Com previsão de ser a 6ª maior população idosa do
mundo até 2035, Brasil reforça debate sobre envelhecimento saudável e a
importância da prevenção desde cedo
O
Brasil caminha para se tornar a sexta maior população idosa do planeta até
2035, segundo projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). Com o avanço constante da expectativa de vida, o debate sobre o envelhecimento
saudável se torna cada vez mais latente, e a prevenção ganha destaque.
Para
a nutricionista e coordenadora do curso de Nutrição do Centro Universitário de João
Pessoa (Unipê), Keyth Sulamitta, especialista em
gerontologia, alcançar a longevidade com autonomia e qualidade de vida é
possível, desde que haja uma mudança de foco: do tratamento para a prevenção.
“O
estilo de vida é determinante. Alimentação equilibrada, prática de atividade
física e redução do consumo de ultraprocessados são fatores decisivos para
envelhecer com saúde”, afirma Sulamitta.
A
docente explica também que o envelhecimento é um processo oxidativo natural,
que pode ser desacelerado com escolhas adequadas, especialmente na alimentação.
A orientação básica, segundo a nutricionista, pode ser resumida em uma máxima
simples: “Descascar mais e desembalar menos”.
Outro
ponto de atenção no processo de envelhecimento é a suplementação nutricional.
Após os 60 anos, o organismo apresenta maior dificuldade na absorção de nutrientes
essenciais como vitamina D, vitamina B12, cálcio e ferro — o que pode
justificar a recomendação de suplementos em alguns casos. Além disso, compostos
como a creatina têm sido estudados por seus benefícios na preservação da massa
muscular em idosos.
No
entanto, Keyth Sulamitta reforça que a suplementação deve ser sempre
individualizada. “O uso de suplementos precisa ser baseado em exames e
acompanhado por um profissional. O excesso pode ser tão prejudicial quanto a
carência”, alerta.
A
especialista também chama atenção para a necessidade de uma mudança estrutural
no modelo de saúde, ainda muito voltado ao tratamento de doenças. Para ela, a
educação nutricional desde a infância é essencial para formar adultos mais
conscientes e idosos mais independentes.
Outra
dica listada pela especialista é utilizar a fritadeira elétrica como uma aliada
no preparo de refeições mais saudáveis, desde que os ingredientes utilizados
sejam naturais e pouco processados.
Ela também esclarece que o ovo, ao contrário do que muitos ainda acreditam, não precisa ser retirado da dieta. Rico em proteínas de alto valor biológico, vitaminas e minerais, o alimento pode ser especialmente benéfico na manutenção da massa muscular e da saúde em geral na terceira idade. “Mitos alimentares ainda influenciam muitas escolhas, e combater essa desinformação é parte essencial do cuidado nutricional com o idoso”, explica.
Centro Universitário de João Pessoa – Unipê
www.unipe.edu.br
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