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quinta-feira, 3 de julho de 2025

Julho Verde 2025 reforça alerta sobre câncer de cabeça e pescoço

Campanha completa 11 anos e reforça importância da prevenção e diagnóstico precoce para salvar vidas


A Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço dá início à campanha Julho Verde 2025, que neste ano completa 11 anos de atuação na conscientização da população sobre o câncer de cabeça e pescoço. Com o tema “Informação salva vidas”, a campanha reforça a importância do diagnóstico precoce, da atenção aos sintomas iniciais e da adoção de hábitos saudáveis.

De acordo com dados mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a projeção para o Brasil em 2025 é de cerca de 40 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço, incluindo tumores de cavidade oral, tireoide e laringe.

Os principais fatores de risco continuam sendo o tabagismo, o consumo excessivo de álcool, a infecção pelo vírus HPV e a exposição solar sem proteção. Segundo a médica Dra. Sílvia Picado, especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço que atua na Clínica Verte, adotar um estilo de vida saudável faz diferença direta na prevenção.

"Parar de fumar, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, usar preservativos nas relações sexuais e vacinar-se contra o HPV são atitudes que reduzem bastante os riscos," afirma a especialista.

No caso específico do câncer de tireoide, fatores como dieta pobre em iodo, histórico familiar, obesidade e exposição prévia à radiação na região do pescoço merecem atenção especial.

O diagnóstico precoce segue sendo o principal aliado no combate à doença. Segundo a Dra. Sílvia Picado, a chance de cura pode chegar a 90% quando o câncer é identificado nas fases iniciais.

Sinais de alerta incluem:

  • Inchaço ou ferida na boca que não cicatriza após 15 dias
  • Nódulo persistente no pescoço, boca ou mandíbula
  • Manchas avermelhadas ou esbranquiçadas na cavidade oral
  • Rouquidão prolongada
  • Dificuldade para engolir ou respirar

“Quanto mais cedo o paciente procurar um especialista, maiores as chances de um tratamento menos agressivo e com maior índice de cura. Além disso, também queremos orientar quanto aos fatores de risco e à necessidade de manutenção de hábitos saudáveis”, ressalta a médica.

A última década trouxe avanços significativos na abordagem cirúrgica da doença. Atualmente, técnicas como uso de laser, pinças ultrassônicas, monitoramento de nervos e até cirurgias robóticas estão ajudando a reduzir o tempo de recuperação e os efeitos colaterais.

Porém, mesmo com esses avanços tecnológicos, a Dra. Sílvia reforça que o diagnóstico precoce segue sendo o maior diferencial para o sucesso do tratamento.

 

Dra. Sílvia Picado - possui graduação em Ciências Médicas pelo Centro Universitário Lusíada (UNILUS). Concluiu Residência Médica em Cirurgia de Cabeça e Pescoço em 2015 e obteve o título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) no mesmo ano, tornando-se membro efetivo e integrante da atual comissão de marketing da SBCCP. Em 2019, a Dra. Sílvia Picado concluiu o mestrado no programa de Pós-graduação em Fisiopatologia Experimental da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Atualmente, exerce o cargo de professora na UNILUS e é a Diretora Social da Associação Paulista de Medicina de Santos (APM Santos).



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