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O hábito de
adiar a ida ao dentista é um comportamento comum, mas que traz reflexos na
saúde pública e individual no Brasil. Uma pesquisa realizada pela Associação
Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo), em parceria com o
Conselho Federal de Odontologia (CFO), revela um cenário em alerta: 35% dos
brasileiros nunca foram ao dentista.
Esse índice
contrasta diretamente com a grande oferta de profissionais qualificados no
país. De acordo com um recente levantamento do Ministério da Saúde, realizado
em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Brasil conta
atualmente com 665.365 profissionais de saúde bucal.
Desse total,
406.252 são cirurgiões-dentistas (graduados em Odontologia). O restante da
força de trabalho é composto por auxiliares de saúde bucal, técnicos de saúde
bucal, técnicos de prótese dentária e auxiliares de prótese dentária. No entanto,
mesmo com tantos profissionais à disposição em todo o país, a cultura da
prevenção ainda enfrenta barreiras comportamentais no dia a dia dos
brasileiros.
É o que
observa Claudiana Lopes, cirurgiã-dentista da Clínica
SiM. "Muitas pessoas só procuram
o consultório quando a dor se torna insuportável, mas o verdadeiro segredo da
saúde bucal está na prevenção. Quando a gente negligencia a rotina de
consultas, transformamos problemas simples, fáceis de resolver, em tratamentos longos
e dispendiosos", aponta.
A ampla
disponibilidade de especialistas reforça que o principal obstáculo não é a
falta de assistência, mas sim a ausência de uma cultura preventiva.
Prevenção
x tratamento
Optar pela
manutenção preventiva, que envolve visitas periódicas a cada seis meses para
limpezas e avaliações, apresenta um custo financeiro muito baixo se comparado
ao tratamento de problemas em estágio avançado.
Quando
pequenos problemas são ignorados, eles evoluem de forma silenciosa. Uma cárie
superficial não tratada pode alcançar o canal do dente, exigindo um
procedimento endodôntico e, eventualmente, uma coroa ou prótese. O custo de
reparar um dano severo chega a ser dezenas de vezes maior do que o investimento
anual em consultas de rotina.
Riscos
de não ir ao dentista
Evolução de
cáries: Pequenas lesões que seriam resolvidas com restaurações simples podem
destruir a estrutura do dente, exigindo tratamento de canal ou até extração.
Doenças
periodontais: O acúmulo de tártaro causa gengivite que, se não tratada, evolui
para periodontite. Esta condição destrói os tecidos de sustentação e o osso,
sendo a principal causa de perda de dentes em adultos.
Infecções sistêmicas:
Bactérias presentes em infecções bucais graves podem entrar na corrente
sanguínea e atingir outros órgãos. Um dos riscos mais severos é a endocardite
bacteriana, uma infecção grave nas válvulas do coração.
Mau hálito
crônico (halitose): A falta de remoção profissional da placa bacteriana e do
tártaro gera odores desagradáveis persistentes que não são resolvidos apenas
com escovação caseira.
Comprometimento
da mastigação e estética: A perda ou desgaste dos dentes prejudica a digestão
dos alimentos e afeta diretamente a autoestima do paciente.
Cuidados
em casa
As visitas ao
consultório devem caminhar lado a lado com a manutenção diária. Para garantir a
eficácia da higiene diária e prolongar a saúde do sorriso, alguns cuidados são
indispensáveis:
Escovação
regular: Escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia, com especial atenção à
escovação antes de dormir. O ideal é utilizar escovas de cerdas macias para não
machucar a gengiva nem desgastar o esmalte dos dentes.
Uso diário do
fio dental: A escova limpa apenas as superfícies aparentes. O fio dental é o
único capaz de remover os resíduos de alimentos e a placa bacteriana entre os
dentes e abaixo da linha da gengiva.
Higienização
da língua: A superfície da língua acumula células mortas e bactérias. Escová-la
delicadamente ou utilizar um raspador lingual ajuda a combater o mau hálito.
Troca
periódica da escova de dentes: O objeto deve ser substituído a cada três meses
ou assim que as cerdas começarem a abrir e perder a forma original, pois escovas
desgastadas perdem a eficiência de limpeza.
Nesse cenário,
as barreiras financeiras deixam de ser uma justificativa para o distanciamento
do consultório. Atualmente, a busca por clínicas que oferecem planos
acessíveis, pacotes em conta e condições facilitadas tem se mostrado uma
alternativa para viabilizar o tratamento contínuo. Modelos focados em preços
populares e facilidades de pagamento democratizam o acesso à saúde bucal,
provando que cuidar do sorriso cabe no orçamento de forma planejada.
"A saúde
bucal não é um aspecto isolado. Ela interfere diretamente na nutrição, na fala,
nas relações sociais e na saúde cardiovascular do indivíduo. Criar o hábito de
visitar o consultório de forma preventiva, além de cuidar do sorriso em casa, é
a escolha mais inteligente e econômica para garantir qualidade de vida a longo
prazo", conclui Claudiana Lopes, cirurgiã-dentista da Clínica SiM.
Clínica SiM
www.clinicasim.com

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