Populares por promoverem perda de peso e ganho
muscular, dietas ricas em proteína exigem atenção redobrada com a saúde renal,
especialmente quando não possuem orientação médica
Dietas
com alto teor de proteínas, como a dieta da proteína, a cetogênica ou a
carnívora, têm se popularizado por prometerem perda de peso rápida e ganho de
massa muscular. Mas será que o excesso de proteína é inofensivo?
O impacto no rim
“O
rim é responsável por filtrar o sangue e eliminar substâncias que o corpo não
utiliza. Quando há um consumo excessivo de proteínas, especialmente de origem
animal, esse órgão pode sofrer sobrecarga”, explica o Dr. Bruno Zawadzki,
diretor médico da DaVita Tratamento Renal.
Segundo
ele, o exagero pode aumentar o risco de formação de pedras nos rins e, com o
tempo, até comprometer a função renal. “A proteína é essencial para o
organismo, mas como tudo na nutrição, o equilíbrio é fundamental. Dietas
radicais, sem acompanhamento, podem trazer mais prejuízos do que benefícios”,
ressalta.
Pessoas
com histórico de doenças renais, hipertensão ou diabetes precisam de atenção
especial antes de adotar dietas hiperproteicas. “Qualquer mudança drástica na
alimentação deve ser discutida com um médico ou nutricionista”, orienta
Zawadzki.
Como consumir proteínas com segurança?
Para quem deseja aumentar a ingestão de proteínas sem prejudicar a saúde, o
especialista recomenda:
- Diversificar as fontes:
incluir não apenas carnes, mas também peixes, ovos e proteínas vegetais,
como feijão e lentilha;
- Hidratar-se bem: a
água ajuda os rins a eliminarem os resíduos do metabolismo proteico;
- Evitar suplementos sem orientação: o
uso indiscriminado de whey protein e outros suplementos pode agravar a
sobrecarga renal;
- Monitorar a saúde:
exames de rotina são essenciais para avaliar a função renal;
“O
equilíbrio é a chave. Dietas milagrosas podem até trazer resultados rápidos,
mas a saúde deve sempre vir em primeiro lugar”, conclui o nefrologista.
Nenhum comentário:
Postar um comentário