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domingo, 19 de julho de 2026

O impacto das baixas temperaturas na saúde respiratória de cães e gatos

Chegada do inverno, ar seco e ambientes fechados favorecem o surgimento e a disseminação de doenças respiratórias em pets; conheça os sinais e saiba como preveni-las 


Com a chegada do inverno, aumentam os casos de problemas respiratórios em cães e gatos. As baixas temperaturas, a redução da umidade do ar e o hábito de manter os animais em ambientes mais fechados criam condições favoráveis para a circulação de vírus e bactérias. 

Entre os cães, a enfermidade mais comum nesta época é a traqueobronquite infecciosa canina, popularmente conhecida como gripe canina. A doença é causada por diferentes agentes infecciosos, com destaque para a bactéria Bordetella bronchiseptica e o vírus da parainfluenza canina. Em relação aos gatos, a principal preocupação é com a rinotraqueíte infecciosa, causada pelo herpesvírus felino. 

“O diagnóstico precoce é importante para evitar complicações, especialmente em filhotes, idosos e animais com doenças preexistentes", alerta Amanda Vaz, especialista do Veros Hospital Veterinário. "Sem tratamento adequado, algumas infecções respiratórias podem evoluir para bronquite crônica, sinusite, insuficiência respiratória e até comprometimento ocular, especialmente nos gatos", explica Amanda. A veterinária lembra que pode ocorrer, também, desidratação causada pela redução da ingestão de água e alimento.

A observação diária do comportamento do animal é fundamental para reduzir os riscos e agilizar a recuperação. Leve seu pet para uma consulta se ele apresentar os seguintes sinais:

  • Tosse persistente
  • Espirros frequentes
  • Secreção nasal ou ocular
  • Respiração acelerada ou com ruídos
  • Cansaço excessivo
  • Perda de apetite
  • Febre
  • Apatia ou diminuição da disposição para brincar e passear

A prevenção também é importante. “Algumas medidas simples ajudam a proteger cães e gatos durante o inverno, como manter a vacinação em dia, evitar exposição prolongada ao frio e a correntes de ar, garantir locais aquecidos e confortáveis para descanso, manter os ambientes limpos e ventilados, evitar contato com animais doentes e oferecer alimentação equilibrada e boa hidratação”, recomenda Amanda.

Merecem atenção especial os pets com condições respiratórias crônicas, como bronquite canina, asma felina e colapso de traqueia, que podem apresentar piora dos sintomas durante o inverno, pois o ar frio e seco aumenta a irritação e provoca crises.

Além disso, raças braquicefálicas — que possuem focinho achatado e vias aéreas naturalmente mais estreitas, como cães Pug, Shih Tzu, Buldogue Francês, Boxer e gatos Persa, tendem a apresentar maior dificuldade para respirar durante quadros respiratórios. “A anatomia dessas raças torna a ventilação nasal menos eficiente e favorece o acúmulo de secreções. Assim, uma inflamação que seria relativamente simples para outro cão ou gato pode provocar desconforto importante em um braquicefálico”, diz Amanda. “É preciso procurar atendimento logo nos primeiros sinais de roncos excessivos, engasgos e esforço respiratório”, orienta.


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