O Brasil está envelhecendo. Até 2030, o número de pessoas com 60 anos ou mais superará o de crianças. E, até 2050, a população acima dos 50 anos deve representar cerca de 40% do total do país. Nesse contexto, a chamada economia prateada, que movimenta produtos e serviços voltados ao público maduro, já responde por 39% do PIB, somando aproximadamente R$ 1,8 trilhão.
Foi a partir dessa realidade que o painel “Economia Prateada: Como a liderança feminina está inovando para um Brasil que envelhece” reuniu, nesta terça-feira (17), durante o Fin4She Summit, em São Paulo, quatro executivas para discutir os impactos do envelhecimento populacional no mercado de trabalho e na sociedade. Participaram da conversa Aline Sun (Boost Content, moderadora), Ana Carolina Gonçalves (COPAG), Cristina Prado (True Brands) e Luciane Lima (Visa).
“A inversão da pirâmide etária muda tudo: mercado, saúde, relações de trabalho e o futuro do país”, destacou Aline ao abrir o painel.
Aos 45 anos, Cristina Prado fundou sua empresa e, hoje aos 51, defende a maturidade como diferencial competitivo. “Idade não pode ser impeditivo. O importante é ter propósito, vontade e disposição para continuar se reinventando.”
Luciane
Lima, vice-presidente de Finanças da Visa, abordou os desafios enfrentados por
mulheres com mais de 50 anos no mercado corporativo. “Definitivamente, ser
mulher com mais de 50 traz mais obstáculos do que para os homens.”
Já Ana Carolina Gonçalves, CEO da COPAG, compartilhou a experiência de contratar uma profissional 50+ e os impactos positivos para a equipe. “Ela trouxe equilíbrio, estabilidade e um repertório muito valioso. Integrar diferentes perfis gera aprendizado e fortalece o time.”
O
painel também discutiu temas como menopausa, saúde preventiva, suplementação e
preconceito etário, reforçando a urgência de quebrar os silêncios que ainda
cercam o envelhecimento feminino, dentro e fora do mercado de trabalho.
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