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sexta-feira, 18 de julho de 2025

Dificuldades para mastigar, respirar e baixa autoestima: saiba quando procurar um fonoaudiólogo infantil

Coordenadora do curso de Fonoaudiologia da Unifran alerta sobre sinais que podem indicar a necessidade de uma avaliação

 

É essencial que pais e responsáveis estejam atentos aos marcos de desenvolvimento das crianças. A falta de atenção aos atrasos motores, cognitivos, linguísticos e socioemocionais pode acarretar alterações significativas no desenvolvimento neuropsicomotor dos pequenos, segundo Nivea Maria Simaro Gomes, coordenadora do curso de Fonoaudiologia da Universidade de Franca (Unifran). Para auxiliar neste aspecto, a especialista destaca os principais marcos de aprendizado e orienta sobre quando é necessário procurar um fonoaudiólogo infantil.

 

Nivea aponta os marcos relacionados à fala e linguagem: 

Idade

Desenvolvimento de

De 0 a 3 meses

Sons guturais e vogais

De 4 a 6 meses

Balbucio e imitação de sons

De 7 a 9 meses

Sons consonantais e sons vocálicos combinados

De 10 a 12 meses

Primeiras palavras, uso de gestos indicativos e representativos

De 12 a 18 meses

Vocabulário em expansão e combinação de palavras

De 2 a 3 anos

Forma frases simples e conversação básica

De 4 a 5 anos

Frases complexas e conversação mais sofisticada

A especialista reforça a importância de observar o neurodesenvolvimento infantil em diversos aspectos: “Toda e qualquer alteração relacionada à comunicação e às estruturas orofaciais — envolvendo língua, lábios, bochechas, frênulo de língua, palato, arcada dentária e mordida — deve ser observada. Na dúvida, os pais ou responsáveis devem procurar um fonoaudiólogo para que a criança passe por uma avaliação e, se necessário, inicie a intervenção terapêutica”, explica.

 

Quais são os principais sinais de alerta?

  • Dificuldades na alimentação: Recusa de determinados alimentos, seletividade alimentar, dificuldade para mastigar alimentos sólidos ou mais consistentes, e episódios de engasgos ao engolir.
  • Respiração oral: Padrão de respiração pela boca, em vez do nariz, geralmente associado a alterações na musculatura orofacial, como flacidez e hipotonia dos músculos da boca e língua. Esse padrão pode causar baixo rendimento escolar e desatenção, já que a criança não dorme bem à noite e pode apresentar sonolência durante as aulas.
  • Problemas de aprendizagem: Dificuldade para aprender novas habilidades ou conceitos, que podem estar associados ou não a transtornos do neurodesenvolvimento. Também podem ocorrer dificuldades relacionadas à leitura e escrita, como trocas de grafemas.
  • Dificuldades sociais: Baixa interação com outras crianças ou adultos, sinalizando uma comunicação social pouco efetiva, o que pode gerar frustração e baixa autoestima.


Por que realizar a intervenção fonoaudiológica? 

A especialista afirma que a avaliação e intervenção realizada de forma precoce pode gerar benefícios significativos, incluindo:

  • Melhoria na comunicação: Aumento da capacidade de comunicação e expressão com outras pessoas.
  • Melhoria nos resultados acadêmicos: Maior sucesso na escola e na aprendizagem, favorecendo o bem-estar e a adaptação ao ambiente escolar.
  • Melhoria na autoestima e confiança: Maior confiança e capacidade de lidar com desafios e frustrações.

 

Quais são os primeiros passos para os pais e responsáveis? 

Caso sejam identificados os sinais de alerta mencionados, os primeiros passos recomendados pela fonoaudióloga são:

  • Consultar um pediatra: o médico pode avaliar a criança e recomendar uma avaliação fonoaudiológica, se necessário.
  • Buscar um fonoaudiólogo infantil: O profissional poderá avaliar a criança e desenvolver um plano de intervenção para melhorar a comunicação e o desenvolvimento da linguagem, caso seja necessário.

Durante a primeira consulta com um fonoaudiólogo infantil, a especialista explica algumas etapas importantes que devem ser realizadas:

  • História clínica: Coleta de informações sobre a história de vida da criança e a relação com a queixa apresentada.
  • Avaliação das habilidades comunicativas: O fonoaudiólogo avaliará a linguagem oral e escrita, bem como as habilidades comunicativas da criança, utilizando protocolos padronizados.
  • Discussão dos resultados: O profissional discutirá os resultados da avaliação e recomendará um plano de intervenção, se necessário.
  • Desenvolvimento do plano de intervenção: Em colaboração com os pais, o fonoaudiólogo elaborará um plano para melhorar a comunicação e o desenvolvimento da linguagem da criança. Caso necessário, será proposta a fonoterapia individual, acompanhada de orientações específicas para os ambientes em que a criança está inserida.

 


UNIFRAN
www.unifran.edu.br



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