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sábado, 5 de julho de 2025

Férias de julho

5 dicas para reduzir o tempo de tela das crianças durante o recesso
 

Ao longo das férias escolares, é natural que o tempo livre das crianças aumente e, consequentemente, o acesso a celulares, tablets e televisões. No entanto, diversos estudos mostram que o excesso de tempo diante das telas pode trazer impactos negativos para o desenvolvimento infantil, como dificuldades cognitivas, distúrbios do sono, aumento da ansiedade e prejuízos na aprendizagem e na socialização. 

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que crianças menores de 2 anos não sejam expostas a nenhum tipo de tela. Entre 2 e 5 anos, o limite ideal é de até 1 hora por dia, sempre com supervisão. Já a partir dos 6 anos, o uso pode ser um pouco mais livre, mas ainda com moderação e equilíbrio entre outras atividades. “Sabemos que, nas férias, impor esses limites se torna ainda mais desafiador, mas é fundamental que os adultos proponham e incentivem outras alternativas de diversão e aprendizado para evitar a hiper exposição”, aconselha Mariana Guimarães, psicopedagoga e orientadora educacional na Escola Canadense de Niterói. 

Confira a seguir algumas dicas práticas da Inspira Rede de Educadores para incentivar as crianças a aproveitarem o período de recesso de forma mais saudável e desconectada.
 

1. Comece pelo exemplo

Crianças observam e reproduzem os hábitos dos adultos ao seu redor. Se os pais e/ou responsáveis passam muito tempo no celular ou mesmo assistindo à televisão, é esperado que os pequenos adotem o mesmo comportamento. Por isso, é importante que a família estabeleça momentos de desconexão conjunta, quando possível. Pode ser durante as refeições, antes de dormir ou em atividades ao ar livre. Demonstrar prazer em estar offline e valorizar o tempo de qualidade em grupo reforça, na prática, que as telas não são a principal fonte de entretenimento.
 

2. Convide a criança para planejar as atividades

Quando as crianças participam da organização da própria rotina, tendem a se sentir mais engajadas e responsáveis. Uma possibilidade nesse sentido é propor, no início de cada semana, que vocês montem juntos uma “agenda de férias”, incluindo passeios, momentos de leitura, de ajuda (como ajudar a preparar o almoço ou na organização da casa) e períodos de descanso. “Ao participar da construção do cronograma diário, a própria criança passa a buscar alternativas que façam sentido para ela e que não dependem só da tela para acontecer. Além disso, ainda desenvolvem mais autonomia”, explica Mariana.
 

3. Ofereça experiências com começo, meio e fim

Crianças se envolvem mais com atividades que têm objetivos concretos. Propor tarefas, como: montar um quebra-cabeça, construir uma cabaninha, preparar uma receita ou criar um teatrinho com bonecos estimula o foco, a autonomia e o senso de realização. Essas experiências não só substituem as telas, como também desenvolvem habilidades cognitivas, sociais e emocionais de forma divertida e significativa.
 

4. Combine o tempo de tela com responsabilidade

É compreensível que, muitas vezes, o uso de telas seja inevitável. Afinal, os pequenos estão de férias, mas os adultos nem sempre estão. Nesses casos, a dica é tornar esse uso mais consciente e controlado (além de inspirar e dar o exemplo, claro). Combine previamente a duração e os conteúdos permitidos, estabelecendo regras claras. Aplicativos de controle parental e timers podem ajudar no processo. “A ideia não é proibir, mas sim equilibrar. Quando há acordos bem definidos, a própria criança aprende a lidar melhor com o tempo que passa conectada”, conta a psicóloga.
 

5. Permita o “tédio criativo”

Apesar da má fama, o tédio ou ócio pode ser um bom aliado no desenvolvimento infantil. Ao se deparar com momentos ‘sem nada para fazer’, a criança é desafiada a criar, imaginar e buscar novas formas de se divertir. Em vez de preencher todas as lacunas com telas ou estímulos prontos, deixe materiais simples à disposição - como papéis, tintas, tecidos ou sucata - e observe como, aos poucos, a imaginação toma o lugar da passividade. Aprender a lidar com o tédio é, também, aprender a ser autônomo.

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