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segunda-feira, 28 de julho de 2025

DERMADAY

 


Criado a partir da experiência pessoal da fundadora com o câncer de mama, o Instituto atua com base em ciência, empatia e responsabilidade social, promovendo eventos, grupos de apoio e conteúdos digitais que aproximam pacientes, médicos e informação de qualidade. Com forte presença digital por meio do Instagram @iespacodevida, o Instituto constrói diariamente uma comunidade engajada e acolhedora — onde saúde, autoestima e representatividade caminham juntas.


Glossário das Patologias

 

Dermatite Atópica: 

Inflamatória e crônica, a Dermatite Atópica (DA) é um dos tipos mais comuns de eczema, principalmente na infância. Mesmo assim, a doença pode se manifestar no início da adolescência e na idade adulta. A doença acomete principalmente as grandes dobras do corpo como porção anterior dos cotovelos, região atrás dos joelhos e pescoço. Nas crianças menores, a face é uma região frequentemente afetada também. Mais comum na infância, em 45% dos casos surge até os primeiros seis meses, em 60% durante o primeiro ano e em 85% antes do quinto ano de vida da criança. 

 

Sintomas: 

A coceira e a pele seca e avermelhada são as principais características da Dermatite Atópica. Em alguns casos, a coceira pode ser intensa e interferir nas atividades diárias, na capacidade de concentração e na qualidade do sono do paciente. É comum os pacientes também terem ferimentos na pele causados pela coceira excessiva. O quadro clínico da DA varia de acordo com a fase da doença e pode ser dividido em três estágios: infantil (3 meses a 2 anos de idade), pré-puberal (2 a 12 anos) e na fase adulta (acima de 12 anos). 

 

Tratamento: 

O principal objetivo do tratamento da dermatite atópica é o controle da coceira, a redução da inflamação da pele e a prevenção das recorrências. Nas formas leves, maioria dos casos, os medicamentos tópicos são a opção e podem ser aplicados diretamente sobre a pele ou couro cabeludo. 

Nos casos mais graves, os pacientes poderão precisar de terapias orais, incluindo corticoides e imunossupressores. Ao longo dos anos, a chegada de novos tratamentos, como os imunobiológicos, aumentou a perspectiva para o melhor controle da DA. Entretanto, o médico dermatologista é quem pode indicar o medicamento mais adequado para cada caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. 

Para manter a doença controlada, o paciente precisa seguir a prescrição recomendada pelo médico, sem interromper o uso do medicamento. Por conta do ressecamento, algumas práticas adotadas por pacientes podem ser benéficas, como: manter a pele hidratada e evitar banhos quentes, optando sempre por água morna. É recomendável ainda o uso de sabonetes mais suaves e sintéticos que respeitam o pH natural da pele.

 

Hidradenite Supurativa: 

Mais frequente em mulheres, e após a puberdade, a Hidradenite Supurativa (HS) é uma doença de pele inflamatória crônica de pele, que costuma acometer axilas, regiões das mamas, virilha, genital e glúteo, a partir da inflamação dos folículos pilosos nesses locais. As causas da HS ainda não estão bem estabelecidas, porém, alguns fatores podem desencadear a sua ocorrência, como tabagismo, sobrepeso, histórico familiar e associação com outros problemas de saúde. 

 

Sintomas: 

A HS se caracteriza pelo surgimento de lesões inflamadas, dolorosas, como nódulos ou caroços, que podem evoluir com abertura e drenagem de pus. Além das lesões que causam dor, a constante eliminação de pus também pode gerar mau odor e manchar as roupas. É comum que a persistência dos nódulos faça com que a mesma lesão inflame e desinflame várias vezes no mesmo local. Com o tempo e o aparecimento de novas lesões ao lado das antigas surgem as cicatrizes. Nesse estágio, o paciente pode ter dificuldade para movimentar braços e coxas.

 

Tratamento: 

O tratamento da Hidradenite Supurativa (HS) depende da resposta de cada paciente e pode variar de acordo com a gravidade dos sintomas. Sempre acompanhado por um dermatologista, as opções para controlar a doença incluem: medicamentos tópicos ou sistêmicos, injeções de corticosteroides, terapias biológicas, analgésico potentes ou até cirurgia. 

Alguns hábitos de autocuidado são fundamentais e fazem parte da jornada de quem tem a HS, como: evitar o tabagismo, evitar roupas apertadas que possam irritar a pele e manter a área afetada pelas lesões sempre limpa. Essas são medidas preventivas e complementares que devem ser adotadas pelos pacientes.

 

Psoríase: 

Uma doença crônica, inflamatória e não contagiosa de pele. A psoríase é caracterizada pelo surgimento de lesões avermelhadas, com escamas secas brancas ou prateadas, que podem aparecer com maior frequência no couro cabeludo, cotovelo, joelhos, glúteos, umbigo, sola dos pés e palma das mãos, entre outros. Trata-se de um processo de ataque inflamatório à pele que acelera a proliferação da descamação observada nas lesões. Estima-se que em até 30% dos casos, a inflamação similar pode acontecer nas articulações, levando à artrite psoriática, outra manifestação da doença. A psoríase também está associada a outras enfermidades cardiometabólicas, gastrointestinais e diversos tipos de cânceres e distúrbios do humor, o que diminui a qualidade de vida do paciente não tratado. 

 

Sintomas: 

Além das lesões visíveis da pele, em alguns casos pode aparecer sintomas de artrite – como inchaço de um dedo ou dor nas articulações. De acordo com a gravidade da doença e do perfil do paciente, os sintomas podem variar. Os mais comuns são: 

- Manchas vermelhas com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas; 

- Pequenas manchas brancas ou escuras residuais após melhora das lesões avermelhadas;

- Pele ressecada e rachada, as vezes com sangramento;

 

Sintomas: 

- Unhas grossas, descoladas, amareladas e com alterações da sua forma (sulcos e depressões);

- Coceira, queimação e dor; 

- Inchaço e rigidez nas articulações; em casos mais graves, destruição das articulações e deformidades;  

- Histórico familiar:   entre 30% e 40% dos pacientes de psoríase sabem ter familiar de primeiro grau com psoríase; 

- Estresse: um número expressivo de pacientes refere-se ao aparecimento ou agravamento das lesões após estresse agudo ou crônico, como perda de um familiar, por exemplo; 

- Obesidade: o excesso de peso pode aumentar o risco de desenvolver psoríase;  

- Tempo frio: como a pele fica mais ressecada, a psoríase tende a piorar no frio; 

- O consumo de bebidas alcoólicas e o tabagismo tendem a piorar as lesões existentes. 

 

Tratamento: 

O tratamento da psoríase é individualizado, o tipo e a gravidade da doença determinarão a conduta a

ser seguida pelo dermatologista. Os tipos de tratamentos mais comuns vão desde os tópicos, à base de

cremes e pomadas aplicados na pele, sistêmicos e biológicos, via comprimido e injeção, e até fototerapia, por meio da exposição da pele à luz ultravioleta de forma consistente e com supervisão médica. Nos últimos anos, a chegada de terapias inovadoras, eficazes e seguras, aprovadas pela Anvisa e com acesso pelo rol da ANS e SUS, vem mudando o curso do tratamento da doença, permitindo o controle da psoríase e melhorando a qualidade de vida dos pacientes, familiares e cuidadores.

 

Data do Evento: Sábado, 9 de Agosto

Local: Hotel Blue Tree – Avenida Roque Petroni Júnior, 1000


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