nunca foi apenas
gastar menos em mídia, sempre foi eliminar tudo aquilo que impede um cliente
legítimo de concluir sua jornada. E é exatamente nesse ponto que essa
iniciativa pode se tornar uma das mais relevantes para aquisição digital
na próxima década.
Pontaltech
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