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sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Janeiro Verde: mês de conscientização sobre o Câncer de Colo do Útero

Vacina contra HPV é o método de prevenção mais efetivo, segundo a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC)

 

Janeiro Verde é o mês da conscientização sobre o câncer de colo do útero, também conhecido como câncer cervical, e a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) reforça a importância da imunização contra o HPV como principal método de prevenção. De acordo com o relatório anual do Instituto Nacional de Câncer (INCA), apresentado em 2023, este é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre mulheres no Brasil. Segundo a estimativa do mesmo documento, 17 mil novos casos serão diagnosticados para cada ano do triênio 2023-2025. Entre as principais causas deste tipo de neoplasia está a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), que pode ser evitada por meio da vacina tetravalente disponível na rede pública e privada (que hoje também já tem disponível a vacina nonavalente).  

O HPV é transmitido pela atividade sexual e alguns dos seus subtipos podem causar câncer, incluindo o câncer de colo do útero. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda a vacinação preferencialmente antes do início da vida sexual, considerando a faixa etária de 9 a 14 anos para meninas, e 11 a 14 anos para os meninos. “Os estudos mostram que a vacina contra o HPV é segura e pode salvar milhares de vidas, já que a imunização dos adolescentes tem relação direta com a diminuição da incidência dos tumores relacionados à infecção pelo vírus”, explica a Dra. Andreia Melo, oncologista clínica especialista em tumores ginecológicos e membro do Comitê de Lideranças Femininas da SBOC. 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas, sendo que esta porcentagem pode ser maior nos homens. A especialista ressalta que além do câncer do colo de útero, a vacina contra o HPV ainda pode prevenir outros tipos de tumores: “A imunização protege também contra o câncer de vagina, vulva, pênis ou canal anal, além de alguns tumores da região da cabeça e pescoço”.
 

Sintomas, detecção e tratamento 

O câncer de colo do útero ocorre por meio de alterações das células uterinas e os primeiros sintomas demoram a aparecer, sendo eles manifestados com sangramentos, corrimento anormal, dores abdominais, queixas urinárias e dores durante a relação sexual. Por isso, é importante a realização do exame Papanicolau a partir dos 25 anos, mesmo em mulheres que foram imunizadas contra o HPV, porque ele permite a detecção de uma lesão pré-invasora (neoplasia intraepitelial cervical).  

O tratamento para o câncer de colo de útero é avaliado caso a caso de acordo com o estágio da doença, a idade do paciente e questões pessoais, como a vontade da mulher em gerar filhos. Pode envolver cirurgia (histerectomia), quimioterapia combinada à radioterapia, ou em casos avançados da doença a imunoterapia em combinação com quimioterapia. “Quando detectado em fase inicial, o câncer do colo de útero apresenta grandes chances de cura”, completa Dra. Andreia Melo.

Você Conhece a Relação Entre Corante Vermelho e Doenças no Intestino?

Descubra Tudo o que Precisa Saber e Como Identificar os Corantes nos Rótulos 

Os corantes são substâncias amplamente utilizadas na indústria alimentícia, têxtil e outras aplicações, com o objetivo de dar cor a objetos, roupas, alimentos, bebidas e até mesmo cosméticos e medicamentos. No entanto, muitas pessoas não sabem que esses corantes podem ter impactos negativos na saúde, especialmente quando consumidos em grandes quantidades. 

O médico nutrólogo Dr. Ronan Araujo, destaca que dentre os diversos tipos de corantes, o vermelho é um dos mais comuns e pode ser encontrado em diversos produtos, como carnes processadas (por exemplo, salsichas), bebidas, doces populares como M&Ms e Skittles, salgadinhos industrializados como Doritos, cereais matinais e até mesmo em suplementos alimentares. No entanto, é crucial estar atento ao tipo de corante utilizado, pois nem todos são seguros para o consumo. 

Um dos corantes vermelhos mais utilizados na indústria alimentícia é o carmim, também conhecido como cochonilha, extrato de cochonilha ou vermelho natural 4. Ele é extraído de insetos como os besouros e pode ser encontrado em alimentos, cosméticos e tintas. No entanto, esse corante pode causar sintomas de alergia em algumas pessoas, como inchaço facial, chiado no peito, erupções cutâneas e complicações intestinais. Em casos graves, pode até mesmo desencadear uma reação anafilática.

Além do carmim, existem outros corantes vermelhos utilizados na indústria alimentícia, como a cochinilha, obtida a partir do inseto Dactylopius coccus, e a beterraba vermelha, extraída da raiz da beterraba. Porém, é importante destacar que nem todos os corantes vermelhos são naturais. Muitos deles são sintéticos, produzidos a partir de compostos petroquímicos. 

Entre os corantes vermelhos sintéticos mais utilizados, podemos citar o Vermelho Allura (INS 129) e o Ponceau 4R (INS 124). Ambos são derivados de compostos petroquímicos e podem ser encontrados em alimentos, bebidas e produtos farmacêuticos. No entanto, alguns países proíbem o uso desses corantes devido aos riscos à saúde. 

Outro corante vermelho sintético bastante conhecido é o Amaranth (INS 123), também chamado de Bordeaux S. Ele é proibido em países como Estados Unidos, Áustria, Noruega e Rússia, mas ainda é permitido no Brasil.

Mas qual é o impacto desses corantes vermelhos na saúde, mais especificamente no intestino?

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Ontário, no Canadá, revelou que o corante vermelho pode ter efeitos negativos no trato gastrointestinal. 

Segundo os pesquisadores, o corante vermelho pode inibir a capacidade de absorção de nutrientes, água e eletrólitos pelo intestino, aumentando o risco de doença inflamatória intestinal. Isso porque o corante pode causar inflamação na mucosa intestinal, afetando a saúde e a função dessa importante parte do sistema digestivo. 

“Portanto, é importante estar atento aos rótulos dos produtos alimentícios e verificar a presença de corantes vermelhos, tanto pelo nome específico quanto pelo número INS. Caso o número INS esteja presente na lista de ingredientes, significa que o produto contém algum tipo de corante. E se for o caso, é necessário analisar se o corante é seguro para o consumo.”. Orienta o Dr. Ronan Araujo. 

É importante ressaltar que nem todos os corantes vermelhos são prejudiciais à saúde. Existem também corantes naturais, como as antocianinas, pigmentos vermelhos encontrados em frutas e vegetais, que podem ter efeitos benéficos para a saúde. 

“É sempre recomendado optar por alimentos e produtos que não contenham corantes artificiais em sua composição. Além disso, é fundamental ter uma alimentação equilibrada e variada, rica em nutrientes e fibras, para manter a saúde intestinal em dia.”. Conclui o Dr. Ronan Araujo.


Dr. Ronan Araujo - Formado em medicina pela Universidade Cidade de São Paulo, médico especializado em nutrologia pela ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia). Com foco em causar impacto e mudar a vida das pessoas através de sua profissão, ele também se tornou membro da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), que o leva a ser atualmente um dos médicos que mais conhece e entrega resultados quando falamos sobre emagrecimento e reposição hormonal. O Dr. Ronan Araujo quer influenciar na mudança de estilo de vida, de hábitos e ajudar as pessoas a viverem mais tempo e com mais qualidade. “Não é apenas sobre emagrecimento, é sobre transformar vidas”, é um dos lemas do médico. Com atendimento único, acolhedor e resultados rápidos na parte da estética e da saúde.


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