Especialistas da Universidade Positivo e da Fapi alertam para os riscos da doença
O
recente aumento no número de casos de meningite, registrado pelas autoridades
públicas de saúde do Paraná, lança alerta para a prevenção da doença.
Especialistas da Universidade Positivo e do Centro Universitário Fapi destacam
a importância da vacinação.
Um
boletim recente da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) mostrou que,
entre janeiro e 21 de junho de 2025, foram confirmados 22 casos no estado, com
seis óbitos. Esse número representa um salto significativo em comparação com os
11 casos e nenhum óbito no mesmo período de 2024.
A
meningite é uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula
espinhal, podendo ser causada por vírus, bactérias ou fungos. Embora as
meningites virais sejam mais frequentes e geralmente menos graves, a grande
preocupação recai sobre as meningites bacterianas, especialmente a
meningocócica, que é extremamente grave e pode ter uma taxa de mortalidade de
até 30%.
“Os
principais sintomas da meningite são febre, dor de cabeça e confusão mental. No
caso da meningite bacteriana, as manifestações são muito graves e rápidas,
incluindo febre alta, vômitos em jato, rigidez na nuca e, em casos mais
severos, convulsões”, explica Marcelo Ducroquet, professor de infectologia da
Universidade Positivo.
A
transmissão da meningite ocorre por meio de secreções respiratórias e contato
direto, sendo mais comum nos períodos de outono e inverno. “Nesses meses mais
frios, as pessoas tendem a ficar mais próximas em ambientes fechados, o que
facilita a troca de secreções respiratórias e, consequentemente, aumenta a
transmissão”, alerta Thaís Helena Otto da Silva, professora da Fapi e médica de
Saúde e Família.
Apesar
da gravidade da meningite bacteriana, é possível prevenir. “A vacinação é a
principal e mais eficaz ferramenta de prevenção contra as formas mais graves de
meningite bacteriana”, afirma Marcelo Ducroquet.
O
calendário de vacinação brasileiro, tanto no Sistema Único de Saúde (SUS)
quanto na rede privada, oferece proteção contra os principais agentes causadores
da doença.
Ao
todo, três vacinas oferecem proteção contra a meningite. A vacina meningocócica
protege contra diferentes sorogrupos do meningococo (C, ACWY e B). As vacinas
meningocócica C e ACWY estão disponíveis no SUS para diversas faixas etárias.
Já
a vacina pneumocócica previne doenças causadas pelo pneumococo, incluindo a
meningite, e faz parte do calendário infantil do SUS, enquanto a vacina
pentavalente, também oferecida no Sistema Único de Saúde, protege contra cinco
doenças, incluindo a meningite causada pelo Haemophilus influenzae tipo
B.
A
vacinação é recomendada para crianças até 12 anos incompletos e grupos
especiais, como pacientes com imunodeficiências.
A
imunização em massa não beneficia apenas o indivíduo vacinado. “Ela contribui
para a imunidade de rebanho, diminuindo a circulação dos agentes infecciosos na
comunidade e, consequentemente, protegendo também as pessoas que não podem ser
vacinadas”, destaca Marcelo Ducroquet.
A
professora Thaís Helena Otto da Silva reforça a urgência: “A doença, que pode
chegar até 30% de mortalidade, torna-se bastante preocupante. Então é essencial
que a vacinação seja realizada nas crianças e nos adultos que não têm a
proteção para que se possam prevenir essa doença altamente letal”, finaliza.
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