Além dos efeitos emocionais, a
ansiedade pode comprometer o sistema imunológico e contribuir para o surgimento
de doenças crônicas
A ansiedade é uma resposta natural do organismo a situações de
estresse. No entanto, quando se torna frequente ou intensa, pode provocar
sintomas físicos que se confundem com outras doenças e afetar seriamente a
saúde. Entre os sinais mais comuns estão taquicardia, falta de ar, tensão
muscular, sudorese excessiva, tremores, desconfortos gastrointestinais e
sensação de aperto no peito.
De acordo com a professora de medicina da Faseh, mestre em saúde
pública e especialista em psiquiatria, Maria Rita Castilho Rassi, estudos apontam
que a ansiedade pode contribuir para o desenvolvimento ou piora de quadros como
hipertensão, diabetes tipo 2, obesidade, distúrbios gastrointestinais e até
doenças autoimunes. “O estilo de vida sedentário, alimentação desregulada e
distúrbios do sono que estão comumente associados à ansiedade também são
fatores de risco”, aponta a especialista.
Para prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida, é
essencial buscar estratégias de controle, como a psicoterapia, atividade física
regular, práticas de respiração e meditação, uma rotina de sono e alimentação
saudável e redução do consumo de estimulantes, como álcool e cafeína.
“Reconhecer os sinais da ansiedade e buscar ajuda especializada é
um passo essencial para promover o equilíbrio entre saúde mental e física. Com
o tratamento adequado, é possível controlar os sintomas e retomar uma rotina
mais leve, produtiva e saudável. A ansiedade tem tratamento, e o cuidado
integral faz toda a diferença na qualidade de vida”, explica a médica.
Faseh
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