Conjunto de técnicas visa restaurar a capacidade de
regenerar e rejuvenescer tecidos
A dermatologista Mariana Gradowski utiliza técnicas
de medicina regenerativa em diferentes partes do corpo.
Divulgação
Com base em biologia celular, nanotecnologia e engenharia tecidual, a medicina regenerativa — já consolidada em áreas como ortopedia e neurologia — deve movimentar mais de 150 bilhões de dólares até 2030, com um crescimento estimado de 24,5%, segundo a Grand View Research. Regenerar pode soar como ficção científica, mas já é também uma realidade na dermatologia estética, que utiliza técnicas biológicas para regenerar e rejuvenescer tecidos. O objetivo é promover a restauração, em vez de mascarar os sintomas do envelhecimento, abordagem que representa um novo capítulo nos cuidados com a pele.
“O que buscamos hoje é tratar as causas da disfunção dos tecidos, estimulando os mecanismos biológicos do próprio corpo para promover um rejuvenescimento mais profundo e duradouro”, explica a médica dermatologista Giovana Moraes. “A medicina regenerativa representa o futuro da dermatologia estética. Ela atua a nível celular, promovendo reparação e reduzindo a oxidação celular, para que o próprio organismo estimule naturalmente o funcionamento de uma célula jovem em diversos mecanismos como a produção de colágeno, elastina, hidratação e densificação do tecido”, explica.
À medida que o corpo envelhece, os fibroblastos perdem gradualmente a capacidade de produzir colágeno. Nesse contexto entra o biorremodelador, que leva o corpo a reconhecer essas células disfuncionais — chamadas senescentes — e estimulá-lo a substituí-las por novas e funcionais. O resultado é a renovação do tecido, com melhora da hidratação, viço e tônus da pele.
Para a especialista, essa abordagem marca uma mudança significativa nos
tratamentos estéticos atuais. “Entramos em uma era do minimalismo facial, indo
na contramão do excesso de preenchedores e modificações exageradas. A ideia
agora é preservar a longevidade dos tecidos e investir em resultados naturais,
seguros e sustentáveis ao longo do tempo.”
Biorremodelador
Para restaurar a funcionalidade e estética do tecido, os dermatologistas recorrem aos biorremodeladores, que, ao se juntar às fibras colágenas e à elastina, atua na renovação celular, ajudando o organismo a identificar e substituir as células que perderam a função por novas, plenamente ativas. Com isso, devolve à pele a capacidade produtiva e funcional que se perde com a idade.
O produto se diferencia dos tradicionais bioestimuladores de colágeno, que atuam estimulando os fibroblastos ainda ativos a produzirem mais colágeno através de uma reação inflamatória— um desempenho que, em peles maduras, costuma ser limitado devido à presença significativa de células senescentes, que já perderam a capacidade funcional.
“A medicina estética moderna vai muito além de estimular colágeno e suavizar rugas. Hoje, buscamos estimular o próprio corpo a regenerar seus tecidos com inteligência e naturalidade. É uma abordagem que pensa não apenas na estética, mas em saúde e bem-estar como um todo”, explica a médica Mariana Gradowski.
“Com o envelhecimento, a derme vai perdendo profundidade e densidade, o que leva à flacidez e àquela sensação de que o rosto está ‘derretendo’. É exatamente isso que muitas pacientes buscam tratar”, continua Mariana. “Os tratamentos atuais têm o intuito de regenerar e redensificar essa camada, promovendo uma reparação celular natural, como se o organismo voltasse a ter células jovens em funcionamento”.
Segundo a médica, é possível atuar nos três níveis da pele: nas camadas profundas, restaurando os adipócitos que dão sustentação; na camada intermediária, estimulando colágeno e elastina para melhorar a flacidez; e na superfície, com redensificação da epiderme, que melhora o viço e a hidratação.
Composto com a maior concentração de ácido hialurônico do mercado
(64mg/2ml), o biorremodelador Profhilo, distribuído pela Aeskins, unidade de negócio do Grupo
MedSystems, tem se destacado na medicina estética regenerativa. Formulado sem
adição de estabilizantes como o BDDE - frequentemente associado a reações
imunológicas - o produto distribui-se de maneira homogênea pela pele, sem
necessidade de massagens específicas após a aplicação. Proporciona de forma
intensa e gradual a produção de colágeno e elastina. Além de promover hidratação
profunda, ele melhora a elasticidade, o tônus e a firmeza da pele, favorecendo
uma regeneração natural e progressiva.
Associação com radiofrequência monopolar
A associação do biorremodelador com tecnologias como a radiofrequência monopolar — a exemplo do Volnewmer, que também integra o portfólio do Grupo MedSystems — é uma estratégia indicada para potencializar os resultados. Esse equipamento funciona como um biorregenerador tecnológico, promovendo a produção, reorganização e contração das fibras colágenas e elásticas na pele, o que favorece a firmeza e a textura do tecido. Por isso, a médica Mariana Gradowski recomenda um protocolo que se inicia com a aplicação do Profhilo, realizada 30 dias antes da sessão com o aparelho. Após esse intervalo, procede-se à radiofrequência e, no mesmo dia, após resfriamento da pele, uma nova aplicação do injetável, reforçando e prolongando os efeitos do tratamento.
“Neste protocolo combinado, oferecemos substrato e hidratação para a matriz extracelular. Essa associação garante os melhores resultados possíveis”, explica a médica.
Os benefícios vão além do resultado imediato: essa abordagem é ideal
para quem deseja começar a cuidar da pele de forma preventiva, com foco em
saúde e bem-estar. Por isso, ela também é indicada para peles mais jovens. O
objetivo é “alimentar” o banco de colágeno do organismo e, assim, criar uma
reserva natural da proteína por meio da medicina regenerativa. Com resultados
progressivos, o tratamento costuma exigir poucas sessões e apresenta efeitos
duradouros.
Aeskins
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