Mudança de mentalidade e comunicação assertiva são fundamentais para um ambiente de trabalho mais saudável e engajado
Em
um cenário corporativo cada vez mais dinâmico e acelerado, a liderança
estratégica vai além da gestão de resultados financeiros. Ela deve ser capaz de
equilibrar a produtividade com o bem-estar psicológico de seus colaboradores,
reconhecendo que a saúde mental não é apenas um benefício, mas uma estratégia
essencial para a sustentabilidade e inovação dos negócios.
“É
inegável que vivemos em um mundo em constante transformação. As tecnologias
evoluem, as demandas de resultados são imediatas, e os profissionais estão
sendo desafiados a se adaptarem constantemente a esse ritmo acelerado. Porém,
em que condições as pessoas estão produzindo tudo isso? O que está acontecendo
com o bem-estar daqueles que fazem as empresas decolarem?”, questiona Sara
Hughes, CEO da Scaffold Education.
Estudos
demonstram que 72% dos profissionais afirmam que seu bem-estar impacta
diretamente sua produtividade no trabalho. Isso revela que, sem uma base sólida
de saúde mental, não há como pensar em resultados consistentes e sustentáveis.
“Não existe produtividade sustentável sem saúde mental, e, portanto, não
podemos mais pensar o futuro do trabalho sem investir em um ambiente saudável”,
pondera a executiva.
No
Brasil, a saúde mental tornou-se uma questão urgente. De acordo com a
Organização Mundial da Saúde (OMS), o país lidera o ranking da América Latina
em casos de depressão, com 5,8% da população afetada, o que representa aproximadamente
11,7 milhões de pessoas. Esse cenário reflete a necessidade de as empresas
adotarem estratégias eficazes para promover a saúde mental no local de
trabalho. Em 2024, um levantamento do Ministério da Previdência Social apontou
que cerca de 472 mil solicitações de licença ao INSS foram motivadas por
doenças relacionadas à saúde mental, representando um aumento de 68% em relação
ao ano anterior.
Neste
contexto, a liderança estratégica tem um papel crucial durante todo o processo.
"Líderes têm a responsabilidade de criar espaços de aprendizagem e
segurança psicológica, onde as pessoas possam se desenvolver e entregar o seu
melhor. A verdadeira liderança está em garantir que todos se sintam valorizados
e apoiados, não apenas nos momentos de sucesso, mas também nas
adversidades", explica Hughes.
Para a executiva, empresas que pensam no bem-estar de seus colaboradores estão investindo em retenção de talentos, longevidade das carreiras e consistência nos resultados. “Criar um ambiente onde há tolerância ao erro não só garante um espaço seguro para a criatividade, mas também fomenta a inovação”, explica Sara.
Além
dos impactos internos, o cenário regulatório também exige uma abordagem
proativa em relação à saúde mental no trabalho. A recente atualização da Norma
Regulamentadora nº 1 (NR1), promovida pelo Ministério do Trabalho, impõe novas
exigências para garantir a saúde e a segurança no ambiente de trabalho. A
partir de 2026, todas as empresas no Brasil terão que adotar práticas de gestão
de saúde mental dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), o que
representa uma oportunidade estratégica de transformação organizacional.
Essa
mudança obrigatória abre portas para que as empresas não apenas cumpram
regulamentações, mas também criem um ambiente de trabalho mais saudável e
seguro.
"Estamos
vivendo em um mundo de mudanças rápidas e quem não se preparar corre o risco de
estar despreparado para o futuro. A transformação começa hoje e ela passa pela
liderança estratégica que prioriza o bem-estar de seus colaboradores",
finaliza Hughes.
Scaffold Edtech
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