Campanha completa 11 anos e reforça importância da prevenção e diagnóstico precoce para salvar vidas
A Sociedade
Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço dá início à campanha Julho Verde
2025, que neste ano completa 11 anos de atuação na conscientização da população
sobre o câncer de cabeça e pescoço. Com o tema “Informação salva vidas”, a
campanha reforça a importância do diagnóstico precoce, da atenção aos sintomas
iniciais e da adoção de hábitos saudáveis.
De acordo com
dados mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a projeção para o Brasil
em 2025 é de cerca de 40 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço,
incluindo tumores de cavidade oral, tireoide e laringe.
Os
principais fatores de risco continuam sendo o tabagismo, o consumo excessivo de
álcool, a infecção pelo vírus HPV e a exposição solar sem proteção. Segundo a
médica Dra. Sílvia Picado, especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço que
atua na Clínica Verte, adotar um estilo de vida saudável faz diferença direta
na prevenção.
"Parar
de fumar, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, usar preservativos nas
relações sexuais e vacinar-se contra o HPV são atitudes que reduzem bastante os
riscos," afirma a especialista.
No caso
específico do câncer de tireoide, fatores como dieta pobre em iodo, histórico
familiar, obesidade e exposição prévia à radiação na região do pescoço merecem
atenção especial.
O
diagnóstico precoce segue sendo o principal aliado no combate à doença. Segundo
a Dra. Sílvia Picado, a chance de cura pode chegar a 90%
quando o câncer é identificado nas fases iniciais.
Sinais de
alerta incluem:
- Inchaço ou ferida na boca que não cicatriza após 15
dias
- Nódulo persistente no pescoço, boca ou mandíbula
- Manchas avermelhadas ou esbranquiçadas na cavidade oral
- Rouquidão prolongada
- Dificuldade para engolir ou respirar
“Quanto mais
cedo o paciente procurar um especialista, maiores as chances de um tratamento
menos agressivo e com maior índice de cura. Além disso, também queremos
orientar quanto aos fatores de risco e à necessidade de manutenção de hábitos
saudáveis”, ressalta a médica.
A última
década trouxe avanços significativos na abordagem cirúrgica da doença.
Atualmente, técnicas como uso de laser, pinças ultrassônicas, monitoramento de
nervos e até cirurgias robóticas estão ajudando a reduzir o tempo de recuperação
e os efeitos colaterais.
Porém, mesmo
com esses avanços tecnológicos, a Dra. Sílvia reforça que o diagnóstico precoce
segue sendo o maior diferencial para o sucesso do tratamento.
Dra. Sílvia Picado - possui graduação em Ciências Médicas pelo Centro Universitário Lusíada (UNILUS). Concluiu Residência Médica em Cirurgia de Cabeça e Pescoço em 2015 e obteve o título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) no mesmo ano, tornando-se membro efetivo e integrante da atual comissão de marketing da SBCCP. Em 2019, a Dra. Sílvia Picado concluiu o mestrado no programa de Pós-graduação em Fisiopatologia Experimental da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Atualmente, exerce o cargo de professora na UNILUS e é a Diretora Social da Associação Paulista de Medicina de Santos (APM Santos).
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