O inverno é, tradicionalmente, um período menos úmido, por isso é importante adotar medidas para evitar secura ocular e outros incômodos
Embora as estações do ano não estejam mais tão bem definidas como há alguns anos, ainda é possível dizer que o inverno é uma estação mais seca. Graças à baixa umidade do ar e à inversão térmica, que dificultam a dispersão de partículas e poluentes, o ar tende a ficar com uma qualidade pior. E isso pode ser sentido por todo o organismo, inclusive pelos olhos. “A poluição do ar afeta a superfície ocular e prejudica a camada protetora, a lágrima. Isso significa que os olhos ficam mais expostos às partículas nocivas que estão dispersas no ambiente”, explica o oftalmologista do Hospital CEMA, Omar Assae.
Os órgãos de medição de qualidade do ar costumam definir parâmetros que ficam entre “bom”, “moderado”, “ruim”, “muito ruim” e “péssimo”. De acordo com o médico, os efeitos da poluição do ar já começam a ser sentidos quando o ar está ruim. Entre os sintomas que podem ocorrer estão: vermelhidão nos olhos, lacrimejamento, coceira, ardência, cansaço ocular, olho seco, sensibilidade à luz e inchaço nas pálpebras. “As partículas presentes no ar, como poeira, fumaça e os gases tóxicos, são responsáveis por irritar o tecido conjuntivo, o que pode prejudicar a produção e qualidade da lágrima, causando tais sintomas”, alerta o especialista.
Ele explica que entre as medidas para prevenir problemas oculares quando a qualidade do ar está ruim estão:
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Aplicar compressas frias nos olhos para reduzir a secura, coceira e inchaço;
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Usar colírios lubrificantes (com recomendação médica);
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Beber bastante água;
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Piscar com frequência, especialmente nos casos de pessoas que ficam muito tempo
em frente às telas;
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Buscar ajuda especializada, caso os sintomas persistam por muitos dias.
Dr. Omar Assae é oftalmologista do Hospital CEMA
CRM: 87820 RQE: 65596
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