Em
referência à data, celebrada em 20 de julho, psicóloga destaca a importância da
relação entre tutores e animais e lembra que cada etapa da vida do amigo de
quatro patas merece cuidado, presença e afeto
Feliz daquele que tem amigos que o acompanham em suas diferentes fases da nossa vida. Para milhões de brasileiros, esse amigo tem quatro patas, abana o rabo, ronrona ou espera ansiosamente pela volta para casa.
Diante da data, celebrada em 20 de julho, a Dra Natália Nigro de Sá, a psicóloga e uma das fundadoras da Laika Funeral Pet, lembra que essa amizade é construída aos poucos, por meio da convivência, dos cuidados e das experiências compartilhadas desde o primeiro momento em que o animal chega ao novo lar.
“A amizade nasce da convivência. Quando um pet chega à família, tudo é novidade, tanto para ele quanto para os tutores. É nesse momento que começam a ser construídas a confiança, a segurança e a sensação de pertencimento que acompanharão essa relação ao longo dos anos”, explica Natália.
Segundo a psicóloga, cada fase da vida do animal representa uma oportunidade de fortalecer esse vínculo e viver cada etapa de forma consciente permite que a relação seja construída com mais presença e que as lembranças compartilhadas tenham ainda mais significado.
Na infância, os cuidados estão relacionados à adaptação, à criação de uma rotina segura e ao desenvolvimento da confiança. Já na fase jovem e adulta, a relação ganha novos significados a partir das experiências compartilhadas no dia a dia.
“Os pets participam da nossa história de uma forma muito genuína. Eles acompanham mudanças, celebram conquistas, oferecem conforto nos momentos difíceis e fazem parte de uma rotina de afeto que muitas vezes passa despercebida justamente por ser construída nos pequenos momentos”, afirma.
Com o passar dos anos, a relação também se transforma. “A energia diminui, surgem novas necessidades e o tutor passa a adaptar a rotina para oferecer mais conforto e qualidade de vida ao companheiro de tantos anos”, destaca Natália.
“Na velhice, o pet continua precisando de carinho, atenção e presença. O ritmo muda, mas a necessidade de se sentir amado permanece. É uma fase em que muitos tutores têm a oportunidade de retribuir, com cuidado e dedicação, tudo aquilo que receberam ao longo da vida ao lado daquele animal”, destaca Natália.
E, quando chega o momento da despedida, essa história também merece ser reconhecida. Para muitas famílias, os rituais de despedida representam uma forma de acolher o luto e homenagear a importância daquele companheiro. “Uma cerimônia de despedida não é apenas um adeus, mas um momento de agradecer pela presença, pelo amor compartilhado e pela amizade construída ao longo dos anos.”, finaliza Natália.
Conselho da doutora para a
data: “Não adie passeios! Brinque! Dê carinho! E aproveite o 20 de julho com
seu amigo de quatro patas!
Natália Nigro de Sá - mãe de pet, uma das fundadoras da Laika Funeral Pet, Doutora em Ciências pela USP e também é membro do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa em Perdas e Luto (Nippel - EEUSP/CNPq) e da Associação Brasileira Multiprofissional sobre o Luto (ABMLuto). Sua atuação busca ampliar o reconhecimento científico e social de lutos não reconhecidos, como a infertilidade, a perda de animais de estimação e lutos relacionados às vivências LGBTQIA+, articulando pesquisa, clínica e práticas de cuidado.
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