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sexta-feira, 18 de julho de 2025

Prevenção e alimentação equilibrada são a chave para um envelhecimento saudável, diz especialista

Com previsão de ser a 6ª maior população idosa do mundo até 2035, Brasil reforça debate sobre envelhecimento saudável e a importância da prevenção desde cedo 

 

O Brasil caminha para se tornar a sexta maior população idosa do planeta até 2035, segundo projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o avanço constante da expectativa de vida, o debate sobre o envelhecimento saudável se torna cada vez mais latente, e a prevenção ganha destaque. 

Para a nutricionista e coordenadora do curso de Nutrição do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê), Keyth Sulamitta, especialista em gerontologia, alcançar a longevidade com autonomia e qualidade de vida é possível, desde que haja uma mudança de foco: do tratamento para a prevenção. 

“O estilo de vida é determinante. Alimentação equilibrada, prática de atividade física e redução do consumo de ultraprocessados são fatores decisivos para envelhecer com saúde”, afirma Sulamitta. 

A docente explica também que o envelhecimento é um processo oxidativo natural, que pode ser desacelerado com escolhas adequadas, especialmente na alimentação. A orientação básica, segundo a nutricionista, pode ser resumida em uma máxima simples: “Descascar mais e desembalar menos”. 

Outro ponto de atenção no processo de envelhecimento é a suplementação nutricional. Após os 60 anos, o organismo apresenta maior dificuldade na absorção de nutrientes essenciais como vitamina D, vitamina B12, cálcio e ferro — o que pode justificar a recomendação de suplementos em alguns casos. Além disso, compostos como a creatina têm sido estudados por seus benefícios na preservação da massa muscular em idosos. 

No entanto, Keyth Sulamitta reforça que a suplementação deve ser sempre individualizada. “O uso de suplementos precisa ser baseado em exames e acompanhado por um profissional. O excesso pode ser tão prejudicial quanto a carência”, alerta. 

A especialista também chama atenção para a necessidade de uma mudança estrutural no modelo de saúde, ainda muito voltado ao tratamento de doenças. Para ela, a educação nutricional desde a infância é essencial para formar adultos mais conscientes e idosos mais independentes. 

Outra dica listada pela especialista é utilizar a fritadeira elétrica como uma aliada no preparo de refeições mais saudáveis, desde que os ingredientes utilizados sejam naturais e pouco processados. 

Ela também esclarece que o ovo, ao contrário do que muitos ainda acreditam, não precisa ser retirado da dieta. Rico em proteínas de alto valor biológico, vitaminas e minerais, o alimento pode ser especialmente benéfico na manutenção da massa muscular e da saúde em geral na terceira idade. “Mitos alimentares ainda influenciam muitas escolhas, e combater essa desinformação é parte essencial do cuidado nutricional com o idoso”, explica. 



Centro Universitário de João Pessoa – Unipê
www.unipe.edu.br


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