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domingo, 19 de julho de 2026

Viagens de férias exigem cuidados redobrados com a saúde dos pets

Check-up veterinário, vacinação em dia e atenção ao transporte ajudam a preservar a saúde e o bem-estar dos animais durante as férias

 

Com a aproximação das férias, muitas famílias já começam a organizar as viagens. Quando os animais de estimação fazem parte dos planos, porém, a preparação exige alguns cuidados extras. Além de definir o destino e o transporte, é importante programar consultas veterinárias, atualizar vacinas e adotar medidas preventivas para garantir uma viagem tranquila e segura para os pets. 

Para a professora de Medicina Veterinária da Universidade Veiga de Almeida (UVA) Carolina Aben Athar, esse planejamento deve começar com antecedência, principalmente quando o destino inclui regiões litorâneas ou quando o período fora de casa será mais longo. 

Segundo a especialista, viajar com animais envolve não apenas organização logística, mas também planejamento financeiro. 

Um passo indispensável é realizar uma avaliação clínica antes da partida. A professora recomenda que o tutor leve o animal ao veterinário para um check-up completo. “Animais idosos e braquicefálicos - como buldogues, pugs e gatos persas - costumam precisar de exames mais detalhados. O atestado de saúde, exigido em algumas situações, tem validade média de dez dias. A vacinação também deve estar rigorosamente em dia e aplicada com, no mínimo, 30 dias de antecedência, para garantir a proteção adequada”, afirma. 

Entre as preocupações está a prevenção da dirofilariose, conhecida popularmente como verme do coração, doença transmitida por mosquitos e mais frequente em áreas de praia. “A prevenção deve ser feita com um vermífugo específico, pelo menos 15 dias antes da viagem”, orienta a especialista. 

Durante o deslocamento, a segurança também merece atenção. O transporte deve ser feito em caixa apropriada ou com cinto de segurança específico para pets. Manter o veículo em temperatura agradável e realizar paradas a cada duas ou três horas para oferecer água também faz parte dos cuidados. “Jamais se deve deixar o animal sozinho dentro do carro com o veículo desligado, pois isso pode causar hipertermia, quando o pet não consegue trocar calor com o ambiente”, alerta a professora da UVA. 

Quando a opção é deixar o animal em casa, as recomendações variam conforme a espécie. Os gatos, por exemplo, costumam sofrer mais com mudanças de ambiente e, por isso, o ideal é que permaneçam em casa. Alterações bruscas na rotina podem provocar estresse intenso, perda de apetite e até favorecer o surgimento da síndrome de Pandora, uma cistite idiopática associada ao estresse. Nesses casos, a orientação é contar com uma pessoa de confiança para visitar o animal diariamente, garantindo alimentação e água fresca.

Para os cães, além da possibilidade de um cuidador, os hotéis especializados também podem ser uma alternativa. Antes de contratar o serviço, porém, é importante conhecer o local, avaliar a estrutura, entender a rotina de cuidados e verificar a experiência da equipe responsável. “O importante é garantir que o animal fique em um ambiente seguro, confortável e com atenção adequada”, conclui a médica-veterinária.


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