Pediatra da Santa Casa de Chavantes alerta para a
importância da BCG na prevenção das formas mais graves de tuberculose em
crianças
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Indicada
para prevenir formas graves de tuberculose, como a miliar e a meníngea, a
vacina da BCG, sigla para Bacilo Calmette-Guérin, é uma das primeiras do
calendário vacinal infantil. Segundo dados do Ministério da Saúde, a aplicação
da BCG aumentou em 2025: de janeiro a maio, foram administradas 6.810.180 doses
em todo o país, um crescimento de 64,5% em comparação ao mesmo período do ano
anterior, quando foram aplicadas 4.138.760 doses.
O
Dia da Vacina BCG, celebrado em 1º de julho, reforça a importância da imunização
contra a tuberculose, doença infecciosa causada pelo Mycobacterium
tuberculosis e que pode evoluir para quadros graves quando não tratada.
A
pediatra da Santa Casa de Chavantes, Dra. Michele Alves, explica que a vacina é
essencial para prevenir formas menos comuns, porém mais perigosas da doença.
“Na forma miliar, a bactéria se espalha pelo corpo e pode afetar vários órgãos
ao mesmo tempo. Já na forma meníngea, ela atinge o cérebro e a medula, o que
pode causar confusão mental, rigidez na nuca e até coma. São situações graves,
que precisam de tratamento rápido com antibióticos”, afirma.
Indicada
para recém-nascidos, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida, a BCG
pode ser aplicada até os quatro anos de idade caso a criança ainda não tenha sido
imunizada. A dose é única e está disponível gratuitamente pelo SUS (Sistema
Único de Saúde).
“A
proteção precoce é fundamental, porque o sistema imunológico do bebê ainda está
em desenvolvimento. Nessa fase, ele é mais vulnerável a infecções graves, como
a tuberculose. A BCG ajuda a evitar que a doença evolua para formas severas,
que podem comprometer órgãos vitais e até levar à morte. Por isso, vacinar nas
primeiras horas de vida é uma medida essencial de cuidado e prevenção”, reforça
Dra. Michele.
Após
a aplicação, é comum surgir uma pequena ferida no local da injeção, que
cicatriza e forma uma marquinha característica no braço. Essa cicatriz é
considerada um sinal de que o organismo reagiu à vacina e, por isso, costuma
permanecer por toda a vida.
Apesar
de ser segura para a maioria das crianças, a BCG deve ser adiada em algumas
situações. A vacina não é indicada para prematuros com menos de 2 quilos, para
aqueles com imunidade comprometida, como os que vivem com HIV ou utilizam
medicamentos que afetam o sistema imunológico, nem para bebês cujas mães
fizeram uso de substâncias imunossupressoras durante a gestação. Nesses casos,
a avaliação médica é indispensável, especialmente nos primeiros seis meses de
vida.
Além
da proteção contra a tuberculose, manter a caderneta de vacinação em dia é uma
das formas mais eficazes de garantir a saúde das crianças e prevenir doenças
que ainda representam riscos no país.
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