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sábado, 5 de julho de 2025

Algoritmos influenciam no comportamento de crianças e desafiam pais a educar com tecnologia

 

Estudo da ESET mostra como plataformas digitais moldam o comportamento infantil e traz orientações para que adultos ensinem o uso consciente e responsável de redes sociais e aplicativos 

 

Os algoritmos que definem o que aparece nas telas de TikTok, YouTube e Instagram, por exemplo, têm influenciado diretamente o comportamento de crianças e adolescentes. A avaliação é da empresa de cibersegurança ESET, responsável pela iniciativa Digipais, que orienta famílias sobre o uso seguro da tecnologia. Segundo a companhia, esses sistemas, que personalizam vídeos, anúncios e sugestões de conteúdo com base no histórico de uso, podem tanto estimular o aprendizado quanto reforçar vícios digitais, padrões de consumo e até visões radicais. 

Algoritmos são conjuntos de regras usados para processar dados e tomar decisões. No universo digital, isso significa decidir quais vídeos, produtos ou anúncios cada pessoa verá primeiro. Plataformas como TikTok, YouTube e Instagram, por exemplo, usam essa ferramenta para reter atenção do usuário, sugerindo conteúdo baseado em preferências e histórico de navegação. 

“Tratam-se de mecanismos muito eficientes na maior parte do tempo, que entregam conteúdos quase personalizados com os interesses das pessoas que utilizam as redes sociais. Mas é importante lembrar que, assim como em outras áreas da vida, os benefícios costumam vir acompanhados de riscos”, alerta Daniel Barbosa, pesquisador de segurança da ESET no Brasil.

 

O impacto dos algoritmos nas crianças 

A personalização oferecida pelos algoritmos pode ser positiva. Uma criança interessada em astronomia, por exemplo, tende a receber mais vídeos educativos sobre o tema. Porém, esse mesmo filtro pode limitar a diversidade de ideias e até reforçar visões extremistas, como discursos misóginos ou preconceituosos, ao restringir o conteúdo acessado. 

Além disso, o consumo contínuo e automatizado favorece a distração e afeta a capacidade de concentração, especialmente em plataformas que exploram vídeos curtos e de rápida absorção. “É fundamental promover o equilíbrio entre o tempo online e atividades offline, como leitura e brincadeiras criativas”, recomenda a ESET. 

A exposição a anúncios e sugestões de compras também merece atenção. Crianças podem ser levadas a consumir de forma impulsiva ou acreditar que precisam adquirir certos produtos para se sentirem incluídas. A ESET sugere que os pais usem esses momentos como oportunidades para desenvolver a educação financeira e o senso crítico nos filhos. 

Por outro lado, os algoritmos também podem ser aliados no processo de descoberta de novos interesses, desde que usados com orientação. Pais e responsáveis devem incentivar buscas ativas por conteúdos enriquecedores e ensinar os pequenos a avaliar a confiabilidade das informações que consomem.
 

O que os adultos podem fazer? 

A primeira recomendação é desmistificar os algoritmos: mostrar às crianças como funcionam esses sistemas, explicando que eles usam preferências anteriores para recomendar vídeos, produtos e perfis. Essa compreensão fortalece o pensamento crítico e evita que aceitem passivamente tudo o que veem. 

Outra estratégia importante é ensinar a influenciar os próprios algoritmos, usando ferramentas como “ver menos disso” ou seguindo perfis diversos. Isso ajuda a construir um ambiente digital mais plural e saudável. 

Estabelecer limites de tempo de uso, incentivar pausas e promover atividades fora da tela são atitudes importantes para reduzir o impacto nocivo do consumo contínuo. Ferramentas como o ESET HOME Security podem auxiliar nesse processo, com recursos de controle parental e filtragem de conteúdo. 

Por fim, manter o diálogo aberto é essencial. Conversar com as crianças sobre o que elas veem online, por que certos conteúdos são recomendados e incentivá-las a refletir sobre as escolhas são práticas que fazem a diferença. 

“Educação, conversa e limites bem estabelecidos transformam os algoritmos de potenciais ameaças em ferramentas valiosas. O objetivo não é excluir a tecnologia da vida das crianças, mas guiá-las para um uso consciente e seguro ao longo do tempo”, reforça Barbosa. 

A iniciativa Digipais, impulsionada pela ESET por meio do projeto SakerKidsOnline, oferece materiais gratuitos para ajudar pais, mães e professores no diálogo e na supervisão do uso da tecnologia pelas crianças. Saiba mais: Link

 

ESET®
https://www.eset.com/br/
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