Comportamento, vestimenta e presença digital impactam diretamente a reputação das empresas, afirma consultora Clara Laface
Dados atuais revelam a relevância estratégica da imagem profissional para marcas: de acordo com o LinkedIn Talent Trends Report 2025, organizações com uma marca empregadora forte diminuem o custo por contratação em até 50%, além de reduzir o turnover em 28%. Já o Keevee, em sua compilação "51 Employer Branding Statistics for 2025", indica que 86% dos candidatos pesquisam a reputação das empresas antes de se candidatar e 69% rejeitam ofertas de emprego quando a avaliação da empresa é negativa.
Para a consultora de imagem pessoal e corporativa, Clara Laface, “a imagem pessoal dos colaboradores é uma extensão direta da marca.” A cada interação, presencial ou digital, passa-se uma mensagem que pode reforçar ou comprometer a confiança pública. Em mercados competitivos, funcionários desalinhados com os valores institucionais podem gerar incoerência, desorganização e queda de credibilidade.
A construção da imagem corporativa vai além da aparência e envolve trajes adequados, comunicação verbal e não verbal, postura no ambiente de trabalho e presença digital. “Hoje, redes sociais, e-mails e videoconferências comunicam imagem. O comportamento online é parte essencial da reputação profissional”, destaca Laface.
E não se trata apenas de evitar deslizes: segundo pesquisa da Edelman, 62% dos consumidores confiam mais nas informações publicadas por funcionários do que nas mensagens oficiais da empresa. Programas de advocacy bem-sucedidos resultam em até 26% de aumento na percepção positiva da instituição.
Para seguir esse direcionamento, as empresas devem começar a levantar seus valores internamente. “É preciso comunicar de forma objetiva quem a organização é e o que representa, orientando os colaboradores com clareza”, recomenda Laface. O caminho inclui políticas de imagem que respeitem orientação, diversidade e autenticidade, e a oferta de treinamentos de comunicação, postura, etiqueta e imagem pessoal como ferramenta de representação institucional.
Distrair-se
dessa postura institucional acarreta erros frequentes: a falsa impressão de que
imagem é um tema superficial, ausência de diretrizes claras que deixem
funcionários desorientados, exigências genéricas sem considerar diferentes
cargos ou contextos e ignorar a cultura interna ao criar políticas de imagem.
Apesar
de muitos enxergarem imagem como uma questão de vaidade, Laface reforça que se
trata de estratégia empresarial. “Imagem é comunicação.
Ignorar isso abre espaço para interpretações equivocadas sobre a empresa.” Treinar funcionários em gestão de imagem fortalece reputação, valoriza capital humano e promove conexão genuína com o público.
Em
conjunto, dados e especialistas convergem: a imagem profissional, construída
sobre três pilares — aparência, comportamento e comunicação — é parte vital da
identidade da marca, e agir nesse sentido traz impacto positivo real para
empresas em 2025.
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