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Julho é o mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais, infecções que afetam o fígado e, muitas vezes, evoluem de forma silenciosa. Consideradas um problema de saúde pública, essas doenças podem causar sérias complicações se não forem diagnosticadas e tratadas precocemente.
Pollyana Felicidade, professora do curso de Enfermagem da Una, explica que “as hepatites virais são infecções provocadas por vírus que acometem o fígado e, em muitos casos, não apresentam sintomas. Isso faz com que o diagnóstico aconteça tardiamente, caracterizando-as como um verdadeiro ‘inimigo silencioso’”.
No Brasil, os tipos mais frequentes são as hepatites A, B e C. A hepatite A é transmitida por via fecal-oral, principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados, e costuma apresentar sintomas como febre, dores musculares, náuseas e dor abdominal. Apesar de não haver tratamento específico, o quadro geralmente se resolve de forma espontânea com suporte clínico.
Já as hepatites B e C são transmitidas pelo contato com sangue ou fluidos corporais contaminados. “Na hepatite B, os sintomas, quando aparecem, são semelhantes aos da hepatite A, mas a tontura também pode estar presente. A doença não tem cura, mas há tratamento para reduzir complicações como cirrose e câncer hepático”, destaca Felicidade. Na hepatite C, a maioria dos doentes não apresentam sintomas, mas caso ocorram, podem manifestar cansaço, náuseas, dor abdominal e icterícia. O tratamento é feito com antivirais de ação direta e pode alcançar a cura na maioria dos casos.
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A especialista reforça que a prevenção é possível, mas depende de informação e cuidado. “Existem vacinas para os tipos A e B, disponíveis no SUS. No caso da hepatite C, a prevenção é feita principalmente pelo uso de preservativos e pela não reutilização de objetos perfurocortantes. Também é fundamental que a população se submeta à testagem regularmente”.
A testagem gratuita pode ser realizada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e em ações de saúde promovidas por prefeituras e instituições. O exame inicial é um teste rápido, que pode ser complementado com exames laboratoriais, se necessário.
A atuação da Enfermagem também é decisiva no combate às hepatites. “O enfermeiro participa desde a prevenção, com ações educativas e de testagem, até o acompanhamento direto dos pacientes diagnosticados”, afirma Felicidade.
Entre os mitos que dificultam a prevenção, a especialista destaca dois: a ideia de que a hepatite C só afeta usuários de drogas e a falsa crença de que há vacina para todos os tipos de hepatite. “Essas desinformações atrapalham o diagnóstico precoce. Pessoas que fizeram transfusões ou procedimentos com sangue contaminado antes de 1993, por exemplo, podem ter sido expostas ao vírus e nem sabem”, alerta.
A
professora lembra ainda que há grupos com maior risco de contaminação, como
pessoas com múltiplos parceiros, usuários de drogas e imunocomprometidos. Para
esses públicos, o reforço da orientação, o acesso a preservativos e a testagem
regular são medidas essenciais. “Com informação, prevenção e tratamento
gratuito pelo SUS, é possível vencer o silêncio e proteger vidas”, conclui.
Centro Universitário Una


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