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quarta-feira, 2 de julho de 2025

Aplicação da vacina BCG cresce 64,5% no Brasil em 2025

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Pediatra da Santa Casa de Chavantes alerta para a importância da BCG na prevenção das formas mais graves de tuberculose em crianças

 

Indicada para prevenir formas graves de tuberculose, como a miliar e a meníngea, a vacina da BCG, sigla para Bacilo Calmette-Guérin, é uma das primeiras do calendário vacinal infantil. Segundo dados do Ministério da Saúde, a aplicação da BCG aumentou em 2025: de janeiro a maio, foram administradas 6.810.180 doses em todo o país, um crescimento de 64,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando foram aplicadas 4.138.760 doses. 

O Dia da Vacina BCG, celebrado em 1º de julho, reforça a importância da imunização contra a tuberculose, doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis e que pode evoluir para quadros graves quando não tratada. 

A pediatra da Santa Casa de Chavantes, Dra. Michele Alves, explica que a vacina é essencial para prevenir formas menos comuns, porém mais perigosas da doença. “Na forma miliar, a bactéria se espalha pelo corpo e pode afetar vários órgãos ao mesmo tempo. Já na forma meníngea, ela atinge o cérebro e a medula, o que pode causar confusão mental, rigidez na nuca e até coma. São situações graves, que precisam de tratamento rápido com antibióticos”, afirma. 

Indicada para recém-nascidos, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida, a BCG pode ser aplicada até os quatro anos de idade caso a criança ainda não tenha sido imunizada. A dose é única e está disponível gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). 

“A proteção precoce é fundamental, porque o sistema imunológico do bebê ainda está em desenvolvimento. Nessa fase, ele é mais vulnerável a infecções graves, como a tuberculose. A BCG ajuda a evitar que a doença evolua para formas severas, que podem comprometer órgãos vitais e até levar à morte. Por isso, vacinar nas primeiras horas de vida é uma medida essencial de cuidado e prevenção”, reforça Dra. Michele.

Após a aplicação, é comum surgir uma pequena ferida no local da injeção, que cicatriza e forma uma marquinha característica no braço. Essa cicatriz é considerada um sinal de que o organismo reagiu à vacina e, por isso, costuma permanecer por toda a vida. 

Apesar de ser segura para a maioria das crianças, a BCG deve ser adiada em algumas situações. A vacina não é indicada para prematuros com menos de 2 quilos, para aqueles com imunidade comprometida, como os que vivem com HIV ou utilizam medicamentos que afetam o sistema imunológico, nem para bebês cujas mães fizeram uso de substâncias imunossupressoras durante a gestação. Nesses casos, a avaliação médica é indispensável, especialmente nos primeiros seis meses de vida. 

Além da proteção contra a tuberculose, manter a caderneta de vacinação em dia é uma das formas mais eficazes de garantir a saúde das crianças e prevenir doenças que ainda representam riscos no país.

  

Grupo Chavantes


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