• Consumidores com renda de 1 a 2 salários mínimos lideraram a demanda por crédito no acumulado de 12 meses, com alta de 35,2%;
• Mato Grosso (29,9%), Acre
(24,8%) e Roraima (24,4%) registraram os maiores avanços entre os estados.
A busca dos brasileiros por crédito
registrou crescimento de 16,5% no acumulado dos últimos 12 meses até junho,
segundo o Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito da Serasa Experian,
primeira e maior datatech do país. Entre as faixas de renda, os consumidores
que recebem de 1 a 2 salários mínimos apresentaram a maior alta no período
(35,2%). Na sequência apareceram aqueles com renda de até 1 salário mínimo
(18,1%), depois de 5 a 10 salários mínimos (16,1%) e acima de 10 salários
mínimos (12,9%). Já a faixa de 2 a 5 salários mínimos permaneceu em retração
(-1,5%). Veja, no gráfico e na tabela abaixo, o detalhamento dos dados:
Para a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack,
a composição da demanda reforça que o mercado de crédito continua refletindo um
ambiente macroeconômico desafiador. “O avanço mais intenso da demanda por
crédito entre os consumidores de menor renda mostra que, nesse segmento, a
necessidade de acesso ao crédito continua prevalecendo mesmo em um ambiente de
custo elevado. Isso reforça que, para muitas famílias, o crédito está menos
associado ao consumo discricionário e mais à administração do orçamento
doméstico e à manutenção das despesas essenciais", explica a executiva da
datatech.
Demanda por crédito ganhou força em Mato Grosso
Na
análise por Unidades Federativas (UFs), a procura por crédito apresentou
crescimento em todo o país ao longo dos últimos 12 meses, ainda que em intensidades
distintas entre os estados. Mato Grosso (29,9%) liderou o ranking nacional,
seguido do Acre (24,8%) e de Roraima (24,4%). Também se destacaram Amapá
(22,6%), Mato Grosso do Sul (22,1%) e Rio Grande do Sul (22,1%). Na outra
ponta, os menores crescimentos foram observados no Distrito Federal (11,4%),
Santa Catarina (12,8%) e São Paulo (13,2%). Confira o detalhamento estadual no
gráfico abaixo:
Variação anual manteve crescimento de dois dígitos
Na
comparação entre junho de 2026 e o mesmo mês do ano anterior, a demanda por
crédito cresceu 14,8%. Entre as faixas de renda, os consumidores com rendimento
de 1 a 2 salários mínimos registraram a maior expansão (50,8%), enquanto
aqueles com renda de 2 a 5 salários mínimos cresceram 7,4% e os de 5 a 10
salários mínimos, 2,7%. Já as demais faixas apresentaram retração. Confira o
detalhamento dos dados mês a mês no gráfico e na tabela abaixo:
Para a economista-chefe da datatech, “as
famílias de menor renda tendem a estar mais expostas às modalidades de crédito
rotativo, que concentram algumas das taxas de juros mais elevadas do mercado.
Em momentos de dificuldade financeira, o peso desses encargos pode comprometer
uma parcela significativa da renda disponível, elevando o risco de
inadimplência. Esse cenário contribui para uma desaceleração no ritmo das
concessões, à medida que as instituições financeiras adotam uma postura mais
cautelosa diante do aumento do risco de crédito. Ainda assim, a demanda segue
em trajetória de crescimento, evidenciando que, para uma parcela importante dos
brasileiros, o crédito continua desempenhando um papel essencial na gestão do
orçamento, do fluxo de caixa das famílias e na antecipação da capacidade de
consumo para fazer frente às despesas do dia a dia”, conclui Camila.
Para conferir mais informações e a série
histórica do indicador, clique aqui.
Metodologia do indicador
O Indicador
Serasa Experian da Demanda dos Consumidores por Crédito é
construído a partir de uma amostra significativa de CPFs, consultados
mensalmente na base de dados da Serasa Experian. A quantidade de CPFs
consultados, especificamente nas transações que configuram alguma relação
creditícia entre os consumidores e instituições do sistema financeiro ou
empresas não financeiras, é transformada em número índice (média de 2024 =
100). O indicador é segmentado por UF e por classe de rendimento mensal.
Experian
experianplc.com





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