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sexta-feira, 11 de julho de 2025

Julho Amarelo amplia o olhar para as hepatites: foco em bebês, gestantes, inclusão social e exames inovadores como o Fibromax

Campanhas segmentadas, protocolos para gestantes e recém-nascidos, redução do estigma, atenção aos sintomas e tecnologias de ponta no diagnóstico são destaques das estratégias para 2025

 

Julho Amarelo, campanha nacional de conscientização sobre as hepatites virais, chega em 2025 com uma agenda mais abrangente e ousada: além de reforçar a prevenção clássica, especialistas defendem um olhar atento para públicos vulneráveis como bebês e gestantes, comunicação adaptada a diferentes realidades socioeconômicas, redução do estigma em torno da doença, atenção aos sintomas e o uso de avanços diagnósticos como o Fibromax para avaliar a saúde do fígado. 

“Não podemos mais tratar as hepatites apenas como uma pauta de vacina e tratamento. Precisamos pensar nas pessoas: quem são, onde estão, como entendem a doença, que sinais percebem no próprio corpo e como podemos ajudá-las de forma mais humanizada e tecnológica”, afirma o doutor Carlos Aita, médico patologista clínico do DB Diagnósticos. 

Dados recentes do Ministério da Saúde e um estudo de hospitalizações por hepatite B no Brasil (2008–2023) publicado no PMC (2024) revelam um aumento preocupante nas taxas dessa doença em bebês com menos de um ano, evidenciando falhas no rastreamento pré-natal e na vacinação imediata após o parto. “É essencial garantir que todas as gestantes sejam testadas durante o pré-natal e que os recém-nascidos recebam a imunização correta já nas primeiras horas de vida”, reforça o médico. 

Além disso, um estudo conduzido no Rio de Janeiro e Manaus apontou que o conhecimento sobre as hepatites ainda é baixo entre pessoas com menor escolaridade e renda. Essa lacuna reforça a necessidade de campanhas segmentadas, com linguagem simples e adaptadas às realidades locais. “É nosso dever como profissionais de saúde e comunicadores garantir que todos compreendam os riscos e saibam como se proteger”, destaca Carlos Aita. 

O tema do Dia Mundial das Hepatites 2025, promovido pela Organização Mundial da Saúde, é “Let’s Break It Down”, um chamado para quebrar barreiras sociais, econômicas e psicológicas que afastam as pessoas da testagem e do tratamento. De acordo com o relatório global da OMS para 2025, o estigma continua sendo uma das maiores barreiras ao diagnóstico precoce. “O estigma é um inimigo poderoso. Precisamos falar de hepatites com a mesma naturalidade com que falamos de colesterol ou glicemia, sem preconceito ou medo”, afirma.

 

As hepatites virais podem se desenvolver de maneira silenciosa, mas também apresentar sintomas inespecíficos que merecem atenção. Os sinais mais comuns incluem fadiga intensa, náuseas, dor abdominal, icterícia (pele e olhos amarelados), urina escura, fezes claras e febre baixa. “Muitas vezes os sintomas são confundidos com uma gripe forte ou indisposição passageira, e isso retarda o diagnóstico. Por isso, é fundamental buscar atendimento médico ao notar esses sinais”, orienta o médico do DB.

 

Além da prevenção e da educação, os avanços científicos têm transformado o diagnóstico das hepatites e outras doenças hepáticas. O Fibromax, por exemplo, é um exame não invasivo que combina marcadores bioquímicos para avaliar, de forma integrada, fibrose, inflamação, esteatose e atividade hepática — muitas vezes substituindo a necessidade de biópsia. 

Os testes tradicionais, que analisam transaminases, fosfatase alcalina, gama‑GT e bilirrubinas, continuam indispensáveis para fornecer informações detalhadas sobre os sistemas hepático e biliar. Segundo o relatório do CDC EUA 2025 sobre progresso no combate às hepatites, as tecnologias moleculares e não invasivas como o Fibromax já estão integradas em protocolos clínicos em diversos países. 

“Hoje temos um arsenal diagnóstico robusto, que inclui o Fibromax e ferramentas moleculares para detectar e quantificar os vírus, permitindo diagnósticos mais rápidos e precisos”, explica o médico. 

Para ele, esses avanços só têm valor real quando aplicados de forma inclusiva e estratégica: “As hepatites não distinguem idade, classe social ou região. Por isso, precisamos de estratégias que considerem as pessoas em sua integralidade, combinando prevenção, inclusão, atenção aos sintomas e tecnologia”, conclui.

 

DB Diagnósticos
https://www.instagram.com/db.diagnosticos/


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