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| Dirigido por Kiko Rieser, espetáculo conta com José Loreto, Larissa Ferrara, Marjorie Gerardi e Rafael Lozano |
Longe dos clichês das comédias românticas, Closer mergulha na complexidade dos relacionamentos contemporâneos com um olhar nu e direto. A peça, escrita por Patrick Marber, oferece um retrato honesto e intenso sobre amor, traição, desejo, ciúmes e a fragilidade dos laços humanos. A montagem brasileira, com direção de Kiko Rieser, está em cartaz no Teatro Vivo e segue em temporada até 27 de julho, com sessões às quintas, sextas e sábados às 20h e domingos às 18h.
O elenco reúne José
Loreto, Larissa Ferrara, Marjorie Gerardi e Rafael
Lozano em uma coreografia emocional entre quatro personagens
cujas relações são marcadas por encontros e desencontros, jogos de poder,
manipulação e busca por afeto.
Na trama, Dan, um escritor iniciante, conhece
Alice, uma jovem misteriosa, após um atropelamento. A conexão entre os dois é
imediata. Ao longo dos anos, seus caminhos se cruzam com os de Anna, uma
fotógrafa de sucesso, e Larry, um dermatologista. O quarteto se envolve em uma
rede de desejos, traições, mentiras e jogos emocionais. Em uma narrativa cheia
de reviravoltas, Closer revela as contradições do amor e os limites da
intimidade.
A peça deu origem ao premiado filme homônimo
lançado em 2004, dirigido por Mike Nichols e estrelado por Julia Roberts,
Natalie Portman, Jude Law e Clive Owen. A adaptação cinematográfica ampliou o
alcance da obra e rendeu indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro, consolidando Closer
como um dos retratos mais contundentes sobre amor, desejo e desilusão no início
do século 21.
Para o diretor Kiko Rieser, a peça soa ainda
mais atual agora do que quando foi escrita, mais de duas décadas atrás. “Hoje
vivemos o imediatismo dos meios de comunicação. Tudo é para ontem, e isso se
reflete diretamente nas relações amorosas. As pessoas não querem mais pensar a
longo prazo, e o resultado é que as relações duram menos e raramente são
trabalhadas com profundidade. Closer mostra o momento em que a
paixão dá lugar ao companheirismo e à carência — e como isso acaba revelando
jogos de dominação, projeções e vaidades.”
A encenação aposta em uma estética
contemporânea e simbólica. O cenário, assinado por Bruno
Anselmo, é um ambiente abstrato, de inspiração brutalista, com
volumes e estruturas que se transformam ao longo do espetáculo. São espaços que
se revelam à medida que as personagens se encontram, formando quase um
labirinto que, visualmente, traduz a complexidade das relações ali
estabelecidas. “São 12 ambientes diferentes representados em cena, e usamos
câmeras ao vivo mescladas com projeções pré-gravadas. Isso cria uma camada
entre o real e o ficcional, entre o que os personagens mostram e o que escondem
— um jogo de voyeurismo e exibicionismo que conversa com os próprios temas da
peça”, comenta Kiko.
A direção também exigiu intensa entrega do
elenco, já que Closer coloca seus personagens em situações extremas. “É
um vespeiro mexer com esse texto, ainda mais para quem está em uma relação
estável. É quase um processo terapêutico. A gente entende os personagens a
partir da gente — e se entende também a partir deles”, completa o diretor.
“O que eu faria no lugar deles?” — é essa a
inquietação que Kiko gostaria que o público levasse para casa. “A peça começa
como um jogo de amor e se transforma num grande ringue de boxe. Os personagens
vão abrindo mão da ética para tentar vencer. E é aí que está o incômodo, a
identificação, a reflexão.”
A solidão, a liquidez das relações e os
vínculos frágeis da era contemporânea compõem o pano de fundo dessa obra que
provoca o espectador a questionar até que ponto conseguimos ser honestos — com
os outros e com nós mesmos.
Ficha
técnica:
Texto: Patrick Marber. Tradução: Rachel Ripani. Direção: Kiko Rieser. Elenco: José Loreto, Larissa Ferrara, Marjorie Gerardi, Rafael Lozano. Cenário: Bruno Anselmo. Videomapping: André Grynwask e Pri Argoud (Um Cafofo). Música original: Mau Machado. Desenho de luz: Gabriele Souza. Visagismo: Eliseu Cabral. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Direção de produção: Edinho Rodrigues.
Serviço:
Closer
Temporada: Até 27 de julho.
Quintas,
sextas e sábados, às 20h. Domingos, às 18h.
Duração: 100 minutos. Classificação:
16 anos.
Ingressos: Quintas e sextas: R$100 e R$50 Sábados e domingos: R$120 e R$60.
TEATRO VIVO – Avenida Doutor Chucri Zaidan,
2460 – Morumbi. Telefone: 11 3430-1524.
Bilheteria:
Funcionamento
somente nos dias de peça, 2h antes da apresentação.
Ponto de
Venda Sem Taxa de Conveniência: Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460 (antigo 860) –
Morumbi
Estacionamento

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